Mushoku Tensei: Isekai Ittara Honki Dasu #1 – Primeiras Impressões

Um anime com ideias boas, porém cagado por um protagonista pavoroso.

ATUALIZAÇÃO: link para a review completa da primeira temporada de Mushoku (aqui).

Olá pessoas! Eu e o Alê voltamos para comentarmos sobre a obra Mushoku Tensei: Isekai Ittara Honki Dasu. E olha que tentamos gostar do anime, entretanto não conseguimos superar o protagonista dessa história. Definitivamente não aproveitamos o anime graças a esse personagem. Fiquem com a nossa conversa sobre essa estreia.

SINOPSE: O anime conta a história de um neet fracassado de meia idade, que depois de ser expulso de casa por seus familiares, morre em um acidente e renasce em um mundo de magia e fantasia. Ele reencarna como um bebê recém-nascido, conservando as memórias de sua vida passada. Antes que ele possa até mesmo mover seu corpo adequadamente, ele resolve nunca mais cometer os mesmos erros do passado e vive uma vida sem arrependimentos com a nova oportunidade que lhe foi dada. Por ter o conhecimento de um homem adulto, aos dois anos de idade, ele já se destaca como um prodígio e possui habilidades inimagináveis para qualquer pessoa da sua idade. Assim começam as crônicas de Rudeus Greyrat, filho do espadachim Paul e a maga Zenith, quando ele chega em um novo mundo para se tornar o mais forte mago conhecido pelo homem, com poderes rivalizando até mesmo aos deuses. FONTE: Crunchyroll.

RUB: Alê, bora lá falarmos de mais um anime dessa temporada, sendo um dos mais aguardados pelos otakus brasileiros, Mushoku Tensei: Isekai Ittara Honki Dasu. E até para ser do contra, eu não estava nem aí para essa adaptação de Light Novel. Não conhecia nada do original, nem fui atrás para saber os motivos da galera gostar tanto desse treco. Tanto que eu tomei alguns spoilers do que viria mais adiante na história, que me fez ficar ainda MAIS DESANIMADO com a estreia do Mushoku. E mesmo não tendo expectativa ALGUMA com a obra, ela ainda conseguiu a façanha de me irritar profundamente em vários pontos durante esse primeiro episódio. Entretanto vamos começar por partes, Alê.
É estranho o que vou dizer, mas a produção do anime é excelente. Nesse quesito, o anime tem seu mérito, porque a edição, fotografia, montagem e ritmo estavam maravilhosas.
Aquele começo mesmo em dar pequenas inserções do acidente que matou o protagonista, do noticiário fazendo o relato da situação, o monólogo existencialista do personagem principal, cortando para a sequencia dele acordando e vendo uma realidade completamente diferente. Foi maravilhoso. A animação também estava fantástica, com frames e cortes para cada movimento de todos do elenco. O anime em sua produção, não tem do que reclamar e os fãs deviam agradecer de joelhos por tamanha sorte que teve a adaptação em receber tanto carinho e investimento. MAS, VENDO A DESGRAÇA VINDO DE LONGE, desgostei do anime por completo graças a duas coisas presentes aqui: a comédia e o PROTAGONISTA. Vi pessoas justificando as atitude babacas do Rudeus, porém não dá maluco. O Subaru de Re:Zero também é um merda da vida em que VIVE ERRANDO e tropeçando nas próprias pernas para aprender a se levantar e encarar o problema da vez. MAS MESMO O SUBARU SENDO UM BOSTA, ELE NÃO FICA EXCITADO EM CHUPAR OS PEITOS DA MÃE CARALHO! VAI TOMAR NO CÚ. ERA PARA SER UMA PIADA! AQUI EM MUSHOKU!? QUE PORRA É ESSA, ALÊ!?

ALÊ: O PROTAGONISTA É UM NOJO! UM NOJO!! NOJOOOO!!! Eu não consegui aproveitar NADA “de bom” do anime, com exceção da animação e direção fantástica. Eu não sabia de muita coisa da obra. Só via alguns elogios vindos de algumas pessoas. Não li a sinopse e vi os trailers lindíssimos. A única coisa concreta que sabia é que “Mushoku” é publicado pela mesma editora de “Tate no Yuusha” (aí você já percebe o nível hahaha), a Media Factory/Syosetu, sendo esses dois os maiores sucessos atuais da editora. Por ter uma boa staff e por ver elogios periodicamente, eu estava um tanto animado para o anime. Porém, pouco antes da estreia, comecei a ouvir algumas coisas sobre a série, principalmente relacionadas ao machismo. Quando estreou de fato, minha TL só estava falando mal e quando eu vi, logo nos primeiros minutos o protagonista falando que não saía de casa há 20 anos, falando que pelo menos queria ter perdido a virgindade, um papo de incel, aí eu fiquei: “Opa, calma aí!”.
Quando ele começou a falar mesmo que fodeu de vez. Puta que pariu, fazia tempo que não ficava tão puto com um protagonista (tá, não faz tanto tempo assim xP). Eu acho que tem duas linhas para trabalhar. Uma que no caso o protagonista poderia ser esse lixo escroto que é, mas ir trabalhando na “desconstrução” dele. Mas eu tenho quase certeza absoluta que não vão “desconstruir” ele. Eu vejo claramente que essa não é e não vai ser a intenção do roteiro da obra. Ele é assim e pronto. E ainda chuto o contrário. Vão trabalhar ele de forma que pareça o que ele está fazendo é o “certo”, que ele é brincalhão, fodão, pegador (futuramente), sabe… NÃO DÁ! E outra, uma coisa é ser escroto, uma coisa é tu errar e até cometer o mesmo erro, mas a linha que o Rudeos está, é COMPLETAMENTE ABAIXO! Não tem defesa. O tom narrativo vai colocar como piada assim como colocou nesse episódio. Ele chegar e dizer que queria chupar os peitos da agora sua mãe, é tratado como PIADA. E não para por aí. Ele estava se apropriando da imagem que criança tem de que não saber de nada, que não tem noção das coisas, para pegar e ficar cheirando as calcinhas da mãe dele (?). Além de fazer uma pseudo tentativa de assédio com a empregada da casa. QUE PORRA MANO!!! Eu só consigo pensar e sentir NOJO!

RUB: Alê, o autor teve ideias legais para cá, com um mundo mágico interessante a primeiro momento. A parada é que por fetiche, ele escreveu uma história para encaixar vários elementos de fanservice para… sei lá…. punheta, só pode. Por que uma família de camponeses tem uma MAID em casa? Por que os membros familiares são protótipos de modelos europeus? Por que A PROFESSORA DELE DE MAGIA É UMA ALUNA DO FUNDAMENTAL? POR QUE TEM CALCINHAS NESSE MUNDO? NÃO ERA CEROULAS? SÓ FALTOU TER FIO DENTAL PARA COMPLETAR O PACOTE. Alê, a cena dele cheirando calcinha da mãe, tive a vontade de bater a cabeça na parede para esquecer essa merda. Ainda ele faz a cara de SEXY OFENDER para a empregada que é de dar raiva. Aí eu pergunto, para quê essas cenas? Em muitas ocasiões eu ficava me perguntando a necessidade de tal momento estar presente no episódio. E a justificativa era claramente para “ser um piada”.
Gente, não importa o teu senso de humor e que cada um tem seu limite de bom senso para piadas sujas, no entanto cheirar a calcinha da mãe TEM GRAÇA AONDE!? Caralho maluco, você leitor pega a calcinha da tua mãe, CHEIRA ELA E CAI EM GARGALHADAS!? Se você faz isso, VAI DIRETO PARA O HOSPÍCIO E FIQUE LÁ. E o pior Alê que eu fiquei curioso de como funciona as coisas naquela realidade. Genuinamente fiquei intrigado de como a magia funciona, do que existe no lado externo daquela casa, como a sociedade é organizada, se tem monstros, se existem mais reinos, os elementos sobrenaturais… tudo isso foi intrigante para mim nessa apresentação. Até mesmo ele aprendendo sobre a magia lendo um livro é uma novidade. Quase nenhum Isekai explora bem essa parte de aprendizado dos poderes dos seus protagonistas. É somente ‘ele ganhou uma força oculta do cu, e venceu as lutas mais improváveis’. Assistir esse passo-a-passo, é uma satisfação grande para o espectador, além de contextualizar todas as novidades desconhecidas tanto para nós como para o personagem principal.

ALÊ: Exatamente! Eu gostei bastante de algumas ideias que começaram a apresentar aqui. A própria introdução do anime foi muito boa (tirando alguns diálogos do protagonista). Normalmente em isekais nós vemos só o (tradicional) atropelamento do personagem e às vezes nem isso. Mas aqui fizeram toda uma construção da cena, focando em diversos pontos, como ele sendo atendido, as pessoas e a polícia em volta. A construção de mundo teve coisas interessantes também, como eles terem uma língua própria e o protagonista começar ouvindo até ir pegando o jeito conforme crescia. Há um trabalho em cima do alfabeto do mundo também, tudo mostrando riqueza, porque são nesses detalhes que as obras tendem a brilhar. Só vai mostrando que o mundo foi bem pensado.
Inclusive, enquanto os personagens conversavam, eu tive a sensação deles estarem falando polonês hahaha. Mas nossa, eu me perdi real em quando começaram aquelas cenas de puro fanservice. Me tirou DEMAIS da série. Qualquer coisa de maior qualidade acaba sendo ofuscada por essas decisões merdas do autor. E são nessas questões de fanservice que você percebe que se tem um trabalho para deixar o mais próximo com a nossa realidade, assim fica mais fácil do otaku punheteiro sentir tesão, afinal, entre uma calcinha e uma ceroula, a calcinha obviamente vai soar mais atrativo. Aquela cena com a aluna e ele olhando a calcinha dela……. Eu não sei a idade dela, mas independente disso, ela aparenta ser uma criança, então ela É UMA CRIANÇA! E não é “SÓ” olhar a calcinha da guria, não é “SÓ” cheirar a calcinha da mãe, não é “SÓ” falar que quer chupar os peitos maternos em tom erótico. Tudo isso por si só já HORROROSO, NOJENTO PRA CARALHO, mas a CARA QUE ELE FAZ É O PIOR! Ele seria facilmente um assediador/estuprador. Ele tem um ‘potencial’ muito forte para ser isso tendo base todas as ações dele. Eu não consigo pensar nisso e separar ele do resto. É uma presença muito forte e são diversas cenas ao longo do episódio. Foi muito zoado. E concordo, toda a parte de estudo que o personagem faz é muito interessante. Ele passa boa parte do episódio lendo aquele livro, pegando o jeito da língua e praticando com uma magia simples, tentando entender como que funciona para poder disparar a bolha d’água. Ao mesmo tempo que ele vai descobrindo que não precisa recitar a magia para invocar. Isso sim é interessante de pensar. Eu também gosto nessa questão do próprio mundo como você mesmo apontou, porque se nesses detalhes o autor acertou. Acredito muito que mais pontos interessantes como monstros (que já vi alguns em um dos PVs), vegetação, espécies, os próprios designs dessas criaturas com as suas funcionalidades, quais tipos de magia, os limites disso… possam chamar a atenção de quem assiste. Sociedade, qual o sistema que verbera naquele mundo? Castas? Pirâmide? São questões que definitivamente me interessam.

RUB: Viu só como não é difícil despertar o interesse do espectador sem precisar apelar para o fanservice? Só mostra em que como todas essas cenas de ecchi são desnecessárias. E sim, a professora é menor de idade, porque ela própria diz para os pais do protagonista. Ela está no fundamental II. E o protagonista falando de lolicon, zoando ela por não ter peitos… tudo muito desnecessário. Foi bom você ter falado Alê sobre o personagem estar aprendendo, porque esse spoiler eu sabia. Soube que a obra ia acompanhar cada ano da vida do Rudeus. Parece que essa fase criança vai ser bem longa e ainda veremos ele aprendendo e testando suas habilidades aos poucos antes de entrar na escola para treinar suas skills e magias. Eu gostaria que focasse nisso, em mostrar mais o cotidiano dele durante as fases etárias que ele passa e os conflitos que terá conforme vai ficando mais forte. É nisso que o roteiro deveria fortalecer. Entretanto, (SOLTAREI UM SPOILER NAS PRÓXIMAS FRASES. FIQUEM LIGADO) a história vai seguir os piores caminhos possíveis daqui em diante. Esqueçam do protagonista evoluir como pessoa. O Rudeus vai continuar tão escroto como jamais foi quando criança. Alê, até um harém esse personagem forma a sua volta. E nem estou falando no sentido figurado ou relacionando a um gênero. O Rudeus vai se relacionar com mais de uma parceira ao mesmo tempo. Aí eu vendo o final dessa estreia, quando o protagonista fala: “TENTAREI SER MELHOR DO QUE NA VIDA PASSADA. MEU COMPORTAMENTO E HISTÓRICO DEVEM SER DEIXADOS PARA TRÁS E RECOMEÇAREI UMA NOVA VIDA.”, tendo esse “suposto” recomeço, vira tudo mentira e é ele mantendo a mesma mentalidade de sempre de hétero escroto, passando a rola em geral. Verdade, quase esqueci da piada dos pais deles transando com um MEGAFONE ligado tamanho era a gritaria dos dois, na casa com divisas de madeira. MUITO ENGRAÇADO, HAHAHAHAHA (as piadas foram escritas por um garoto de 10 anos?).

ALÊ: Sabia disso também, da obra querer explorar ao máximo a vida do personagem, todo o processo e progresso de aprendizagem junto da vivência dele. Coisa de 1 ano, 1 ano e meio atrás, eu vi algumas das capas das novels da série e demora um bom tempo até ele ficar mais velho. Lá pelo volume 14/15 que o Rudeos já está mais crescido (atualmente a série tem 24 volumes). E acabou de vez meu interesse com a série depois dessa. Seguirei acompanhando para passar nervoso e falar mal, pois é essencial criticar (coisa que otaku não gosta). Se você pensar desde o começo do episódio, tudo já conspirava para esse rumo, visto que o último pensamento do personagem antes de morrer é justamente “Queria ter perdido a virgindade”. Quando tu pensa nisso e pega a última frase do episódio, e agora teu comentário, tudo se encaixa MUITO BEM! Essas piadas parecem MESMO ter sido escritas por algum adolescente ridículo. “Piada infantil” que além de ser sem graça (e totalmente sem propósito), soa até ofensivo dependendo de como vê. E agora entendi o motivo do ‘GÊNIO DA ATUALIDADE DO YOUTUBE DE ANIMES BRASILEIRO’ gosta tanto dessa obra. É totalmente a cara dele gostar de algo assim. É o tipo de pensamento que ele usa no seu MARAVILHOSO LIVRO (leia-se: sarcasmo). Não duvido nada que Mushoku Tensei tenha sido mais uma de suas inspirações para criar o grande livro da literatura brasileira. Chega a ser triste pensar que todo essa potencial exploração e de criação de mundo ficará perdido no meio de um protagonista nojento e escroto (sabia que o tom dessa coisa era para fazer ele parecer o certo da história, o bonzão da porra toda). Eu vi aquele PV promocional de anúncio da adaptação animada e parecia tudo tão interessante (como é) e tipo, não tinha falas no PV. Então tudo parecia muito encantador. No fim das contas, Mushoku seria melhor se o autor tivesse optado por esse caminho, porque a mão para criar o mundo ele tinha.

RUB: Eu gostaria de ter gostado mais do anime Alê. Foi um grande potencial desperdiçado aqui. Eu pelo menos estou torcendo que a trama valha a pena do meu investimento, porque até agora, pelo que me mostraram, vai ser um dos animes que preferia não ter assistido.

ALÊ: No meu caso ficou o sabor da decepção. Não esperava muito dele, mas o protagonista fodeu tudo e me tirou muito da narrativa. E pelo que tu falou, vai só ir ladeira abaixo. Então só desperdício… Também acho que vou terminar o anime achando que seria melhor não ter visto.

8 comentários em “Mushoku Tensei: Isekai Ittara Honki Dasu #1 – Primeiras Impressões

  1. Concordo plenamente! Odiei o personagem e parei de ver o anime por causa disso. Ele não é só pervertido! Ele é um abusador! No mundo real seria preso! Ele tenta tocar nas meninas quando elas estão dormindo e etc… Achei ele repugnante!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Cara concordo plenamente com vcs eu só fico triste de ter lido essa review depois de ter visto alguns episodios parei no episodio 6 onde o protagonista acaricia o peito de uma menina de 5 anos enquanto ela dorme e ela acorda com ele indo colocar a mão por debaixo da calcinha dela. O anime é horrivel, é misógeno em um nível absurdo e sinceramente é uma cópia mal feita do The beggning after the end que é uma Webtoon que tem essa premissa de reencarnar em um mundo mágico e com a memoria da vida antiga, mas é MUITO mais bem feito.

    Curtido por 2 pessoas

    1. E o autor dessa obra deu uma declaração tentando se defender das polêmicas envolvendo o anime:

      “O protagonista na vida passada era um PERVERTIDO, mas AGORA NÃO É MAIS. É um NOVO homem.”

      Se ISSO é um novo homem para ele, eu nem quero imaginar o que era o protagonista na vida passada. Certeza que era um criminoso doente. Depois do comentário desse autor, ali eu tive certeza da merda que seria o anime.

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    2. Também não acho o protagonista desse anime muito bom, mas falar que The beggning after the end e melhor, vc não deve acompanhar a novel, se eu fosse comparar a escrita das 2 obras eu prefiro de longe a de mushoku pq a de The beggning after the end só piora ! Esse arco da escola então nem se falar grande perda de tempo mano.

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  3. Muito boa review e bem detalhada!! Eu vou acompanhar o anime, achei ele muuuito bonito e concordo muito com a opinião de vocês, pelo menos eu enquanto assistia fiquei muito incomodada com as frases que o protagonista soltava… espero que o estudio tenha pretensão de amenizar isso durante a adaptação do anime.

    Curtido por 1 pessoa

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