O mercado brasileiro de mangás e o Shoujo

Entenda: o problema NÃO ESTÁ, necessariamente, em não querer trazer shoujo!

Na última sexta-feira, dia 19 de Novembro, foi ao ar o JBC Bits #69, programas semanais em vídeo da editora JBC em que contam suas principais novidades, atualizam o público do status de produção de suas séries, respondem as perguntas, dentre outras coisas mais. Nesse programa, a editora o encerrou respondendo a pergunta de um leitor: se a editora poderia trazer “Akatsuki no Yona“, mangá Shoujo de Mizuho Kusanagi, título famoso mundialmente, que ano após ano, segue sendo pedido (leia-se: leitores implorando) para que alguma editora traga a obra para o Brasil.

Volume #37 de “Akatsuki no Yona“. A ser lançado no Japão em 20 de Dezembro/2021.

A resposta da editora para a pergunta foi: “O maior problema [da série] é número de edições. Então teríamos que apresentar um projeto para a editora japonesa (Hakusensha), para a gente fazer uma edição BIG ou TRIG, alguma coisa assim. Não está descartado, mas é um pouquinho difícil, mas não impossível.”.

Essa resposta gerou uma repercussão majoritariamente negativa no Twitter naquela noite. Portanto resolvi fazer essa postagem e comentar mais profundamente o assunto (que já desenvolvemos em uma thread no perfil do blog), da relação de Editoras Brasileiras de Mangás × O Shoujo/Josei no Brasil e qual o problema dessa fala da JBC, bem como sua postura e de outras editoras com a demografia.


Logo de cara, preciso deixar claro alguns pontos dessa discussão: o problema não está em não querer trazer mangá Shoujosei (junção de Shoujo e Josei). Não é isso. Se a editora deixasse muito bem que não querem trazer shoujo, que querem continuar inflando esse mercado de Shounen e Seinen, ok. A raiz do problema está na editora insistir em uma narrativa que a demografia não vende, de que não pensam em cada caso, mas sim em trazer “obras de qualidade” e da própria forma de tratamento do Shoujo quando ele é lançado. Tudo vai pesando e tornando essa história muito além de uma questão de querer ou não trazer, até porque se deixassem claro que não tem interesse, não estaríamos nessa constante repetição de eventos. Assim, iremos destrinchar o problema dessa narrativa, item por item.

Relançamento de “Fruits Basket“. Caro, com muitas firulas (Soft Touch) e que sequer recebeu uma nova tradução.

Vamos começar falando da própria fala da editora e ir expandindo o problema. “Qual é o problema da declaração da editora?”. Bem, quando colocamos dois títulos em condições ‘semelhantes’, como a quantidade de volumes, sendo um deles Shounen enquanto o outro é Shoujo, SEMPRE teremos uma maior dificuldade quando avaliado para o Shoujo. A série pode ser da mais curta (um volume único) até a mais longa, como Akatsuki no Yona mesmo. Sempre haverá empecilhos, dificuldades, e os problemas surgem de A a Z. Enquanto isso, no Shounen não existem esses obstáculos. O mangá Shounen não é visto assim. Raramente você vê falas de que “tiveram receio em trazer algum shounen” com mais de 20 volumes. Até mesmo obras que ninguém pediu vem para cá. “Sem Saída” (Panini), completo em 21 volumes, chegou ao Brasil antes de sequer existir rumores sobre uma adaptação em anime, e essa animação nem chamou atenção do público. Quero dizer, o título não seria algo muito arriscado para se trazer para cá? Não há garantias de sucesso. Uma obra pouco conhecida, longa e de vendo a economia do Brasil na época, não era das melhores escolhas.

Mas voltando a JBC, vou pegar “Tokyo Revengers” (shounen) como exemplo. Durante o anúncio, a editora disse que o licenciamento foi muito rápido e pela forma que falaram, dava a entender que tudo se desenrolou em questão de poucas semanas. A obra apresenta mais de 20 volumes publicados, uma adaptação animada recente, mas da maneira que a situação econômica brasileira se encontra, era de se esperar que houvesse pelo menos algum tipo de receio, ainda mais que as editoras vivem comentando sobre como os leitores vão abandonando as coleções ao longo do caminho, ENTRETANTO, não é o caso aqui. O mesmo vale para “Haikyu!!” (shounen). A JBC tratou “Yona” como um problema por ele ter mais de 30 volumes (quase 40 já), mas para o caso de “Haikyu!!” a editora comenta em tom positivo, de modo que precisaram pensar no projeto que viabilizasse o título, pois sabiam que seria um sucesso (e até se gabam disso atualmente). Percebam que uma obra eles tratam como um problema, sendo de extrema dificuldade, enquanto a outra é mais simples, facilitando sua publicação em terras brasileiras. Não estou querendo dizer que a editora não deveria trazer essas obras. O X da questão é que uma demografia sempre foi vista como um problema, enquanto a outra não sofre o mesmo tratamento.

Edição francesa de “Baraou no Souretsu“. Mesmo com anime marcado para estrear em 2022, dificilmente o veremos no Brasil por ter mais de 15 volumes.

Deixando bem claro que essa postagem NÃO É direcionada exclusivamente para a JBC., mas sim para todas as editoras, como Panini e NewPOP também (Devir, Pipoca & Nanquim ou outras editoras que não publicam tantos títulos assim, eu irei deixar de fora). Essa é uma questão que atinge as principais editoras do mercado em maior ou menor grau. A Panini atualmente, pública de Shoujosei “Banana Fish” (encerra em Janeiro/2022), “Vampire Knight: Memories” (parado e sem previsão de retorno), “GAME – Jogo Proibido” (aguardando o lançamento do volume #5, mais recente lançado no Japão), “Wotakoi” (falta 1 volume para terminar e encerra em 2022) e se formos legais, podemos incluir “Paradise Kiss” (termina em Fevereiro/2022), que as pessoas consideram como Josei, pois saiu em uma revista de moda no Japão (em teoria, ele não tem demografia). Não há nenhum shoujosei anunciado pela Panini no momento. JBC tem de shoujo/josei: “Fruits Basket” (relançamento, encerra ano que vem), “A Princesa e o Cavaleiro” (relançamento e supostamente encerra em Janeiro/2022) e “Card Captor Sakura – Clear Card Arc” (continuação de uma obra já publicada por eles anteriormente e que está quase encostado com a publicação japonesa). A JBC possui anunciado de shoujosei o relançamento de “Sailor Moon” (12 volumes) e “My Broken Mariko“, um volume único. A NewPOP, só tem uma única série Josei e ela está parada há anos por má vendas, “Loveless“. De títulos anunciados, só temos o relançamento de “1945” (volume único).

Como deu para ver, quase todos os shoujos/joseis em publicação estão para acabar ou encostaram com a publicação japonesa. Os que tem anunciados ou são volumes únicos, ou são relançamentos (vide o caso de Sailor Moon Eternal Edition). Uma situação alarmante, dado que não há nem ao menos uma quantidade para a reposição desses espaços que serão deixados após a conclusão dessas obras. E vale chamar atenção que não tem nenhum shoujo em publicação ou anunciado que seja NOVO, obra recente, e que não seja derivado de alguma série lançada no país em anos anteriores (‘Vampire Knight Memories‘ e ‘Sakura Clear Card‘). O que temos no momento são títulos ‘clássicos’ como Banana Fish ou relançamentos como A Princesa e o Cavaleiro. Vemos ainda no Brasil, casos em que o nome do autor é mais relevante do que demografia a qual pertence, como são os mangás do Junji Ito. Não estamos reclamando dos clássicos ou da vinda de mangás do Junji Ito, ou até mesmo do relançamento dos mangás, mas da falta de novidades, de sentir como está a demografia atualmente.

“Yubisaki to Renren”, “Hananoi-kun to Koi no Yamai” e “Uruwashi no Yoi no Tsuki”, três grandes sucessos atuais da revista DESSERT.

O Biblioteca Brasileira de Mangás (BBM) fez uma contagem de títulos anunciados no Brasil (incluindo manhwas, quadrinhos nacionais e novels) e dos mais de 70 anúncios feitos até o momento, CINCO são Shoujoseis. Ou seja, de cada QUATORZE anúncios, UM foi Shoujo ou Josei. O Netto (@Jo_netto) fez um vídeo analisando a bibliodiversidade de obras no mercado nacional de mangás em 2021 (gráfico representa de Janeiro a Novembro de 2021). E como dá para ver no gráfico abaixo, a fatia de shoujo e josei não conseguem chegar nem a 10% JUNTAS. E detalhe: só tivemos a presença dessas duas demografias basicamente por causa dos mangás do Junji Ito (além deles, só sobra “A Princesa e o Cavaleiro”). O que atende o Josei lançado em 2021 é apenas “Paradise Kiss” (chorei).

Gráfico retirado do vídeo sobre a bibliodiversidade de mangás no Brasil.

Isto posto, podemos entrar com a falácia do “Shoujo não vende”. Essa frase vem sendo dita e repetida no mercado há muitos anos e é muito curioso que muitos desses shoujos estão esgotados há anos e você raramente os encontra, sendo vendidos a preços absurdos. Eles simplesmente SUMIRAM. “Lovely Complex” até hoje eu não consegui completar minha coleção (e acho que não vou), tendo dois volumes ‘impossíveis’ de encontrar. Vale lembrar que “Aoharaido” é daqueles casos que sabemos que vendeu, foi um grande sucesso na época – e tratado como fora da curva -, mas que até hoje, não teve sequer uma reimpressão, mesmo sendo pedido há anos por terem volumes extremamente raros e que são verdadeiras lutas para encontrar esses tomos (volumes esses que alguns sumiram no lançamento). A Panini vem resgatando alguns mangás mais antigos e reimprimindo em um papel atualizado, mas observa-se que, “Aoharaido” foi publicado e encerrado mais ou menos na mesma época de “Tokyo Ghoul“, porém a editora trouxe o shounen em um papel atualizado, enquanto “Aoharaido” segue sem estar no radar da editora (ao menos até o momento que essa postagem vai ao ar).

“Shoujo não vende”. Mas e se Shounen não vende, não vão apontar como algo inerente da demografia e sempre é tratado como um “caso pontual”. Mesmo com baixas vendagens, as editoras não deixam de trazer outra obras do autor ou não evitam obras da mesma temática. Até mesmo buscam razões para justificar o porquê de não ter vendido, como “Ah, foi o mercado”, “Não saiu num bom momento”, “É a época”, “Muitos títulos parecidos”. Às vezes, mesmo vendas medianas, já dão margem para trazer derivados da série, como spin-offs ou sequências. Da mesma forma que se o Shoujo faz sucesso, vende horrores e esgota rápido, são vistos como exceções a regra, e que nunca veremos algum spin-off dessa obra em território nacional (‘Kimi ni Tokode‘, tudo bom?).

Sakura, Saku‘, obra atual de Io Sakisaka (Furi Fura) que cedo ou tarde deve aparecer aqui, já que parece ser a única autora de Shoujo que existe…

Também vale dizer que por vezes, essa frase do “Shoujo não vende” é acompanhada de um certo comentário: “É por isso que não trouxemos mais Shoujos. Nós lançamos e o público não compra”. Sempre comentamos sobre como as editoras não sabem trabalhar o marketing dos seus produtos, e no passado se falava que as editoras lançavam os títulos nas bancas e esperavam que vendessem sozinhos, sendo esta uma prática que afeta muito os Shoujos. Obviamente há títulos que de fato podem não funcionar no nosso mercado (arrisco a dizer “Loveless” é um deles), entretanto também é importante destacar que as editoras não trabalham em divulgar essas obras. Elas esperam que shoujo seja como o “shounen de lutinha”, que se vende sozinho, e não é! Muitas dessas obras sequer tem anime. São de revistas não muito populares, e que é preciso instigar o público, fomentar a leitura, mostrar o que aquele(s) mangá(s) tem de bom e entender o público que você quer alcançar (coisas que as editoras não sabem lidar). “Jogar” o mangá na loja e depois reclamar que não vendeu e ainda culpar o público por isso, é muito fácil. Faça O MÍNIMO pela obra, depois podemos conversar. Já chegamos no ponto de que NÃO PRECISA lançar um mangá longo. Começamos a discussão com “Yona“, mas não precisa ser um mangá com mais de 30 volumes. Tem tantos mangás excelentes e curtos por aí, porém não vemos uma pesquisa das editoras para encontrá-los. É necessário ver o que pode ser interessante para ser lançado por aqui.

As editoras (e os otakus) AMAM falar que “Shoujo é só romance”, mas engraçado que os shounens de romance (que os autores sequer parecem ter contato com uma mulher de verdade) continuam vindo e vendendo como água (né, Panini!?). As editoras não param para pensar que se você tem um shounen de romance e um shoujo que trabalha os mesmos assuntos, por que não tentar fazer esses públicos conversarem? Se são títulos ‘semelhantes’ e com público alvo ‘adjcentes’, por que não tentar instigar para que comprem o mangá shoujo? É muito uma questão de apresentação da obra. Entra no tema que comentei de vender o próprio pão, mostrar o que tem de bom, as qualidades da obra… Há a questão de estarem sempre repetindo que precisam renovar público, que é importante atrair gente de fora da bolha, então por que não trazem obras que, de forma genérica, “”são feitas para mulheres””? Por que não trazer um Josei com temas adultos (ou um porn até) e atrair uma mulher mais velha? Mulheres são leitoras em potencial. São as que mais leem (!), sendo um mercado potencial, e que segue sendo ignorado (coincidências? Hmmm…).

Os quatro volume de “GAME – Jogo Proibido” lançados no Brasil são bem difíceis de se encontrar. O título começou a ser publicado em Julho de 2019.

Rumando para a parte final desse artigo, comentaremos da adjetivação das ditas “OBRAS DE QUALIDADE”. Em algumas ocasiões, as editoras dizem que não escolhem seus títulos pensando em demografia, pois elas trazem pensando em “obras de qualidade”. Todavia, é interessante notar que essas obras de qualidade, quase nunca são dentro do Shoujo ou Josei. E mais curioso ainda, que são logo as duas demografias que se tem a maior noção de que são dominadas por mulheres, sendo ‘feitas e destinadas para o público feminino’. E olha que mesmo os mangás considerados como “de qualidade” são verdadeiras bombas. Daria para fazer uma brincadeira e pelo menos uma vez por semana postar a foto de algum mangá shounen/seinen com a legenda “OBRA DE QUALIDADE”…

“OBRA DE QUALIDADE”

Essa postagem não tem o objetivo de querer uma proporção de 10 shounens, que tenham 8 shoujos. Não é esta a métrica que buscamos (mas aceitaria muito, rs). Apenas queremos TER alguma diversidade no mercado. Ao menos no ponto de termos uma fatia que represente um pouquinho do que está saindo no Japão. Cansado de olhar obras saindo do Japão, serem publicadas e aclamadas internacionalmente, enquanto no Brasil, nem sinal de sua vinda. Isso vale para o mangá de 5 volumes até os com mais de 10 tomos. No momento que estamos do mercado, até mesmo volumes únicos são difíceis de pensar como possíveis de saírem no Brasil. Assim como também não queremos que as editoras tragam uma “cota de shoujo” com uma quantidade X de títulos e depois voltem a esquecer da demografia depois de vários anos.

Ah, editoras, também não venham lançar “qualquer coisa” e esperar que a gente aceite por isso, ok? Não adianta vir com um mangá shoujo com qualidade duvidosa, que envelheceu mal, ou que é só ruim e espere que nós vamos sair correndo, abanando o rabinho, comprando os volumes da obra. Nem assumam um ar de “Nós trouxemos, agora comprem” que também não vai funcionar. Escolham bem seus títulos e trabalhem em cima deles. Nós aqui, como divulgadores, fazemos o possível para divulgar os mangás que gostamos, mas também não somos trouxas. Façam por onde.

Junji Ito é um autor mundialmente famoso. Seus títulos não são licenciados pensando na demografia, mas sim no peso do nome do autor, não sendo portanto, um bom exemplo de diversidade no mercado.

Sintetizando, o mercado de shoujos está péssimo (josei é ainda pior) e há poucos sinais de melhora. Porém, ainda tenho fé que 2022 será um ano melhor para a demografia e ao menos teremos a garantia de que a NewPOP irá anunciar pelo menos 1 título dessas demografias no próximo ano (será anunciado no evento da editora em Janeiro). Ainda é pouco, queremos muito mais que um título e torço que as editoras anunciem mais obras Shoujoseis ano que vem. E para atiçar a discussão, temos um coluna (feita mensalmente) para indicações de obras de demografias Shoujo, Josei BL e GL/Yuri em que tentamos chamar atenção do público e das editoras para esses segmentos. Recomendamos três mangás no momento: Yubisaki to Renren (Shoujo), Hananoi-kun to Koi no Yamai (Shoujo) e Honnou Switch (Josei). Fica a recomendação dessas obras ^^

Enfim, esses são meus pensamentos sobre o tema. É mais como um longo desabafo levando em conta o mercado atual e as falas que me irritam. Comentem o que vocês acham do assunto e até qualquer post do blog! 🙂

12 comentários em “O mercado brasileiro de mangás e o Shoujo

  1. O mercado é assim, eu te garanto que se realmente vende-se tão bem como você acredita que venderia alguma editora já teria o feito, afinal nao há empresa que não queira ganhar dinheiro

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    1. As editoras não querem gastar isso sim. O mercado carece de marketing. Ele basicamente funciona e se mantém graças a imprensa que divulga os títulos lançados no país e pelo boca-boca do pessoal quando compra e acha bom, para além das scans e animes (esse último em especial).

      Se os produtos shounen e seinen vendem sozinho graças a essa soma de fatores, eles não querem ter que fazer o mínimo para ao menos tentar fazer o Shoujo vender.

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  2. E eu seguia na esperança de um dia lançarem Hana Yori Dango… Creio que depois dessa, a esperança vai se tornar apenas um pequeno desejo que vou ter de deixar no cantinho do coração.

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  3. Tenho impressão que maior parte de fãs de shoujo/josei, pelo menos os da minha idade e também e os mais velhos (basicamente gente que nasceu no começo dos anos 90 e antes), meio que completamente cansou desse papo das editoras. Faz anos que sinceramente não ligo – o mercado editorial brasileiro de mangás simplesmente não está interessado nas coisas que gosto, então por que vou ficar esquentando cabeça com esse povo, implorando feito uma pateta, comprando qualquer shoujosei (mesmo que nada tenha a ver com meu gosto) que saia pra mostrar que vale a pena investir e sei lá o quê?
    Lembro das falas bestas de certos editores, o “esse shoujo não é chato como outros shoujos”, etc, tudo de uma criancice bem a cara de um monte de cara barbudo que ficou preso na fase “meninas, eca!” É ridículo. Melhor ficar no meu canto lendo scan (em tempos mais felizes era bom importar também, mas com a situação financeira atual isso anda bem difícil).

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  4. A demografia Shoujo/Josei sempre é deixada de lado. Há tantas obras fantásticas que poderiam ser lançadas, mas infelizmente é quase um sonho utópico que apareçam por aqui.

    Há rumores que em 2022 uma nova editora surgirá e terá seu foco no catálogo Shoujo/Josei. Esperar para ver.

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    1. Se for verdade poderemos ver um movimento interessante, já que mesmo sendo “nichada” essa editora acabaria cobrindo uma fatia bem negligenciada do mercado. Bastando ter uma curadoria bacana e um preço aceitável(dentro da raia de que já esta tudo caro mesmo), essa poderia ser a prova cabal do quanto REALMENTE Shoujo/Josei consegue vender no Brasil.

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  5. Que Maravilha voltar aqui é comentar💖

    É uma situação onde eles sempre querem jogam a resposabilidade que é deles para a catalogação de títulos e divulgação no colo dos leitores. Não é assim que se faz, mesmo!

    Eu estava lendo o Shoujo Café e ela conta que de fato os shounens são as obras que mais recebem animes e divulgam a cultura dos mangás, eu entendo, entretanto a completude de guarde parte do que é Shoujo famoso no Japão não dá as caras aqui. Nem a lista da Oricon as editoras daqui parecem observar.

    Acho que aos poucos estamos descobrindo como as editoras (todas elas) se sustentaram com marketing de graça em animes. Hoje o mercado não é mais assim, provamos como o BL mesmo uma coisa de nicho (e muitos sem anime) que eles vendem e conseguem competir no mercado como qualquer outro mangá. Esse é o ponto de conscientização que eu acho que devemos compartilhar para os leitores, e semore tentar chamar a atenção das editoras para esse exemplo.

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  6. Esqueceu a comparação mais importante.

    Fushigi Yuugi, um mangá com temas semelhantes, foi um dos maiores fracassos da Conrad.

    A JBC com certeza se lembra desse título (porque eles também queriam publicar). Então, não só os fatores do mercado, mas essa comparação com o passado também pesa.

    Claro que há sim uma certa má vontade em trazer gibis femininos para o Brasil. Se Nodame nunca veio e Kare Kano e Vampire Knight estão esquecidos pela Panini, só mesmo uma nova editora no país para levar essa demografia adiante.

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    1. Eles não querem gastar dinheiro com marketing de um produto. Apenas querem a propaganda de graça dos animes e do público, e fim….

      Não é assim que funciona.

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    2. Sério que FY foi um dos maiores fracassos? Publicaram até o fim (diferente de um pobre Dr Slump da vida) e anos depois trouxeram Zettai Kareshi, também de Watase. Não parece ter sido uma experiência particularmente traumatizante pra Conrad.

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    3. Tenho a edição de Fushigi Yuugi da Conrad que herdei de uma prima e o negócio foi tão esquisito que teve até edição com capa repetida, então acho que não deve ter tido uma divulgação lá muito bem feita. Mas imaginava que não tivesse vendido tão mal assim, porque eles trouxeram Zettai Kareshi, que também é da Watase, e saiu direitinho até o final.

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