Tokyo Revengers #1 – Primeiras Impressões

Um anime sobre gangues com viagens no tempo… parece promissor.

Olá pessoal! Finalmente tivemos uma estreia nessa temporada que tanto eu quanto o Alê não temos do que reclamar. Gostamos bastante de Tokyo Revengers e a nossa única ressalva seria a qualidade da produção da animação no futuro. Nós conversamos um pouco sobre o anime e você acompanha a nossa discussão logo abaixo.

Sinopse:Takemichi Hanagaki é um desempregado que sobrevive de bicos e está na fossa. Ele descobriu que Hinata Tachibana, sua primeira e última namorada, com quem namorou no fundamental, foi morta pela impiedosa Gangue Manji de Tóquio. No dia seguinte à notícia, ele está na beira da plataforma do trem e é empurrado pela multidão. Ele fecha os olhos se preparando para morrer, mas ao abrir, ele voltou no tempo para quando tinha 12 anos de idade. Agora que ele está na melhor época de sua vida, Takemichi decide se vingar de sua vida, salvando sua namorada e parando de fugir de si mesmo.

RUB: Alê, olha finalmente eu posso começar a nossa conversa dizendo que eu gostei de uma estreia dessa temporada. Eu estava no “streak” de só reclamar nesses posts colaborativos, porém em Tokyo Revengers posso dizer que fiquei satisfeito com o que eu vi. O episódio inicia mostrando o presente do protagonista dessa história. Não foi necessário de qualquer exposição para nos apresentar a sua realidade. Sabemos que ele é largado, que não fazia nada além de bicos e que vive em um apartamento apertado e que sua vizinha é chata para um caralho. Como eu não sabia nada da história, ver esse personagem naquela situação e depois assistir que ele era um delinquente na adolescência foi uma surpresa para mim. O Takemichi na versão adulta sofre até bullying de crianças e eu jamais que cogitaria que ele era um vândalo. Em seguida, depois que nos é apresentado a dura realidade do Takemichi e sua tristeza em saber que sua ex-namorada tinha morrido durante uma briga de gangue, vemos uma mão o empurrando na estação e ele acordando 12 anos antes. Lá no final teremos mais um reviravolta, mas esse inicio eu pensei que ele ficaria preso no corpo de jovem até o fim da história. Eu gosto de como o protagonista fica perdido, cogitando que aquilo era um sonho ou uma visão do seu passado após sua morte. Achei a reação dele bem natural, visto que é do nada que ele retorna para o passado, sem nem lembrar direito do momento de seu acidente. Um outro detalhe que eu curti foi que ele não lembra muito bem das coisas que já ocorreram. Tipo, conforme vai passando o tempo, a nossa própria mente é uma armadilha de falsas memórias e recordações vagas. Você lembra o que estava fazendo nesse mesmo dia, só que 10 anos atrás? Eu sei que eu estava entrando na minha primeira faculdade, mas agora dizer com exatidão o que eu estava fazendo, nem que eu quisesse eu forneceria alguma lembrança útil. Tudo é nebuloso e óbvio que ele não recordaria os acontecimentos que viriam mais para frente. Realmente esses cinco minutos iniciais me deu uma boa base de como a obra irá trabalhar com essas viagens ao passado.

ALÊ: Também gostei bastante dessa estreia. De todas que comentamos juntos até aqui, foi a que não tenho grandes críticas para ela, visto que foi conduzida de maneira excelente! A amostra do cotidiano do protagonista naquela parte de sua vida foi muito boa. Não há diálogos ou uma narração que diga para você o que ele passa diariamente. Tudo é mostrado para você. Até digo que o anime mostra que não é difícil dar esse contexto sem chegar e esfregar na sua cara o que está acontecendo. Você pode passar muita coisa sem precisar dizer claramente o que passou. Em poucos minutos temos todo o cenário da vida merda dele até o momento fatídico da sua “morte” (que mais para frente mostrou que não era falecimento de fato). Eu também não sabia de nada da história. Um(a) amigo(a) apenas tinha me dito vagamente que era uma obra sobre adolescentes rebeldes. Quando o protagonista volta para seu passado com o cabelo loiro, eu fiquei igual ele, sem entender o que estava acontecendo ali. Eu mal lembro o que fiz ontem, quem dirá algo que fiz há 10 anos atrás XD. Minhas memórias de tanto tempo atrás são muito vagas. Apenas momentos bem específicos que me marcaram de alguma forma que eu recordo. Às vezes lembro de alguma coisa desses tempos, mas é bem pouco, sem ter noção de quando aconteceu de fato. E eu gostei que o protagonista volta num momento completamente “aleatório” da vida dele e com o dia já andando. Não foi como se ele acordasse e estivesse com 10 (foi 10 ou 12?) anos no passado. O dia já estava rolando e ele vai processando aquilo tudo, tentando assimilar se era um sonho, realidade, ao mesmo tempo que seus antigos amigos de escola estão seguindo o dia, até chegar o momento que ele lembra da briga e já é tarde demais.

RUB: Foram 12 anos que o protagonista voltou. E mostra o grupo de amigos lanchando em um Fast Food, conversando sobre um parente do protagonista que SUPOSTAMENTE seria o líder da escola inimiga, bullinando outras crianças na rua, zoando com geral, até que o cerco aperta e dá muita merda. E faz sentido o Takemichi lembrar do motivo deles apanharem quando não tem mais volta. Tem vezes que só recordo de onde eu coloquei tal objeto, somente se eu repetir os mesmos passos que lembro de ainda estar em posse da coisa que estou procurando. Para achar a chave de casa faço isso direto. Então ele precisou reviver todos os diálogos para aí sim pensar: FUDEU! E o anime vai ter um grande foco nessas gangues juvenis. Esse tipo de história é bastante usada em diversos mangás entre o período dos anos 90 e 2000 em que essa cultura punk era famosa por lá. E não deu outra, porque os moleques só espalharam merda por aí e sofreram as consequências de seus atos. Depois da surra, ele ainda tentando entender o que está acontecendo, lembra do seu último pensamento antes de ser atropelado pelo trem. Eu gosto desse trecho, porque o roteiro entrega a nova motivação dele esquecida há muito tempo. Quando ele sai correndo e chega na casa da Hinata, ele só desaba, porque o personagem só precisava ver algum ente querido naquele momento de confusão mental em que estava. A Hinata seria o referencial para ele saber qual caminho deve escolher. Aliás, eles são já namorados. Eu pensei que o jovem só tinha conquistado ela depois, mas o enredo confirma que estão em um relacionamento amoroso há algum tempo e que vira e mexe vai na casa dela para algum conforto emocional. O Takemichi comenta de como ela tem um espirito mais intenso que o dele, mostrando que é uma relação de ajuda mútua, em vez de ser algo mais clichê como o homem que protege a mulher. Depois desse encontro, ele fica decidido ajudar sua namorada do seu destino trágico, pensando que ficaria nessa forma por mais tempo. Só que ainda temos mais um personagem sendo apresentado aqui que irá mudar tudo nesse roteiro.

ALÊ: Eu gosto muito que como ele tem a consciência dele de 12 anos no futuro. Ele olha para si no passado e só consegue pensar o quão ridículo são suas roupas, cabelo e o modo como se comportava. Também é interessante que eles não são nada mais que uns adolescentes idiotas que se acham delinquentes por ter cabelo descolorido, ao usar roupar larga e infernizar algumas crianças. Depois quando chega um grupo que é REALMENTE feito de delinquentes, foi ali que fodeu mesmo. Legal que você tem dois pontos principais durante e depois da surra, porque o protagonista está raciocinando tudo que está acontecendo, vendo seus amigos tomando uma surra (acho que é uma das cenas mais bem feitas do episódio), depois dessa parte ele segue pensando no acontecido enquanto os amigos dele vão se levantando, chorando (deve doer pra caralho) e tentando andar. Até que ele começa a mudar o rumo da história quando resolve ir ver a namorada dele. A cena é rápida, mas achei bem legal a relação dele. Dá para ver que ela se preocupa bastante com ele e não parece ser a primeira vez que o personagem aparece num estado parecido diante dela. Então a garota vai e dá o apoio emocional que ele precisa naquele momento. Eu adorei ele ter chegado no irmão mais novo da sua namorada e contar o que está acontecendo. Mas antes disso, também foi divertido ele ter ido ameaçar os outros garotos, falando que são um pé no saco, sendo que é exatamente o que ele fazia naquele ponto de sua vida antiga. Mas enfim, ele contar na cara dura para o garoto o que vai acontecer com ele e sua irmã, fiquei muito surpreso com essa ação, porque não esperava que ele fosse interferir tão drasticamente a vida dele. Mas aqui faz todo sentido, porque ele não tem ideia do que está acontecendo (nem nós). O personagem não sabe se vai viver sua vida toda a partir dali, se é um sonho ou está apenas revisitando algumas de suas memórias no passado. Teoricamente, ele não tem nada a perder mudando as coisas daquela forma. O roteiro ainda mostra uma certa relutância da criança em acreditar no que está sendo contado, então a cena fica muito bem feita.

RUB: Sim. Tanto que o protagonista ainda não tem ideia das consequências de suas ações. Na verdade nem os espectadores direito, visto que não sabíamos qual teoria de viagem no tempo eles iam utilizar no enredo. Pelo que deu a entender (novamente, não sei de nada do original) vai ser meio que na pegada do Efeito Borboleta e Erased. Teremos segmentos no presente e no passado, alternando os eventos mais importantes da vida dele para salvar sua amada. Vou até tentar criar uma teoria aqui. Eu chuto que no momento que ele contou para o irmão mais novo da Hinata o que iria acontecer, ele gerou uma nova linha temporal. Por isso que ele não morreu quando caiu nos trilhos na estação de trem. Como ele alterou um evento importante, terá impactos diretos em seu presente, como quais pessoas que irão viver ou morrer. E como o protagonista contou para o guri, o jovem se preparou com tudo para aquele momento e mesmo assim não conseguiu salvar sua irmã. O roteiro dá a entender que ele pode somente mudar uma coisa de cada vez e no momento que modifica a um certo nível, ele retorna para sua versão mais velha com as consequências dessa alteração. Também arrisco dizer que para ele voltar ao passado, o Takemichi terá que passar por uma experiência de quase morte, senão ele não volta. Será tipo o dia da marmota, só que em um looping de intervalos de vários anos. Não sei até que ponto essa “viagem no tempo” irá influenciar a história, porém o irmão da Hinata parece saber de algumas coisas que nem o protagonista conhece. Aliás, adorei esse final, porque eu não esperava que ele retornaria. A montagem desse episódio foi bem eficiente e a direção satisfatória. A animação está consistente e a trilha sonora é boa. Ao menos na parte técnica, parece que o anime não irá sofrer. PARECE, PORQUE NÉ… LIDEN FILMS… não dá para confiar.

ALÊ: Quando ele volta ao presente, eu achei que fosse apenas um sonho. Aí temos o irmão da guria se apresentando e mostrando que ele de fato alterou o passado e, consequentemente, o futuro do garoto, mas que ainda assim não foi o suficiente para salvar a irmã dele. Pelo que parece, o protagonista de alguma forma irá fazer viagens ao passado para tentar fazer com que a garota fique viva no futuro, ao mesmo tempo que essas ações vão alterar diretamente a vida de todos ao seu redor. Também acho que para voltar ao passado ele precisa quase morrer. Combinaria com o momento em que o trem quase o atropela. Só que será uma roleta russa, porque duvido muito que ele voltará sempre no mesmo dia. Terá algo diferente acontecendo em que ele irá precisar lembrar o que vai acontecer naquele dia e tentar buscar algo que possa impactar diretamente no seu futuro. Quero muito ver o desenvolvimento disso, porque suponho (não conheço o mangá) que ele vai sair mexendo no passado sem ter noção do que pode influenciar na sua vida futura. Ele pode salvar alguém, mas outra pessoa pode morrer por causa dessa alteração. Estou bem animado para como será o desenrolar dessa história toda. A direção se mostrou ok e a trilha sonora é competente. Meu medo é na animação. Não sei se você chegou a reparar, mas na hora que os delinquentes mandam o parente do Takemichi ir comprar bebidas, o garoto fala sem mexer a boca e vão ser VINTE E QUATRO EPISÓDIOS! Sem ser split cour (aquelas pausas de 3 ou 6 meses), se no episódio 1 tem umas cenas aqui e ali questionáveis, tenho sérias dúvidas se a LIDEN FILMS vai aguentar o tranco de 24 episódios consecutivos…

RUB: Torcemos para que esse estúdio aguente a produção do anime. E eu recomendo para o pessoal que está lendo esse post, deem uma chance para Tokyo Revengers. A estreia foi muito boa e as pontas deixadas nesse episódio são intrigantes, deixando o espectador ao menos curioso em como o protagonista irá solucionar sua situação e salvar a Hinata. Eu realmente gostei do anime e espero que essas expectativas geradas com essa estreia correspondam no final.

ALÊ: Sim, exatamente! Deem uma chance para a obra, mesmo que a produção colapse em algum ponto, pois pelo menos temos uma boa introdução da história. E vale dizer aos desavisados que se o anime apresentar uma boa quantidade de material por episódio, iremos comentar ele semanalmente aqui no blog. Tudo vai depender do que será apresentado no episódio 2 em diante. Em todo caso, fiquem de olho no blog ^^

Um comentário em “Tokyo Revengers #1 – Primeiras Impressões

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s