Tokyo Revengers #4 e #5 – Impressões

Retomando os comentários da animação…

Olá meus queridos! Já faz algumas semanas desde a última vez que comentamos um episódio de “Tokyo Revengers”. Para ‘compensar’ o atraso, iremos comentar nessa postagem os episódios #4 e #5 do anime. Avisamos que a partir de agora, iremos comentar o anime com um delay de mais ou menos 1 semana, porque a versão da oficial está sendo censurada por causa das roupas dos personagens, o que atrapalha bastante a experiência. Para tentar fugir disso, teremos que esperar alguns dias, o que ocasiona esse delay, além do Rub e eu estarmos em situações um pouco complicadas. Explicaremos melhor postagem, então bora lá \o


RUB: Alê, retornamos os nossos comentários (quase xP) semanais de Tokyo Revengers. Como estou em reformas na minha casa, a rotina e privacidade foram para o caralho. Está tudo uma bagunça em que o meu quarto no momento é na garagem e vários cômodos estão inacessíveis, deixando tudo pior a situação. Está um caos realmente e não fico confortável para fazer nada. Nem para assistir os animes estou com saco, porque gosto de silêncio e sem conversas, coisa que é impossível agora, pois a TV está a 2 metros onde eu durmo, sem paredes ou divisória e todo mundo da casa usa para assistir coisas. E dormir virou artigo de luxo visto os barulhos da reforma das 7 da manhã até às 18. Sintetizando tudo, sem condições. Ainda também o Alê teve alguns contratempos e tudo ficou atrasado no blog. Vamos tentar botar tudo em dia e veremos como anda as coisas por aqui (vai demorar 1 mês a reforma, então não iremos prometer nada concreto por enquanto). Agora falando do anime propriamente, o episódio 4 mostrou o que já tínhamos suspeitado. As ações do protagonista começaram a refletir nas vidas de pessoas ao seu redor, como foi o caso do Akkun. A construção disso foi muito boa, porque o episódio começa com ele e a Hinata tendo um dia de estudo bem casual, com a mãe dela interagindo e com os fogos para fechar a noite. Algo bem tranquilo (e cômico em várias partes) que passa a impressão ao espectador de tranquilidade e de que está tudo sob controle. A Hinata novamente se mostrou bem mais decidida que o Takemichi. Confrontou os malucos no trem para não incomodarem e darem espaço para outras pessoas sentarem. A guria vai para a briga e não mede esforços para defender o seu ideal de justiça. Também descobrimos que o pai dela e do Naoto é um policial, justificando o ímpeto dos dois em agir corretamente diante do perigo ou de algum crime. Até aí, tudo estava indo tão bem, e como de costume, o protagonista faz uma cagada e volta para o presente. A partir daí que acompanhamos os reflexos das mudanças que ele fez na segunda passagem. Não tínhamos ainda noção do que estava acontecendo. Porém, nesse instante, que começa uns furos esquisitos de viajem no tempo que o roteiro tem. Entendo que tudo é na teoria, porque não podemos comprovar como voltar no passado e quais as consequências de mudanças temporais. Só que é meio bizarro o protagonista mudar várias paradas e o Naoto não ser afetados por ela. Mano, ele ainda continua lá em uma das linhas do presente. Logo, se o Takemichi fizer merda, o Naoto deveria ser afetado também, como por exemplo, ele saber do antigo passado do Akkun e QUE FOI MUDADO. Para o Naoto, SURGE UM NOVO HISTÓRICO QUE O PERSONAGEM DEVERIA CONHECER DO AKKUN. Só que ele sabia da facada e descobriu depois que não houve a facada. Essa parada para mim é contraditório. Ele não teria acesso mais as lembranças da outra linha. Ao que parece, teremos muitas conveniências nessa lógica da viagem no tempo.

ALÊ: Do meu lado, meu querido irmão mais velho resolveu que vai vir dormir alguns dias da semana aqui em casa para poupar a gasolina do carro no seu trajeto até o trabalho. O resultado disso é que estou mais limitado aos horários que posso escrever meus posts. ele não sabe que tenho o blog e nem pode saber (vide que escondo orientação sexual e outras coisas que ele e o resto da família não sabem). Estou numa situação um pouquinho complicada… Enfim, antes de entrar em detalhes sobre o 4º episódio, preciso dizer que adorei muito ele. Acho que é meu episódio favorito do anime até aqui (ainda não vi o 6º episódio). Um dos motivos de gostar tanto desse episódio, é que basicamente ele é uma grande construção para a tragédia. Como você disse, o episódio começa com ar mais leve, com o Takemichi vivendo o dia a dia dele, momentos cômicos pontuais, a Hina mais uma vez tomando à frente na situação e ajudando a senhora com os delinquentes, que por sinal, que povinho chato. Lembro até dos tempos de escola que ia pegar ônibus e entrava aquele monte de aluno falando alto (alguns praticamente gritando), um saco! Voltando aos comentários, tudo certo até o momento que o Takemichi pega por acidente na mão do Naoto e acaba voltando para o futuro/presente. Primeiro que toda a teoria da conspiração em cima do Naoto foi por terra, e eu gosto desses momentos de não saber o que está acontecendo. Ficamos perdidos como o Takemichi e a partir disso, vamos absorvendo os impactos das mudanças que ele fez no passado, como a questão da facada que era para ela acontecer mesmo, só que no caso, a situação traria o Akkun dando uma facada para proteger o gurizinho lá (já esqueci o nome), mas o Takemichi entrou na história e fez com que isso não acontecesse e ainda encontrou (e fez amizade) com o Mikey. Eu sempre acho confuso a questão de voltar no tempo. Toda vez que paro para pensar nisso, eu acabo mais perdido, como a questão de paradoxo e linhas temporais. É algo muito complexo. Eu notei que algumas coisas não batiam com o que estava sendo apresentado. Para ter sentido, teria que ao menos ter rolado uma pequena inversão das informações, com o Takemichi sabendo que o Akkun tinha esfaqueado o cara lá, aí na volta esse evento não acontecer. Essa parte fica realmente muito contraditória.

RUB: Noto que o autor da obra não vai se focar nessas explicações sobre o paradoxo temporal. Aparentemente em Tokyo Revengers, teremos que aturar facilitações de lógica sobre as idas nos passados e de suas mudanças. Tanto que quando o Akkun fala para o protagonista sobre a viagem no tempo, foi a parada mais sentido para mim que teve no episódio 4. Alê, você ver que a sua tentativa de assassinar alguém é fracassada e o salvador do seu alvo parece que sabia dessa ocasião. O que você pensaria Alê vendo isso? Obviamente você não vai pensar em viagem no tempo, pois você não tem conhecimento que essa parada existe realmente. E se por acaso você cogitar que alguém viajou para o passado, você pensaria que a pessoa capaz de retornar no tempo é o Naoto e não o Takemichi. É bizarro ele ter chego em uma conclusão dessa forma. Fico com medo de isso se tornar frequente essas paradas na história para que algo aconteça na trama e seja forçado. Tirando essas coisas, a sequência final foi boa. Eles chegando no bar de acompanhantes, descobrindo que o Akkun era dono do estabelecimento, o protagonista acreditando na amizade dele, a mudança de personalidade depois de tanto tempo, a conversa nostálgica, a verdade sobre o dia que ele morreu no trem (ou não, como é nessa linha temporal) e o suicídio do personagem. Dava para ver que ia dar merda, porque quando o Naoto e o Takemichi chegam no encontro, tiram a trilha sonora feliz e fica um completo silêncio, como fosse um aviso para algo perigoso a frente. E como fica evidente, o Akkun está atormentado com coisas feitas nesses 12 anos e o Sano virou uma ameaça muito perigosa. Teve uma coisa que eu errei foi essa parada do Sano. Como é mostrado no episódio seguinte, o mano é “quase” um psicopata, pronto para matar todo mundo. O Draken que é sua bussola moral. Sem ele, o moleque é um animal predador que vai atropelar tudo e todos. Então é lógico ele se tornar no monstro e se aliar ao outro maluco que esqueci o nome, formando na gangue mais perigosa da região. O Akkun deve ter sofrido horrores, porque mesmo ele atingindo um alto posto, não suportou tudo e tirou sua própria vida. E temos uma informação que o Draken morreu e o Sano pirou. Mais uma pessoa para ser salva e evitar a morte da Hinata.

ALÊ: Sim, sim. Por essa amostra que tivemos no episódio, o autor deve trabalhar mais com possibilidades, não ligando tanto para o meio (teorias mais “certas”) que isso é usado e apenas traçando essa linha para que consiga fazer a história progredir. Eu não vejo isso necessariamente como um problema tão grande, ao menos para mim. Vai a depender de como isso será inserido e manuseado nos episódios. Por exemplo, você citou que o autor forçar a situação do Akkun conseguir chegar na conclusão de que o Takemichi viaja ao passado e eu concordo. É mesmo muito estranho. Eu posso não me importar tanto com o autor não querer implementar física e teorias sobre volta ao passado na história, MAS, também não quero que ele coloque os personagens chegando em conclusões que não se sabe de onde veio, apenas para fazer a carruagem andar. Todavia, eu ainda gosto muuuito desse ato final do episódio. É muito bom você ver o estranhamento do Takemichi em ter que encarar seu velho amigo em “outra realidade”, ainda mais que em coisa de momentos atrás, ele estava com o amigo mais jovem, conversando, e agora, ele não sabe como o cara está, nem o que faz, sem sequer entender direito como ele chegou aquele ponto. Destaco também o Takemichi tentar se convencer de que o Akkun é o Akkun, que ele pode estar diferente (e está), mas que eles ainda são amigos e isso não mudou, até chegado o momento do encontro. Ele começa a tremer antes de ver ele. É uma cena muito boa. A direção também implementa alguns momentos de suspense, como por exemplo ter um foco no movimento da mão do Akkun perto do Takemichi, sugerindo que ele poderia bater ou fazer algo com o protagonista, para no fim ser só ele se pendurando no pescoço do amigo. Assim como o Takemichi, nós não sabemos o quão mudado está o Akkun e tudo mais. É bem interessante a direção brincar com momentos assim, dado que em partes, é um medo do protagonista. A gente ainda não sabe o que aconteceu no espaço de tempo de 12 anos, mas o Akkun tem medo do Kisaki e ficou ainda mais demarcado que o Kisaki que vai ‘corrompendo’ tudo. Ele quem irá mudar (e moldar) o Mikey para seus interesses. E gostaria de dizer que quase chorei na cena do suicídio do Akkun. Parabéns diretor. Eu diria que o Mikey é muito instável na verdade. O Kenzinho (vou chamar ele assim, porque acho fofo) é quem segura o garoto. Seria a voz da razão dele. O Mikey é bem ‘radical’ quando envolve gangues e assuntos do tipo. Lembro que você comentou na postagem do episódio passado que ele entraria em qualquer lugar sem se importar com a ocasião para tirar o Takemichi caso ele quisesse, e realmente é mais ou menos isso, só que em outro patamar. Ele não parece ter uma… como posso dizer… noção? Tipo, tu pega lá a guria que estava internada, os pais dela foram agressivos e hostis, com toda razão, mas ele sequer para pra pensar nisso. É o Kenzinho quem faz o guri entender a situação da família. É um contraste interessante, visto que momentos atrás ele estava todo infantil, fazendo birra pelo prato dele não ter uma bandeirinha (e o Ken todo preparado). Eu estou gostando do rumo que isso está tomando, porque cada vez mais aumenta o número de pessoas que o Takemichi tem que salvar. Ele entrou nessa história com a ideia de salvar a Hina exclusivamente e agora já tem o Kenzinho, o Akkun e até o Sano, de certa forma. Quanto mais o Takemichi mexer no passado, mais pessoas vão ir sendo envolvidas e tendo seu futuro alterado, e assim como mais pessoas devem acabar entrando para essa lista de pessoas para o Takemichi ajudar/salvar. O que me leva pensar que eventualmente ele não irá conseguir salvar todo mundo e meu medo é ser o Kenzinho… :’)

Eu chorei vendo o episódio e chorei de novo quando fui tirar print dessa cena para o post. Que vida…

RUB: Quando eu falei que o Sano tinha alguns limites morais, eu estava até com outra ideia de dualidade da personalidade dele com suas ações. No fim, era o Draken o seu freio moral para diversas situações. E como agora o protagonista descobriu que o Draken é assassinado pelo seu amigo, rapidamente chegaram a conclusão mais óbvia que seria ter alguém manipulando tudo e todos para o Sano se transformar e virar no grande líder da região. A minha aposta é o outro maluco líder da gangue do Sano no presente. Além de cara de vilão, ele tem aparenta ser do tipo que usa estratégias sujas para conseguir o que quer. O meu palpite é que ele será o grande cérebro de montar a gangue mais perigosa dali. Uma outra parada que mostram é que a versão do protagonista no passado começou a fazer merda por aí. Como sua versão do futuro está mudando tudo sem pensar muitos nas consequências, a versão do Takemichi de 12 anos atrás não está passando por todas aquelas provações que enfrentaria se continuasse sua vida como eterno escravo dos alunos mais velhos. Ele não está refletindo suas atitudes e consequentemente, suas ações continuaram do mesmo jeito de antes. Ele cogitar a transar com outra garota foi uma surpresa para mim. Eu via o protagonista como completo apaixonado, até achando bizarro aquela situação, porém faz sentido. Ele começa a valorizar a Hinata depois de largar a guria e fugir. Ele não teve auto reflexão e suas atitudes não foram confrontadas, parecendo que está tudo bem. A própria Hinata fala que o protagonista dá um Alt+Tab muito gritante, visto que as personalidades mudam depois de cada salto temporal. Pensando desse jeito, é óbvio que a versão mais nova vai fazer muitas merdas por aí, porque ele não teve o momento de refletir suas atitudes, o fazendo ainda um garoto bem imaturo. Em seguida, depois dessas cenas de comédia e interações, descobrimos a ocasião que o Draken morreu que seria uma briga de gangues. Notável que tudo isso começou como uma discussão boba, que escalonou da gangue inimiga encurralar um amigo em comum do grupo do Sano, fazer atrocidades com a namorada e família, tudo isso por uma luta idiota. É bizarro pensar que tudo isso irá gerar a morte do Draken mais para frente, em que ele não teve envolvimento direto com a história. O mano até leva o Sano para ver como está a guria invadida e servir como motivação para os dois, pois ele não conhecia o cara agredido, porém eles precisavam ver com os próprios olhos as consequências de suas ações de tentar ganhar relevância em um mundo tão nebuloso que é esse das gangues japonesas.

ALÊ: Sim, o Kisaki aparentemente vai ser o grande articulador dessas situações. Maluco, o cara passa a impressão de completo vilão e ao que tudo indica, ele quem influencia as pessoas a mudarem suas ações. Ele estava próximo ao local de onde o Akkun se suicidou e provavelmente ouviu a conversa dos dois. Me pergunto se há algum plot envolvendo o personagem ou algo do gênero. Eu acho que é o Kisaki que vai mexer os pauzinhos para causar a morte do Kenzinho. Ele vai estar na cena, mas irá aproveitar o espaço deixado pelo Ken para se aproximar do Sano e se tornar a nova base dele. Ah, eu fiquei um tanto surpreso com o que fizeram com a namorada do cara da gangue lá. Tipo, eu já tinha certa noção do quão violentos eles podiam ser (vide o Takemichi ser espancado sem dó), mas não esperava atos como estuprar e espancar a coitada. Foi bem chocante. São coisas que não são difíceis de se pensar, porém fui pego meio desprevenido nessa, por ser acostumando a uma ótica mais positiva dessas gangues. Acho engraçado como o Takemichi sempre chega ao passado em momentos nada propícios para ele, volta no meio de luta quando o dia está em andamento (episódio 1) e agora quando estava prestes a trair a namorada. Eu gosto dessa diferença entre os dois lados dele, porque não é totalmente estranho ele ser escroto originalmente. Não vemos momentos dele agindo por si na adolescência, mas ele mesmo tem em mente que ele era ridículo. Não é de se estranhar que ele faça merda. Você tem alguns indícios. Acho interessante como ele mesmo se assusta com essa decisão do eu dele do passado. A versão dele antiga não vai ter um repertório para pensar no que ele está fazendo. É imatura como você apontou e coitada da Hina por ter que aguentar alguém assim. Lembro que comentei sobre a possibilidade de alguém estranhar as mudanças do personagem, porque quando o Takemichi volta, a mudança de “personalidade” é muito diferente e gritante. Ele sempre está deixando escapar frases que trazem ideias do futuro, como o Naoto ser um policial. O Kenzinho é bem ‘justo’ e gosto de como ele mostra respeito com as pessoas ao redor. Ele pode fazer o que faz e todos ali sabem dos riscos, mas é entre eles. Os familiares não tem nada a ver isso. Não é atoa ele forçar o Mikey a se curvar diante dos familiares da garota vitimada e entender que aquelas pessoas merecem respeito. Eles estão passando por momentos duros sem ter nada a ver com aquilo. São pessoas inocentes envolvidas nessas circunstâncias. Bom notar como as coisas escalonam muito rápido. Começou com algo bem bobo e logo cresceu exponencialmente. Pode ser um indicativo de eventos futuros que possam ocorrer na trama em casos semelhantes.

RUB: Realidades de gangues, onde paradas pequenas podem se transformar algo de vida ou morte. Ainda não sei ao certo o que o autor quer explorar, mas veremos como se segue os acontecimentos de agora em diante. O episódio 5 termina ainda com o protagonista seguindo os outros dois personagens. Ainda eu acho que ele vai encontrar mais algumas paradas e que vai dar em uma pista de como o Draken morreu. Cada vez mais esse personagem vira uma peça central nesse arco. Minhas suspeitas se confirmaram em relação ao Draken, porém não foi algo 100%. A história seguiu por alguns caminhos que não cogitei. Tenho algumas teorias do que irá acontecer, porém acho que preciso saber mais dessa gangue e ter certeza de outras dúvidas que eu tenho nessa relação do Sano e Draken lidando com toda as brigas da gangue. Até para fechar Alê, você comentou comigo que assistiu a versão censurada do anime e eu assisti uma outra versão lançada posteriormente. Os episódios apresentaram diferenças entre si, principalmente na montagem em que o ritmo narrativo foi bem afetado em certas partes. Chegamos a discutir em OFF, mas resumindo o que eu penso. Eu sei que certas imagens e símbolos usados pelos personagens remetem a atrocidades praticadas em guerras. Porém devemos avaliar qual o sentido e significado delas no contexto. Para eles, a suástica é algo budista, que remete a poder, força e liderança. Tanto que a imagem é 45° mais inclinado do que os nazistas usaram na Segunda Guerra. É outra parada por lá. A mesma coisa a bandeira imperialista japonesa da segunda guerra. Para nós, simboliza o povo do oriente, porém para os coreanos e chineses, são lembranças de um passado terrível praticadas contra eles pelos japoneses. Então censurar certas imagens por terem significados ruins para cá, é completamente compreensível. E parece que as censuras já são da edição dos japoneses que mandaram para cá. Eles também sabem que certas imagens são bem sensíveis para os ocidentais. Tanto que usaram vários ‘flares’ para ocultar o máximo possível dos uniformes da gangue do Sano. Lembrou muito filmes do J.J. Abrams xP. Então pessoal, se acostumem, porque é uma decisão criativa da adaptação e teremos várias cenas daqui em diante na tentativa de amenizar associações das gangues apresentadas com crimes contra a humanidade. Alê, só espero que o anime continue nesse ritmo que estou curtindo e não se contradiga nas paradas de viagens no tempo.

ALÊ: Sim. São 5 episódios vistos (no meu caso) e não sei ao certo o que o autor quer explorar de fato. Eu gosto disso porque torna tudo um livro aberto para diferentes possibilidades ou caminhos. Mas acredito que iremos ver o passar dos anos do protagonista nesse espaçamento de 12 anos que ele fugiu e claro, tudo isso envolto de mudanças, mais riscos de mortes, mais pessoas para salvar (e eu chorando possivelmente). Sobre a censura, vou dizer aquilo que comentei em OFF contigo: eu entendo a funcionalidade dela e que pode gerar interpretações erradas do símbolo. Uns tempos atrás estava tendo uma puta discussão no Twitter de gente que simplesmente não entende que o sentido da suástica no Japão. É completamente diferente do Ocidente. Hitler que se apossou (roubou) o símbolo e reescreveu seu significado para nós. Então se alguém que acha “Tokyo Revengers” nazista, ou critica a obra por trazer e usar esse símbolo, POR FAVOR, entenda essa diferença cultural. Se não, todos os filmes (e jogos) de Segunda Guerra também não deveriam mostrar a suástica. Sabe, tinha gente dizendo que o autor não deveria usar a suástica porque o produto (mangá, e agora o anime) vai para além do país dele. A criatura não entende, não escuta e nem pesquisa sobre a representação histórica do símbolo no país de origem e o que significou para as gangues na época. O que importa é a maneira como a mensagem é passada na trama. Não pode rolar apologias a hegemonia racial ou incitação a discursos preconceituosos. E eu entendo a censura. A CR francesa comentou ao ser perguntada sobre a censura no episódio 5 e que o Japão enviou o episódio dessa forma. Até o Japão tem consciência de que para cá poderia dar problema/ser mal interpretado. Só que eu não posso negar que a edição ficou uma merda. As cenas editadas são todas travadas. Tem cena que os quadros ficam imóveis e com personagem falando e no geral. Os feixes de luz tampando as roupas acabam sendo o de menos. Até o impacto da cena se perde por causa da edição cagada. Ficou MUITO ruim. Eu estava conversando com um amigo sobre o assunto e isso é péssimo por um lado, porque o anime trabalha com isso diretamente. Não são momentos pontuais no meio da história e se continuar sendo editado da forma que foi nesse episódio, pode ser bem desastrosa a experiência. Terminando esse post, eu devo rever o episódio sem a censura e ficar fazendo isso para amenizar. Recomendo que vocês façam isso também, visto que a tendência é que piore conforme for aparecendo mais gangues e mais conflitos entre elas. Eu estou gostando muito de Tokyo Revengers, bem mais do que imaginei. Um ritmo muito bom, a direção do Kouichi Hatsumi está ótima, os personagens são bons e eu torço para que o mangá chegue ao Brasil. Quero muito ler a obra (ou talvez eu compre os e-books em francês). Animado para os próximos episódios.


Vamos tentar trazer os comentários do episódio #6 no meio da semana. A partir disso, seguiremos o que falamos lá no começo do post, com o delay de 1 semana ^^

E Alexsander encontra seu shipp ❤
Quem só vê o Mikey em momentos assim, nem imagina do que ele é capaz hahaha

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