Horimiya #1 – Primeiras impressões

Nunca duvidei que seria aclamado!!! “Horimiya” veio e está incrível!!!!

Bom dia, boa tarde, boa noite! Hoje é um dia feliz, pois a maior hype que eu tinha na Temporada de Inverno enfim foi lançada!!! Estou falando de “Horimiya”, uma das minhas obras favoritas, então obviamente estaria hypado para a estreia da animação que é tão aguardada (quem me segue deve ter vistos alguns surtos meus no Twitter u.u). Assistindo ao episódio 1 posso dizer que me sinto completamente satisfeito! E antes de começar, é bom lembrar que estaremos comentando o anime aqui semanalmente! ^^

NOTA DO REVISOR: aviso para a galera mais sensível, o Alê se empolgou um pouco e deu alguns spoilers leves do mangá em vários pontos desse texto. Não se preocupem que não é nada de grande importância ou que atrapalhem sua diversão. São comentários abrangentes, mas que adentra certas questões do mangá que irão serem trabalhadas posteriormente no anime.

Sinopse: “Embora admirada na escola por sua amabilidade e talento acadêmico, a estudante Kyouko Hori tem escondido outro lado dela. Com os pais muitas vezes fora de casa devido ao trabalho, Hori precisa cuidar do irmão mais novo e fazer as tarefas domésticas, não deixando chance de socializar fora da escola. Enquanto isso, Izumi Miyamura é visto como um otaku pensativo e usando óculos. No entanto, na realidade, ele é uma pessoa gentil, incapaz de estudar. Além disso, ele tem nove piercings escondidos atrás dos cabelos longos e uma tatuagem nas costas e no ombro esquerdo.
Por mero acaso, Hori e Miyamura se cruzam fora da escola – nenhum olhando como o outro espera. Esses opostos aparentemente polares se tornam amigos, compartilhando um lado do outro que nunca mostraram a ninguém.”


Tenho que dizer que estou extremamente feliz pelo simples fato de estar vivenciando o anime de “Horimiya”, ainda mais pela qualidade que a adaptação está tendo, ou pelo menos apresentou ter nessa estreia. Horimiya sem dúvida alguma é minha comédia romântica favorita. Eu amo absolutamente TUDO nessa obra. A narrativa leve, seus personagens, dramas pontuais… TUDO! Eu estou esperando esse anime há pelo menos dois anos (desde meados de 2018). Estou muito feliz e emocionado por finalmente estar acontecendo e por eu poder estar comentando, dando minhas opiniões dessa obra que tanto gosto. E antes de começar de fato as minhas opiniões dessa estreia (que adorei), tenho que adiantar que sou MUITO empolgado quando se trata de Horimiya. Esperem por surtos de minha pessoa XD

A abordagem inicial de Horimiya é que além de ser um romance estudantil, a série começa trabalhando bastante com o “julgar pela aparência” e “ter algo para esconder”. O que ocasiona em preocupações sobre como as pessoas te enxergam ou podem fazê-lo se souber de determinado segredo seu. Nesse meio nós temos o Miyamura, que é comumente tido por seus colegas como alguém sombrio, introvertido e até ‘suspeito’ (pobre do meu bebê). Do outro lado temos a Hori, que é tida como perfeita, sempre calma, aluna excepcional, extrovertida e todos querem ficar perto (não estão errados). Essas duas visões, por mais que sinalizem traços das personalidades de ambos de maneira correta, ainda é algo superficial. Não é atoa o Miyamura esconde outro lado dele e por mais que ele seja tímido, ele se relaciona bem fácil com as pessoas, desde que tenha uma oportunidade para isso ocorrer, como aconteceu com a Hori. Já a Hori esconde ser uma verdadeira dona de casa e por mais que essa preocupação dela de esconder esse lado pareça bem idiota dependendo de quem vê, há de se lembrar que a sociedade japonesa cobra certas coisas, principalmente lá que tende a ser mais atrasada em debater certas questões. Então se para nós pode soar como pouca coisa, para eles são questões importantes, ainda mais que muito se cobra um perfeccionismo em tudo que se faz. Ainda mais os estudantes que tem uma pressão enorme em cima deles (vai ser um dos temas futuros). Seguir normas, estar nos padrões, não cometer erros… são todas questões que estão sempre muito presentes na história.

E são essas grandes diferenças, sobretudo no caso do Miyamura, que vão fazer esses dois se aproximarem e começarem a se relacionar. Eles terem essa noção de um saber o segredo do outro, da abertura para eles se sentirem mais próximos, que até então, nenhum outro colega ou amigo da escola sabia do que ambos escondiam, tendo essa sensação de segurança para ambos os personagens. Eu gosto que por mais que eles fiquem amiguinhos bem rápido, obtendo a confiança um do outro – o que pode ser visto como problema para alguns -, o Miyamura e a Hori tem uma boa química. As interações deles funcionam bem e muito rápido. Já vem desde o seu original, porque todo o leque de personagens da obra é muito grande. Uns são mais gostáveis que outros, entretanto não há nenhum completamente detestável. Todos são muito tranquilos e amigos uns dos outros. A série não trabalha com vilões ou ações feitas por maldade. O que ele faz é tentar humanizar seus personagens, dando camadas para cada um deles. Os dramas construídos são bem reais. Estamos falando de relacionamentos e como naturalmente são complexos. Há intrigas, confusões, problemas acontecem, assim como na vida de qualquer um. Eu julgo ser quase impossível você se relacionar com alguém ser nunca ter uma divergência, um pequeno atrito, e nem por isso vocês se gostam menos ou mais. Horimiya resolve esses problemas periódicos de sua trama na base da conversa. Os personagens dialogam e assim resolvem suas pendências. Não tem como sustentar um relacionamento (amoroso ou não) sem entrar em um acordo. Portanto, eu amo tudo o que a série faz nesses casos 🙂

Ainda falando da relação da Hori com o Miyamura e dos personagens da série, já rumando para o final do episódio, o Ishikawa entra em cena como um possível interesse romântico da Hori. Eu tenho uma tendência muito grande a odiar personagens que aparecem para “interferir” no desenrolar do casal principal (culpa da influência de um anituber + formas de narrativa). Normalmente não tem um bom aprofundamento. Algumas formas que os personagens são introduzidos e a maneira que é narrado, faz com que eu me afaste desses personagens e passe a odiá-los. Entretanto, como mencionei no parágrafo anterior, Horimiya tenta trabalhar com personagens e suas ações mais humanizadas. Sendo assim, eu não consigo odiar o Ishikawa, pelo contrário. Simpatizo muito com ele, porque no desenrolar de tudo, o personagem é desenvolvido e não está ali como um mero rival romântico na série. Ele é como um amigo dos personagens centrais e por ventura, acabou se apaixonando pela Hori. É normal e eu gosto muito de como o mangá e agora o anime trabalham esse ponto.

Eu gosto muito de trabalho de cores. Não só com paleta combinando, mas também porque elas por si só podem ser usadas para mostrar como os personagens estão se sentindo em determinadas situações. Logo abaixo, eu coloquei um print da Hori com manchas em tons magenta ao fundo e em uma pesquisa rápida no Google para descobrir o significado da cor magenta, achei a seguinte definição: “Magenta equivale a um pensamento reflexivo e místico. O profundo mistério que a cor evoca pode promover sensações de tristeza e melancolia caso a pessoa conviva demais com o magenta.”.

Eu sempre acho essas coisas muito interessantes. O episódio está cheio de sobreposições em diferentes tonalidades. Essas podem estar ali para algo além de ser apenas bonito, como foi o caso acima. São detalhes assim que enriquecem (e muito) a adaptação, ao meu ver, porque incrementam na história sentimentos e mensagens que por vezes, não podem ser passados no mangá da mesma forma dada uma série de fatores. Nesse caso, não daria para fazer trabalho de cores, porque o original é feito em preto e branco. Eu adoro cenas assim e espero muito que a direção faça mais coisas do gênero, seja com cores, flores, ângulos, iluminação… Animes tem a vantagem de poderem usar diversos recursos à seu favor para elevar a grandiosidade de seu trabalho. Horimiya está tendo esse cuidado e eu não poderia estar mais feliz ^w^

Tão fofos ❤

Só finalizando essa parte das cores, mais para frente ainda tem uma cena do Miyamura com essa mesma cor. Então o sentimento de insegurança, receio e medo estarão sendo mais evidenciados nesse começo. Enquanto o Miyamura à princípio acredita que a Hori só está sendo legal por fazer parte dela, ou até por pena, a Hori fica preocupada em ter alguém além dela que saiba que o Miyamura é “daquele jeito” normalmente. Não sei se é certo avaliar como tal (digam suas opiniões nos comentários), entretanto acredito que já sejam sinais de ciúmes. Pode não ser um ciúmes no sentido romântico da coisa? Pode sim. É por justamente ambos serem uma espécie de ponto seguro, que eles não querem que mais ninguém saiba dessas particularidades de suas vidas. Você ter alguém ali que pode ameaçar, gera um aperto no coração da Hori em especial.


E indo para a parte técnica, antes de mais nada preciso dizer que a animação da ED é a coisa mais fofa da Temporada. Estou ansioso para ver a letra, porque acho que será em especial, voltada para sentimentos da Hori. Já a OP, claramente pela sua animação, é voltada para o Miyamura. Ela é composta maioritariamente por quadros mais ‘sombrios’. As cores são mais escuras, os tons mais frios e os centros desses quadros são centralizados no Miyamura. Na minha interpretação, ela representa um pouco dos sentimentos de solidão do personagem. A OP também faz transições de planos frios para tons mais alegres quando ele encontra a Hori e os demais (futuros) amigos dele. Ainda será um tema abordado no anime, então não quero falar muito disso agora. Irei destrinchar mais o assunto na review ou nos episódios finais do anime :). Estou muito ansioso para ver como é a letra dessas duas músicas, porque sinto que ambas tem algo à nos contar sobre os sentimentos de seus personagens principais.

Agora falando da produção no geral. A animação está excelente. No começo há toda uma demonstração do que eles são capazes em uma cena “simples”: uma troca de olhares e conversa. Enquanto o Ishikawa fala com seu professor, a movimentação dos olhos e boca é executada de forma excepcional! Eles conseguem por peso na movimentação, além de serem quadros muito expressivos. Há ângulos ótimos também, como na conversa da Hori com o Miyamura que o foco da câmera é principalmente entre um pequeno espaço. Nele vemos uma mochila e a câmera fica parada ali na maior parte do tempo da conversa. Outro exemplo é na declaração do Ishikawa. Não mostram nada de palavras da declaração, apenas na gesticulação dos personagens e expressões deles. Alguns movimentos são extremamente bem feitos, principalmente quando temos close em parte do corpo, roupa ou objeto. Os designs dos personagens ficaram ótimos e muito bem adaptados. Os traços são finos e delicados e os frames ficam mais detalhados quando é alguma cena mais próxima. Temos bons cortes e transições. Eu tinha mais receio com a direção, mas fiquei sabendo que o diretor lida bem com cenas de drama e que “Horimiya” seria uma boa nas mãos dele. Depois dessa estreia, fiquei confiante no seu trabalho. Estou muito satisfeito com essa introdução e espero que a Clover Works dê conta do recado até o fim!


O anime adaptou os 3 primeiros capítulos do mangá e posso dizer que ficou bem a transposição de mídias. Não ficou muito corrido e o episódio fluiu muito bem. Conseguiu apresentar o núcleo central dos personagens de uma forma bem feita. Eu não sei até onde o anime vai querer adaptar, porém tem uma cena muito bonitinha da Hori e do Miyamura no capítulo 37 (salvo engano) que eu acho que poderia ser um bom lugar para encerrar essa temporada da animação.


No demais, é isso para o 1º episódio. Eu acho que ficou um pouquinho longo. Como eu disse, eu me empolgo falando dessa obra, mas tudo foi feito com muito cuidado, amor, carinho e dedicação. Eu espero que vocês tenham gostado e torço para que continuem acompanhando as postagens da série.

Pobre Ishikawa…
Miyamura foi a causa da minha morte (morri feliz, diga-se de passagem).

8 comentários em “Horimiya #1 – Primeiras impressões

    1. A princípio eu achei as coisas tudo meio que apressado, mas acompanhando o andar do EP deu pra perceber o pq de ser assim, e como você pontuou no início, isso é algo da obra então 👍.
      Sobre o sentimento de insegurança que ambos demonstram sem saber realmente o que acham e o quer um do outro, ao meu ver eles demonstram ciúmes quando se confrontaram naquele momento do EP.
      o miyamura fala pro Ishikawa que a hori talvez tenha penha dele, por isso essa aproximação dela para com ele (insegurança talvez 🤔). Já a hori, ve nele um equivalente que tem os mesmo “problemas” dela. por isso, a aproximação deles é tão fácil e rápida até demais eu diria 🤣.
      e ela demostra ciúmes mais rápido e com mais facilidade do que o miyamura, quando colocando ambos em pé de igualdade nesse quesito dentro desse episódio (aliás, acho que ele não demostra nenhum 🤔).
      uma coisa que curti muito do miyamura, ele é muito “leve” fácil de se socializar, não faz cara e bocas ou não fingir ser o que não é (tirando na escola) o personagem me ganhou.
      Sobre a produção… 👏👏👏.
      Tem um momento específico que me chamou muita atenção, foi durante a conversa do miyamura e o Ishikawa naquela “varanda” na sala, onde o miyamura gesticula os braços durante a conversa. A fluidez entre animação e áudio 👏👌 10/10.
      Por hora acho que é isso 🤔 , esses são meus pensamentos sobre esse primeiro episódio, gostei e quero mais 👍.
      Parabéns pelo texto 👏👏.

      Curtido por 1 pessoa

      1. Muito obrigado!

        Sim, os personagens interagem entre si e viram amigos bem rápido, vem da própria obra, mas nunca acho apressado, porque todo mundo ali socializa facilmente. Por mais que o Miyamura seja mais recluso/na dele, ele não chega a ser tímido, então se conversar com ele, ele se abre.

        Ainda veremos mais personagens do núcleo principal aparecendo, é diversão garantida! ^^

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  1. Mano, que episódio gostoso de ver.
    Nossa senhora, se eu comecei esse ano gostando de Horimiya, agora eu gosto mais ainda kkkkk um Hype que era real, mesmo.

    Adorei como a sua materia nos trouxe detalhes sobre cores, significados, e explorou o traço na parte tecnica da animação.

    Vamos combinar que a OP e a End são perfeitas, a OP é a melhor da temporada (até agora)

    Sakuga Brasil fez uma materia muito legal sobre a direção da opening, pode ser uma referência pra você nas próximas reviews.

    De cara eu amei os momentos contemplativos do anos, principalmente os que ficam no rosto dos personagem. Gente, ver isso animado potencializa demais a historia

    Sobre a questão do ciúme, eu acho que é uma coisa natural do gostar amorosamente, mas romantizar insegurança é complicado. Enfim, fui prosseguindo no mangá e não vi tanta evidência disso na estória.

    Mudando de assunto. Tu sabe que embora eu entenda que seja uma amizade, comecei a shippar o Miyamura com o Tooru ? kkkkkk

    Meu choque ao ver o episódio foi ver a coloracao dos cabelos dos personagens, nem vi trailer direito, mas estou em choque positivamente.

    Enfim, vamos lá continuando a ver a historia desse casal bonitinho, que eu quero que aconteça de verdade ❤

    Curtido por 1 pessoa

    1. Eu vi os tweets do Sakuga Brasil e periodicamente uso eles como referência para entender melhor as peculiaridades de produção que determinado anime possui. Adoro ver isso ^^

      Eu gosto MUITO de quando o anime consegue trazer sentimentos pelas expressões dos personagens, principalmente em momentos mais dramáticos, de dor, receio, medo e choro, que você sente o que o personagem está sentindo ali.

      Ahahahahahahah eu também gosto como Horimiya não tem muito questão de preconceito, tanto é que o Miyamura disse que acreditava que não faria um bom par com o Tooru hahaha. Eu amo muito esse reizinho lindo ❤

      Estou com altas expectativas e sinto que não irei me decepcionar com o resultado!

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