Horimiya #2 – Impressões Semanais

Sengoku e a turma do Conselho Estudantil apareceram!

Voltando para falar do 2º episódio de Horimiya e dando prosseguimento às postagens semanais da obra. Nesse episódio tivemos a presença do maravilhoso tom de comédia, sempre pontual, além de cenas um pouco dramáticas e apresentação de novos personagens ^^

Poderiam ter colocado um garoto ali no fundo, me sentiria representado 🙂

Eu acredito que possa dividir esse 2º episódio em três núcleos principais: o primeiro com teor mais cômico, focando no desenvolvimento da relação de, até então, amizade da Hori com o Miyamura. O segundo com foco em uma parte um pouco mais dramática e de introdução de personagens. E por fim, no 3º voltamos a ter um teor mais cômico.

Iti que lindo meu deuso ❤

No “ato 1” do episódio, por assim dizer, é basicamente uma confusão deveras divertida da Hori tentando descobrir, de forma nada ‘normal’, qual o primeiro nome do Miyamura. Quem diria que tentar descobrir um nome poderia render cenas tão boas de comédia. Por mais que o Japão seja dono de particularidades culturais um tanto nocivas, algumas outras são deveras interessantes e toda essa vergonha em tentar descobrir o primeiro nome, ao menos para mim, é bem fofa. Gosto de saber de aspectos culturais de outros países e o tema de nomes no Japão é bem interessante. Essa situação de ter vergonha de perguntar e tentar diversas formas de descobrir o nome do amigo, incluindo observar os garotos no vestiário na torcida para alguém chamar ele. Ou até uma confusão com a Yuki, fazendo-a pensar que a Hori está ‘frustrada’ (sexualmente? Hummm).

Na resolução da cena, ainda temos direito a uma cena muito fofa dos dois (eu amo o casal). Acho maravilhoso ver a progressão dos sentimentos deles conforme os próprios nem se dão conta disso. Uma das coisas que mais gosto de Horimiya é de como ele consegue ser relaxante nos seus momentos mais simplórios. Uma questão “simples” de chegar e apenas perguntar o nome do guri, gerou momentos ótimos momentos de comédia e ainda terminou com aquela sensação de “eles estão caminhando/progredindo juntos”. E a Hori guardando o papelzinho escrito o nome do Miyamura usando a desculpa para caso acontecesse, por alguma eventualidade, esquecesse o nome dele. Aposto que ela ficaria olhando o papel enquanto está deitada na cama XD.

Eu fico um pouco assustado com o nível de confiança que se tem para deixar um “estranho” em casa. Tudo bem que Miyamura é um neném, mas se você ver, desde o episódio 1 se tem um certo senso de segurança em levar ele até a casa da Hori. O Sota leva o protagonista ali como se conhecesse ele, depois o personagem passa a frequentar a casa dela frequentemente. E nesse episódio chega a ficar sozinho na casa durante alguns momentos, apenas com o Sota lá. Fala com a mãe da Hori e meio que está tudo certo. Eles criam um laço de segurança bem rápido. O relacionamento de amizade cria laços bem fortes, muito por aquilo que comentei no post sobre o episódio 1, que o segredo dos dois, tendo essa noção de afinidade, fez com que fosse criado um ponto seguro, em que um pode contar com o outro para qualquer adversidade. Então eu entendo achar tudo certo o Miyamura ficar na casa deles, mas o choque é mais pela diferença de cultura, já que aqui no Brasil isso não é nem um pouco normal de acontecer. Tem dias desconfiamos até da própria sombra XP


No 2º ato tivemos a apresentação dos principais membros do Conselho Estudantil e um pequeno drama. Quando li o mangá pela primeira vez, mais ou menos no final de 2017/começo de 2018 (de lá para cá, reli umas 5 vezes), eu não gostava da Ayasaki. Toda essa 1ª impressão da personagem não ajudou, ainda mais que ela sabia que a Hori havia entregue os documentos e a criatura preferiu fazer a sonsa e ficando quieta. Na época que li pela primeira vez, eu cheguei a acreditar que ela tinha feito aquela cena de propósito. Então meu ranço da personagem era bem alto hahaha. Lembro também que fiquei muito puto com aquilo tudo, ao mesmo tempo que adorei o Miyamura dar uma cabeçada no Sengoku e tenho que confessar que esperava por uma briga, principalmente pelo momento que ele o pega pela camisa hahaha.

Também tenho que ressaltar que Horimiya maioritariamente trabalha com um clima mais para cima, sempre bem humorado, então mesmo em suas cenas mais dramáticas, você tem certas quebras dramáticas. Nesse caso aqui, foi a cabeçada do Miyamura no Sengoku. Depois disso, nós temos o clima leve de novo. Mostram um rápido flashback, muito cômico, justificando o motivo da Hori prestar serviços ao Conselho Estudantil (“pegando pelos pecados”, eu diria XP). No outro dia o Sengoku passa a ter medo do Miyamura e mantém distância dele, tudo feito da forma mais bem humorada possível. Como disse anteriormente, a obra não trabalha com vilões. São as dificuldades e adversidades que eles vivenciam diariamente e que a partir disso, temos algum conflito para ser resolvido.

Fora que, a preocupação toda de tirar a Hori dessa história, inocentando a coitada, não é “só” por ser um papel importante para o Conselho. Tem que se considerar também a vertente da construção da imagem que as pessoas ao seu redor tem de você. Se o Miyamura não intervisse ali, boatos iriam espalhar e teríamos muito provavelmente uma situação em que as pessoas ficariam falando dela pelos cantos, nunca dizendo nada na cara, mas os olhares e as falas baixas estariam muito presente. Ainda mais considerando que a Hori é tida como “a aluna perfeita”, “a aluna exemplar”. Então se cria uma pressão extrema para que nunca se cometa erros ou tropeços. Você sempre tem que estar naquele caminho reto, sem qualquer tipo de percalço. Caso contrário, falas como “X fazendo isso??? Nossa, não esperava…”… O ato de ‘condenar’ a Hori por é muito ruim. Você ser pressionado de forma constante para sempre estar num caminho é muito desgastante, principalmente no contexto do Japão, que está sempre cobrando o limite dos seus estudantes, trabalhadores… Imaginem o quão danoso é você sair dessa suposta linha reta. Já vivi um pouco disso na escola e confesso que é muito ruim 🙂

Ainda nessa cena é preciso destacar que o Miyamura diz que ficou muito bravo com o pessoal acusando a Hori, sendo que ela estava falando a verdade e o erro foi do próprio Conselho. Fora a cara de pau dos próprios em empurrar o trabalho que é deles para uma aluna que nada tem a ver com o Conselho. O que acho interessante é essa percepção de raiva do personagem. E não só dele, porque meio que o Ishikawa e a Yuki ficam esperando uma ação do Miyamura. A Yuki chega a pedir a ajuda dele para resolver o caso, então nessas pequenas coisas vai se notando um “consentimento” no que tange a entender o nível do quão próximo eles são. É quase como ir abraçando aos poucos a ideia de “algo a mais” entre os dois. Claro que, até ali, nem se cogitava a hipótese de namoro. Entretanto é sempre bom ir vendo esses pequenos detalhes do andar da carruagem, pois ajuda na compreensão de como eles se relacionam e para onde essa relação vai.


Por fim chegamos aos momentos finais do episódio, que é focado no presente de aniversário para a Hori. É uma cena bem curta e serve mais como forma de estabelecer que talvez já hajam sentimentos além da amizade com a Hori não querendo que o Miyamura pare de ir até até a casa dela fazendo suas visitas periódicas. Bem como também vemos que o Miyamura é atento e presta atenção ao seu redor, percebendo que a Hori queria conhecer músicas recentes, já que ela só escuta músicas de anime por causa do Sota. Novamente é muito bom ver essa progressão. Eles mesmos nem percebem o quão próximos estão ficando um do outro (meus nenéns) ^^


Se no episódio 1, o anime adaptou os três primeiros capítulos direitinho, esse episódio já começou a cortar coisas: cortaram boa parte do capítulo 4. Resumiram os capítulos 5 e o 6 inteiros. Adaptaram o 7. Pularam o 8. Pararam no capítulo 9, cortando alguns momentos. O que isso impacta? Linearmente nada. Esses capítulos (e boa parte dos capítulos da obra), não tem muita linearidade. Eles seguem só períodos do ano, mas são capítulos bem episódicos, contanto algumas histórias fechadas, focadas principalmente na comédia. A perda maior desses capítulos pulados foi terem cortado o 8º, porque tinha um drama bem legal nele que ajudaria a dar mais embasamento na relação do Miyamura com a Hori. Entretanto, se fosse para me iludir, dá para encaixar o capítulo no próximo episódio. Seria estranho retomar algum assunto que eles já pularam, porque como disse, são histórias fechadas, mas vai que acontece… E a outra ‘perda’ é que esses capítulos iniciais também dão uma base maior e fortalece a amizade do quarteto principal. Inclusive, quero uma opinião de quem nunca teve contato com a obra, porque pelo menos para mim, por eu ler e amar TANTO os personagens, eu compro muito fácil o que está sendo passado aqui. Mas eu queria saber de quem nunca leu o mangá e está acompanhando só o anime: como está sendo absorver a relação dos personagens? Está ok? Muito rápido? Forçado?? Me contem por favor. Vai ajudar a ter uma formação de como avaliar a animação também 🙂

No demais, a produção continua excelente! Chamo atenção para a direção e o bom uso de iluminação para mostrar aflição dos personagens. Dois momentos para ilustrar essa minha fala: quando a Hori pensa em o Miyamura parar de ir na sua casa, temos um take focado nos olhos dela, ao mesmo tempo que as extremidades do quadro estão levemente embaçadas, os olhos parecem mais amuados. Esse quadro é a thumb do post, por sinal. Já o outro é o take que encerra o episódio, com o Miyamura de costas olhando para a janela que ilumina a sala, enquanto pensa na troca de estações. Vou deixar ele abaixo:

Hummm…

No demais, eu acho que é isso. Era para a postagem ter saído no sábado, mas tivemos alguns problemas e eu estava bem cansado hahaha. O importante é sair próximo ao lançamento do episódio (e tentar manter assim semanalmente). Nos vemos na próxima semana ^^

Meus bebês lindos!
Mais uma semana em que a causa da minha morte, foi o Miyamura :’)

5 comentários em “Horimiya #2 – Impressões Semanais

  1. Eu adoro as imagens que você utiliza para ilustrar os episódios
    Teu olhar é bem bacana, Alê

    bom, sobre a progressão do romance, vejo que algumas pessoas identificam que as coisas estão acontecendo muito rápido, contudo não vejo uma só alma que fale que esse anime é ruim, ou que o romance é mal feito, nem o Radiação Intoxicada falou mal rsrsrs

    Bom, eu tenho gostado da direção desse anime, esses momentos de close no rosto dos dois é um diferencial enorme, realça o sentimento de paixão que está surgindo ali.

    É verdade que a edição está cortando algumas coisas, mas também acredito que alguns dos capítulos aparecerão numa outra ordem. Não deve prejudicar a experiência.

    Migo, deixa eu te falar uma coisa, a voz do Miyamura sempre me causa arrepios
    menino, que homão da porrah!!! ui ui só de falar já fico arrepiado de novo kkkkk

    Grande abraço, Alê ^^

    Curtido por 1 pessoa

    1. Eu sempre tento filtrar ao máximo para uma imagem que ilustre bem minha fala. Eu fico meio triste porque as vezes quero por mais e fico limitado na quantidade que posso por (normalmente uso a métrica de 1 imagem à cada 2 parágrafos).

      Imaginei que estivessem achando um tanto rápido. Como eu consumo o mangá há anos, eu sou bem apegado e basicamente sei esse começo de cabeça hahahaha. Então acabo não notando tanto assim…

      Eu adoro a direção porque ela faz aquilo que mais gosto: close em rosto de personagem, em diferentes ângulos. Eu amo demais isso, é um recurso que sempre me conquista hahahah.

      Haushaushaus eu amo TUDO no Miyamura (até o corpo, ui ui)!!! Ele é muito perfeito, um neném lindo demais!!!

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  2. Horimiya é meu xodózinho dessa temporada, amo o mangá com todas as minhas forças e vou exaltá-lo sempre que puder xP

    Sobre o episódio, não gosto como estão pulando muitas coisas, os capítulos 5 e 6 seriam interessantes de adaptar, já que desenvolvem um pouco mais a amizade do trio Hori-Miyamura-Ishikawa, além de introduzir o Iura ao grupos dos garotos. Talvez queiram acelerar a história pra fechar no capítulo 37 mesmo, que é no inicio do volume 6, o que certamente não daria normalmente em 13 episódios adaptando todo o mangá (como comparação, Jujutsu Kaisen vai adaptar 6 volumes inteiros em 24 episódios).

    No mais, acompanho a série desde 2012, na época tinham apenas uns 10 capítulos e acompanho desde então, relendo sempre que posso. Uma pena o mangá nunca ter vindo pra cá (fui obrigado a comprar alguns volumes da edição americana), e sinceramente acho que o animê ter demorado tanto pra sair tem uma boa parcela de culpa.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Exatamente! Concordo muito contigo. Esses capítulos, por mais que episódicos e focados em comédia, são excelentes para desenvolver e fortalecer a amizade do núcleo principal.

      Mas até aqui, estão fazendo um bom trabalho, já que como você disse, adaptar 6 volumes em 13 episódios é bem difícil. Ainda mais considerando que Horimiya é cheio de pequenas narrativas em cada capítulo, então manter tudo seria impossível 😦

      Eu acho que o mangá virá para cá devido ao anime. De longe, Horimiya foi a estreia da temporada que mais fez borburio. Sendo o único anime a ficar nos assuntos mais comentados do Twitter na estreia. Concordo, a demora da adaptação animada atrapalhou bastante a vinda do mangá, se tivesse sido feita há 1 ou 2 anos, é quase certo já teríamos a obra sendo publicada aqui.

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