Yuukoku no Moriarty (Moriarty the Patriot Part 2) #14 – Impressões Semanais

Moriarty, que sabor… QUE SABOR!!!

Gente, que empolgação eu me encontro! Socorro, que episódio maravilhoso de “Yuukoku no Moriarty”! Estou completamente entusiasmado com a obra (e um pouco preocupado com o destino de alguns personagens…). Então vamos às impressões semanais deste anime que só tende a melhorar cada vez mais!


Tivemos o desfecho do arco da Irene e muitas coisas aconteceram nesse episódio. Acho legal começar comentando sobre as relações de amizade que são melhor traçadas aqui. Durante todo o começo desse capítulo você sente a apreensão dos personagens com relação à despedida da Irene. Eles sabem que ela está correndo risco de vida, assim como aparenta ter em mente que eles estão preocupados com ela. O tom de voz e as expressões faciais deles me dão a sensação de que querem que pareça está tudo bem, que vai dar tudo certo, quando não está e corre um alto risco de dar tudo errado. É tipo quando você dá um sorriso, mas está quase chorando hahaha. Apesar de eu não gostar tanto assim do Sherlock e ter alguns probleminhas com o personagem (em especial, com a personalidade), não posso negar que achei muito bom esses momentos. Não só com ele, mas também com o John e também com a Sra. Hudson. Todos ali estavam preocupados com o que poderia acontecer com a Irene, ainda mais que nenhum deles poderia proteger ela, com a personagem estando fadada à morte, por assim dizer. É um sentimento de impotência e medo por não poder fazer nada. E acho que lá no fundo, a Irene estava tentando se convencer de que tudo ia ficar bem. Se você para e se coloca no lugar dos personagens, pensa que tem algum amigo, familiar, namorado(a) teu que está numa situação fodida e que você não pode fazer nada pela pessoa, apenas observar e esperar pelo melhor. Sabe, deve ser um sentimento horrível e a produção consegue passar isso. A cena não tem trilha sonora. É apenas uma troca de palavras, mas que passa muita apreensão.

E mesmo tendo plena consciência de que não pode ajudar diretamente na segurança da Irene, o Sherlock ainda tenta suas manobras para ao menos conseguir uma prova de segurança de que o Lorde do Crime irá cumprir com sua palavra de proteção. Achei bem bonito da parte dele tentar simular que chamou a polícia, por mais que essa ação já estava prevista no plano do Moriarty, mas mostra muito do quão “desesperado” ele estava para conseguir ao menos criar uma situação que pudesse tentar gerar pressão e colocar a Irene numa posição segura. Uma amizade não precisa, necessariamente, de muito tempo para ser construída. Algumas levam tempo, até para conhecer mais da pessoa e fortalecer a amizade. Porém, às vezes, só é preciso de um alguns momentos e você não precisa conhecer alguém de ponta à ponta para querer o melhor para ela ou o bem dela. Eu falo muito do Sherlock e tal, nas do lado da própria Irene, ela também demonstra esse sentimento. Desde ela não querer que eles se envolvessem com os rolos que ela se meteu, pois poderia ser perigoso para eles, como na hora da despedida. É um sentimento recíproco de ambos os lados. Só faltou um flashzinho com momentos deles juntos para tornar quase que uma cena dramática hahaha.

E quando o John passa a notícia de que a Irene estava morta, foi um choque e deixaram à vista que o John e a Hudson estavam muito abalados com a notícia. O Sherlock tem o choque naquele momento, mas posteriormente ele entende que a mulher (Irene) está morta (de espírito), mas que o homem está vivo e sendo sincero, eu não entendi a relação da foto haha. Tipo, eu achava que ela só se travestia de homem para conseguir alguma coisa, como foi com o primeiro encontro dela com o Sherlock, mas aparentemente aquela pessoa existe?? Eu realmente não entendi muito bem essa parte, então espero que dediquem alguns minutinhos do próximo episódio para contar isso melhor. Agora eu não sei se depois o Sherlock chega a pensar que a pessoa que passa por ele antes e deseja boa noite é a Irene (James agora) ou se fica nisso mesmo, com aquele sentimento de apenas saber que ele está vivo. De toda forma, veremos isso nos próximos episódios/arcos. Em algum momento o reencontro deles acontecerá e é meio que inevitável.

Eu imagino o quanto deve ter doído no ego do Sherlock ter que admitir que ele não é capaz de proteger a Irene e ter de “entregá-la ao inimigo” hahaha

Finalizando essa parte, é melhor que continue assim pela segurança do John e da Sra. Hudson. Sherlock sabe que ela está viva. Não é atoa que ele queima o papel escrito com o nome do Lorde do Crime e pela frase que ele diz: “Ela está morta. “Aquela mulher” está morta. Essa é a verdade, não é?”. E no fim das contas, é isso que importa. Vai ser sofrido para os outros dois, mas é o mais seguro. E ele queimar o papel. Em parte eu acredito que seja uma medida por ele acreditar que ela, ou melhor, que ele está bem em algum lugar, como também pela “graça” de continuar procurando pelo Lorde. Ele ficou se corroendo por não ter atirado no Hope e não ter conseguido informações que o levassem até o criminoso (episódio 10). Todavia, ele não vai querer algo tão fácil assim. Ele vê entretenimento em procurar por ele mesmo.


Pulei o miolo do episódio, então voltemos um pouco para comentar a recepção da Irene. Eu gosto de como a Irene absorve tudo naquele momento. Quando ela se junta ao William e os demais, ela bate o olho e entende que eles são uma organização e a partir daquele momento, ela tem noção de segurança e de que eles são capazes de conseguir alcançar seus objetivos. Eu já comentei alguma(s) vez(es) que não gosto desse discurso de “entregar a vida” (amor próprio, cadê?). Acho isso um tanto perigoso. MAS eu gostei dessa cena. Ela passa melhor a ideia de que “estamos no mesmo barco, tendo um objetivo em comum, então farei o possível para chegarmos onde desejamos” e não apenas como entregar a vida e usar ela apenas para testar alguma coisa, como foi com o Hope. ‘Tudo bem’ que tudo irá culminar no ponto em comum que é almejado, entretanto ainda tenho minhas ressalvas com isso. O que me leva a pensar uma coisa… O objetivo em comum é mudar o sistema de classes, ok, mas será que não tem algo mais específico que cada um deseje? A Irene queria também oportunidades iguais entre as pessoas e meio que viria com a queda das classes sociais. Eu penso o que fez o Moran e o Fred, por exemplo, a entrarem nessa jogada, qual tipo de desejo pessoal eles possuem. Isso provavelmente é trabalhado no mangá, mas já deve ter sido cortado do anime devido a falta de tempo (tristeza). De toda forma, irei descobrir de uma forma ou de outra haha.

Tenho que dizer que adorei esse conto sobre Robespierre. A mescla de eventos reais e fictícios formou um material bem interessante. Eu gosto bastante de como a obra brinca com esses elementos verídicos e fantasiosos para compor a narrativa, tudo afim de tornar as motivações dos personagens e algumas bases da trama mais palpáveis dentro da história. Como é o caso da parte sobre o nome real do Robespierre. O que mais gostei dessa cena é como o William coloca a si no mesmo pé que um dos principais vetores da Revolução Francesa. Como ele diz, Robespierre é tido como um dos vilões da história, assim como ele é visto. É muito bom por justamente estarmos vendo o lado do “vilão” da história. Sabemos as motivações e mesmo que não concordemos com meios usados, a trama conseguiu me proporcionar sentimentos um pouco empáticos com o ser humano haha. Adendo que não estou defendendo as ações do cara. Ele ainda fez muita merda durante o período do Terror da Revolução, mas como foi apresentado, ele usou a si para tentar criar uma sociedade melhor (não funcionou muito, mas conseguiram dar um passo).

Agora os momentos de surto: COMO ASSIM O MORIARTY VAI MORER????? NÃÃÃÃÃÃÃO!!!! E não só ele, vai os três da família Moriarty e possivelmente o resto do bando… Só sei que nessa hora eu estava chorando. Como já comentei em diversas postagens, apesar de eu não concordar completamente com o plano (ele gera boas questões para serem refletidas), os personagens são muito carismáticos. Eu gosto muito deles, então é natural querer que eles fiquem vivos. Acho muito interessante eles irem expondo os crimes, até chegar o momento de se revelar e serem centralizados como os grandes vilões, voltando o ódio para eles completamente. Em outras postagens que comento os episódios do anime (acho que foi do episódio 7) e na review da primeira parte da temporada, eu coloquei a tradução da letra da primeira abertura e encerramento e desde lá as letras sugeriam uma possível morte para os personagens. Parando para pensar, também era meio que inevitável. Apesar dos pesares, o que eles estão fazendo ainda é um crime e eles não ficariam impunes disso, não teria como. Ai, estou triste 😥

A minha questão é: isso vai dar certo? A ideia é de criar um ponto de ódio comum para ambos os lados, para que consigam chegar num consenso e assim, acabar com um mal comum. As pessoas tendem a se unir quando há um inimigo maior, porém acredito que seja só passageiro. O ser humano é egoísta e quer tirar vantagem dos outros. Por mais você tenha uma união, é só no calor do momento, mesmo conseguindo igualdade para todos os lados. Não acho que irá demorar muito para um grupinho querer tirar vantagem dos demais e construir discrepâncias sociais novamente. Pode não ser como no sistema de classes, porque a ideia é destruir a imagem desse sistema, assim como fizeram na Revolução Francesa que resultou no enfraquecimento e consequente queda dos Reis Absolutistas. Não sei, porém me parece um esforço “em vão” (sim, eu tenho uma visão bem negativa do ser humano).

Haviam comentado comigo de forma breve que o Mycroft iria se envolver com os Lordes do Crime e esse momento chegou. Há três pontos bem interessantes nessa parte da narrativa. Um deles é o que já comentei mais acima sobre a família Holmes carregar o crime da Coroa Britânica por causa dos atos de seus antecessores. Também acho legal ele querer tirar seu irmão dessa história e quer que ele viva longe disso (semelhante ao William com o Louis no começo da obra). Outro aspecto é que o Mycroft fará a egípcia para as ações dos três, a não ser que saia de controle, aí ele intervém. Gosto disso porque o Mycroft aparentemente não concorda com o como a sociedade está estabelecida e o quão desigual ela é com as pessoas. Quero muito ver como isso será desenvolvido. E o último ponto, eu vou fazer uma relação com patriotismo da obra com a realidade: o Mycroft comenta que os três possuem senso de patriotismo por quererem se sacrificar visando o bem da sociedade de seu país. Notem que esse discurso é usado até hoje, vide presidentes que vive falando de patriotismo e nacionalismo. Essa fala também é muito usada em períodos de guerras, sempre com a intenção de usar o cidadão como força para alcançar os objetivos de terceiros. É sempre com uma intenção de te alienar, achar que está fazendo pelo seu país, sendo que você só está lutando (e morrendo) pelos interesses de outros, e esse outro nunca vai lutar. Esse lado fica muito bem sentado vendo as coisas acontecerem enquanto tem idiotas indo se sacrificar por eles ^^


Voltando para o fim do episódio, tivemos o nascimento de JAMES BOND!!! Quando falo que o sentimento de amizade ficou permeando todo o episódio, “família” também ficou bem presente. A forma que o Sherlock, Hudson e John se comportaram diante da Irene nesse episódio também pode trazer sentimentos de família. E agora a Irene passou para a família Moriarty, então achei muito legal o nome dele ser James e mais ainda, ter “Bond” como sobrenome, que traduzindo pode significar “ligação”, e temos sinônimos como “conexão”, “vínculo”, “laço”… Tudo que remete a algo novo, estar conectado à alguém/alguma coisa, bem como uma família. Vale destacar também o uso da iluminação da cena. Se vocês repararem, o ambiente está bem brilhante e iluminado e é bem relacionável com o nascimento. No caso aqui, é o renascimento da Irene, agora como James Bond. A questão de cortar cabelo também é um aspecto bem interessante, porque no Japão você tem a ideia de ser muito significativo para um sinal de mudança, por mais que a obra não se passe lá, ainda é um produto feito com referencias do país. Então relações com a cultura nipônica não são tão difíceis de se imaginar. Enfim, A-DO-REI esse momento e quero MUITO ver mais do personagem e do impacto que a chegada dele trará nos rumos da série. EDIT DO REVISOR: um lembrete e novamente reforço como eu fiz em um outro post: o Alê não leu ou viu sobre a história original do Sherlock Holmes ou de filmes de espionagens, como o caso aqui do 007, sendo uma referência direta do autor para filmes de espionagem dos anos 70 e 80 com disfarces e arquétipos. Deem um desconto para ele por não ter pego certas referencias da cultura pop. Imaginem que vocês estão lendo um texto de uma visão de uma pessoa que não tem ligação com obras antigas e que está conhecendo agora as obras referenciadas no anime do Moriaty, tendo uma experiência nova com tudo que está sendo mostrado.

Não sei se foi só eu, mas eu tive uma sensação de que com a conclusão desse arco, tivemos um “divisor de águas”. Tive a impressão de que a partir de agora que a trama vai engatar. Até então, tínhamos arcos mais curtos, de 1 ou 2 episódios, com histórias sendo contadas e que não tinham tanta ligação entre si, porém esse arco foi mais longo (3 episódios) e nele tivemos a revelação da parte final do plano do Moriarty. O que tínhamos era que os personagens iriam usar o crime como meio para mudar a sociedade e que eles odeiam a aristocracia e tal, mas faltava a parte do desfecho de tudo. Com tudo já estabelecido aqui, a mudança da Irene, o esclarecimento do que o Império Britânico têm escondido, me pareceu que tivemos o fim de um ato da série. Acredito muito que agora teremos arcos mais bem elaborados, longos e com mais acontecimentos.


Uma coisa que deixei passar nos comentários do episódio passado e que a @eruriscanon comentou no Twitter, ela falava sobre a aristocracia e que por mais que não se use essa palavra, não é muito diferente de hoje em dia. Uns tempos atrás saiu uma notícia de que o Brasil ganhou 11 novos bilionários durante a pandemia, enquanto que o número de pessoas passando fome em situação vulnerável só cresce. Enquanto uma minoria segue enriquecendo, a grande massa da população segue na miséria, aumentando as pessoas passando por isso e morrendo em decorrência da pobreza. Claro que a desgraça do presidente contribuiu MUITO para que isso acontecesse, mas também acho importante ressaltar que algumas pessoas ganharam e continuam ganhando muito na pandemia. É aquilo: A desgraça de alguns é a felicidade de outros. Nesse caso, a desgraça de uma maioria é a felicidade de outros. Lembro até que no começo da pandemia, meu antigo de professor de filosofia comentou que algumas pessoas deveriam estar achando muito boa a situação, porque muitos estão perdendo e morrendo, mas uma parcela mínima está faturando horrores com tudo isso. No fim, mudam-se as palavras, mas a essência continua a mesma. Não passa apenas de uma maquiagem para parecer diferente, quando na verdade é tudo a mesma coisa :/


Sobre a produção, os jogos de luz e sombra continuam excelentes. Cada cor predominante do ambiente consegue entregar algum tipo de sensação. Como no momento em que o Albert estava na cabine, o vermelho com perigo e sinal de alerta. Há também os usos de iluminação muito bons que são ótimos para transmitir sentimentos e no demais, continua tudo muito impecável. Eu nunca comentei disso (acho), mas a composição de série do anime é excelente. Por mais que cortem e rushem o mangá, eu nunca sinto que está corrido. Esse episódio mesmo, tivemos uma quantidade bem alta de informações e o ritmo foi excelente. É um feito interessante, tanto em conseguir compactar tanta informação, como a maneira de expô-las ao espectador. Mesmo pulando coisas/eventos do mangá, ele consegue amarrar tudo de forma esplêndida! Parece que estou calmo e tal, mas internamente estou só: MORIARTY É BOOOOOM DEMAAAAAAAAIS!!!! Não dá para ver toda a minha empolgação com essa série (até porque não consigo expressar direito no texto), mas seguimos XD

Essa cena ficou tão bem acabada, que perfeição meu deus!

É isso. Semana que vem já começamos um novo arco e tenho que dizer: Estou completamente SEDENTO para ver a cena (e o contexto) do James colocando o Moran contra a parede hahahahaha. Eu PRECISO ver aquilo. Então vamos de contagem regressiva até o próximo domingo e tentar não morrer de ansiedade no processo, rs.

Eta homi gostoso!

5 comentários em “Yuukoku no Moriarty (Moriarty the Patriot Part 2) #14 – Impressões Semanais

  1. Outta coisa que esqueci de comentar: gostei de como os autores se preocuparam em realçar essa relação entre Sherlock e Irene, já que no cânone ela é a única personagem que consegue arrancar um real sentimento de admiração do detetive, visto que é dito que ela ofuscava todas as mulheres aos olhos do Holmesm

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    1. Ooooh, isso é bem interessante de saber. Como não conheço nada dos livros originais, fico sem ter essa base de referência entre mídias.

      O anime consegue passar bem essa imagem de que eles ficaram bem amigos, que um gosta e se preocupa com o outro. No mangá deve ter ficado ainda mais demarcado, estou bem animado para ler!

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  2. Eu não sei o que dizer sobre esse episódio…

    Foi tudo tão bom. Embora tenha cortado bastante coisa na primeira parte, considero o anime de Moriarty excelente e a staff atingiu o ápice nesse episódio.

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    1. Nossa, concordo muito!

      Desde o fim da primeira parte da temporada e depois que comecei a ler os volumes do mangá, sei que estão cortando muita coisa, mas o anime nunca me passa a sensação de que está corrido, de que tem algo faltando… É tudo extremamente bem feito. Fico muito feliz por “Moriarty” estar com uma staff tão competente como essa.

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