Resenha: Moriarty: O Patriota (volume 1)

Enfim falando de um dos meus mangás favoritos do momento ^^

Cá estamos para mais uma resenha e dessa vez, com um mangá mais “antigo”. Estamos falando de “Moriarty, O Patriota”, mangá que começou a ser publicado mais ou menos na metade de 2019 e que só adquiri recentemente.

Publicado originalmente com o título “Yuukoku no Moriarty” (憂国のモリアーティ), o mangá é escrito por Ryosuke Takeuchi (mesmo escritor de “I You Need is Kill”) e ilustrado por Hikaru Miyoshi (mesmo(a) ilustrador(a) de “Inspector Akane Tsunemori – Psycho Pass”). Está em publicação desde 2016 na revista Jump Square (SQ) da editora Shueisha. Possui 13 volumes publicados até o momento e segue em andamento. O 14º volume está previsto para ser lançado no Japão em Abril. No Brasil o mangá foi anunciado em meados de março de 2019 pela editora Panini no evento ‘Anime no Orion’. A publicação nacional teve início em julho do mesmo ano. No momento possui 10 volumes publicados e o 11° está previsto para Março/2021. Comprei o volume 1 e venho aqui compartilhar o que achei desse tomo inicial 🙂

Confesso que de início o título não havia me chamado muita atenção. Eu havia visto alguns vídeos de review que não falavam muito bem da obra (comento mais disso depois), o que acabou não me animando muito a dar uma chance. Além disso, fatores como a Panini ter um volume muito grande de volumes por mês, com a questão de volumes sumirem do estoque em questão de dias e eu estava sem dinheiro (nada de novo sob o sol). Eu só vim a criar interesse no mangá depois que comecei a assistir a adaptação animada que foi exibida na Temporada de Outono/2020 (o anime volta na Temp. de Primavera/2021). O anime me conquistou enormemente, se tornando um dos meus queridinhos da última temporada do ano passado. Não demorou muito até eu correr atrás do mangá e por sorte – também chamado: mangá não chamou atenção quando começou a ser publicado -, todos os volumes publicados estavam disponíveis! Comprei os 6 primeiros de uma só vez (hoje eu já tenho até o 9º volume), tamanho o meu favoritismo hahaha.

NOTA: Antes que eu me esqueça, eu nunca consumi NADA relacionado a “Sherlock”. Portanto o primeiro contato que tive com os personagens da obra foi com “Moriarty: O Patriota”. Logo, eu estarei comentando da obra com apenas o que o mangá está tratando aqui. Fãs descontrolados de Sherlock, não venham me xingar!

Sinopse da obra: “Final do século 19, estamos na Londres no auge do Império Britânico. Albert, filho mais velho do conde Moriarty, tem aversão ao sistema social enraizado no império. Tem início a história desconhecida do professor Moriarty, o pior inimigo do famoso detetive Sherlock Holmes!”


História e Desenvolvimento

Acredito que um dos motivos que me fizeram ficar tão cativado na obra é que “me prometeram” que se tratava de um mangá mais ou menos para ruim e por consequência, acabei levando essa mentalidade para assistir a animação. Entretanto o que me deparei foi algo completamente diferente do esperado, sendo MUITO melhor que o previsto! O volume 1 do mangá pode ser dividido em 2 atos. Começamos o mangá com um pequeno flash do futuro que é deveras interessante… Instigador… Funcionando como um bom chamariz para o que virá a acontecer naquele futuro distante, ou talvez, não tão distante assim.

O 1º ato é focado no passado do Moriarty, ou melhor, sobre como ele se tornou Moriarty. Gosto muito desse capítulo introdutório, porque ele consegue estabelecer muito bem algumas dinâmicas da realidade do século XIX(19), ao mesmo tempo que vai te dando contexto e o que a obra quer te contar. No caso aqui, estamos no momento de grande movimentação do Reino Unido, perto do momento da 1ª Fase da Revolução Industrial e expansionismo territorial inglês, colonizando outros países pelo mundo. Por esse contexto, a divisão social e de classes ficaram ainda mais demarcadas por causa desses eventos. Se antes essas divisões “sempre” existiram desde das primeiras civilizações, quando chegamos na Rev. Industrial, tudo se agrava. apesar do sistema tem o nome de Classe Social, que supostamente você pode subir ou descer na pirâmide, ela funciona claramente como uma sociedade de Castas, vide que o “seu sangue” vai definir a qual posição você pertence. Se você nasce numa realidade, você morre nela. Por mais que os irmãos órfãos tenham sido adotados por uma família nobre, lá dentro eles sofrem discriminação, sendo esse um dos assuntos abordados no capítulo. Fora da família, os órfãos não vão ser tratados como membros da alta sociedade.

“Moriarty” quer trabalhar uma linha muito clara e que fica bem delineada no 1º capítulo: a sociedade comandada pelos nobres é podre, então vamos destruir para “purificar” a população. Eu gosto de como esse capítulo mostra como nobres podem ser cruéis. Dentre desse rolo todo de adoção dos irmãos, o Louis é forçado a trabalhar, mesmo tendo problemas de saúde, enquanto que o Moriarty sofria abusos diversos. Inclusive, uma rápida comparação, o anime suaviza até que bastante essas cenas. Se na animação já é revoltante, no mangá é ainda mais potencializado. O filho de sangue, William, provoca a própria mãe para descontar suas frustrações no Moriarty. O guri ainda cria situações para que seu novo irmão seja castigado, além de ter um bizarro prazer em furar pessoas com garfos o_O. Não só com os irmãos adotados, mas também com outros empregados da casa…

E ainda entendemos as motivações dos personagens agirem daquelas formas. Todas essas situações de tortura são para gerar revolta em quem está lendo, para quando chegar no ponto da virada, você achar mais compreensível e talvez, até comprar o que está sendo defendido aqui. As situações vivenciadas vão crescendo em meio ao ranço que o Albert, filho mais velho, sente de sua família completamente egoísta e esnobe. Quando ele vê no Moriarty uma oportunidade para tentar mudar o seu país, ele abraça seus irmãos e juntos vão em busca de limpar a sociedade britânica. Sem dar spoilers, aviso que o final do 1° capítulo é bem chocante, tanto pela forma que é feito, mas também pela determinação que os 3 têm para alcançar seus objetivos a partir dali.

Uma das coisas que gosto é que todo esse trecho foi um grande flashback contando como o Albert conheceu os dois irmãos que foram adotados por sua família, bem como faz uma introdução dos ideais que vão ser defendidos pelos personagens. Eu acho que funciona perfeitamente como uma introdução e arrisco a dizer que foi muito melhor do que se tivessem invertido alguns eventos e começassem o mangá com algum caso isolado, para só depois mostrar o passado deles. O autor consegue fazer um ciclo muito bom, encerrando essa parte com o Moriarty contando essa história para os alunos que ele dá aula na Universidade que leciona. Ou seja, todo esse retorno ao passado na verdade era só o Moriarty contando sua história para o seus alunos, claro que manipulando algumas coisas para que soasse palpável, enquanto nós víamos o que realmente aconteceu.

Fechado esse capítulo, temos o 2º grande bloco do volume, compreendendo os outros dois capítulos do volume, que se for para resumir eles a uma coisa simples, vão servir para mostrar os métodos que o Moriarty usará para conseguir sua tão sonhada “limpeza” da sociedade britânica, além de apresentar o restante do elenco que compõe os seus aliados nesse primeiro momento.

Cada um desses dois casos – que funcionam como episódios isolados, mas que contém ligação e linearidade – têm suas particularidades em questão do que está sendo debatido e a forma que é feito. Eu não vou entrar muito no que acontece realmente, por motivos de spoiler, portanto falarei de forma mais abrangente. Mas quem leu, vai entender do que estou falando e onde quero chegar exatamente. Começo por uma fala bem interessante entre esses capítulos, que mostra como ficou demarcada uma situação de “ricos e pobres”, “vencedores e derrotados”, “dominadores e dominados” e o principal: “Não existe o brilho da admiração nos olhares que se cruzam.”. Enquanto um lado olha para o outro com o ar de superioridade e praticam seus abusos em cima dos pobres, o lado dos miseráveis olha com nojo, revolta, ao mesmo tempo que seus olhares são apáticos, pois não lhe restaram nada.

Nessa linha temos o 1º caso em que o Moriarty vai interceder por todos os moradores de uma determinada região, porém especialmente por um certo casal que ficou com marcas devido ao governante do local. Por se tratar de uma época mais remota e a localidade em questão ser interior, os impostos eram cobrados de acordo com a vontade do nobre que comandava a região. Você tem um único nobre que chefia tudo aquilo, vive no conforto, esbanjando dinheiro, enquanto que todo o restante passa fome e não tem qualquer tipo de amparo, o que causa revoltas internas crescendo um ódio interno, que não pode ser mostrado porque estão, de certa forma, “conformados” com aquela realidade. Afinal, o que eles poderiam fazer? Tentar matar o cara com todos presos e mortos? Sem qualquer equipamento ou preparo, não daria para fazer nada. Não é atoa que eles não vivem. Só existem e sobrevivem.

Vendo por esse lado, por mais que já se tenha passado muitos anos, décadas, séculos, as Monarquias já foram derrubadas e mesmo as que ainda existem, o Rei/Rainha é basicamente enfeite, as questões de fome, abuso de poder e concentração de dinheiro, não são muito diferente de agora. Ainda temos grandes concentrações de riqueza nas mãos de uma minoria, enquanto que a maioria vive na pobreza/miséria. Os nomes mudaram, mas continua o mesmo. Mesmo que se debata certas pautas, criem leis para proteção das pessoas, sabemos muito bem o que há nesse mundo e que também está muito longe de acabar, se é que vai… E quanto mais você pensa nesses assuntos, mais você se envolve com a obra e seus personagens. Você vai sendo envolvido e abraça as ideias que ali estão sendo defendidas. É muita atrocidade e crueldade. Então até certo ponto, você compra a proposta do mangá. O autor a todo momento vai te colocar nessa via para te deixar em dúvida. Por mais que matar não seja o caminho certo, ele coloca de uma forma que quem está lendo fique meio “Será?”, sempre gerando essa dualidade para quem lê. Eu simplesmente amo isso!

E no outro caso, a obra começa a explorar que não é só e tão somente nobres que corrompem a sociedade. Mais para frente no(s) próximo(s) volume(s), veremos que o Moriarty irá se aproveitar de outros tipos de escória para alcançar seus objetivos, manipulando e usando essas pessoas para realizar um feito maior dentro de situações específicas. E apesar de estarmos só no comecinho da história, já é evidenciada a genialidade do Moriarty. Desde muito cedo ele idealiza sua vontade de limpar a sociedade e é interessante ver os métodos que ele vai usar para tentar chegar nos seus objetivos. Me sinto um tanto relutante com algumas defesas dessa linha de mentalidade, entretanto não sinto um pingo de empatia com os nobres (nojentos) que são mortos. Posso dizer que o autor conseguiu alcançar seus objetivos hahaha. E tenho que dizer que é muito interessante ver como seus planos são feitos e como prosseguem até chegar no resultado desejado. É tudo perfeitamente estipulado, embora hajam exageros na metodologia/execução. Eu vejo como uma forma de deixar mais interessante, afinal, com ele não se prendendo tanto a realidade, o autor tem uma liberdade um pouco maior para ser inventivo nos casos.

Sobre outros aspectos, tenho que dizer que logo de cara o Ryousuke Takeuchi ‘me pegou’, porque na capa interna do volume, o autor deixou algumas palavrinhas que ele diz que conforme foi crescendo, passou a ter mais interesse por vilões, na medida em que ele estava tendo mais noção dos absurdos do nosso mundo. Eu gostei muito dessa fala, porque é um sentimento que tenho desde criança. Quando eu tinha meus 9-10 anos, eu já tinha certa noção de que era muito difícil algum herói de desenho me cativar. Sempre achava os vilões personagens mais interessantes. Passado mais um tempo, passei a ter um olhar diferente desses personagens. Normalmente eram apenas tratados como “maus”, da mesma forma que heróis eram apenas “bons”. Então comecei a querer entender o que levou essas pessoas a serem más, ou o que teria acontecido com elas para chegarem ao ponto de fazerem certas ações? Era apenas ruindade por assim dizer, ou tinha algo por trás? Fiquei cativado por esses pensamentos e o mais interessante é que quando comecei o ensino médio, consegui perceber que a realidade nunca é tão simples. Pode haver um contexto e “Moriarty” traz muito disso, de um povo cansado e fadigado de tanto sofrer. De se sujeitar as mais diversas humilhações para não morrer de fome ou de doenças adversas, porque seu chefe assim determinou… Nessa linha as pessoas que cruzam o caminho do Moriarty e que são ajudadas por ele, acabam criando certa devoção ao personagem. Não é nem gratidão. É literalmente dever a vida, o que me deixa muito interessado, pois imagino que alguns desses personagens irão retornar para ajudar o Moriarty em algum momento futuro.

Esse debate social, o conflito de sentimentos durante a leitura, o autor tentar deixar os protagonistas mais próximo de você, tentando fazer com que você simpatize, de certa forma, com os seus objetivos. Tudo me deixa muito entusiasmado com a obra. É um conjunto de fatores TÃO BONS, que me sinto fisgado e encantado com tudo que é mostrado junto com a forma que é conduzido. Eu fico um pouco triste que a obra não tenha ficado tão popular, porque muita gente ‘fugiu’ do mangá/anime pelos debates sociais (a direita se dói, rs). Adoro o conceito de “Mangá/Anime de comuna”. Apesar de não serem feitas associações diretas ao comunismo, é evidente as críticas ao Sistema Capitalista e o quão nocivo ele é para a suma maioria das pessoas. Bem, quem perde são os outros, enquanto isso sigo aproveitando a obra ^^


Arte

A arte da obra é muito bonita! Eu gosto muito do desenho do(a) ilustrador(a) (EU vou tratar como sendo uma mulher). Lembro que na época que a Panini publicava a adaptação em mangá de “Psycho-Pass”. Falavam que o desenho dela não era muito atrativo. Até se teorizava que por ser adaptação em mangá, ela não tinha lá tanta liberdade para fazer o que quisesse. Coisa que já acontece aqui. O Ryousuke até brinca em um extra no fim do volume com a aparência de vovô que o Moriarty tem originalmente hahaha. E até vejo os comentários que a Hikaru foi influenciada artisticamente pela Yana Toboso (Black Butler), o que faz sentido visto semelhança. Adoro a quadrinização dela. É fluida e dinâmica. No fim do volume ela diz que ficou um ano pesquisando sobre o Império Britânico, roupas e costumes para entrar na história com maior conhecimento da época. Eu acho essa parte muito bem feita. É tudo bem palpável.

Finalizando os comentários gerais desse volume, não posso deixar de expressar minha surpresa com os excelentes tons cômicos que o mangá possui. Até então eu havia conhecido e sido introduzindo à obra pelo anime. Na animação não haviam cenas de comédia, embora o anime amenize algumas cenas mais pesadas visualmente – possivelmente para conseguir exibir na TV aberta japonesa e alcançar um público maior. Acredito que queiram deixar o anime mais “sério” na abordagem e funciona muito bem. Então quando peguei o volume para ler, fui surpreendido (positivamente) com bons momentos cômicos. São cenas curtas e pontuais, mas que são muito divertidas, deixando um gostinho bem interessante. Os personagens são expressivos e esboçam mais reações. Inclusive, o extra no final do volume (feito pelo próprio Ryousuke), É PERFEITO! Eu gargalhei com aquele finalzinho. Vou postar aqui abaixo (pelo menos um pedaço dele), porque todos precisam ter acesso a essa maravilha! Sério, eu amo isso! Humor é bem relativo, porém funcionou perfeitamente comigo ^^


A Edição Nacional

“Moriarty: O Patriota” está sendo publicado no formato 13,7 x 20 cm, capa cartonada fosca, no papel Offwhite 66g com pôster encartado em papel couché brilho 90g, tendo uma média de 200 páginas por volume e preço de R$ 22,90 (até o volume 11 segue esse mesmo preço). O volume 1 vem com um marca página de brinde e as partes internas dos volumes são coloridas. Lembrando que o mangá está em andamento no Japão com 13 volumes e o volume 11 da edição nacional está previsto para este mês.

Se por um lado a encadernação do volume está boa, não estalando ou ondulando, por outro o miolo está por um fio de se soltar. Estou manuseando meu volume com o máximo de cuidado, porque algumas páginas do começo e do fim, assim como o resto miolo, estão descolando da capa (vejam na foto abaixo). A Panini tinha comentado no mês passado (Fevereiro/2021) que alguns dos títulos impressos na Gráfica Cunha-Facchini estavam com problema na cola, em que estava ressecando e descolando. Eles estariam fazendo reimpressão de alguns mangás/volumes para corrigir isso. E adivinhem onde o volume 1 de “Moriarty” foi impresso? Na Cunha. Olha só, que coisa! Acho que vou ter que acabar trocando meu volume quando sair a reimpressão, porque quase certo que vai descolar tudo. Se não for por agora, será em algum momento futuro… E parece que não é só nesse encadernado. O problema vai até o volume 4. Contudo, fora esse problema, o restante da edição está de ótima qualidade. Temos pôster encartado em todos os volumes da série, que possuem lindas ilustrações, diga-se de passagem. O papel está bom e a tradução igualmente, sem nada que deixe a leitura truncada.

Imagens de dor…

Conclusão

Mais que recomendo “Moriarty: O Patriota”. Foi uma das obras que mais tive o prazer de descobrir no ano passado, digo isso tanto do anime quanto do mangá. Os temas abordados e a forma que é feito são interessantes e instigantes, me deixando deveras curioso para saber quais rumos a obra tomará a partir daqui (por mais que eu saiba o que vai acontecer até o volume 5, rs). E aproveitem que a Panini fará reimpressão dos primeiros volumes e tentem adquirir. É uma boa oportunidade para tal! Caso estejam receosos quanto apostar no mangá (mais de 10 volumes e ainda em andamento é complicado), assistam ao anime que por mais que tenha uma estrutura um pouco diferente do mangá, ainda é uma excelente forma de introdução e pode ser uma maneira de te dar certa segurança quanto a comprar ou não o original. A propósito, a review do anime se já não tiver saído, será lançada daqui a poucos dias ^^.


Ficha Técnica

  • Título original: Yuukoku no Moriarty (憂国のモリアーティ)
  • Título nacional: Moriarty: O Patriota
  • Autores: Ryosuke Takeuchi (roteiro) e Hikaru Miyoshi (arte)
  • Serialização no Japão: Jump SQ
  • Editora japonesa: Shueisha
  • Editora nacional: Panini
  • Quantidade de volumes: Em andamento com 13 volumes
  • Formato: 17,3 x 20 cm
  • Preço de capa: R$ 22,90
Vejamos para onde isso vai…

7 comentários em “Resenha: Moriarty: O Patriota (volume 1)

  1. Foi uma senhora Review !!!!! Meus parabéns Alê
    Em apenas 1 volume você notou todas as nuances do enredo e da própria edição do mangás.

    Bom, sobre as diferenças, gosto como o mangá possui essa ordenação temporal dos acontecimentos bem diferente do anime. Algumas cenas o mangá complementa o anime, em outros é o anime que complementa o mangá, e assim vai.

    Fiquei chocado como o Moriarty do mangá pode chegar as vias de fato, ele é mais violento no mangá do que no anime. Também gostei da quadrinização, os autores focam exatamente no que deve acontecer, está muito longe de ser um mangá com muitas falas e muito texto. Discordo fortemente desse comentário que fizeram por aí

    Sobre o que eu não gosto no mangá até agora são como alguns acontecimentos acabam muito rápidos, queria uma exploração mais intensa dos sentimentos dos personagens, embora a Hikaru trabalhe bem as expressões faciais dos personagens. Os volumes 1, 2 e 3 tem aquele desenvolvimento de mini arcos até chegar no Sherlock Holmes e para mim, alguns deles falham pela pressa da resolução e não pelo conteúdo, que dá um bom encaminhamento para o que vamos ver nos demais volumes.

    Ai amigo, foi uma delicia ler sua review, de deu uma vontade louca de comprar inspector akane tsunemori psycho pass e All You Need Is Kill. Mangás de suspense e ação são um vício rsrsrs

    Grande abraço ^^

    Curtido por 1 pessoa

    1. Eu ainda vou fazer uma postagem comparando mangá x anime. Porque eu gosto muito dos rumos que cada um toma. O anime pega toda a estrutura principal, mas faz algo próprio que da todo um charme muito funcional. Cada uma das mídias tem um “Q” de diferente que eu acho maravilhoso!

      Eu comecei a ler o volume 2 (li 1 capítulo) e concordo muito com você. Acontece tudo muito rápido, muito pela quantidade de páginas que é limitada. Quero ver como fica nos próximos capítulos do 2° volume.

      Quero ler “All You Need Is Kill”. Principalmente depois que vi que é o mesmo roteirista hahaha.

      Obrigado pelo elogio ❤

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      1. Cara, foi muito curioso pra saber da tua comparação sobre anime vs Mangá.

        Eles são bens distintos até certo ponto, eu engoli o volume 3 e 4.

        Me parece com o decorrer eles amarranfo é desenvolvendo bem a história, você verá ❤

        Boa tarde

        Curtido por 1 pessoa

      2. Siiiim!!! Eu pretendo fazer um post comparando a primeira temporada e depois (bem mais para frente) um para a segunda. A ideia é sempre estar trazendo/fazendo algum conteúdo para “Moriarty” no blog ^^

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