Takt Op. Destiny #1 – Primeiras Impressões

Uma estreia no máximo “ok”.

Olá queridos leitores! Seguimos com nossas postagens de animes da Temporada de Outono e agora vamos falar de “Takt Op. Destiny”, anime original dos estúdios MAPPA e MadHouse, sendo esse um dos hypes do pessoal. E para o primeiro episódio, achamos a estreia no máximo “ok”, sem grandes destaques quanto ao seu enredo (que tem mais falhas do que pontos positivos inicialmente). Falaremos tudo em maiores detalhes abaixo ^^.

SINOPSE:  Um meteorito preto caiu no mundo, e que mudou completamente. O meteorito produziu monstros grotescos chamados D2, que começaram a destruir desenfreadamente o planeta. O D2 baniu todas as músicas, que era a única coisa capaz de superá-los. Mas houve algumas pessoas que resistiram. São jovens que detêm o poder da música, a “Musicart”. Essas jovens possuem “poderes” que são capazes de derrotar os monstros. E tem gente que comanda essas mulheres, o Maestro. O anime se passa na América no ano de 2047 que está em ruínas graças ao D2. Takt, um Maestro, é parceiro de um Musicart chamado Unmei. Takt deseja que a música volte ao mundo e Unmei deseja destruir o D2. O objetivo deles é viajar para Nova York.


RUB: Alê, mais uma estreia dessa Temporada de Outono 2021 e temos um dos hypes da galera. Diferente da maioria, eu estava totalmente alheio com a empolgação do pessoal com a obra. E talvez seja por isso que quando terminou o episódio, fiquei satisfeito com o que vi, pois eu não tinha nenhuma expectativa sobre o que eu iria ver em Takt Op. Destiny. Agora, mesmo dizendo que sai da estreia satisfeito, não significa que eu ADOREI ou AMEI de paixão o episódio. Achei legalzinho e pronto, nada mais além disso. Por justamente ter ido de mente aberta, talvez isso tenha influenciado para eu ter aceito várias coisas e ter ignorado os defeitos que via conforme eu assistia. Vou dar mais detalhes, porém Alê, quero puxar um ponto sobre o enredo do anime. Tipo, a história nesse primeiro momento é bem qualquer coisa. Temos seres vindo de outro planeta, uns do mal, que fazem uma bagunça por aí, quase exterminando a raça humana no processo. Nessa confusão aparecem guerreiros que podem lutar contra os invasores e eles são os bastiões da paz no nosso planeta. Bem, é um argumento bem batido que cansei de ver em diversas mídias diferentes e que não apresenta nada de novo para mim. Basicamente é a base para explicar o presente daquela história. E aí que começa o meu maior problema que tive com Takt Op. Destiny, que é a minha baixa empolgação com os acontecimentos na tela. A introdução toda sendo exibida com uma narradora contando um conto de fadas para a criança e servindo de exposição para o espectador. Em seguida o guri sai correndo pela cidade, encontra um piano abandonado, surge o protagonista, começa a tocar o instrumento e de repente brota um dos seres do mal (D2), iniciando uma luta no local. E era para ser algo MEGA EMPOLGANTE e tal, mas em todo momento fiquei distante, emocionalmente falando. Não fiquei interessado ou maravilhado com esse inicio. A parte mais chamativa foi o visual, em que os efeitos e a animação eram lindas, que até lembrava um pouco a franquia de Fate graças as firulas visuais. Só que mesmo assim, não consegui embarcar nessa aventura. Eu estava assistindo de forma apática a tudo que aparecia na tela. Nem o humor da cena do protagonista caindo sem forças fez algum efeito em mim. Não amei, porém não cheguei a odiar. Fiquei exatamente no meio termo, de achar mediano tudo que eu via.

ALÊ: Concordo plenamente! Na postagem que listamos os animes que iríamos assistir dessa temporada, eu até comentei que achei que a obra seria ruim (ainda mantenho essa opinião), e por isso, ao assistir esse episódio, o resultado ainda foi positivo. Digo o mesmo que o Rub: eu não AMEI o anime. Foi legal e só. É o sentimento de acabar algo, dizer “legal” e vida que segue. Não teve nada que me deixasse interessado em continuar, do tipo “PRECISO DE MAIS!” ou “Nossa que ruim, não vou continuar”. Nada nesses extremos. É só… ok. Tive problema com a execução e a forma que o episódio foi feito. Como você disse, a proposta da série já é muito batida. Mudam-se os instrumentos, mas a base em si é a mesma. A produção parece ter plena noção disso, mas ao invés de se esforçar para tentar dar um ar de renovação, não, fazem uma exposição pobre do roteiro para te localizar no que ele quer contar. Toda a sequência do episódio (com exceção de alguns minutinhos do final), é muito apático. Falta um tempero no negócio para te fisgar. As cenas de comédia não me convenceram, porque não consegui me conectar minimamente aos personagens. A direção também não me parece estar se esforçando para contar a história – o projeto me cheira a MAPPA e MadHouse querendo dinheiro fácil de otaku sedento por animação bonita e casal hetero. Eu provavelmente acharia o anime pior se não fosse os designs/animação lindos e a música clássica (que é um ponto fraco meu). De resto, é muito ‘qualquer coisa’.

Humor e piadas

RUB: É bem nessa linha de pensamento que estou agora Alê. A premissa do anime não é nada inovador. Então se esperava algo que chamasse a atenção do espectador. Mas nessa estreia, parece que a produção não quis arriscar e ficou jogando na retranca para não tomar gol e ficar no empate (tive que fazer essa analogia de futebol xP). Eles tentam fisgar pela animação, mas que para um otaku que dar mais valor a uma boa história, fica bem aquém de qualidade que busco quando vou assistir algo. Vou dar mais um exemplo para deixar claro o meu ponto. Depois dessa luta no meio da feira no centro da cidade, temos toda uma sequência grande, cheia de diálogos, com o objetivo de expor mais alguns aspectos sobre aquele mundo como também constrói o relacionamento do trio principal, evidenciando a personalidade de cada um. Eu não sei você Alê, mas nesse trecho eu estava super focado para ver se eu entendia melhor a história ou ter uma explicação mais precisa do que caralhos está acontecendo, para até eu fazer relações e associações com conceitos que eu conheço, porque é mais ou menos que assim que funciona minha mente. Só que o que eu tive foram conversas vazias e até desconexas do que foi apresentando antes. Começaram a dar vários nomes na parada, entretanto, como eu não sei exatamente o que são os D2 de fato, tudo que era falado foram palavras e denominações soltas que pareciam serem importantes, mas que o roteiro não fez o mínimo de esforço para destacá-las ou que marcassem como um dado relevante e que para você que está assistindo deveria saber para alguma revelação futura. Esse seria um outro problema que tive com essa estreia, pois as coisas vão acontecendo e chegou lá na metade do episódio e eu estava no foda-se total. Se os personagens falassem que os D2 eram parentes de baratas marcianas gigantes e bombadas (mais uma referência), eu iria acreditar, tranquilamente. Eu não estava mais prestando atenção no que fazia sentido ou não. O anime me perdeu na primeira exposição dentro do carro. Depois que eles vão para a lanchonete, começam a ver novos caminhos para continuarem viagem e a Destiny vai lutar. O que me incentivava a continuar era justamente por causa da Destiny, porque gostei da personalidade e do design dela. Nem as interações da personagem com o Takt são boas ou carismáticas. E a Anna, coitada, foi uma personagem totalmente jogada para escanteio, a esquecida no churrasco.

ALÊ: Sim! Quanto mais passa o episódio, mais vou ficando alheio ao que o anime queria me contar. O roteiro não se esforça para te convencer de que tem algo para te mostrar. Eu não gosto da comédia e as interações entre os personagens são bem qualquer coisa. Na verdade, as interações entre eles provavelmente foram a pior parte do episódio para mim, porque eu não acho que funcione e não me compra. A Anna foi a pior nessa história, porque ela é literalmente uma sobra nesse roteiro. Ela basicamente está ali como sendo aquela que vai fazer os dois personagens se moverem. Meu lado shippador (infelizmente) me faz gostar do provável casal. O visual dos dois lindos e as imagens me fazem vender como um bom casal, mas na hora que eles abrem a boca para interagir, isso morre. Nem o texto do negócio é atrativo. Faz parecer que tudo no roteiro é feito nas coxas, do tipo que fizeram o negócio no básico ali, só para ser minimamente coerente e produzir. Sobre os monstros (D2), eu só aceitei que eles estão lá. Só espero que não tentem criar algo muito complexo envolvendo eles, porque do jeito que está nessa estreia, não acho que vai dar certo… O que me chamou mais atenção no roteiro foi que a Destiny parece ter sofrido algo no passado. Ela fala de si como se não fosse humana (é uma androide?!) e na luta final, o Takt tem um flash com ela fechando os olhos. Talvez ela tenha morrido e sido substituída por essa coisa não identificada ainda. Imagino que vão tentar fazer cenas mais dramáticas com eles, só torço para que até esse momento, eu ache os personagens melhores – acho difícil acontecer.

RUB: Sim, tem esse flash do protagonista que parece que a Destiny morreu, só que por algum poder divino, ele revive. Não sei… Pode ser outra coisa que eles devem ter conversado, porém que ignorei bonito. Até para não ficar só destacando o lado negativo, além da Destiny, eu curti a luta final. Ela é bem simples no sentido coreografia, mas que a produção/animação embelezam todo esse visual, deixando a luta muito mais bonita de se assistir. Ao que parece, teremos várias versões dos D2, podendo até ter rolar um boss para eles enfrentarem no futuro. Uma outra coisa que chamou minha atenção foi que a música é uma espécie de gatilho para deixar os bichos com raiva. Tudo isso já me remeteu a uma outra obra, Um Lugar Silencioso. Óbvio que no filme americano os bichos reagem a qualquer barulho emitido, partindo para o ataque no mesmo instante. Só que os D2 também reagem da mesma forma só que com barulhos harmônicos, fazendo uma investida de qualquer maneira em busca de silenciar a fonte. Não sei se rolou inspiração e tal, mas depois que o protagonista explica a fraqueza dos D2, logo me veio a mente o filme. Em seguida temos todo o show off, no melhor estilo de Fate de luta para embelezar toda a sequência final, com luzes, efeitos e animação fluída para todos os lados. Ao menos terminou em um tom mais agitado. E vendo o epilogo, chuto que o anime vai ser uma espécie de Road Movie, em que o trio principal vai indo de cidade em cidade, resolvendo problemas locais, até chegarem na missão/destino final, seja lá o que for que eles irão fazer nessa história. E uma das minhas preocupações é que seja um anime episódico, estilo o caso da vez para solucionar, não tendo ligação contínua dos eventos entre os capítulos, não tendo uma narrativa mais elaborada ou desenvolvendo seus personagens. Já não estou curtindo tanto o anime agora. Imagina se ele vira episódico. Aí sim mataria a minha vontade de continuar assistindo a obra durante mais 11 semanas (considerando que será apenas 1 cour) .

ALÊ: A gente está escrevendo esse post de noite (quase madrugada) e acabei de ver no Twitter do Sakuga Brasil que o storyboard do episódio de estreia foi feito pelo diretor de “Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works“, o que faz sentido algumas cenas, como a da Destiny estendendo a mão para o Takt, seja bem semelhante a uma de “Fate”. A luta em si foi muito bonita e como esperado, devem ir mostrando mais variações dos D2, apresentando diferentes formas, fraquezas e estruturas de corpo. Eu chuto que ele pode seguir essa estrutura do grupo ir passando de cidade em cidade e resolvendo o problema de lá, mas não acho que será até o fim. Acredito que vão apresentar algo mais complexo ou contínuo a partir da 2ª metade do anime. Ao menos é o que espero. Também achei bem interessante a questão da música irritar os D2, mas não sei se foi o mesmo para você, eu achei um pouco confusa/mal executada a parte que o Takt eestar como maestro. Não achei tão claro o quanto ele influencia nas habilidades da parceira. Mesmo durante as lutas, não entendi a participação dele nos combates muito clara.

RUB: Sim, foi confuso para mim também. Na real, eu nem sei se entendi alguma coisa sobre os poderes deles. Espero que explorem e expliquem melhor as “magias” desse universo, até para termos parâmetros para comparações e percepções sobre quais níveis e intensidades de forças que o enredo irá abordar. Então jovens leitores desse blog, hoje, com esse episódio de estreia, eu sinceramente fico na dúvida de recomendar Takt Op. Destiny para vocês assistirem. Acredito que teremos opções melhores nessa temporada e que talvez você possa assistir se tiver algum tempo sobrando ou que esteja buscando algo para ver de forma bem descompromissada. E se você meu caro não se encaixa nesse último exemplo, pode deixar de lado esse anime e vá assistir outro dessa season ou busque outras animações antigas boas para conhecer. Se continuar como foi na estreia, Takt Op. Destiny será mais um anime esquecível que lançam a cada temporada.

ALÊ: Assim, eu tenho para mim que esse anime vai ser ruim. Em geral, quando sinto que um anime parece ruim, eu normalmente não erro, rs. Por enquanto, pode valer a pena dar uma olhada. Vejam até o episódio 3, quem sabe. Pode ser que o basicão dele agrade, mas o ideal é não esperar nada muito além disso daqui, porque claramente não é a intenção do anime (e se for, tem potencial desastroso).

Finalizo o post com esse take belíssimo ^^

2 comentários em “Takt Op. Destiny #1 – Primeiras Impressões

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