Koi to Yobu ni wa Kimochi Warui (It’s Too Sick to Call this Love) #1 – Primeiras Impressões

A diferença de idade foi o menor dos problemas…

Estamos @MisuRose e eu aqui para comentar “Koi to Yobu”, ou como foi apelidado “Koikimo”. Anime que esperávamos uma coisa e recebemos outra completamente diferente. Confirmando uma leve sensação minha e destruindo as expectativas da Rose 😥

Sinopse:  “A história segue a relação entre Ryō Amakusa, um solteirão louco por sexo, mas altamente elegível, com um olho errante para as mulheres e Ichika Arima, uma garota comum do ensino médio otaku que é amiga íntima da irmã mais nova de Ryō. Ryō e Ichika se encontram por acaso um dia, mas a abordagem direta de Ryō – pedindo a Ichika um beijo e um encontro no mesmo dia em que se encontram – é um completo desvio para Ichika. Apesar da reação enojada de Ichika (ou indiscutivelmente por causa disso), Ryō está convencido de que ela é a única.”


ALÊ: Mana, comentaremos aqui no nosso único anime em post de colab da Temporada de Primavera de 2021 e meu deus, que bomba. Já tenho que adiantar que eu sabia de que a proposta do anime em si já era muito complicada, afinal, temos uma grande diferença de idade. Mas além disso, é um homem adulto se ‘engraçando’ para cima de uma estudante colegial. Isso por si só já é bem… Complicado. Eu acreditava que a apesar disso, acharia o anime divertido, que poderia gostar da comédia e tudo mais. Só não contava com uma coisa: o cara ser um completo assediador! Que estreia desastrosa. Eu não consegui rir de quase NADA! A única cena que me arrancou uma risadinha foi quando a Ichika acaba falando coisas de anime na frente do Ryo (que não é otaku), o que pode ser bem vergonhoso dependendo da situação hahaha. Mas tirando esse momento, foi um episódio inteiro completamente indignado e incomodado com cada uma das situações que o anime apresentou ali. Mas vamos com calma, ainda temos o que abordar e comentar dessa estreia bem problemática.

ROSE: Boa noite mano (ou boa tarde ou bom dia, dependendo do momento em que você estiver lendo ^^)! Estou muito feliz por poder comentar mais um anime com você, embora a obra não seja de fato o que eu esperava… Sendo sincera, estou um pouco decepcionada. Já faz um tempo desde que li o manga (cerca de um ano, talvez?) e muitas coisas estão diferentes do que eu me lembrava. Tudo me pareceu tão… exagerado e problemático. Lembro-me que, para mim, a diferença de idade dos dois protagonistas não era tão grande (talvez três ou quatro anos, não uma década!). Foi um tremendo choque de realidade! Mas se esse fosse o único problema, talvez ainda poderíamos apreciar o anime – não pelo casal, mas pelo enredo e pela comédia. No entanto uma bomba sempre vem acompanhada de outras. Não vamos começar a conversar sobre isso agora. Primeiro deixei me ser honesta: a comédia desse anime é tão sutil quanto um soco no estômago. No mangá eu ainda conseguia rir de alguns momentos (como as referências otaku ou a vez em que Ichika chamou Ryo de nojento). No anime tudo pareceu tão exagerado. E eu juro que não aguento mais ver pétalas de rosas nesse anime (e ainda estamos no primeiro episódio…). Sendo justa, ainda existe algumas coisas que gosto na obra. Alguns personagens são um pouco interessantes (infelizmente, esse não é o caso dos protagonistas) como a irmã de Ryo, [spoiler?] um dos colegas de escola da Ichika (eu particularmente prefiro esse casal do que o principal) e uma assalariada otaku que trabalha com Ryo [fim do spoiler]. Bom… infelizmente não sei se esses três personagens conseguiram me motivar a continuar assistindo Koi to Yobu hahaha.

ALÊ: Hahahahaha. Eu lembro de toda a sua empolgação comentando da obra na nossa lista de animes que iríamos assistir nessa temporada. Imagino o choque que deve ter sido chegar no anime e ter visto tudo aquilo. Eu lembro vagamente que uns anos atrás (acho que em 2018) de ter me deparado com o mangá e ter achado a capa linda (e são lindas mesmo). Eu resolvi ler um capítulo só. Eu ri durante a leitura (tinha 15-16 anos na época), porém quando pensei no anime, comecei a lembrar do mangá e do Ryo ficar perseguindo a Ichika. Foi justamente por isso que na postagem de expectativas comentei que acreditava que iria gostar do anime (lindo engano), mas que teria problemas com o protagonista (dito e feito). Como pode ser tão desconfortável? O que não me deixa achar o anime um completo Chernobyl é que a Ichika trata o Ryo como lixo (o que ele é). Enquanto ela estava destratando o cara, eu estava com um sentimento de “ah, ok”. Quando você para e pensa no cenário da obra como um todo, é certeiro que essa postura da Ichika não vai durar muito tempo. É uma comédia romântica. Logo, logo ela vai vir com um papo de: “Ah, ele não é tão ruim”, “Ele pode ser uma pessoa legal”. E o pior é que já está acontecendo. Ela fala essa mesma frase no final do episódio. Então por mais que eu pense que não é tão Chernobyl, em seguida já vem aquele pensamento de: “Puts, isso vai virar romance”. Fica intragável para mim. Vão ser 12 episódios disso. DOZE EPISÓDIOS. Eu sinceramente não sei se vou aguentar ver 20 minutos por mais 11 semanas… Sinceramente não sei se aguento e olha que eu adoro comédia romântica e vi animes (de outras temáticas) MUITO piores que esse. Mas “Koi to Yobu” está se mostrando ser uma “missão impossível” de aturar.

ROSE: Exatamente hahaha. Fiquei sem palavras e me perguntando o que eu deveria pensar sobre tudo isso… Foi um pouco desconfortável ver as cenas entre Ryo e Ichika. Tudo parece meio exagerado e forçado. Sinceramente eu gosto de clichês em comédias românticas, mas nesse caso, tudo está passando das medidas do aceitável hahaha. A autora, como quer que Ichika e os espectadores acreditem que Ryo não é um perseguidor quando ele cruza o limite criminal com a protagonista a cada minuto, em lugares distintos e em situações favoráveis para ele??? É esperado que a imagem de Ryo melhore aos olhos da Ichika (como já começou a acontecer nesse episódio). E para ser sincera, como estamos falando de uma obra que abusa do clichê da comédia romântica, imagino tudo o que irá acontecer daqui para frente. Não sei se foi só eu, porém esse episódio pareceu tão acelerado, como se tivessem adaptado 4 ou 5 capítulos do mangá. Se o anime continuar nesse ritmo, imagine até onde ele pode adaptar nesses 12 episódios…

Apenas ódio dessa cena, APENAS ÓDIO!

ALÊ: Exatamente! E o que torna tudo mais bizarro (para não dizer assustador) é que o cara nem conhece ela. Imagine você ter alguém que você ajudou em um momento específico te seguindo por tudo quanto é canto, mandando presentes cada vez mais exuberantes… E pior, NINGUÉM DIZ NADA! A mãe da Ichika acha super de boas a filha receber presentes diários. A irmã do cara fica criando situações para o irmão se aproximar de sua amiga, sendo que ela claramente não gosta disso… É um desenho? É um desenho, mas não impede de te trazer a situação de pensar estar na posição de personagem X, não te impede de sentir desconfortável e não te impede de criticar o que você está consumindo. Eu achei que a diferença de idade seria o maior dos problemas, mas está muuuito longe de ser. E até sobre a idade, se tu pegar a aparência do cara, tem momentos do episódio que ele parece um adolescente. Enfim, também achei acelerado. Não sei quanto o anime adaptou nesse episódio, mas desconfio fortemente que o anime irá tentar adaptar todo o mangá. Ele já está concluído em 8 volumes, então acho muito possível que vão acelerando, pulando pedaços da história, só para chegar no final. Sobre a animação, há momentos que fica caprichado e outros são bem… Questionáveis. A animação parece meio limitada. A direção é ok e não faz feio. Não vi nada de excepcional, mas não há direção que salve essa bomba hahaha. O máximo que o anime conseguiu trazer é aquele 1% vindo da comédia (voltada principalmente na Ichika) que fez eu soltar aquelas risadinhas de canto. Só.

ROSE: Sim, exato! Sendo honesta, se tratando de ficção, costumo não ser tão crítica quando uma obra retrata temas problemáticos. O grande problema é como esses temas foram tratados em Koi to Yobu, onde situações que deveriam ser desconfortáveis foram transformadas em algo cômico (serio, que cena foi aquela do palito de dente?). E não consigo entender porque os pais de Ichika não estranham ela estar recebendo tantos presentes de um homem mais velho (eles pelo menos sabem quem estar “cortejando” sua filha é alguém, no mínimo, 5 ou 6 anos mais velho?). Pelo que pesquisei, Ichika está próxima de completar seus 18 anos. A diferença da idade não deveria ser um problema tão grande. Mas a forma que Ryo age com Ichika foi o que condenou o anime. Sério, em que mundo seria romântico um homem que você acabou de conhecer saber que tipo de Shampoo você usa? Bom, também acho que o anime tentará adaptar todo o material original, o que seria um grande erro. Afinal quem achou que seria uma boa ideia adaptar 8 volumes em 12 episódios??? Tenho que ser sincera, não gostei da animação. Quero dizer, acho o designer bonito e as cores não são lindas, mas também não são feias. E a direção… Bom, ela não tem nada de especial hahaha. Dá para ver que a produção está tentando fazer um bom trabalho com o material disponível e que, apesar das limitações, todos da equipe estão dando o seu melhor nesse projeto. Só espero que no futuro essa staff consiga ter um um bom material para adaptar e não uma bomba hahaha. Em conclusão, estou um pouco decepcionada. Foi culpa minha por colocar expectativas demais em algo que eu não deveria. Mas nem tudo são trevas e ainda nesse ano teremos alguns shoujos ótimos para desfrutarmos!

ALÊ: Eu acho que uma das grandes questões de Koi to Yobu e que acredito que seja um dos fatores do teu choque ao ver o anime é a diferença de mídia. Eu tenho notado isso em mim recentemente, porque tenho assistindo muito dorama. Existe um aspecto de intensidade de sentimentos em diferentes mídias. Por exemplo, você leu o mangá há algum tempo e lembra de ter achado bom. Quando chegamos no anime, você tem desenhos se movendo, então os sentimentos são ampliados. Se fosse um dorama, você assistindo pessoas reais se comportando dessa forma, provavelmente seria AINDA MAIS desconfortável, porque torna ainda mais relacionável com quem está assistindo. Deu para sacar onde quero chegar? Conforme você muda de mídia, os seus sentimentos tendem a ser ampliados, seja para o bem ou para o mal. Acho que no geral o que merece destaque mesmo é a abertura e o encerramento. A ED tem desenhos LINDOS. Acho até que são artes da própria autora do mangá (não tenho certeza). A OP como um todo é bem divertida. A música é legal e passa um clima agradável (morre ali esse clima hahaha). AÍ SIM! SHOUJOS BONS PARA COMENTAR!!! J.C. STAFF, POR FAVOR, NÃO MATE “Baraou no Souretsu”. Inclusive já deixo registrado que vamos estar comentando o anime de Baraou em Outubro. Então fiquem de olho hahaha.

ROSE: A OP e ED foram lindas mesmo 💖 (as imagens da ED são tão bonitas e uma pena eu não conseguir simpatizar com a maioria dos personagens que aparecem nela hahaha). J.C. STAFF, por favor, dê a Baraou no Souretsu a adaptação que o manga merece!!!


Provando ser uma das bombas da Temporada, “Koi to Yobu” mostra um personagem masculino escroto, perseguidor e até assediador, sendo completamente desconfortável de se assistir. Não recomendamos o anime e sequer sabemos até onde iremos aguentar ver. Contudo, independente de onde iremos aguentar assistir, voltaremos com uma última postagem sobre obra. Pode ser no episódio 2, 3, 7, ou no 12, com a review final. Esperamos sobreviver a essa agonia de 20 minutos semanais hahaha.

Tão lindo… Mas tão Chernobyl…

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