Saihate no Paladin (The Faraway Paladin) #8 – Impressões Semanais

Novos personagens aparecem 🙂

Depois de uma semana sem novo episódio, estamos de volta com o 8° episódio de “Saihate no Paladin”. Estamos caminhando para a reta final e neste episódio, conhecemos dois novos personagens muito carismáticos! ^^

Pausa para apreciação do Menel ^^

RUB: Alê, depois de uma breve pausa de 1 semana, retornamos nesse blog os comentários semanais de Saihate no Paladin, episódio 8. E graças a esse intervalo, tive uma leve esquecida do que tinha visto há 14 dias atrás na adaptação. Tive que rever os últimos 5 minutos do episódio passado, só para me situar onde tinha parado a história. Enfim estamos após a festança do pessoal da aldeia e o começo da reconstrução do local, sendo apresentado tanto ao problema financeiro e de material que irão precisar para restaurar a região, como o futuro destino deles para conseguirem tudo que precisam para realizar esse recomeço. Esse local desejado seria a cidade referência, localizada próxima a costa, chamado de Whitesails. Nessa introdução, o roteirista aproveitou para apresentar tudo, como a cidade Whitesails é e sua origem, como a possibilidade de encontrarem mais fiéis da deusa Greacefeel pelas redondezas. Até cogitamos Alê nos posts anteriores, de como a religião nesse continente era algo muito distante para maioria da população. E faz sentido, porque além de ser um local muito perigoso com demônios e animais de grande porte ferozes que afastam a população e os isolando em pequenos grupos dispersos, boa parte das pessoas que creram em algum deus (nesse caso da Gracefeel), se locomoveram e foram morar no continente ao sul dali, se distanciando dos problemas locais, mesmo que não foram bem-sucedidos, porque tiveram que sair e mudar de moradia novamente graças aos ataques demoníacos. Também são citados o Blood, Mary e o Gus como grandes heróis da época. Bacana escutarmos isso dos outros personagens, porque faz desse trio ainda mais importante para a história desse continente, já que ficaram tão famosos seus feitos, que são passados de geração a geração entre os habitantes. Não podemos esquecer que já se passaram 200 anos. Então esses registros viraram contos, fábulas ou até poemas para serem contados com orgulho e encantarem as crianças. Fica mais evidente lá para o meio do episódio quando a Robina decide declamar algumas dessas histórias. Mas até para retornamos um pouco foco de forma cronológica, temos o encontro entre a dupla Meneldor e William, com os outros dois, Robina e Antonio. Aliás, que personagem carismática é essa Robina. Depois que o protagonista os ajuda com o Gorila, a Robina esbanja simpatia para todos os lados. Gostei dela no primeiro momento.

ALÊ: Tão estranho ter essa pausa. Ao contrário de você, eu fui direto no episódio 8 e na hora tive que parar para lembrar dos eventos do episódio passado. Fui recordando do principal enquanto ia rolando os primeiros minutos do oitavo capítulo. Eu gosto desse trecho introdutório, porque essas informações vão sendo alternadas entre os personagens. Não é um apenas que sabe tudo e sai contando. É literalmente uma conversa entre o Menel e os demais habitantes, e darem um contexto para o Will, que não sabe de nada. Como consequência, também vão dando informações para os espectadores no processo haha. Pode parecer bobo, mas é bem importante para não dar aquela impressão artificial, como sendo apenas conveniente para o roteiro encaixar aquelas informações naquele momento. E foi como cogitei mesmo. As regiões afastadas por serem constantemente atacadas, foram ‘abandonadas’ e, como suspeitei, a região com mais adeptos da Deusa fica ao Sul, numa cidade que é ‘mais segura’. Às vezes eu esqueço da dimensão da fama da Mary, Blood e do Gus. Já disse outras vezes, mais relacionado às habilidades do Will, mas como a narrativa era muito fechada nos 3 e no Will, nós acabávamos não tendo muita dimensão de como as pessoas de fora viam esse trio. Então da mesma forma que o Will não parecia ser tão forte como ele é, a fama dos 3 também não parecia ser tão grande assim no começo do anime (não são problemas, ok?). É bem curioso passar a ter essa maior dimensão conforme a história progredi. Me causa boas surpresas, principalmente agora que vimos o peso do nome deles e o quão importantes eles foram para os povos daquele continente, tendo suas histórias perpetuadas e contadas por outras pessoas. Vamos falar mais disso daqui a pouco, mas muito boa essa parte, tanto para o Will que enfim está sabendo mais de seus pais, como para os próprios que não sabiam como havia ficado a imagem deles para o restante do mundo. Eu AMEI a Robina. A personagem simplesmente TRANSBORDA carisma. Desde os primeiros minutos em cena, ela já me comprou, personagem super divertida, adorei demais ela. Ela é divertida e animada. O Tonio também, muito carismático. O autor sabe fazer bons personagens e que você adora nos primeiros momentos de participação. Aprecio muito isso na história e que é muito bem transmitida na animação ^^.

Melhor personagem!!!

RUB: A Robina é trovadora, profissão que é esquecida em diversas animações ou filmes com temáticas medievais. Inclusive, é bem perceptível sua vocação graças a facilidade da personagem ser expansiva e comunicativa. Ela praticamente falou sua “ficha técnica” quando se apresentou para o protagonista depois do resgate. Ela toda encantada com a possibilidade do William ser um nobre e religioso. Na região em que moro Alê, trovadores tem um outro significado na linguagem coloquial da fronteira aqui no estado. O gaúcho gosta de nomear as pessoas que adoram contar anedotas ou histórias à exaustão e em momentos inoportunos, nomeando como ‘Trovadores’. Seria aquele tipo de pessoa que fala sobre o seu cotidiano com os estranhos, mesmo que a pessoa ouvinte não tenha perguntado nada ou tenha demonstrado interesse em saber dessas coisas. Serve mais como curiosidade, porque aqui no estado do Rio Grande do Sul, tem um sentido diferente para esse termo muito adotado da idade média. Também nessa cena de apresentação da dupla, descobrimos que o Antonio e a Robina estão indo para Whitesails, e que foram enganados por falsos aventureiros que os abandonaram no primeiro momento de perigo. E como todos os 4 tem um destino final em comum, nada mais normal do que propor uma ajuda mútua, em que o William e Meneldor servem de protetores contra ataques externos, enquanto o Antonio e Robina negociam pelas vilas que passam em busca de juntar verba e coisas para sobrevivência, como comida, para o restante da jornada. Nessa parte eu curto como cada personagem usam seus conhecimentos ou habilidades como forma de barganha durante a negociação. Se a Robina consegue atrair populações graças a sua presença, o Antonio vende mercadoria para os ouvintes que param e escutam as histórias, canções ou declamações que a personagem realizava em um palco improvisado. Até serve para mostrar que o relacionamento entre os quatros é bem harmoniosa, com cada um servindo de suporte para o outro. Em seguida, chegamos na metade do episódio, em que as ações do Blood, da Mary, e do Gus viraram lendas e contos desses espetáculos que a Robina fazia. É quase lúdico, porque foram há tanto tempo tais conquistas, que se tornam quase como lendas pela dimensão fantástica dessas proezas que os 3 fizeram. Como o William fala para si, é uma forma de lembrar suas passagens naquele mundo, sendo sempre mencionados conforme os anos passem, e relembrando suas vitórias.

ALÊ: Pensei mais no Trovadorismo, nele como movimento literário (séculos XI à XIV), que envolve as cantigas e recitações de poemas e histórias, e que acaba encorpando a personalidade da personagem. Não sabia dos diferentes significados desse termo pelo Brasil. E ela tem toda um “encanto” com a fala que a torna muito carismática. É um tanto intrometida, mas em momento algum é chata ou irritante. Tem um charme nela que a torna muito adorável. Parte disso eu acredito que venha do design dela, que é muito fofo. Eu gosto como nesse primeiro encontro, o Menel toma a frente para barganhar com o Tonio, porque ele sabe que o Will é mais inocente e não tem muita habilidade para tal, conseguindo assim, negociar com o cara e partindo com os dois em direção a cidade. A partir daí vamos vendo como que funcionava a relação do Tonio com a Robina, com ela cantando/contando uma história, proporcionando um entretenimento e um show gratuito, enquanto o Tonio vendia mercadoria, fazia trocas, etc. Achei interessante também como rapidamente o Tonio vê o Will como uma oportunidade para conseguir mais dinheiro com as graças proporcionadas pela Gracefeel, o que calhava como sendo proveitoso para ele também, já que ele tem a missão de espalhar a palavra dela pelo mundo. É um segmento bem redondo, que constrói muito bem a relação entre os novos personagens e que flui de forma excelente. Em poucos minutos você já simpatiza com ambos, Tonio e Robina, e nem parece que acabaram de entrar na narrativa. Da metade do episódio para frente, eu avalio como sendo o grande destaque do capítulo. São em momentos como esse que vamos tendo maior noção dos impactos que o Blood, a Mary e o Gus deixaram naquele mundo, como o quão importante eles foram e a imagem deles foi preservada mesmo depois de mais de 2 séculos. Acho legal como o Will percebe que as personalidades parecem um pouco mais diferentes do que eles realmente eram, afinal, são histórias faladas, e dado que passou tanto tempo, é normal que aconteçam algumas distorções (para o bem ou para o mal) nesses relatos. Sem falar que todo esse pedaço não é somente uma história. Eles usam para trazer algumas camadas que possivelmente vão ser importantes futuramente, como a história deles ajudando a elfa e o garoto, mostrando que ela continua viva e esperando por alguém que conheça os três ou pela volta deles mesmo. E por fim, acaba sendo um material para o próprio Will saber um pouco mais de como eram seus pais em vida (deixando ele até emocionado), visto que eles não falavam muito de si mesmos para o jovem.

RUB: Mais para o trecho final, eu gostei foi da conversa que o William e Antonio tiveram sobre seus propósitos. O Antonio, por ter viajado muito entre as cidades, ele estranha em conhecer um guerreiro não ambicioso. Como ele e a Robina já tiveram experiências com outros protetores que os enganaram, encontrar alguém tão honesto ou tão tranquilo para um porte de extrema força física, cria um certo clima de mistério, já que ambos querem conhecer taç guerreiro bondoso e que quer espalhar a palavra de Gracefeel pelo mundo. Acho lindo o protagonista só desejar criar várias amizades enquanto faz sua jornada pela sua missão. Outro detalhe é que o William acha que ainda não criou vínculos de amizade com Meneldor pela forma de tratamento que o elfo tem com ele de o tratar como um sábio ou figura superior. O protagonista só quer criar uma amizade sem barreira e que ambos os lados possam ser felizes no processo. O Antonio até rir, porque o William não notou como o Meneldor fica muito preocupado com ele pela sua inocência. Como você disse acima Alê, o Meneldor interferiu na negociação só para o William não ser enganado ou deixado para trás. Se fosse considerado um estranho, o Menel não faria algo assim ao tomar essa iniciativa. Os dois já são amigos, só que nenhum deles percebeu ainda. Aí termina o episódio onde temos uma possível crise politica sendo mostrada na cidade onde eles estão indo. Se estar sendo mencionado aqui no roteiro essas informações, em algum momento esses aspectos irão ser relevantes mais para frente na história. Termina o episódio com o grupo chegando em Whitesails e, ao menos nessa primeira impressão, essa cidade é bem diferente dos povoados que os personagens passaram. Uma última coisa que queria comentar era sobre a produção do anime. Estava bem ok na maior parte do tempo, porém tem uma cena ali na lareira quando a Robina estava contando a história para os outros 3 personagens, o frame exibia como eles estivessem flutuando, sem acabamento nos desenhos, e me causou muita estranheza. O cenário e os personagens desenhados pareciam terem inseridos ali sem qualquer tratamento digital, como sombras no chão ou em suas roupas. E como a cena é longa, era impossível não notar essa parte toda vez que usaram a cena nesse segmento. De resto, achei como padrão da qualidade que já tínhamos visto nos episódios passados.

ALÊ: Eu também gostei da interação do William com o Antonio no final. O Will segue a missão de espalhar a palavra de Gracefeel, mas não chegou a pensar no que ele queria, como indivíduo. A vontade de fazer amigos foi como um desejo bem sincero e até fofo. Ele passou muito tempo sozinho e anteriormente, convivendo apenas com seus pais. É natural esse desejo dele ^^. E falando nisso, o Menel adota uma posição de intervir pelo Will como na situação da negociação. E até pela forma que o Menel age perto do Will, ele está muito mais a vontade, coisa que não acontecia nos episódios passados e que ele até fingia não se importar com as pessoas ao seu redor com medo de se machucar no processo. Como essas relações são muito novas para o William, ele nem se dá conta desses detalhes. O Menel chamar ele de “sábio”, é bem mais como uma brincadeira pela forma que se conheceram, do que tentar criar uma distância entre eles. Acredito que o Meneldor já considere o William e o tenha como amigo, só ele quem não percebeu. Até porque, quase ninguém fica se perguntando se são amigos ou não. Amizades nascem de forma espontânea e quando menos se espera, já são amigos. Essas relações são novas para o Will, então é normal ele não ter consciência do que os tornam amigos, ou o que é preciso fazer para ter tal relação. Acho isso do personagem bem legal. E com esse fim de episódio, o roteiro já nos passou a informação do possivelmente evento relevante e que talvez venha a se tornar o clímax da temporada. Eu vejo que a pausa de uma semana deu uma ajudada na produção. Os designs estavam mais consistentes nesse episódio, mas era evidente que ainda tiveram suas dificuldades para a finalização e acabamento. Além do que você mencionou, me chamou atenção a Robina tocar o instrumento dela e da personagem não se mexer. A boca dela movimenta, mas o arco que ela usa para tocar estava lá parado. Imagino que vá ser corrigido no Blu-ray/DVD, mas foi bem ok a animação. Espero que agora eles consigam finalizar o projeto sem mais percalços e torço para que a situação deles não esteja tão ruim.

RUB: Mais 4 episódios Alê para o fim da primeira temporada. Pelo que foi mostrado, suponho que os últimos episódios se passaram em Whitesails, até porque, precisamos de maiores detalhes sobre esses fieis da Gracefeel e também de como está a situação do continente ao sul está, já que provavelmente, será o próximo destino do William. Veremos como a história irá prosseguir de agora em diante e que caminhos os personagens irão seguir no futuro.

O que nos aguarda nessa cidade?

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