Yuukoku no Moriarty (Moriarty the Patriot Part 2) #17 – Impressões

Eu definitivamente não sirvo para supor possíveis rumos para a trama…

Finalmente voltei com minhas postagens de “Yuukoku no Moriarty”!!!! Estava com muita saudade de falar da obra aqui no blog. O motivo do atraso é que basicamente um dos meus irmãos mais velhos resolveu vir dormir alguns dias da semana aqui em casa para poupar gasolina para ir ao trabalho. O resultado disso é que a criatura está ferrando com meus horários, limitando muito o tempo que posso escrever (ele não sabe que tenho o blog, nem pode saber, pois sou gay e ninguém da minha família sabe…). Mas vamos ver se consigo alcançar o episódio atual (#19) no decorrer da semana. Como o JBC Festa começa esta noite (24/05) e estaremos cobrindo todo o evento, terei ainda menos tempo para escrever essas postagens. Vamos ver o que acontece ^^

O Albert parece estar mais lindo a cada episódio *_*

Antes de falar do episódio propriamente, eu preciso dizer que não sirvo para supor o que virá no próximo episódio com base em prévia. Eu achando que iria rolar rixa com o Paterson e o James Bond, mas não passou nem perto disso. Dá até vergonha quando penso no que disse ali hahahaha. Agora sim, comentando do episódio, fazia um bom tempo que não tínhamos um caso isolado de episódio único. Tudo bem que o episódio é basicamente um desdobramento envolvendo a série de assassinatos envolvendo o “Jack, o Estripador”, mas ainda assim, podemos considerar como uma história isolada e a última vez que vimos isso no anime (pode ter acontecido outras vezes no mangá e a adaptação cortou), foi no episódio 5. Eu não imaginei que fossemos ter uma história assim. Acreditava que a partir de agora só teríamos histórias com mais de uma parte, coisa que não aconteceu.

Esse episódio também foi um pouco diferente dos demais, porque tivemos ele fechado em um núcleo muito pequeno de personagens. Moriarty, Albert, Louis e demais do grupo apareceram, mas só em cenas isoladas. Os personagens centrais do caso foram James, Paterson, Sherlock e Lestrade. E nem tanto Sherlock/Lastrade. Eles juntos formam a outra ponta importante para o desenrolar do caso, entretanto, se fosse para definir os centrais do capítulo, seriam o James e o Paterson. Tivemos situações que alguns personagens mal apareciam, mas não me lembro de um caso ser tão fechado em poucos personagens da forma que foi aqui.

Se eu fosse escolher uma palavra para definir o James atualmente, seria “ousado”! Algo que era para ser completamente discreto, sem muito alarde (e foi, de certa forma), mas ele sai num carro completamente novo e diferente de tudo que já foi visto até ali, chamando a atenção de muitos curiosos. Ainda arranja briga com um bêbado (escroto) para conseguir ser preso e se infiltrar dentro da delegacia, enquanto o Paterson estava lá questionando como os dois conseguiriam entrar em meio à agitação. Fantástico! É uma sequência de eventos excelente, ainda mais considerando que o Bond está fazendo referência à filmes, então colocar ele nessa situação de ter que se infiltrar e se disfarçar, combina bem com o personagem, além de colocar ele como destaque, coisa que é muito positiva para trazer mais características do personagem, desenvolver e trazer (ainda mais) carisma. Não só com ele, mas como o Paterson, que também trouxe um pouco mais dele nesse episódio e o Helder, só que ele ainda está mais de segundo plano, tendo poucos momentos em destaque.

O aspecto mais interessante que circunda o caso todo, é “a polícia” forjar toda uma situação do crime para culpar alguém. Não que isso seja fora da realidade, porém é um ponto muito bom de ser trabalhado ali, principalmente porque não é só chegar e fazer. Escolheram alguém que “ninguém” vai se importar, que não é conhecido, ou tem grande relevância. Prenderam, espancaram o cara mais de uma vez (o punho do inspetor Arterton estava até avermelhada), tudo com o intuito de ameaçá-lo e forçar ele a falar o roteiro que o Inspetor passou para ele. O que me interessa nisso é o fato de ser um chefe de polícia que não está nem aí para os meios que serão usados. Ele liga apenas para os resultados e naquela ocasião, o nome da Yard e possivelmente o cargo dele estavam em jogo. Adoro essas retratações de ganância e da forma que são feitas. Expôs mais as vertentes deste mundo, mas é sempre bom de trabalhar em outros cenários, principalmente levando em conta que se tem um espaçamento de tempo em quase 200 anos entre a nossa realidade e o mundo de Moriarty. No entanto, as questões levantadas ainda são muito atuais. Mesmo que não representem 100% a realidade e mescle elementos de fantasia, ainda é uma obra ótima para fazer paralelos.


Enquanto eu assistia o episódio pela primeira vez, me perguntava o que aconteceria caso o Sherlock encontrasse o Bond, visto que o Sherlock sabe que a Irene está vivo, mas não faz ideia de que agora a pessoa que responde é o James Bond. Infelizmente (ou felizmente, dependendo do ponto de vista), não fizeram grande alarde nessa situação e da mesma forma discreta que Bond entrou na delegacia. Ele saiu sem sequer levantar desconfianças quanto à sua permanência no local. Tenho uma leve impressão de que o Sherlock sabia de que aquele guarda fazia parte dos planos do Moriarty, pois foram meio enfáticos na passagem do Bond perto do Sherlock ser como um “gatilho” para ele resolver ir embora. Não sei bem, porém foi o que pareceu ao meu ver. E outro ponto importante é que agora o Moriarty possui uma pessoa do seu grupo num cargo alto dentro da polícia, sendo muito importante para seus próximos passos. Estou animado, já que o plano principal para a queda daquele sistema logo entrará em ação. E detalhe: adoro como isso é conveniente, mas é tão bem encaixado que não acho forçado. Eles fazem parecer tudo uma coincidência, ou um efeito dominó e é extremamente convincente. Em momento algum eu cogitei pensar ser exagerado. É tudo tão envolvente que eu fico fascinado! Como eu amo essa série ❤

E já que estou falando do Sherlock, tenho que dizer que estou passando a gostar mais do personagem nesses episódios mais recentes. Isso porque ele não passa mais aquela impressão de soberba que ele tinha. Aquelas falas de “É óbvio” e “Você não está vendo?”, com ar de superioridade, não existem mais. E mesmo que sejam ditas por ele, não é mais como episódios atrás, tudo isso porque ele não está mais se divertindo investigando os crimes, dado que ele não parece sentir como se estivesse em pé de igualdade com a outra parte. Por mais que ele não conseguisse chegar a quem arquitetava os crimes complexos, o personagem via graça em tentar resolvê-los e conseguir pistas de quem era o Lorde do Crime. PORÉM não há mais isso. Ele sabe que no momento, ele é meramente um peão que o Lorde usa para fazer o jogo andar. Ele sabe disso, mas não consegue fugir, seja porque o Moriarty é ardiloso ou porque ele tem consciência de que o Lorde está “brincando” de Robin Hood e que faz isso pensando em ajudar uma parcela da população. Ele até pondera sobre o assunto, porque há certa… como se diz… honra (? Me fugiu a palavra) nas suas ações, entretanto esses atos não deixam de ser crimes, e sendo delitos, eles precisam de uma punição. Mas enfim, gosto de como ele quer estar de volta no controle da situação, mas ele apenas não sabe como fazer isso e dança involuntariamente a música que o Moriarty toca hahaha. É algo realmente divertido de se ver sua insatisfação e o quão nervoso ele fica em não estar no topo, além de claro, não saber quais são os reais objetivos do Moriarty, o que ele vai fazer a seguir e como isso implicará na sociedade. É evidente até pela forma como ele vem se comportando nos episódios recentes. Todo aquele brilho nos olhos e a empolgação que sentia com casos complexos se esvaiu. Ele parece apenas uma casca vazia que está apenas existindo por aí.


Momento um pouco off: semana passada, enquanto eu vagava pelo Twitter, me deparei com uma conta voltada a postar conteúdo relacionado à “Yuukoku no Moriarty”, dessas de fãs que postam print do mangá/anime, notícias da série… Eis que num belo dia, me deparo com uma dessas contas fazendo uma comparação entre o Light Yagami (protagonista de “Death Note”) e o Moriarty, dizendo que ambos são/tem objetivos semelhantes. Na hora eu travei e fiquei pensando “Amado???”. Tipo, que RAIOS DE COMPARAÇÃO É ESSA??? A pessoa não deve ter nem um pingo de interpretação para fazer uma comparação dessas, ou melhor, não deve ter lido e/ou assistido “Moriarty” com atenção, não é possível. Eu não li e nem assisti “Death Note”, mas conheço muito bem os objetivos do protagonista da obra e definitivamente é diferente do que o Moriarty busca e defende. É um nível completamente diferente. Eu me senti ofendido com essa comparação, não pode ser… Fim do meu pequeno desabafo 🙂


Bom, chegamos ao fim deste pequeno ato do anime. Temos as principais cartas na mesa. Três lados da história: Moriarty e seu plano para derrubar o capitalismo (em essência), Sherlock que está meio perdido(rs), e o tal Charles que parece ser o grande vilão e que irá voltar a dar as caras no próximo episódio. Vou tentar correr muito com essas postagens (mantendo qualidade, claro), porque pelo que vi comentarem no Twitter, no próximo episódio (20) a desgraça começará a acontecer e eu quero acompanhar isso em dia! Tenham um bom dia/tarde/noite e nos vemos logo mais ^^


Que homem, meu pai amado…

2 comentários em “Yuukoku no Moriarty (Moriarty the Patriot Part 2) #17 – Impressões

    1. Puts… Vai encarar reescrever o comentário?

      (como seu celular está assim, acho melhor escrever em algum lugar antes de tentar enviar. Se der erro de novo, pelo menos o comentário está salvo em algum lugar)

      Curtir

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