Tokyo Revengers #6 e #7 – Impressões

Retomando comentários de “Tokyo Revengers” também ^^

Olá meus queridos! Depois de um tempinho sem falar dos episódios de “Tokyo Revengers”, nós voltamos! Ainda estamos tendo problemas pessoais, o que atrasam e dificultam nosso processo de produção das postagens. Vamos seguir comentando 2 episódios por postagem e esperamos ficar em dia o quanto antes :). Enfim, vamos ao post ^^


RUB: Alê, retornamos novamente para comentarmos mais 2 episódios de Tokyo Revengers. Apesar de ainda termos contratempos durante essas semanas, estamos aqui para tentar tirar o atraso e conversarmos sobre esse anime. Nesses dois episódios (6 e 7), vemos de como a organização Touman se tornou em uma das mais perigosas de Tóquio. Até para entendermos melhor, era muito necessário o inicio do relacionamento entre o Draken e o Sano. Até me surpreendi que o Draken teve toda sua criação e infância em ambientes de Yakuzas e casas de massagens. Ele tem toda uma moralidade diferente que esses cenários sugerem. Talvez com esse lance de família, amigos e respeito que tem entre os Yakuzas que ele tomou para si como um único caminho a ser seguido (mesmo ele tendo sido abandonado pela mãe). Então não é de se espantar que todo o seu código de conduta tem a ver com essa parada de confiança e honra, extremamente valorizados nas organizações criminosas japonesas. E o Sano desde moleque é um maluco completo. Ele peita os manos duas vezes o tamanho dele e ainda vence na maior facilidade. Nessa cena também me confirmou uma parada que o Draken é bem explosivo, porém precisava que alguém o liderasse nesse meio de gangues. E como o Mikey só “anda para frente em linha reta”, se tornou uma fonte de inspiração para o personagem segui-lo e formasse o Touman. Novamente uma parada bem característica da Yakuza em que o respeito vem da atitude e não da força física. Por isso que os japoneses consideram como uma questão de honraria ser preso, matar os inimigos ou não dedurar seus líderes para a policia, pois além da questão de ver os chefes como pessoas a serem protegidas, tem a ver com aquele lance do ideal a ser seguido/conquistado ao pertencer nessas organizações. Aliás, o chute com voadora do Mikey na cara do colegial merece respeito. Já dá para ver que a solução de qualquer problema na sua frente para o personagem é na base de pancada. Não sei se foi ensinamento do seu irmão que também era de gangue, porém ele demonstra essa atitude como ninguém. Depois desse flashback, estamos de volta ao presente. Foi bem abrupto essa passagem de cenas, porque fiquei pensando que está SUPER EASY o protagonista viajar na linha temporal. Parece que ele pegou um busão e chegou na parada correta na maior facilidade. Percebo que essa parte sobre a viagem do tempo em si será completamente deixada de lado nesse arco. Só vai servir para ele conseguir alguma informação e depois voltar para tentar mudar alguma parada.

ALÊ: Essas semanas andam muito corridas e com problemas adversos para nós dois, mas seguimos tentando colocar Tokyo Revengers e Fumetsu em dia. Também fiquei surpreso com o ambiente que o Draken cresceu. Acho que dá até para fazer um paralelo social, porque somos diretamente influenciados pelos meios que vivemos e crescemos. Se você tem uma família problemática (abusos, preconceitos, etc.), você tende a absorver esses problemas que podem vir a se tornar traumas, ou tu passar a reproduzir essas ações em outras pessoas. O Draken precisou encontrar algo que “cumprisse” um certo papel que a família disfuncional não deu, e nas gangues ele conseguiu encontrar algo como um padrão/meta de valores que queria seguir e assim o fez. Acredito que a situação do Draken ser explosivo é demonstrada um pouco no episódio 5 (não lembro direito), quando o Mikey convoca a gangue toda na praça para eles partirem e tretarem com a outra gangue. Na hora do discurso do Mikey, o Draken evidentemente estava empolgado com tudo aquilo. Gosto de como ele quer ter alguém para seguir, alguém que sirva de inspiração como uma “luz” (Draken coradinho = tudo para mim). E falando no Mikey, quero muito ver algum retrospecto da vivência dele. Não sei se o mangá aborda isso futuramente ou se será adaptado. Todavia, quero ver também como o Mikey entrou nesse meio. Temos coisas mais soltas (como a própria questão do irmão dele), porém gostaria de ver algo na perspectiva dele, assim como foi com o Draken na primeira metade do episódio. O guri é bem surtado e desde cedo, não mede perigo, não estando nem aí para isso. Os caras não falaram nada e o Mikey chegou com chute no meio da cara (cena bem feita, por sinal). Sobre a viagem no tempo, eu ia comentar sobre isso contigo. Eu acho muito estranho/incômodo como a obra trata o ir e voltar no tempo na maior facilidade. Não há qualquer desgaste no Takemichi ou algo que ele tenha que “pagar” com esse processo de ir e voltar. Por exemplo, o Subaru (Re:Zero) toda vez que morre, ele sente o peso daquilo. Tudo bem que no caso de Re:Zero é mais extremo, mas sinto falta de algo que ao menos sinalize que o Takemichi passa por alguma dificuldade com essas idas e vindas dele do passado ao presente. Nem uma fadiga o garoto tem. Acho muito preguiçoso do autor não colocar nada que limite ou causa algum dano no protagonista.

RUB: Concordo totalmente. Essa parada está fácil demais em viajar para o passado sem grandes consequências para ele. Tanto que voltar para o passado ou ir de volta para o presente se tornou banal. Nem é cogitado as consequências de alterar a linha temporal completa. Praticamente os furos que se originaram a cada mudança no passado, será deixado de lado e aparentemente será um foda-se gigante para essas questões. Alê, até cito um outro exemplo de anime que usa viagem no tempo em seu roteiro e apresenta adversidades é Steins:Gate. O protagonista muda uma coisa boba, porém tem uma consequência gigante a cada mudança. Tudo tem alguma reação. Aqui em Tokyo Revengers só vai ser meramente citado. Uma oportunidade GIGANTE perdida que será desperdiçada nesse roteiro. Espero que o autor relembre desses pontos mais adiante e que não abuse de conveniências mais adiante na história. Voltando ao episódio 6, temos a apresentação do líder da gangue inimiga. É a versão dele no futuro, entretanto o mano ficou pirado das ideias depois dessa luta. Ele virou literalmente um covarde, em que trabalha na construção civil e que vive sofrendo nas mãos do chefe da obra, porque o personagem não consegue cumprir sua função muito bem. Uma coisa que fica clara é que tem alguém manipulando forte para que essa luta aconteça. Ainda mantenho minhas suspeitas ao número 2 da Touman no presente, pois aquele visual é típico do grande vilão da história. Não foi algo planejado pela gangue inimiga. Alguém que sugeriu e eles idiotas foram atrás. Só que aconteceu MUITA COISA depois do conflito, visto que o ex-líder dessa turma não consegue sequer relembrar do passado sem ficar apavorado. Essa parte termina indicando que foi o Mikey que matou o Draken. Até já suspeitava desse fato, mas eu tive a confirmação nesse episódio. O grande articulador dessa luta queria mesmo era fuder com os dois ou um matar o outro. Em resumo, queria que a Touman do jeito que era não existisse mais. E é mais que óbvio que teremos o protagonista fazendo merda, né, porque ele não tem plano algum para mudar o passado. Ele só vai e pensa na hora o que fazer. Nem a versão adulta dele ajuda. Teoricamente o seu do presente era para ser mais inteligente do que quando criança. Mas um pouco antes temos uma ceninha bem bonitinha dele com o Atsushi (o mesmo maluco que pulou do prédio), reforçando a amizade dos dois, mesmo que o destino dele a 12 anos para frente seja um destino bem triste. Mais um para ser salvo nessas viagens todas para o passado.

ALÊ: Sim! Eu até mencionei que não ligava muito com o anime/mangá não querer trabalhar de forma mais “realista” com a questão de viagem no tempo, porque parecia que o autor queria falar mais de possibilidades e caminhos do que se aprofundar no conceito em si. Eu acho isso ok (ainda mais que sou bem leigo no assunto, então acaba passando batido para mim), mas porra, pelo menos tentem disfarçar o negócio. Como você disse, ficou completamente banalizado. Com isso, até o que eu achei que aconteceria (explorar possibilidades) ficou um tanto de lado, porque pelo que parece, o roteiro só irá trazer os pontos principais, grandes mudanças e tal. É um desperdício, mas sigo torcendo para que façam o melhor dos cenários possíveis. Sigo crendo que é Kisaki que está articulando essa discórdia toda. As discussões (principalmente depois do conflito inicial) levaram a uma série de brigas que no final resultaram na morte do Draken. Como Kisaki não está envolvido presencialmente nessa sequência de eventos, seria fácil para ele se aproximar do Mikey e passar a influenciar o garoto a partir dali, vide que ele estaria completamente abalado pela morte do amigo depois de tudo chegou naquele ponto. Eu acho interessante que o Draken é o mais razoável dos que estavam ali reunidos, porque ele vê o Takemichi pedindo para não lutarem com a gangue inimiga, implorando de todas as formas e ele pensa/; “Opa, vamos ver mais sobre isso que pode ter algo aí”. Porém o Mikey não quer e não vai voltar atrás com a sua palavra. Até entendo o lado dele, visto que é o líder e tem esse lado de que a partir do momento que uma decisão é tomada, não pode voltar atrás (é um posicionamento burro, mas entendo). Takemichi é muito inocente. Ele acha que por ser amigo dos dois, eles vão ouvir o personagem tranquilamente e tudo certo. Acho que parte disso vem dele ter fugido dos problemas no passado e até então estar só existindo. Muito fofinho a cena do Akkun e do Takemichi. Legal ele aproveitar esses momentos e pensar que não está perdido. Ele tem a oportunidade de ouro de ajudar e salvar seus amigos. Ele vai se esforçar por isso. E volto a dizer que gosto muito da ideia da proposta inicial do Takemichi salvar a Hina. Agora já temos o amigo dele, o Draken, o Mikey (consequentemente) e dÁ para ver que ele se importa com os dois mesmo tendo pouco contato até agora. Acho bonito ❤

RUB: Até parando para pensar, aquela reunião do Touman no meio de um galpão abandonado e o líder da gangue inimiga saber exatamente onde é o local, tudo parece muito bem orquestrado por alguém de fora. O líder deles é bem burro e não teria toda essa capacidade de raciocínio de invadir o território inimigo tamanha precisão, pegando geral despreparado. Alguém vazou a informação e o autor disso tudo quer que todos vão para o caralho. Tanto que o Draken até fica desconfiado com toda a emboscada, pois estava marcado o confronto para daqui alguns dias. Ele sabia que não ia ter nada, a não ser que fosse algo planejado. Vendo como o Osanai era (tive que olhar o nome do maluco no MAL) no passado, NEM FUDENDO ele teria cabeça de armar uma cilada. Ele só é um jovem delinquente, como qualquer outro figurante de lá. E como era o esperado, o Osanai é espancado pelo Draken e pelo Mikey. Não tinha um outro resultado. Mesmo que fosse lutador de boxe, o Mikey é extremamente imprevisível. Todas as artes marciais ou de lutas com as mãos te treinam para defender determinados ataques. No momento em que o seu adversário luta usando qualquer coisa, torna toda a sua experiência de luta em uma parada sem muito valor. Como você vai se defender de um chute, sendo que só treinou para esquivar de golpes com as mãos? Não tem como. Só tomou uma do Mikey e já foi para o chão. Só não foi morto, porque o Milkey não está no modo Killer dele ainda. Mas aí começa algumas reclamações minha com esse episódio 7. Pelo que eu vi de comentários, a qualidade da produção e animação começou a cair muito daqui em diante. E realmente é bem perceptível essa queda, tanto na animação dos personagens, como na consistência e edição. Teve uma sequencia depois do Pah esfaquear o maluco que minha nossa senhora, era quadro estático por todos os lados e uma montagem bizarra, em que só tinha vozes dos dubladores e imagens do céu sendo mostradas. O estúdio já chegou no limite antes mesmo do meio da season do anime. A segunda coisa que eu não curti foi a comédia. Achei muito deslocada, porque teve uma cena tensa segundos antes de uma tentativa de assassinato, para logo em seguida ter uma piada com boquete com a personagem Emma. Ou até mesmo o Draken visitando o protagonista em um clima mega fúnebre, para no minuto seguinte ter uma piada de trapalhões de coisas sendo jogadas para cima, parecendo cartoon americano. Era para ter um peso emocional toda essa metade final, mas a comédia não permitia. Caramba, é por causa dessa briga que o maluco vai morrer. É sério mesmo que temos uma piada de destruir a casa do Takemichi nesse momento? Nossa, achei muito deslocado todo esse pedaço. Tirou tanto o meu senso de perigo de alguém morrer, que agora estou quase certo que o Draken não vai ser morto porra nenhuma, já que o autor fez piada do negócio. Não deu para entender se era para ser sério ou se a adaptação mesmo que exagerou todo esse pedaço. Ficou tudo muito ruim.

ALÊ: Sim! O Osanai já foi preparado para lá com uma grande quantidade de pessoas. Ele foi tendo a certeza que encontraria o Mikey e alguns de seus companheiros no local, pegando-os de surpresa e os deixando sem escapatória (na mente dele). Então nós temos claros indícios de que há alguém orquestrando toda essa bagunça com a finalidade de separar o Mikey do Draken. Eu gosto dessa relação de estilos de luta. Como você bem apontou, é muito complicado tu conseguir prever movimentos ou enxergar um padrão quando o estilo de luta do adversário mescla diversos tipos, ou até mesmo foge de algo que você não está habituado. E não deu outra. O Pah tomou uma bela duma surra (ainda fico agoniado com o tanto de murro que esse povo leva). Eu gosto do Mikey nessas brigas, porque o cara não enrola. Ele chega no chutão, socão, voadora… Não dá tempo para o adversário. Enquanto o cara está lá se gabando, brincando ou zoando, o Mikey chega atacando. Foi assim com o cara do episódio 6 e agora com o Osanai no episódio 7. A propósito, tem alguns momentos que eu senti como estivesse vendo Dragon Ball com alguns diálogos. Um exemplo é de quando o Takemichi fica fazendo uma narração mental do tipo “Meu Deus, como ele é forte”, “Eles venceram!!!”. Estava rindo por achar meio tosco, mas ok. Também é interessante dizer sobre questões morais. O Draken claramente achou uma merda a situação do Pah ter esfaqueado o Osanai, enquanto que o Mikey parece ter ficado mais chocado com terem deixado o Pah para trás (e chuto que em partes, pois ele não se importou com a facada dada). A animação do episódio de forma geral estava bem triste. Mesmo alguns quadros estáticos não estavam tão bem acabados e polidos. A movimentação estava toda cagada. Quando o Osanai começa a bater no Pah, não parece que ele está pisando no chão e sim, flutuando. Você não sente que tem um chão ali. Fora a edição muito bugada e sequências no mínimo confusas. Pelo menos, parece que as lutas estão sendo bem animadas. Vi o SakuBra comentando da animação das sequências de lutas e parece estar muito bem feito. Eu só espero que a edição ruim desse episódio seja algo pontual, porque eu já fugi da CR para “meios alternativos” por conta da censura + montagem ruim e agora terei que lidar com a edição problemática de novo?! E aproveitando, eu queria MUITO que os streamings oficiais legendassem as aberturas e encerramentos, porque a letra pode ter algo a dizer sobre a obra. A OP de Tokyo Revengers fala muito sobre a situação dos personagens em meio as brigas de gangues, estarem unidos e tal. Já a ED fala da Hina (a do futuro que está morta) e como ela se sente em relação ao Takemichi (até dei uma choradinha).É um material que nem todo mundo liga, mas porra, coloquem. Voltando ao episódio, eu gosto de algumas cenas da metade final, mas em geral, concordo muito com você Rub. Por exemplo, eu achei completamente deslocada duas cenas com a Elma. a primeira com o Takemichi pegando acidentalmente no peito da guria (e que cena bem animada. prioridades né, produção!? -_-), para depois ter uma cena triste dela preocupada com o namorado e por sinal, deve ser super angustiante, porque ninguém te conta nada. Você não sabe o que está acontecendo e nem o que vai acontecer, para logo depois vir a piada com o boquete. Quebra a cena. Depois dessa sequência, eu ri com a cena do quebra cabeça. Acho que funciona por ser rápido. E a última cena eu ri, mas concordo que tem quebra de clima. Pelo que vi, foi a intenção do autor mesmo, porque as cenas existem no mangá, só não sei exatamente o tom que cada uma tem e o quão ‘demorada’ elas são. Às vezes pode ser coisa rápida no mangá e o anime estendeu.

RUB: Nossa, achei muito ruim o timing cômico. Não ri de nada. Só pensava no quão merda era tudo aquilo. Eu não costumo reclamar disso, porém precisa ser usado corretamente e não de qualquer jeito. Diminui muito esse senso de urgência, que na teoria, deveria ter toda nessa parte final, já que o Draken vai ser morto por causa disso. Espero que o anime não invista demais em piadinhas fora de contexto desse jeito, porque vai ser muito cagado quando precisarem que a cena tenha mais emoção ou exija algo mais dramático. Estou torcendo para a produção de Tokyo Revengers colabore, pois a história não é lá tão profunda assim e qualquer deslize por parte deles, será mais realçado durante os episódios, fazendo com que a experiência de ver o anime não seja tão legal assim.

ALÊ: Sim, concordo. Gosto de humor, mas não adianta só jogar ali,. Precisa saber o timing para colocar e os momentos apropriados para esses toques de humor. Também espero que o autor dê uma segurada nessas questões, porque ele pode muito bem arruinar alguns momentos até cruciais para a narrativa. No demais, sigo animado. Gosto da obra (até mais do que achei que gostaria) e vamos ver onde esse arco vai parar. Daqui uns tempos voltamos com a postagem dos episódios #8 e #9 ^^


Apreciação do Draken criança *-*)/

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