Mushoku Tensei: Isekai Ittara Honki Dasu 2nd Season #3 – Impressões Semanais

O melhor episódio dessa temporada, mas que não significa muita coisa.

Olá pessoal! Retornamos, eu e o Alê, para conversarmos sobre o que achamos do episódio dessa semana de Mushoku. Mesmo não tendo tantas coisas negativas para comentarmos, o anime e o seu roteiro evidencia outros problemas que já abordamos em outras ocasiões e que são realçados nesse clímax. Fiquem com a nossa discussão do episódio 3 de Mushoku.

RUB: Alê, estamos aqui novamente para discutirmos um pouco sobre o anime do Mushoku e esbravejar nossas reclamações em formato textual dessa merda de obra. Porém além, diferente dos outros dois episódios dessa temporada, esse episódio achei ruim apenas. Os 2 primeiros são ofensivos a níveis extremos, que fica desconfortável tanto de ver como de comentar. No episódio 3 ele erra em várias coisas, mas que não chega a ser TÃO incomodativo (tirando o protagonista tendo empatia com nobres pedófilos, mas calma que chegaremos lá). Como de praxe, quero puxar a introdução desse capítulo. Tipo, Alê, sabe quando um comediante perde o tempo da piada e que acaba destruindo a graça no meio da apresentação dele? É a mesma coisa aqui. Nos primeiros 10 segundos eu sabia que aquilo era uma prisão. Não tinha a necessidade toda daquela cena de um minuto, dele narrando sua atual condição de moradia com eufemismos ou palavras de duplo sentido. FOI MUITO LONGO. Aí que está o erro desse episódio e que vendo em retrospectiva, também é um defeito nos outros 2 episódios. Existe uma barriga gigante no roteiro de Mushoku. Temos aquela parte da demônio criança, da elfa detetive que manja rolas alheias e aqui essa parte da prisão. SÃO CENAS LONGAAAAAAAS DEMAIS. Até entendo que a direção queira passar o tédio do protagonista esperando que a ajuda chega. Só que não precisa da cena do personagem estar olhando para o corpo da Furry guarda da cadeia daquela aldeia. Inclusive, tive uma satisfação imensa dela jogando água no maluco e chamando ele de verme pervertido, PORQUE ELE É UM. O Rudeus literalmente se EXCITA COM A SITUAÇÃO. “SE VOCÊS ME TRATAREM DESSA FORMA, VOU DESENVOLVER OUTRO FETICHE”. Novamente bate de novo na mesma reclamação que fazemos do desenvolvimento do personagem, em que o próprio personagem e o autor dessa merda, dizem que ser uma pessoa em recuperação, mas que suas ações não refletem isso. O personagem literalmente salvou as crianças dessa raça no episódio passado (não podemos esquecer que ele estava excitado lá também com crianças), mas que fica jogando olhares asquerosos para todas as personagens femininas. Não bate esse discurso de VOU MELHORAR, porém é só no papel e continua agindo que nem escroto. Caralho, não dá para considerar isso como evolução do personagem, e em diversos momentos, eu até diria que tem regressão comportamental dele para um verdadeiro criminoso. Logo, a prisão é a casa perfeita para ele. E Alê, tenho uma pergunta hipotética: Você comete um crime e é preso. Ao chegar na cela, ver uma CRIANÇA NUA com pose de fodão, falando que você precisa respeitar ela como chefe, o que você faria? Daria um ‘pedala’ no moleque e pediria respeito ou você ACEITARIA DE BOM GRADO, INCLUSIVE VIRANDO UM COMPLETO SERVIÇAL PARA ELE? E é essa segunda opção que um TOTAL ESTRANHO escolhe para seguir, como fosse ok essa doideira toda.

ALÊ: Em vista dos dois episódios passados, esse capítulo aqui foi até ok. Tenho muitas ressalvas e ainda acho ruim, mas quando você tem 2 episódios anteriores do nível de ofensivo que foram e passamos para um que é tipo, “”só”” tem uma “”piada”” com fetiches e os peitos de uma das mulheres furry da vila balançando na tela, o episódio fica bem mais tragável de ver. Então fico com aquela impressão de que foi medíocre e só, ou ruim e vida que segue. Agora sobre a piada inicial, eu acho que era justamente para você saber que era uma prisão e ele ir narrando como algo glamoroso, enquanto vão mostrando o ambiente e vai vendo que é o oposto daquilo. É tipo tirar onda com a própria desgraça. Ainda mais que já tínhamos terminado o episódio anterior com ele sendo levado para a vila e considerando a hostilidade dos sequestradores (vamos colocar dessa forma) e que dificilmente estaria numa boa situação. Ao menos para mim, essa cena funcionou. O autor dá MUUUITAS voltas para chegar numa conclusão que daria para ser resumida em 1 minuto. Pelo menos no anime, a sensação que tenho é de que: 1. Eles querem preencher lacunas para parar num ponto X da novel. E 2. O anime quer parecer mais inteligente do que é. A impressão que tenho desse ato de discorrer e estender as cenas, com diálogos e mais diálogos, é meio que para rebuscar o texto, dar volume e parecer mais instigante/atrativo, quando não é. Sobre o carinha preso, eu até achei que ele ia ver aquilo e ia mandar o Rudeus se foder, basicamente. Estava achando que aquela ia ser a piada, porque pensa: o Rudeus é uma criança, está literalmente pelada, pagando de fodão, não demonstrando saber lutar e nem usar magia. Então acreditei que depois daquilo, o cara ia, sei lá, xingar ele, “tomar o poder” ou algo do tipo, mas não. Virou um serviçal do Rudeus… E passando para a suposta mudança do Rudeus no decorrer da trama, não dá nem para ‘argumentar’ que são “recaídas” do personagem, porque quase nunca essas ações são confrontadas por ele. Ele faz essas declarações, ações e afins de forma ofensiva, mas em momento algum isso é batido de frente como um problema dele. No começo até teve isso, com ele se sentindo culpado por algumas (poucas) coisas que fez. Mas agora, isso não é debatido ou gera alguma reflexão por parte dele. Ele só é assim e dentro da narrativa, o autor quer passar que está tudo bem e que não é necessariamente culpa do personagem (“a culpa são das gurias”). O anime coloca o personagem em situações que ele diz que “ok, vou mudar”, para logo em seguida ele estar fazendo A MESMA COISA ou ATÉ PIOR que antes. Não é atoa que quando o autor tenta fazer alguma coisa mais dramática – como nesse episódio – eu absolutamente não me importo. Não consigo ligar com nada que ele está pensando nessas ocasiões, porque a todo momento ele está sendo um filho da puta e o roteiro AMA me lembrar disso. Não dá para criar algum vínculo mínimo com o personagem. O autor faz questão de estragar tudo.

RUB: Concordo com tudo. Até para irmos direto para o meio do episódio, a cena da aldeia pegando fogo, eu acho muito da esquisita esse inicio do ataque. Se vocês leram ou viram muitas obras sobre invasão, sabe que quando algum grupo ataca ou surge incêndios colossais, a primeira coisa é soar um alarme ou aviso de um perigo eminente. Tudo se inicia no silêncio total. Não há gritos ou uma espécie de confusão inicial. O protagonista e o malandro simplesmente olha para baixo e nota que todo mundo está correndo perigo. Tipo, se fosse um ataque stealth, até minha suspensão de descrença iria considerar. Agora os contrabandistas estava pouco se fudendo e fazendo algazarra sem se importar. Passa muita a impressão de conveniência, porque some a guarda, a roupa e o cajado do protagonista estava ALI, DO LADO DA CELA, não fazendo sentindo nenhum, porque estamos em um mundo magia e deixar uma arma mágica perto de um mago, não é a ideia mais inteligente do mundo. Tá, ok. Vamos supor que eles não tinham armários para guardar as armas dos presos, mas pelo menos guarde em um local seguro e perto do líder, principalmente. Mas vamos ignorar esses detalhes e focar em outra parada que é a luta para defender a aldeia. A única parte que eu elogio foi a ideia do Rudeos em usar a chuva apagar a chama e a iluminação e somente os personagens furries conseguir ver ou sentir o cheiro dos vilões. Isso é bacana de ver, em que o protagonista pensa com a cabeça de cima e não com a de baixo. Só que aí vem a cena seguinte, em que temos toda a luta do Rudeos com o maluco que o ajudou a atravessar o mar. Alê, o roteiro desse negócio é muito ruim. O autor conseguiu fazer a FAÇANHA de colocar o protagonista com EMPATIA DE PEDÓFILOS. Tem lá o líder dos contrabandistas dizendo que vai levar essas crianças para nobres pervertidos e tal, e A PORRA DO PRIMEIRO PENSAMENTO DO PROTAGONISTA AO SABER DESSE FATO É UM “NEM PENSAR, CERTO…” (em outras palavras seria um “EU ENTENDO ESSES NOBRES” no subtexto dessa conversa). É DE UMA AFRONTA QUE PUTA MERDA. A cena era para ser uma espécie de ato altruísta do personagem principal em momento de perigo, só que o pensamento do Rudeos é “Eu faria a mesma coisa” nas entrelinhas, sendo de uma idiotice e contraditório com o que está tendo no momento. Não é para o Rudeos ficar de pau duro se colocando no lugar desses nobres. Na verdade ainda estamos na jornada de REDENÇÃO do personagem, conforme o autor afirma em entrevistas. Se era para ele estar melhorando, o pensamento que ele devia ter é de repulsa ou nojo. Só que, como acompanhamos até aqui, os nobres e o Rudeos só tem uma diferença entre eles: Os nobres usavam dinheiro para seus ‘fetiches’ doentios, enquanto o Rudeos tem de “graça” com todo mundo aliviando a barra dele, incluindo o autor dessa história.

ALÊ: Sim. Não tem qualquer som ou algo que indique que estão sendo atacados. Mesmo som de espadas, gente gritando, as próprias crianças tentando fugir… NADA. E tudo porque queriam dar um toque mais de humor ao momento. Mas o que eu mais estranhei na invasão foi a parte do incêndio na floresta. Não tenho muita dimensão, mas considerando a parte final do episódio em que sequestravam o protagonista e levando em conta um pouco do cenário que foi mostrado, o fogo surge do nada e se espalha muito rápido. É uma floresta densa, com muita umidade presente, porque as árvores transpiram, com a copa das árvores “fechada”, o ambiente mantém a umidade ali dentro. É muito estranho o fogo se alastrar tão rapidamente. Eles tentam dar um tom de comédia na cena, porque o protagonista e o outro prisioneiro começam a falar que estão sentindo um cheiro estranho e quando olham em volta, já está tudo em chamas. Lembro que nas primeiras impressões dessa season de Mushoku, você falou que tinham momentos do episódio pareciam ter saído do “Scooby-doo” e eu senti isso nessa cena. Como algum personagem vai narrando o que está sentindo, até se dar conta que é ele que está pegando fogo (Pica-pau tacando fogo na cauda do Zé Jacaré, por exemplo). E minha nossa, porque RAIOS a roupa, cajado e demais pertences do Rudeos estavam ali???? Se esforcem pelo menos um pouco para esconder. Que deixasse no térreo, ou melhor, não mostrassem ele recuperando, porque não é mostrado ele descendo da árvore. Poderiam só cortar e ele já tendo recuperado os itens. Isso ao menos disfarçaria. E concordo contigo. Embora não tenha sido dito pelo personagem, a cena dá muito a entender que o Rudeus está meio alinhado com os nobres, não achando tão ruim assim. Até lembrei do vô da Eris que transava com as empregadas furry e o Rudeus vendo. Ele desejou fazer também. É basicamente um reflexo e serve para mostrar, MAIS UMA VEZ, que ele não mudou. E inclusive, não sei o que achar da cena final do episódio com a execução do velho. Não tinha empatia por ele e meio que era só para ser chocante, mas acabou não sendo para mim (não sei como foi com o Rub), porque eu peguei spoiler. Sabia que aquilo ia acontecer. Se eu não soubesse o que iria vim, eu acharia melhor? Talvez. A direção foi boa, principalmente quando o cara é executado de fato. Entretanto fiquei só no “ok”.

RUB: Assim, essa parada do avô da Eris eu ignorei totalmente também, porque eu não tenho nenhum apelo com o personagem. Pensem nas cenas que ele participa. Puxem da memória. A primeira vez que ele aparece é contratando o Rudeos para ensinar a Eris. Depois ele vai aparecer comendo uma empregada Furry, depois na festa de aniversário do Rudeus, mais alguns segundos isolados em flashes e deu. Por que caralhos vou me importar com esse personagem? Aliás, como também já dissemos em outras oportunidades, as explicações importantes/relevantes não existem na história. Esse “golpe” de estado APARECE do NADA. Eu nem me sei quem são os outros nobres. Como vou me sensibilizar do velhote tarado morrer, se nem sei o que está acontecendo? Só um foda-se a tudo que aparece no epilogo. E teve uma outra parada terrível desse episódio. Voltando um pouco, ainda na luta do protagonista com o líder do bando criminoso, o Rudeos iria deixar o maluco vazar. Ele só ataca, porque o cachorro gigante cria uma iniciativa e dá uma abertura para ataque. Em resumo, o salvador da pátria é o cachorro gigante. NÃO É O RUDEOS. Só que o roteiro, POR ALGUM MOTIVO, faz com que todos do elenco reverencie o protagonista como o grande herói, sendo que ele iria deixar o maluco vazar tranquilo. O prisioneiro malandro fala: “REALMENTE, VOCÊ É O MEU CHEFE QUE RESPEITO”. Tipo, conheceu o maluco há 2 dias atrás e tem confiança total. A Eris, o líder da tribo e os guerreiros que o prendeu também pagam pau para ele, sendo que foi o cachorro que fez tudo. É literalmente igual no DOTA. Você ataca o teu inimigo, até deixar ele pouca vida, e do nada, um teammate teu surge repentinamente, manda um ataque e rouba a kill. Foi o que aconteceu aqui. O cachorro fez tudo. Foi o que iniciou o movimento para salvar as crianças e o Rudeos levou os créditos, porque, sei lá, o cachorro não podia falar. É uma forçação de barra para o protagonista ter seu momento de heroísmo, que fica difícil vê-lo dessa forma que o autor projeta nele. Nessa luta, o protagonista foi o que estava mais errado no rolê. Nem fudendo que dá para ver algum altruísmo nele naquela parte.

ALÊ: EXATO! São poucas as oportunidades que o avô da Eris apareceu e essas não foram marcantes. Foram até negativas essas participações. Não tem porque eu me importar. Acaba ficando mais pela surpresa daquilo acontecer (caso você não saiba daquilo) do que por sentir algo pelo personagem em si. Sobre o golpe, eu não sei dos detalhes, porém eu sei que ele não é importante. Vai ficar suuuper de segundo plano (talvez até um terceiro plano?!). Acho até que o anime vai parar antes de chegar nesse ponto, mas enfim. Isso é um problema que já não é de agora. O autor se perde muito de foco. Os personagens começam com um senso de urgência para A e vão fazendo outras coisas de tal forma que você nem lembra mais qual era o objetivo inicial. Essa viagem mesmo. A urgência em voltar para casa logo, preocupados com a família, com o que tinha acontecido e tal, mas vejam: já passou MAIS DE UM ANO desde que começaram esse trajeto (isso dito no episódio passado ou retrasado). Nem comentam mais de casa, sobre as preocupações com os familiares, nem nada do tipo. O anime quer te vender de que o protagonista foi a peça importante, exaltando a pessoa dele. Por esse tipo de situação que ilustra que o autor não está com a intenção de mostrar a evolução do personagem. Ele só vai relativizar suas ações, enquanto constrói um pedestal para ele. Já que age assim, mas veja bem como ele ajudou uma aldeia. Olha como ele é bom. É tudo feito para que os assédios, tentativas de estupros, entre outras coisas, sejam colocados como menos importantes, porque o Rudeus é benevolente.

RUB: Mesmo não sendo tão ruim assim, o episódio 3 de Mushoku ainda apresenta falhas graves em consequências de situações mostradas em outros episódios e que apareceram do nada, com o autor não conseguindo consertar. E eu pensei que a animação de agora por ter uma luta seria extraordinária, como teve na temporada passada, porém acho que a verba e o tempo apertou, pois a animação e a luta em si, não foi lá grandes coisas. Aos poucos o anime está derretendo Alê. Veremos se ele chega inteiro daqui a 2 meses. Estou torcendo para a produção decair mais, porque assim vai condizer melhor com esse roteiro bisonho que é o do Mushoku.

ALÊ: Inteiro, inteiro eu tenho minhas dúvidas. A polidez de algumas cenas não está mais como no começo da série. Evidente que estão precisando sacrificar algumas coisas para conseguir entregar tudo no prazo. Ainda devem ter boas lutas, mas as mais secundárias ou menos importantes devem acabar sofrendo, como foi com a desse episódio… É de se dar dó dos animadores, mas não consigo pensar diferente de você. Bom, é isso leitores. Nos vemos na próxima semana :’)

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