Sentouin, Hakenshimasu! #1 – Primeiras Impressões

Um anime que estávamos esperando bem mais do que nos apresentou nesse primeiro episódio.

Olá pessoal! Eu adoraria fazer uma introdução bem mais animada do que essa, porém o anime Sentouin, Hakenshimasu! não me empolgou o suficiente para escrever algo mais alto astral. Eu e o Alê comentaremos as nossas impressões da obra e de como as nossas expectativas não foram atendidas depois de ter assistindo o episódio. Fiquem com a nossa conversa.

Sinopse: “Havia uma empresa chamada Kisaragi, uma sociedade secreta do mal que derruba um número de heróis no mundo e está prestes a conquistar o muno. Como não se sabe os desejos dessa associação, o combatente N° 6, o protagonista, será despachado para outros planetas com a android Alice. No entanto, este combatente mudou as configurações da android pare que ela não se comportasse como se fosse uma invasão, e sim u festival de Ochin, fazendo seus companheiros ficarem estúpidos. Além disso, quando chamaram novos companheiros, os novos membros que se uniram atraíram estandarismo, como a estupida quimera e o bispo. Enquanto isso, o mesmo vendedor que invoca o exército Magus começa a invadir a terra para destruí-la. A notícia se espalha nas ruas por atos de contravenção, e é transmitida ao herói que estava carregando a virtude do mal. “Não há organizações más no mundo” combatente N° 6 finalmente entra em ação com as heroínas metamorfose e as táticas de Kudzu, invadindo o novo mundo.”

RUB: Alê, vamos lá comentar mais uma estreia, mas falando de um anime de comédia meu caro. Sentouin, Hakenshimasu! é uma obra do mesmo autor de Konosuba e que eu adoro demais. Eu tinha vários motivos para dizer que eu tinha boas expectativas quanto a obra, mesmo que a adaptação de Hataage! Kemono Michi tenha sido medíocre como todo. Pelo menos queria acreditar que daria certo em Sentouin, Hakenshimasu! e que seria mais uma opção de diversão que eu teria nessa temporada. Porém Alê, sabe aquele lance de ter crer demais em algo, jamais vai corresponder no final? Pois é… Em Sentouin, Hakenshimasu! foi esse caso. A estreia não foi de toda ruim e teve alguns momentos engraçadinhos realmente, só que eu senti que faltou muito mais do que poderia ter sido. Eu quero começar falando de uma parada que eu não gostei, como de praxe xP. Alê, assim, nós reclamamos direto sobre as vestimentas de personagens femininas (guerreiras no caso do anime) não servirem para protegerem elas e sim para um fanservice barato em diversos isekais que comentamos ultimamente. Só que as roupas da Astaroth, da Belial e Snow não faz sentido nenhum. Nem para ser cômico ou uma sátira de outras obras que abusam do fanservice são usadas nesse roteiro. Simplesmente são guerreiras (e são autodenominadas como vilões) que usam uma armadura que protege porra nenhuma. Basicamente lutar não é algo lógico. E elas são lideres dos seus grupos, o que ainda me incomoda para caralho, pois não passa respeito nenhum, além de piadinhas do protagonista querendo pegar nos peitos delas. Por falar nele, claramente tentaram fazer um novo Kazuma ali descarado. Chegou a ser vergonhoso pela quantidade de vezes que o autor tentou replicar a mesma fórmula de Konosuba em Sentouin, Hakenshimasu!. Até mesmo a mesma piada dos protagonistas não se entenderem graças as suas personalidades distorcidas foi usada aqui na primeira metade do anime. Foi muito o sentimento de Déjà Vu que eu não queria ter tido assistindo o anime, pois vira e mexe ele remetia alguma cena de seu ‘irmão’ famoso. Até o EXPLOSION teve. Nem disfarçar o querido autor tentou.

ALÊ: Eu até comentei contigo uns tempos atrás que tinha a sensação de que o autor de “Konosuba!” parecia ser daqueles autores que acertam a mão uma vez para ‘nunca mais’ depois. Vi os comentários sobre “Kemono Michi” e assim que vi o visual do anime, fiquei com o pé atrás. Para completar, o querido AniTuber “Gênio da Atualidade” elogiou as ações do protagonistas, o que já acendeu alerta de coisa boa muito provavelmente não viria aí. E olha só, não veio (não tanto quanto eu esperava). Na minha visão, o que ficou marcado nessa estreia foram as tentativas de fazer sátiras com situações envolvendo os personagens, porém em diversos momentos, o autor/diretor não conseguiu demarcar perfeitamente que aquilo era uma piada. Por vezes eu acho que os dois acabam se misturando e no fim, se perdendo na própria piada. Então ao invés de tirar com a cara das obras que colocam como referencia, por exemplo, as personagens femininas em roupas que nadas as protegem, acabou só saindo como mais uma obra que tem mulheres vestidas dessa forma. E o problema não para só nisso, porque eu tenho medo do autor perder a mão com o protagonista masculino. Ele claramente é um escroto. Se o autor não deixa bem demarcado que “Estou tirando com a cara do filho da puta que faz isso”, rapidinho o personagem será como tantos outros. Até falei que o Agente 6 para um pseudo Rudeus (Mushoku Tensei), não tem tanta distância. E tipo, as piadas com ele querendo pegar nos peitos das gurias é bem desconfortável. As caras e bocas do personagem não ajudam. Aquela piada com o pênis do cara… Puta merda. Colocar as gurias em roupas super frágeis, com ângulos muito sexualizados… Tudo é bem desagradável. Eu não vi/li “Konosuba!”, mas com você falando, ficou a impressão de que o autor quer emular a obra de maior sucesso nessa daqui para tentar replicar o mesmo resultado, ou ao menos um pouco parecido.

RUB: Explicando bem por cima Alê, Konosuba também tem muito fanservice e o protagonista tem uma personalidade distorcida, igual o agente 6. O lance é que lá o protagonista vive se dando mal, não obtendo sucesso em nada do que planeja, desde para ganhar dinheiro, quanto para conquistar a mulher mais linda do local. E ele se fudendo, torna as cenas uma escada para a comédia escrachada da obra, tornando as piadas mais cômicas graças ao timing cômico da direção e do carisma do quarteto principal. E eu citei Konosuba dado que o Sentouin tem um começo muito semelhante a obra anterior. Protagonista pervertido, ajudante que não serve de nada quando de fato precisam, uma cavaleira toda honrada, mas com interesses obscuros e uma quarta personagem que também lembra a Megumi em seu fanatismo com algo(ela ainda vai ser apresentada), e que vão se aventurar em um outro mundo buscando poder e glórias. Tipo, é o mesmo inicio de Konosuba. São muitas semelhanças que quando eu vi que a robô e o agente seriam teletransportados para um outro mundo, logo estranhei: “Nossa, mas está MUITO parecido.”. Ainda teve uma outra parada que eu queria entender é o que caralhos era a realidade anterior em que eles estavam? Eu compreendi que era um mundo dominado pelos “vilões” e que a moeda de troca seria as maldades praticadas com outras pessoas. Eles tinham conhecimento de várias tecnologias e tinham implantes nos cérebros que registram suas ações maldosas e recompensado-os dando créditos, semelhantes aos chips de aproximação nos celulares que contém seus dados pessoais para efetuação de pagamentos em máquinas de cobranças com essa modalidade na China. E esse primeiro mundo, ao menos na explicação que foi fornecida, É MUITO MAIS INTERESSANTE do que mais um universo paralelo em período medieval. Tipo, de novo, sacas? Me deu uma desanimada enorme no momento que eu vi que o mundo que eles foram jogados era mais um genérico de tantos já lançados em isekais. Poxa, olha a oportunidade que o autor tinha nas mãos e trocou para uma outra tão usada ultimamente.

ALÊ: Entendi. Agora fica mais claro para mim XD. Mas concordo contigo, pois o mundo “original” do protagonista parece bem melhor estabelecido e mais interessante do que esse que eles foram enviados. O sistema de pontuações e com esses pontos os personagens podem trocar por coisas como armas é muito legal. Ainda mais que é só escrever o que quer e materializar, como fosse uma lojinha no próprio braço. Seria interessante ver mais desses aspectos no mundo do protagonista. Conforme eu ia vendo o episódio, tive a sensação de que o autor fará apenas o básico nessa obra. Parece que ele projetou esse mundo simples ao máximo. Acho até capaz de o mundo ‘original’ nem ser aprofundado. Isso não é necessariamente ruim dependendo do que o autor quer contar, porque ele pode fazer o basicão mesmo e focar nesse estilo de narrativa, com personagens com personalidades distorcidas e questionáveis fazendo corres “aleatórios” para conseguir seus objetivos, como no caso da cavaleira ter prestígio, e por aí vai. É cedo para dizer, mas já fiquei meio “:/” no final do episódio, porque aquelas gurias (que são as vilãs) vão servir apenas para alívio cômico, fazendo comentários e com uma cena ou outra focada nelas. Parece que vão ficar bem de lado e já temos uma delas apaixonada pelo protagonista. Não me importo com a personagem, então estou meio no foda-se para essas situações (pelo menos por enquanto).

RUB: Mas falando da comédia em si, tem algumas cenas cômicas boas, como por exemplo o agente pedindo um paraquedas para a robô e ela negando, porque não é sua empregada. Ou mesmo quando estão correndo dos repteis gigantes e o protagonista suplicando para ser salvo, mesmo que ele tenha que pagar uma dívida extensa para o resto da vida. São excelentes cenas de interações entre os dois. Tanto que achei que o episódio carregado demais, por justamente terem eventos atropelando uns aos outros. Conhecemos o protagonista e seu planeta, somos apresentados para robô, ele recebe a missão de procurar recursos em outros locais distantes, descobrimos um novo mundo, surge cavaleiros e monstros, vimos o reino local, tem a princesa e toda uma monarquia por trás de tudo ali, ainda tem tecnologia avançada no local com os helicópteros e um cubo esquisito que faz chover, tem religião, tem julgamento com direito a sentença e condenação de prestação de serviços… é muita coisa Alê. Tudo muito acelerado e não temos tempo de se adaptar ao novo cenário e curtir boas partes das piadas. Muitas das vezes eu não ria não pela piada sem ser graça, mas sim pelo fato de eu estar mais preocupado em assimilar o que estava acontecendo, surgindo aqueles momentos do tipo: “Parece que foi uma piada, mas por que o personagem X está fazendo tal coisa?”. Já que tempo de respiro não existia e tudo era novo, boa parte da graça se perdia, deixando aquela sensação de que se ajustassem a ordem dos eventos no episódio, as partes cômicas iriam funcionar mais. Eu não sei precisamente quem errou nesse caso. Não sei se foi o roteiro inchado ou se a direção mesmo não conseguiu colocar um ritmo satisfatório. Só sei que que pareceu aqueles shows de stand up que o comediante não consegue ser engraçado e você ri da desgraça dele e não do que o profissional está contando para ser engraçado.

ALÊ: Concordo. Há cenas que a direção consegue ser precisa. Particularmente gosto muito da cena nos primeiros momentos do episódio com a cientista não tendo testado sua máquina para não correr o risco dela falhar e a taxa de sucesso dela não ser de 100%. Gosto muito da Alice, ou melhor, Androide de Garota Bonita da Corporação Kisaragi. Para mim, a direção acerta muito nas cenas com a personagem, tornando ela bem atrativa para mim. Ela e a Snow dividem os melhores momentos do episódio. As piadas são bem sacadas e a Snow com aquela personalidade buscando situações para sair com mérito nas suas ações, mas depois se ferrando por elas, é algo maravilhoso. Nossa, concordo demais. É MUITA COISA no episódio. Acho que teve uns três momentos que eu achei que era o final do episódio e ainda tinha mais, e mais, e mais coisas para acontecer. Foi um ritmo muito estranho e acredito que em parte seja o roteiro e em parte a direção. Tipo, “Mashiro no Oto” teve coisa para um caralho na sua estreia, mas o ritmo do anime é excelente. Coisa que passou bem longe daqui. Tenho a impressão de que quiseram adaptar muita coisa aqui (não conheço o original), aí inflou o episódio e o diretor não conseguiu encaixar tudo sem deixar descompassado. As coisas que aparecem, tipo o tanque de guerra destruído ou o cubo mágico que faz chover, nem dá tempo para pensar no que podem representar, se vieram de outros mundos, do mundo “Original” dos protagonistas, do inferno… Não dá para pensar nisso. Mas uma coisa que me surpreendeu aqui foi a animação. J.C. STAFF não está dos melhores estúdios no momento e estão superlotados de projetos, então esperava algo bem mediano/ruim na animação, mas foi pelo contrário. Os designs são detalhados, as caras e bocas dos personagens são fluidas e até mesmo as cenas de ação foram bem animadas. Estou bem surpreso com isso. A questão acaba sendo se eles vão conseguir manter isso até o fim.

RUB: Realmente a animação salvou a produção como um todo. E parando aqui para pensar, tirando a parte técnica e algumas piadas, não sobra muita coisa para exaltar como positivo. Sempre fica no conceito mediano/ruim para todo e sempre. Talvez eu queria algo a mais, visto que estou sentindo falta de uma boa comédia nessa season. São poucos animes desse gênero sendo lançados e ainda dependemos da sorte para que seja aceitável. Mas resumindo minha opinião, o anime foi bem abaixo do desejado, entretanto não foi um desastre completo. Tem a possibilidade de depois de tanto tempo assistindo animes ruins por aí, o meu nível de exigência esteja mais abaixo do que o normal. Mas quero ver se o anime vai melhorar mais para frente e que eu termine essa temporada satisfeito por ter pego essa obra para assistir. Vou continuar insistindo mais um pouco para Sentouin, Hakenshimasu!

ALÊ: Eu já esperava algo mediano para ruim, então ter algo que me faça rir no anime já saiu com pontos positivos. Tomei um puta balde de água fria com “Koi to Yobu”, então o resultado aqui não é de todo ruim. Como você disse, acabou sendo uma estreia bem mediana. Não tenho grandes expectativas e ainda tenho uma sensação de que o anime não vai conseguir se sustentar e vai se perder na própria ideia, ou algo do tipo. Vou esperar o melhor dele. Em todo caso, voltaremos a falar dele na review em algum momento futuro 🙂

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