Platinum End #5 – Impressões Semanais

O fim de um arco e o aparecimento de mais poderes… De onde eles vieram e quem eles são? Todos queremos saber.

Chegamos ao episódio 5 de “Platinum End”, o que corresponde a mais ou menos 1/5 de todo o anime (cry). Nesse episódio, um novo candidato a Deus apareceu, mais poderes foram tirados do rabo e tivemos algumas repetições de problemas que são corriqueiros nesse anime. Enfim, vamos aos comentários 🙂

O estado de espírito do brasileiro atualmente é esse daqui…

RUB: Alê, voltamos com a “normalidade” em Platinum End. Em geral, retornamos aos mesmos problemas que apontamos regularmente em nossas conversas. Até porque, como previsto, alguém foi ajudar o protagonista a não fazer merda. Só errei porque chutei que era um outro candidato que iria ajudar, porém foi a própria Nasse que impediu o Mirai de fazer merda. Essa cena é resquício de toda bosta DARK EDGY de semana passada, em que o Metropoliman continuava a torturar a criança. E ainda o personagem emenda: “Você é uma anja MUITO BONITA e FAZ MEU ESTILO, porém MINHA ANJA É MAIS SEXY.”. Tipo, para quê esse comentário? Naquele cenário e nesse exato momento ali? Qual o sentido disso? Aí o Metropoliman tem um estalo. “Opa, não preciso dessa criança.”. Ele mete uma flecha branca e finaliza a personagem, como fosse uma figurante qualquer, sendo que semana passada ela foi o ‘incentivo’ do Mirai em ir ajudá-la. Inclusive, o Mirai CAGA PARA GAROTA. Fica chocado no primeiro instante, porém depois está ENCANTADO com a lealdade da Nasse perante ao vilão, jurando que irá ajudá-lo até o fim. Sério que não tinha outra forma mais emocionante para fechar esse trecho do estádio? A cena literalmente termina de forma abrupta, com um sentimento de anticlimático foda, que faz o episódio 4 e esse começo uma merda completa, que não evolui EM NADA A HISTÓRIA. Só serviu para o Metropoliman matar 3 candidatos e todo mundo assistir. Os protagonistas não aprendem nada desde sempre. Só foi pelo edgy qualquer para agradar o otakinho que gosta de se “sentir” representando em um personagem com zero empatia. Ainda tem um outro momento sem pé e cabeça com a Nasse gritando para todo mundo e dando a dica para os protagonistas vazarem no meio da galera e não levantarem suspeita. Só que somente o Mirai e a Saki que escutam os anjos. DO NADA, todo mundo se levanta, em uma CONVENIÊNCIA BIZARRA, com geral vazando AO MESMO TEMPO do estádio. Caralho, sério que REPENTINAMENTE o público decidiu sair, mesmo com uma criança MORTA NO MEIO DO ESTÁDIO? Cadê a curiosidade mórbida da sociedade? CADÊ A POLÍCIA? Vai se fuder Ohba. Sério mesmo que você pensa com UMA CRIANÇA MORTA, NINGUÉM VAI SE IMPORTAR E VÃO TOMAR CAFÉ NA ESQUINA? Por isso que falo que esse roteirista da dupla de autores não faz IDEIA do que está escrevendo. O caso da Isabella Nardoni em que a população queria matar o pai e a madrasta pela morte da guria é um exemplo recente da galera pilhando para fuder com o criminoso. Era para ter algo parecido aqui, com uma comoção toda e com direito a caça as bruxas ao Metropoliman. NÃO ACONTECE NADA ALÊ. NADA. CONSEQUÊNCIA 0 COM O MASSACRE QUE ROLOU LÁ DENTRO. NEM EXÉRCITO CHAMARAM PARA MATAR UM MALUCO FANTASIADO QUE TEM SUPER PODERES. SE FUDER OHBA.

ALÊ: A cada 5 minutos de episódio eu soltava um “Pelo amor de deus” para cada absurdo (alguns engraçados, confesso) que eu via na tela. O texto desse negócio É MUITO RUIM (e a produção não ajuda nem um pouco, o que pelo menos rende algumas risadas). A começar por essa cena dele flertando com a Nasse. Eu achei que ela ia servir como distração, ou até mesmo que o cara ainda ia usar a guria como algum eventual recurso, mas nada disso. Ele só mata ela. É péssimo, porque fizeram todo aquele show de horrores do episódio passado durante MINUTOS, para no fim, não servir de nada, porque encerra tudo subitamente. A impressão que fica é de que tudo aquilo foi mera enrolação para não chegar em ponto algum. Sério, qual a função daquilo??? De todo esse trecho? No fim, o que fica é bem isso que você disse. O dark pelo dark, o edgy pelo edgy. Apenas para o guri (me fugiu o nome) sair como o frio e impiedoso (muahahaha). É bizarro como absolutamente ninguém – além dos protagonistas – demonstram estar horrorizados com aquilo. O máximo que passou foi um cara dizendo que aquilo era DESAGRADÁVEL. Ficar preocupado, com medo ou assustado, NADA DISSO! É apenas DESAGRADÁVEL. Ninguém corre, chama a polícia ou tenta ver se a guria está viva ou morta. NADA. E fica pior ainda que ninguém lá dentro se importa. O negócio está sendo transmitido na TV (possivelmente a nível nacional) e novamente, ninguém se interessa. Imprensa, polícia, ninguém, ninguém mesmo. Tanto que depois que todo mundo vai embora, vira o dia, os anjos até falam que ele vai ter que se entender com a polícia, mas passam-se o tempo e nada de menção ao que aconteceu no estádio. Eu acho maravilhoso a parte do povo saindo do estádio, porque tecnicamente ninguém vê a Nasse, mas a guria fala para o povo sair dali e do nada começa o pessoal ir embora, com o Mirai indo logo atrás. Puta que pariu. Fora que o Mirai e a Saki NÃO DISFARÇAM EM MOMENTO ALGUM!!! O bagulho é tão ruim que nem isso o roteiro consegue fazer. A todo momento eles estão encarando, olhando para os anjos diretamente, e para completar, eles SAEM DE MÃOS DADAS, com o negócio BRILHANDO e NINGUÉM VÊ!!!! Hhaushaushaus.

RUB: Aí é que está Alê. O objetivo do Ohba é claro. Ele fez TODA essa bagunça, só para o Mukaido achar os protagonistas e a outra criança aleatória do rolê. Inclusive, MAIS uma vez alteraram as regras novamente sobre como as pessoas são escolhidas. Agora enfermos entram na equação. Então TODO MUNDO que sofre de alguma doença mortal deviriam serem escolhidos. E acredito que exista MUITO mais pessoas com doenças terminais do que aquelas que se suicidam. E também além dessa mudança, temos upgrades. O Mukaido estava literalmente sem força alguma, apático, acabado e deitado imóvel na cama, esperando sua morte. Depois que a anja aparece na sua frente (novamente repito, que design de merda esses anjos… anja de monóculo é de fuder), ele consegue andar, falar e até FUMAR de novo. Tudo isso só quebram as próprias regras impostas pelo autor. É sem coerência alguma. O que me fez ter menos ódio dessa parte é que FINALMENTE temos um personagem que pensa nessa desgraça. Ele manipulou outras pessoas para conseguir achar os outros candidatos a Deus, investigou o que encontrou, foi precavido na maior parte do tempo e que se uniu com aqueles que tem o ideal semelhante ao dele, e quem sobrar, vai ganhar esse Battle Royale do Paraguai, usando os poderes para benefícios dos demais e não próprio. Pela primeira vez temos um personagem de fato elaborado, sem exageros ou maneirismo do Ohba. Ele tem background bem definido, com sua motivação simples e clara. Ele vai morrer em algum momento e sabe que suas chances de vencer são poucas. Então ele se alia as pessoas de confiança e tenta ajudar eles a vencerem, porque assim ele pode descansar em paz sem que algum lunático decida extinguir a humanidade em um dia de tédio quando ganhar o poder de Deus. Obviamente ele está pensando na família, porém a história torna o Mukaido bem mais palpável que até o próprio protagonista com aquele altruísmo vazio de trazer a paz mundial. Melhor personagem (e único decente) até agora nessa merda. E também se eu tivesse nas últimas, lançaria uma flecha vermelha em algum bilionário e o faria doar dinheiro para minha família e para os mais necessitados. Sei que é roubo, mas é um bilionário. Estou olhando para essa situação me colocando no lugar e decidindo o que faria. E dinheiro que não falta para esse tipo de pessoa.

ALÊ: Podemos resumir esse arco em: era para mostrar a frieza do Metropoliman e fazer o Mukaido achar os protagonistas. E pensar que ficamos quase TRÊS episódios só nisso, mas ainda saímos no lucro se pensar que no mangá são pelo menos 2 volumes focados nessa parte. Tinham dito no episódio passado que os candidatos a Deus tinham perdido a esperança de viver e isso os tornavam pessoas ideais (????). Ainda não consigo comprar essa seleção. É bizarro pensar que o futuro Deus foi selecionado por ser alguém sem perspectiva de futuro, sem expectativa na vida, isso partindo do pressuposto que esse Deus vai cuidar dos demais seres humanos, mas enfim, já falamos disso antes. Me irrita profundamente que quase todas as anjas que apareceram para algum cara oferecendo a oportunidade de virar Deus vem quase com o close nos peitos na tela. Mas tirando algumas coisas que ainda me incomodam, a exemplo do Mukaido mudar de vida completamente de uma hora para outra e ser comprado por aquele discurso merda de felicidade (desculpem, mas aquilo é um horror de tão raso), acho que dentro dos que foram escolhidos até aqui, o Metropoliman e o Mukaido acabaram sendo as escolhas mais palpáveis. O Metropoliman ainda é um pouco cedo para dizer, porque raramente temos foco em pensamentos e na vida dele (esse episódio que acabou dando mais destaque para isso). E o Mukaido por ser bem definido, temos um fundo bem simples para o personagem e até a anja ter escolhido ele para ser candidato fez mais sentido. A conversa entre os três personagens criou uma noção de que ok, ele é um participante válido e até por não saber de todas as regras quando topou a brincadeira (esses anjos são uns filhos da puta). E enfim alguém que pensa em alguma coisa antes de agir, enquanto as duas antas protagonistas foram pessoalmente ver o show de horrores no estádio. O cara acertou flechas em outras pessoas e as fez ir no lugar dele, uma escolha muito mais assertiva, até pelo lado de ter a oportunidade de conhecer outros participantes. Eu passo mal que os anjos são meio “desviados”, ou melhor, distorcidos. Por concepção, eles deveriam seguir princípios como moralidades, regras, entre outras coisas, mas estão lá achando bonito o Mukaido roubar. Não estou julgando ele, pois faria o mesmo naquela situação (ainda mais considerando que grandes concentrações de dinheiro são as custas da miséria de outros). Mas é muito estranho termos anjos falando para o cara que tudo bem, que ele está certo em fazer aquilo.

RUB: Foi bom você ter citado o Uryuu (ou Metropoliman) Alê, porque aqui temos um momento que mostram sua rotina escolar em um colégio de elite, o que inclusive é horroroso toda essa sequência, porque só serve para mostrar que até o Uryuu tem uma passado traumático envolvendo a irmã. Os diálogos nada naturais entre esse personagem com um amigo é digno de framboesa de ouro. Sério, não parece dois jovens japoneses conversando. “O que você faria se você ganhasse um pedido, mas tem que ter relação com a HUMANIDADE.”. Quando eu era mais jovem, sequer eu queria saber de paz mundial. Eu estava CAGANDO E ANDANDO na época. Eu estava preocupado com o que iria fazer com os meus amigos no dia seguinte em vez de virar um POLITICO. Novamente batemos nessa tecla de que TODOS OS PERSONAGENS dessa merda de obra são extremamente analíticos e filosóficos. Geral divaga sobre temas complexos, mas ninguém interage entre si com conversas simplórias ou assuntos do cotidiano. Sempre vai para um extremo exagerado, deixando essas interações artificiais. Ainda teve uma cena que me preocupa. O Uryuu e seu amigo estavam olhando para uma guria super popular. Não quero acreditar, porém não podemos descartar, pois essa personagem teve destaque nessa parte, sendo que ela se torne um interesse romântico do Metropoliman. O mesmo personagem que fica excitado com sua anja. Aí terminamos sua participação com ele sentado na frente de um congelador gigante com sua irmã lá dentro. Muito merda. Para fechar com chave de ouro, MAIS UM PODER TIRADO DO NADA NESSE ROTEIRO. Agora podem dar asas e flechas para humanos a bel prazer. O Metropoliman agora tem seus asseclas para fazer seu trabalho sujo. E tem a cena da guria no alto da torre, sendo comida por corvos. Desnecessário. E dando uma de Marvel colocando cenas pós créditos, temos MAIS uma personagem, FEMININA, totalmente estereotipada que irá se juntar nessa história. Só vai escalando essa merda Alê.

ALÊ: Siiim, boa parte do elenco é adolescente, mas nenhum de fato parece alguém jovem. Ninguém tem uma conversa mais “apropriada” para a idade deles. Não é natural. Quando era mais novo (falando assim parece que já estou na casa dos 30 anos, rs) eu tinha a ilusão de que ia ser rico (bons tempos que achava que conseguir dinheiro era fácil). É uma época que as coisas ainda parecem relativamente fáceis de serem feitas ou alcançadas, e que nem temos plena noção do mundo. Dou graças aos céus pelo Ohba não querer abordar temas sociais, porque olha, do que jeito que os personagens são, o autor ia querer emplacar um “o som do tabu quebrando” em todo episódio e com uma abordagem equivocada provavelmente. Sim, eu também fiquei pensando nas garotas, porque focaram bastante em uma delas – Sayuri – porque meio que elas ‘somem’ da cena. Até cogitei que o Uryuu teria levado elas para algum lugar ou matado as meninas, pensando no desejo do amigo dele de sumir com as garotas feias (vou nem dizer nada sobre isso –__-). Só por terem dado uma atenção maior para a Sayuri e por terem se importado o bastante para dizer o nome dela, acho que ela pode vir a aparecer mais nos próximos episódios. Antes da cena da irmã, ainda descobrimos que a distância do alcance das flechas pode aumentar se você ‘empilhar’ elas umas nas outras. Outra informação tirada do cu, que por sinal, foi percebida pelo próprio Uryuu já que ele é o grande cérebro da porra toda. Eu não duvido NADA que até o fim desse negócio, ainda apareçam mais uns 2 poderes que não foram mencionados antes. Vamos seguindo sendo esse amontado de coisas até o fim pelo visto. Eu estava achando estranho que as mortes estavam acontecendo muito rápido. Morreram 4 participantes em 2 episódios e faltam apenas 5 para serem revelados. Considerando que são 20 e tantos episódios e ainda estamos no CINCO, tinha algo muito errado. Agora com isso, o autor vai ficar colocando esses humanos fora da competição como obstáculos e assim vai ir arrastando… A Yandere NÃO PODIA FALTAR!!! É praticamente um pré-requisito para esse tipo de narrativa. Que merda…

RUB: Mas agora Alê, estou bem perdido, porque a parte do estádio terminou de uma forma que voltamos a estaca zero, com todo mundo de novo escondidos em cada canto, e sendo extremamente analíticos, pensando em todas as possibilidades possíveis, mas sem que alguém esteja agindo de fato. Parece que estamos andando em círculos acompanhando esse anime Alê. Sério, esse anime vai ser muito chato de terminar, além de passarmos raiva com o que vamos ver.

ALÊ: Sim, a parte do estádio deu uma volta longa e não mudou muita coisa. Mataram 3 personagens inúteis, conhecemos o Mukaido e basicamente só. O que eu imagino que vá acontecer é eles irem atrás do guri que o Mukaido mostrou no celular e aquela guria yandere deve entrar em ação já nos próximos episódios. Imagino que seja basicamente isso que vá movimentar a trama nos próximos episódios. Animado? Nem um pouco, mas vejamos onde vamos parar. Dizem amigos que a segunda metade da obra é ladeira abaixo. Vamos esperar para ver.

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