Seijo no Maryoku wa Bannou Desu #1 – Primeiras Impressões

Uma estreia legal e com o potencial, porém não ficamos tão empolgados sobre o que esperar nessa narrativa.

Olá pessoal! Estamos finalizando os posts colaborativos das estreias dessa temporada. Eu e o Alê assistimos Seijo no Maryoku wa Bannou Desu e gostamos da estreia. Os nossos receios ficam para ver se a história vai se sustentar por uma temporada inteira e se a produção irá segurar as pontas por já apresentar erros nesse episódio, resultados de uma staff mais limitada. Fiquem com os nossos comentários.

Sinopse: “Sei, uma trabalhadora de escritório de 20 anos, é convocada para um mundo diferente depois de terminar algumas horas extras. Mas a pessoa que a convocou olha para o rosto dela e diz: “Esta não é a Santa”. Em vez disso, a outra senhora convocada é elogiada como a Santa, enquanto Sei é ignorada.
Ofendida por ser descartada sem pensar duas vezes, Sei deixa o palácio real e procura uma ocupação, e começa a trabalhar em um laboratório onde faz poções e cosméticos. Ela usa sua magia para atender aos pedidos das pessoas e lentamente as pessoas começam a suspeitar que ela é a verdadeira Santa…
Será que Sei pode desfrutar de sua vida lenta e sonhadora em um mundo diferente sem que seu título de santa seja descoberto ?!”

RUB: Alê, penúltimo texto colaborativo sobre as nossas impressões dessa temporada, dessa vez para falar sobre Seijo no Maryoku wa Bannou Desu. No caso dessa estreia aqui, eu definitivamente não esperava muita coisa. No final, o anime me agradou bastante e que esse começo foi ao menos interessante o suficiente para prender a minha atenção em acompanhar a série. Quando comecei a ver o episódio, me deu um medo gigante, pois esse inicio me lembrou muito o de Tate no Yuusha. A protagonista sendo invocada em outro mundo, sendo a GRANDE SANTA ou salvadora do reino. Tudo isso me remetia a Tate e logo me veio um sentimento que poderia ser péssimo esse plot. Eu sei que essa proposta não é exclusiva do anime do cara edgy do escudo, porém não tinha como associar os minutos iniciais com aquele anime ruim. Tanto que quando apareceu aquele príncipe escolhendo a outra mulher com a Santa Oficial, logo pensei: “Isso vai ser muito ruim, não é possível”. Graças a Deus a narrativa seguiu um rumo complemente diferente do esperado e foi focado em como a Sei se virava depois de ter sido “sequestrada” do seu mundo. Aliás, mais uma protagonista com uma vida de trabalhadora japonesa bem sofrível. Ela basicamente era mais uma peça dentro de uma empresa e que vivia fazendo horas extras por causa de suas atribuições. Tanto que a primeira coisa que ela sente depois de algum tempo no outro mundo foi tédio. Ela acostumada a estar fazendo coisas sem descansar, ficou rapidamente entediada com sua nova rotina de “salvadora” da região. Apesar de achar que a nova realidade era mais favorável, entendo o lado dela de como é tedioso não estar fazendo nada. Essa parada de invocação foi tão subitamente, que ela não morreu e nasceu de novo. A Sei chegou em casa, estava tirando os calçados e tudo mudou do nada. Não saber lidar com as mudanças repentinas e não ter noção muito bem o que fazer nesse novo contexto. foi bem lógico a Sei não ter o que fazer ali e aquela primeira semana fosse uma eternidade para a personagem. A guria chegou a mentir só para sair por aí e conhecer o reino. E a curiosidade dela vai ser um outro aspecto que o episódio abordou diversas vezes em seu roteiro.

ALÊ: Eu também gostei da estreia. Achei ela gostosinha de assistir (embora tenha problemas) e algo me prendeu bastante nele, o que me fez curtir o episódio. Não sei exatamente o porquê, mas acho que seja a soma de alguns fatores, por exemplo eu não esperava muita coisa (Diomedéa não passa muita confiança). Eu nem cogitei parecer com “Tate” (praticamente deletei essa coisa da minha memória XD). Eu tinha cravado na minha cabeça que quem escrevia a novel era uma mulher, o que sempre me soava como um sinal maior de confiança, embora no fim, não se saiba o gênero do autor. Eu acabei levando comigo é que poderia ser o meu substituto de “Bookworm”, enquanto não estreia a 3ª temporada do anime. E mesmo que “Seijo” não seja tão bem escrito quando Bookworm (evidente pela forma que foi feito o episódio 1), eu acho que vai me servir como substituto por ser agradável de assistir. Entendo o lado da Sei, porque de certa forma, você se habitua a correria quando está há muito tempo naquela situação. Então por mais que o novo ambiente soe como um alívio momentâneo para ela, passado um tempo, fica chato não ter nada para fazer. Ainda mais que ela foi meio que “descartada” pelo carinha ruivo (não confio nele, diga-se de passagem), porque a Sei acabou sendo invocada junto da outra garota e ela que foi escolhida como a Grande Santa da história. Não ficou nada para a protagonista fazer. Sobre a invocação, ela mal entra dentro de casa e do nada aparece com um monte de estranho ao redor dela junto de outra garota. Eu achei um pouco estranho ela não estranhar de nada em momento algum. Tipo, ela não questiona absolutamente nada. Nem os próprios personagens do reino estranham as vestimentas e tal (embora os utensílios sejam muito próximos do ‘nosso mundo’). Só que por outro lado, eu acho que ela devia estar tão cansada que nem deveria ter disposição para questionar algo e só seguiu o bonde mesmo. Tanto que quando começa aquela exposição de roteiro com o velhote explicando sobre o miasma que cobre o reino, ela só ficou quieta e estava louca para sair dali.

RUB: Com certeza. Ela queria só sair da sala, porque viu que a outra guria que foi escolhida teria todas as obrigações de ser uma SANTA para o reino. Ela praticamente está como uma substituta para que caso aconteça alguma coisa para a outra. Tanto que o pessoal lá não libera totalmente a Sei. Ela ficou vigiada o tempo todo, ou tinha guardas ou empregadas acompanhando ela. No final do episódio até que explicam o motivo de tanto monitoramento, visto que o nobre se vira e pergunta para o professor daquela escola de magias e ciências(?) do andamento dela com os seus poderes de Santa. Claramente estão esperando algum feito dela ou que confirme que ela vai despertar como outra salvadora da região. Eu gosto de fazer suposições e o meu palpite é que a outra garota não tem esses poderes, mas o príncipe (ou rei?) gostou dela e estão de faz de conta para todo o pessoal do reino. Aí eles irão garantir que esse segredo não vaze, fazendo com que a Sei não fique muito nos holofotes e fique na surdina com os seus poderes. Eu também não confio no príncipe lá. Ele tem cara que só faz merda e que logo vai acontecer alguma coisa que vão precisar da ajuda da protagonista. Mas voltando para o episódio, quando a Sei saia para caminhar rumo a escola, logo me veio a cena daquele lagarto gigante por aí. Tipo, todo aquele caminho percorrido pela protagonista era seguro? Era de boas a Santa caminhar por aí? Como não fica claro onde está ocorrendo os ataques, eu imaginava que o lagarto poderia estar nas redondezas. Aí vai um pouco da minha reclamação que é a falta de noção de espaço que o anime me mostrou. Assim, quando a empregada comenta que a escola era longe para um CACETE, eu fiquei perdido, porque para mim era do lado o bagulho. A sensação que passava foi de algo como minutos de caminhada e já estariam na escola. Tanto que quando acontece o ataque, ELES USAM CARROÇAS para transporta tudo. Então era muito longe. Como ela caminhou a pé do castelo para a escola, não faço ideia. Em seguida a Sei aprende que existe magia e fica encantada pelo desconhecido, propondo ser uma aluna do local em vez de ficar sem fazer nada no castelo. Mais uma vez, a curiosidade da personagem fala mais alto nas tomadas de decisões.

ALÊ: Sim! Tanto que o pessoal nem se importa muito com o que ela vai fazer da vida. Ela chega e fala: “Ah, quero me mudar, tudo bem?”. Aí só dizem: “Vai fundo”. Era muito mais interessante para a Sei ir a escola lá e aprender a fazer alguma coisa, do que ficar sendo vigiada constantemente naquela casa e sem absolutamente nada para fazer. Eu gosto bastante que por ela não ser o holofote do reino, então naturalmente abre portas para ela fazer o que quiser e isso é muito atrativo. Claro que imagino que em algum momento, ela vai ser chamada para a ‘trama principal’ para fazer alguma coisa pelo reino, ainda mais que ela parece ter uma magia especial (não sei se a outra guria também tem isso). Mas enquanto isso acontece, vamos ver ela apenas vivendo a vida cotidiana dela, descobrindo mais sobre o mundo, ajudando na área farmacêutica do Reino e provavelmente, se envolvendo amorosamente com algum personagem (chuto ser o loirinho do final do episódio). E até acho que o mundo aparentar ser ‘pobre’ (no sentido de não ser tão inventivo e se apropriar de muitas coisas comuns) pode ser um recurso legal, porque como a protagonista vai estar envolvida com plantas medicinais, ela vai ter a vantagem de já conhecer parte dessas plantas e talvez, até ajudar na invenção de algumas receitas por ter esse conhecimento prévio. Aquele príncipe(?) ruivo tem cara de quem vai aprontar. Acho que vai ser bem como tu apontou. Em algum momento ele vai querer se aproveitar dos poderes da Sei e não duvido nada ter um twist com o personagem (quando desconfio do personagem, nada me tira essa ideia da cabeça XP). SIM! Não temos noção do espaço e do ambiente. Achei super estranho quando falam que é uma boa caminhada do casarão até a escola, porque quando a Sei acha o jardim, parece que aquela parte é apenas um canto da casa e como cortam todo o trajeto que os personagens fazem, você acha que as coisas são todas muito próximas umas das outras. E isso fica muito evidente, porque eles não tem tempo de mostrar nada. Não sei se você compartilha dessa mesma impressão que eu Rub, mas assim como “Sentouin”, “Seijo” aparenta ter tido muito material dentro do episódio. Teve bem uns 2 momentos que eu achei que o episódio ia acabar ali, mas não foi e tinha mais coisas para acontecer. Acaba impactando em outra coisa que é: tudo simplesmente acontece. Nada tem uma boa pausa. É um acontecimento atrás do outro no episódio, sem respiro. Eu não acho o ritmo ruim e ainda é bem dinâmico ou gostoso de ver. Mas ainda me passou a impressão de que havia muito material sendo adaptado.

RUB: Concordo contigo sobre a rapidez dos fatos. Os meus problemas que eu tive com o episódio são sobre a parte técnica e não sobre o roteiro em si. Vou até puxar uma outra coisa que aconteceu com o anime e que vai de encontro com essa opinião. Tem todo lá o lance que ela pode fazer poções e que usa magia com facilidade. Como espectador, toda essa explicação sobre como funciona a magia naquele mundo é muito confuso. Eu sei que nem todos conseguem usar mana para fazer coisas, só que jamais fica claro sobre quem pode fazer algo ou qual a dimensão das magias. É tipo Dragon Ball que teremos bolas de energia ou que será bem mais low fantasy, como o já citado o isekai da guria dos livros? Não sei direito. Dá a entender que todo mundo tem alguma mana, porque aí gera o miasma e que resulta nos bichos malignos a volta do reino. Só que depois parece ser algo da elite ou que poucos conseguem, porque não temos parâmetros direito para uma comparação. Só dá para saber que temos uma escola e que a magia no primeiro momento só serve para healer ou porções de vários tipos. E eu sequer sei como elas foram invocadas, porque só nesse detalhe deixa claro que existe outros tipos de magia além de suporte medicinal. É bem superficial as explicações e nós que temos tentar preencher as lacunas deixadas pelo roteiro. A certeza que temos é que a Sei é foda e consegue deixar mais efetivo as porções que faz, fazendo coisas avançadas para a idade dela. Outra coisa que tenho que falar é dos designs dos personagens. É MUITO DIFERENTE DO ORIGINAL ALÊ! Entendo que o pessoal alivia em certos detalhes, porém eu vejo o anime e não me remete a nada das ilustrações da novel. Tudo que eu vejo é algo genérico e que é copiado de algum outro anime de temporadas passadas. A animação também como os backgrounds são Ctrl+C e Ctrl+V de algum game de celular. É um bagulho que incomodou horrores. Pelo menos podia ter saído algo melhor nesse sentido. Na real, toda a produção está bem mediana ou ruim na parte visual da adaptação.

ALÊ: Concordo plenamente. Nunca estipulam como é de fato a questão da magia naquele mundo. Sabemos que há outros tipos, incluindo invocação de pessoas (que parece que custou a vida do invocador?). Eu vejo as possibilidades desses poderes da Sei. Ela vai ficar muito famosa graças a esse boost que as poções dela possuem e que vão ir atrás dela para “tirar vantagem” (aquele ruivo mesmo). Vejamos como vai caminhar. Por mais que não ter base no mundo seja ruim, ao menos é só o primeiro episódio. Espero muito que desacelerem nos próximos e contem certinho os tipos de magia, quem pode usar e demais detalhes, além de explorar mais do mundo. Acho que esse episódio foi mais corrido, porque queriam chegar logo naquela cena com o loirinho (que acho que será o par romântico da personagem). Ao menos é o que espero, porque se for nessa velocidade em todos os episódios, para esse trem descarrilhar é rapidinho… Sobre os designs, eu pesquisei para ver as capas da novel e realmente, em vista do anime, os personagens são bem mais bonitos e interessantes. Até mesmo a adaptação em mangá que comumente torna os designs feios ou mais genéricos (tipo as de “Re:Zero”), tem um visual bonito. O que eu acredito que acontece é que o designer do anime não é muito experiente. Ele se dá melhor com designs mais simples e para animes de comédia. Ele fez design de “Aho Girl” e para aquele anime, ficou ótimo lá. Acho que teria ficado melhor ter chamado o designer de “Demestic na Kanojo”. Inclusive, antes do anime começar, você comentou comigo em Off que tinha medo de sair um “DomeKano” daqui. Enquanto eu via o episódio, consegui reconhecer o diretor e olha só, é o mesmo de DomeKano. Ele trabalha com alguns ângulos bem característicos, alguns desfoques nas bordas e gosta muito de dar close nos lábios dos personagens. Tem bem umas 5 cenas do tipo nesse episódio. As produções com ele dirigindo dentro da Diomedéa costumam ter uma qualidade boa/mediana. DomeKano mesmo foi a animação de melhor qualidade do estúdio em tempos. Então imagino que aqui ele consiga ao menos manter certa consistência da animação.

RUB: Tomara que consigam fazer algo decente, porque a staff nesse começo não extraiu o máximo que podia ao fazer esse episódio. Gostei da estreia de Seijo no Maryoku wa Bannou Desu, porém ainda não coloco tanta confiança assim na história e na produção. Talvez melhore mais para frente, porém pelo que foi mostrado, acho que estamos no limite de qualidade a ser mostrado. A minha recomendação é para o pessoal que curte uma história mais light, ir assistir de boas, mas não é uma obra que necessite prioridades. Assista quando não tiver mais nada para fazer ou que já assistiu a maioria dos animes bons da temporada e quer mais algum para completar sua lista de “assistindo”.

ALÊ: Acho que recomendo para quem está atrás de uma história para ver mais descompromissado. Eu achei super gostosinho de assistir e o episódio fluiu muito bem, mas uma amiga achou o episódio chato. Então vão com expectativas bem medianas para baixo. Pode ser que te agrade, assim como pode ser que não. Estou finalizando na noite de domingo para segunda-feira e já pensando que irei tirar o atraso do anime de manhã, torcendo muito para que melhorarem a quantidade de informações, ao mesmo tempo que torço para que consigam deixar a trama mais fluida de assistir.

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