Horimiya #3 – Impressões

Voltando a comentar o anime após um tempo…

Retornando com as postagens de “Horimiya” após uma pausa de algumas semanas devido ao mercado nacional de mangás estar muito movimentado, sobretudo, por causa do NewPOP Week que aconteceu entre 25 e 31 de janeiro. Estava sentindo falta de falar desta maravilha, então vou tentar tirar o atraso do anime e dos posts nos próximos dias ^^


Já faz um bom tempo que não falava de “Horimiya” e na verdade, também não estava assistindo semanalmente o anime. As minhas últimas semanas tem sido inteiramente voltadas à produção de artigos sobre o mercado nacional de mangás. E eu não lembrava tanto assim que Horimiya é carregado de acontecimentos, ao mesmo tempo que não é corrido, sendo extremamente gostoso de acompanhar. Eu me divirto muito com esse anime. Ai, como eu amo Horimiya. Mas vamos lá. Acredito que dê para dividir esse episódio em 3 blocos. O 1º tem a função de explorar mais o Miyamura e isso ajuda a entender como ele é e age atualmente. Tanto que o que vemos do Miyamura ainda reverbera nas outras duas partes. Enquanto os demais trechos trabalham com outras vertentes, porém é tudo muito focado no desenvolvimento da relação da Hori com Miyamura e na construção desse romance que já dá seus sinais mais evidentes, sendo até verbalizado ^^

Meu neném coradinho *-*)/

E vamos começar aqui falando do passado Miyamura. A partir do que vemos nesse comecinho, passamos a entender melhor as razões do Miyamura ser inseguro e fechado (por mais que ele seja sociável). Somos um grande reflexo das nossas vivências. O âmbito que vivemos criam e moldam nossas personalidades. Logo, a insegurança e tendência de isolamento do personagem tinha alguma origem. Na OP nós já tínhamos indícios de que havia algo “escondido”. As cores usadas e todo o clima da abertura eram de algo mais ‘sombrio’, nebuloso e até um pouco tenso.

É interessante que na adolescência dele, a forma que ele encontra como um certo escapismo e alívio, é fazer piercings. Ele começa a se furar. Dali para progredir a se cortar, provavelmente não faltava muito. Acredito muito que as decisões de fazer tantos piercings e uma tatuagem daquele tamanho, mostra um sinal de imprudência (da própria adolescência e a tomada de decisões imediatas), ao mesmo tempo que toda a cena mostra esse lado de solidão dele, que se arrasta até o momento fatídico que a Hori resolve falar com ele. Destaco também que sempre falam como ele é quieto e quando a Hori aparece, ela é alegre, radiante. Usam tons amarelos que são mais calorosos e acolhedores (1ª imagem do post), fazendo bem esse contraste dos personagens. É muito bom que o encontro com a Hori passou a fazer uma mudança nele e na forma que ele se relaciona com as pessoas ao seu redor.

Uma das outras questões e que ele até questiona o Ishikawa era sobre eles serem amigos. Porque mesmo estando inserido ali, às vezes ele se sente alheio, de fora, excluído, como se tivessem fazendo aquilo apenas por caridade. Eu acho maravilhosa toda essa construção, porque é difícil para ele processar e entender que agora tem amigos, que não está sozinho e que pode até ser “estranho”, mas eles o aceitam do jeito que é, afinal, todos somos diferentes uns dos outros. O “estranho” que viam no Miyamura quando mais novo é ele não ter tanta facilidade para se enturmar. Quando você foge da tendência da maioria, acaba sendo diferente e se cria uma exclusão dos demais. Não é atoa ele foi ficando mais e mais recluso, tentando buscar mais formas de “se aliviar”. Quando ele entende e aceita que não está mais sozinho, que vai ficar tudo bem, ele chega até a chorar (aparentemente). Dá um quentinho no coração. É muito neném :’)

EU PRECISO DA LETRA DA MÚSICA DA ABERTURAAAA!!! Eu tenho CERTEZA que a letra da música quer nos contar algo a mais sobre os seus personagens e eu vou atrás disso! Não só a abertura, como o encerramento também. A diferença é que a OP provavelmente falará mais do Miyamura, enquanto que a ED deve contar mais dos sentimentos da Hori e como ela absorve as suas experiências (chutando pelo conteúdo da animação). Ele(s) já deve(m) estar disponível(is) em inglês em algum canto, então daqui alguns episódios/postagens, eu provavelmente vou estar comentando dela aqui (assim espero) ^^.

E aproveitando o assunto, acho bom já falar da parte final do episódio, porque faz uma ligação com essa insegurança do personagem. Por mais que o Miyamura tenha entendido que ele tem amigos agora que o aceitam como ele é, a questão de romance está em outro patamar. Quando ‘confrontado’ com a afirmação de que a Hori está apaixonada pelo protagonista, ele não aceita essa ideia de forma alguma. É basicamente um sucateamento de si mesmo em virtude de que ele não seria “bom o bastante para ela”, ou que a Hori nunca olharia para ele de tal forma, mesmo tendo uma ‘pseudo’ confissão de ambos personagens minutos antes (desconversada de maneira nada convincente, rs). O Miyamura já tem para si que gosta dela, entretanto ele não aceita a possibilidade dela gostar dele, ainda mais que esse relacionamento começou com ambos compartilhando o segredo um do outro e criando esse laço. Então para ele, essa é a relação que eles possuem e nada mais.


Agora, voltando um pouco no episódio, temos a Hori confusa sobre seus sentimentos. A linha da amizade e “algo a mais” começa a se misturar. Enquanto o Miyamura se encontra em certa negação de aceitar que Hori pode estar gostando dele, a Hori, por outro lado, está começando a entender que não sente apenas amizade pelo colega de classe. Eu adoro esse capítulo. A afronta da Remi por si só já é ótima (ainda mais que ela já namora o Sengoku), mas também porque ela funciona como um estopim para a Hori começar a se questionar com relação aos seus sentimentos perante o Miyamura. Ignorando o fato da Remi já namorar e de trataram momentaneamente o guri como um objeto, o que a Remi comentou é bem verdade, pois não teria algo que a impedisse de tentar chegar no garoto. Mas fato é que tudo isso, embora fosse uma brincadeira e que a Remi sequer esperava essa reação da Hori quando o fez, foi importante para a protagonista se confrontar internamente do porquê se sentir assim. Seria apenas porque ambos compartilham segredos que mais ninguém sabe? Lembrando até que ela já teve outro ‘surto’ ao cogitar mais alguém saber o outro lado do Miyamura. Ou será que temos algum outro sentimento envolvido nessa história?

E isso é respondido logo em seguida, e que já comentei, tivemos uma cena de quase declaração. Ou melhor, a declaração aconteceu de forma involuntária, mas foi desconversada no momento de pânico hahah. É uma cena simples, como ver o tamanho das mãos e o clima que se forma de maneira natural a partir disso, até o entrelaçar das mãos e escapar um “Eu te amo”. Legal também que, se aproveitando da situação, o Miyamura também confessa que ama a Hori. Melhor dizendo, as mãos dela haha. Eu gosto muito da progressão deles e como vão notando seus sentimentos. Por mais que seja rápido, é tudo muito orgânico. E se você reparar, não tem nenhum conflito (até aqui) que gere alguma grande confusão ou separação. É tudo na base de introspecção e de observar a si mesmos em relação ao que sentem, ao mesmo tempo em que todos eles caminham juntos para mudar e crescer como personagens. Ai, é muito bom hahaha. Eu amo demais essa caralha ❤


No demais, Horimiya continua EXCELENTE na execução de TUDO! A staff está sendo precisa demais no timing. A direção é maravilhosa, as cenas por mais simples e cotidianas que sejam, são feitas com cuidado e tendo uma animação primorosa, para dar uma sensação palpável dos movimentos e sentimentos dos personagens. O jogo de luz e de sombras é ótimo, juntando com os designs dos personagens que é excelente para transmitir os sentimentos deles. Até mesmo os quadros estáticos do anime transmitem muito bem o que as personagens estão sentindo. Quando eles precisam verbalizar algo mais intenso como na cena em que a Hori responde a Remi, a animação tem peso, tem potência. É deslumbrante de olhar. Eu vejo algumas cenas de forma isolada, apenas para apreciar a animação ^^

E sem esquecer claro, do jogo de cores que a direção faz nas sobreposições e em quadros chaves. Na 1ª imagem que usei no post temos o uso do amarelo e laranja principalmente. E quando se pesquisa o significado da cor, você descobre que “A cor amarela significa luz, calor, descontração, otimismo e alegria. O amarelo simboliza o sol, o verão, a prosperidade e a felicidade.”. Usaram verde água em alguns momentos do episódio que “Por ser uma cor ligada à natureza, ela significa equilíbrio, tranquilidade, saúde e vitalidade.”. Além de usarem tons de azul, que por vezes está associado à depressão e tristeza, além de vermelho que passa a ideia de exaltação e intensidade [de sentimentos]. Staff, continue a fazer esse trabalho, porque só enriquece a narrativa. São aspectos muito curiosos e que eu acho muito instigantes para tentar entender mensagens e sentimentos subliminares que nem sempre vão estar tão estampados ou verbalizados.

Eu estou indignado com os guris falando que o Miyamura é estranho. Como que alguém olha esse neném e fala que ele é estranho??? Vocês são cegos por acaso???

Por fim, acho interessante falar da questão dos cortes que a adaptação está fazendo. Eu particularmente não gosto de ficar fazendo comparações entre mídias e nem gosto de misturar elas, por entender que são materiais diferentes e que por serem diferentes. Cada um tem suas limitações ao serem produzidas. Mas enfim, estão cortando até bastante coisa do mangá? Estão, mas eu entendo que se fossem seguir o material original como ele é, o anime não teria o ritmo tão bom como ele tem. Porque o mangá é cheio de casos fechados, muitos episódicos que as vezes acabam não tendo uma conexão direta. Adaptar TUDO certinho como está lá, teria uma quebra de narrativa e até linearidade, porque os episódios teriam que ser ‘divididos’ em pequenos contos, contando 3 ou 4 histórias por capítulo, coisa que eu acredito que não seria do agrado da maioria. No mangá funciona bem, porque são capítulos e até certo ponto, não tem um compromisso de ler tudo de uma vez. Entretanto na animação, normalmente se espera que vejam um episódio inteiro numa tacada só e pode causar certas quebras, resultando em algo que não agrade a maioria. Mas ainda tenho que dizer que mesmo cortando muitos capítulos, estão conseguindo encaixar o essencial na história e está ótimo da forma que estão fazendo até aqui. Estou adorando muito a animação e sigo muito animado até para ver as mudanças e adaptações que farão na versão animada ^^

E sem esquecer: nesse episódio adaptaram os capítulos 10, 11 parcialmente, 12 e 13 (inverteram a ordem dos eventos dos capítulos 12 e 13, para ter um fechamento melhor).


Bem, fico por aqui. Espero que tenham gostado e obrigado por lerem! Vou tentar lançar as postagens dos episódios #4, #5 e #6 no decorrer dessa semana para voltar a ficar em dia com a animação 🙂

Meu casal!!!
Enquadramento, iluminação, tudo perfeito!

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