Yuukoku no Moriarty (Moriarty the Patriot/Moriarty: O Patriota) #2 – Impressões

A moral estará sendo questionada aqui…

Olha só quem voltou!!! Mandei “Ikebukuro Gate West Park” pastar (Não totalmente, pois pode aparecer mais postagens dele) e resolvi vir comentar “Moriarty”, porque sendo sincero, está muito mais animador do que o outro mencionado hahahaha. A grande verdade é que estou amando Moriarty bem mais do que poderia sonhar! Então vamos comentar desse segundo episódio -^w^-


Antes de falar do episódio em si, tenho que pedir desculpas por um equívoco que cometi na postagem de primeiras impressões do anime. Lá eu comentei que queria comprar o mangá (e sigo querendo), mas que os volumes estavam esgotados. Porém, isso não é verdade. Fomos alertados depois que os volumes estão disponíveis na loja da Panini. Chegamos a deixar uma nota na postagem e fizemos um pedido de desculpas no Twitter, mas acho bom trazer para cá por motivos de alcance maior ^^

Agora falando do episódio em si, eu volto a repetir como a produção faz a apresentação e toda a condução dos eventos, dando peças aqui e ali para no final do episódio tudo ir se encaixando e fechando suas pontas. O episódio começa com uma breve contextualização do que estava acontecendo na Inglaterra naquele período do fim do século XIX. O avanço maquinário, as produções em massa, as grandes fortunas ficando cada vez mais concentradas ao mesmo tempo que a grande maioria da população segue na miséria, com fome e sem qualquer amparo. Apresentam também as divisões de classes e o desdém que há da parte nobre com relação aos pobres. Tudo é apresentado para termos aquela cena com as crianças no orfanato que foi fabulosa! Mas eu ainda chego lá 🙂

Aproveitando, vale dizer que o primeiro episódio é original. Todo aquele caso que serve de introdução para a animação é ‘filler’. Somente neste episódio que começamos a adaptação do mangá. Fiquei deveras impressionado, pois conseguiram fazer uma montagem muito condizente e mesmo não tendo tido contato com o material fonte, me passou a impressão de que a produção entendeu e capturou muito bem a essência. Meu receio era de que o mangá não chegasse aos pés do que me foi apresentado no começo. Todavia, felizmente, isso não aconteceu e o segundo episódio conseguiu manter o mesmíssimo nível ^^.

O roteiro é bom, mas ao menos para mim é evidente que ele só funciona tão bem por causa da direção, que acerta em cheio na hora de fazer essa história caminhar. Se você tirar a direção, eu tenho a impressão de que ele seria só ok, sem nada que me empolgasse e me prendesse da forma que está sendo. Assim, eu estou impressionado com o quão empolgado estou para ver “Moriarty” e como será esse desenrolar. Não esperava que fosse me cativar tanto (eu achei que ele era ruim haushaushaus). Tenho que dar mérito para a direção super envolvente que soube capitar a mensagem de cada cena e transmitir na animação. O diretor sabe o que precisa fazer e o faz com maestria!

Logo após temos um rápido papo do Moriarty sobre como apostas em cavalos são como uma análise de dados. Em seguida vamos para a OP (maravilhosa, perfeita). Na volta já começamos com o passado do Moriarty e sua família. Eu mencionei como tudo é montado de forma que venha a se encaixar cedo ou tarde dentro do episódio? Pois bem, aqui já começa isso, porque vemos o pequeno Moriarty conversando com alguns senhores justamente sobre apostas em cavalos. É um segmento ótimo, pois além de ser um ponto que puxou para esse passado convencendo quem assiste de que teve uma boa transição, eles conseguem já ir ligando mais assuntos, que no caso é a origem do personagem e aprofundam mais a linha de pensamento dele.

Logo nos apresentam um jovem Moriarty muito inteligente, mostrando um pequeno passeio dele pelas redondezas da cidade, enquanto vemos que ele tem sua fama ali, sendo uma espécie de conselheiro/sábio da população mais pobre, ajudando com pequenos problemas que eles possam ter nos seus dias. Posteriormente o Albert aparece e descobrimos que eles são irmãos. Não demora muito a partir deste ponto para vermos o Louis, porém ele tem um tratamento diferente. Louis estava fraco, doente, com roupas sujas e desgastadas, fazendo tarefas domésticas que não veríamos um nobre realizar, enquanto seu irmão não estava daquele jeito. Por que essa diferença de tratamento entre ambos?

Entretanto vemos que não é uma diferença de tratamento entre os dois. Na verdade, ambos estão na mesma colocação. Moriarty estava apenas com roupas usadas do Albert que ele as utilizava para passear na cidade e passar a imagem de nobre. Mas uma questão ainda ressoava: por que eles estão daquela forma se são uma família? Seriam os dois jovens Cinderelas da vida??? E não é de certa forma eu estava certo?! Na sequência seguinte viajamos mais um pouco no passado desses irmãos. Passamos a ver na perspectiva do Albert de quando ele conheceu William e o Louis no orfanato. A chefe daquele local (esqueci o nome que se usa para se referir) faz uma pequena introdução dos irmãos e descobrimos que os dois ganham destaque por terem grande conhecimento, sabem ler e escrever, além de possuir inteligência na área de exatas. Nós já temos uma base para entender de onde vem o grau de inteligência do Moriarty que nos foi demonstrado no episódio passado.

Ao mesmo tempo em que isso corre, temos um rápido flashback de uma tal de duquesa Pénières comentando a ideia de adotar crianças órfãs. Pelo grau de interesse em agradar ao que ela deseja é de se imaginar que ela possui grande influência e relevância (e que ela é uma pessoa decente, aparentemente). E retomo o ponto que abordei de tudo ser muito bem amarrado, porque enquanto esse papo é evidenciado, o pai quer seguir o que a mulher falou durante a festa e temos o Albert começando a ter uma interação com os irmãos que futuramente serão da família Moriarty. Tudo ocorre em pontas diferentes, mas que no fim vão se conectar. Esse assunto de adoção chega ao Albert ao qual é lhe dada a “missão” de escolher qual será a criança que a família Moriarty irá adotar. Já tinham nos mostrado um pouco da insatisfação do Albert com a realidade do mundo, de como a divisão social era injusta e como odiava tudo aquilo. O pai dele entregar essa tarefa somado ao que ele disse de encontrar uma criança que se encaixe nos padrões deles, só evidenciaram mais esse aspecto, ainda mais pelo olhar vazio que ele mostra no fim dessa cena…

Tudo vai caminhando para a reunião na capela… Mas antes, ainda vemos o Moriarty dando pequenas instruções matemáticas para alguns moradores que ali causa certa desconfiança, já que assim que o Albert chega, os moradores apagam a conta rabiscada no chão e saem dali. No começo não entendi, mas logo ocorre a conversa de um assalto feito ao cofre de uma adega e dá para saber o que está acontecendo. Até chegarmos na maravilhosa cena do Moriarty ensinando para os moradores que se aparecer um nobre mal é para matar ele(s). É MARAVILHOSO!!! Direção mais uma vez é precisa, mostrando a revolta e o susto do Albert vendo toda aquela conspiração (que ele não acha ruim).

A visão do Moriarty é bem como pensei. Irá seguir métodos que vão ser considerados errados, mas que há aquele conflito de pensar que no fim das contas, os ‘vilões’ são vítimas desse sistema totalmente desigual e que escraviza pessoas ao máximo possível enquanto lhes são úteis. Quando chegam ao seu máximo de desgaste, elas são simplesmente descartadas, afinal, se tem um que consegue, terá outras centenas, milhares de pessoas que fazem e vão fazer o mesmo serviço. Ele ajudou um pessoal que é pobre, mas ainda é roubo. Esses contrapontos devem ser um dos pontos centrais da obra. O mesmo aconteceu no episódio com ele “concedendo” a chance de vingança para o alfaiate. Estou animadíssimo! A moral será um tópico muito abordado aqui, sempre tendo “É ruim/errado, mas…”. Estou ansioso ^^. Mas sendo sincero, como julgar alguém que ensina que nobres nojentos tem que morrer? Isso é digno de respeito! XD

Adoro a cena final com o Moriarty refletindo sobre os grandes defeitos daquela sociedade, ao mesmo tempo que quadros são passados ilustrando essa linha de pensamento. Por fim, vemos o Albert um tanto admirado pelo Moriarty e que aquela forma de pensar, também vai de encontro com os ideais dele com a decisão de escolher ele como órfão a ser adotado junto de seu irmão… Mas fiquei intrigado com o orfanato pegando fogo na cena final. Me pergunto se foi algo proposital. Imagino que deva ser abordado no episódio três. Enfim, HYPE!


Só mais uma coisa: Aquele empregado do começo do episódio ilustra um pouco de como funciona as escadas da descriminação. Em linhas gerais, aquele empregado não está tão distante dos dois irmãos. Ele não é nobre e deve ter vindo de origem pobre também, porém por ele ter um emprego e um lugar na casa de seus patrões, ele está um degrau acima, portanto é superior criando esse nível de superioridade por quem está abaixo dele por mais que seja uma coisa mínima. Isso pode ser aplicado por exemplo, ao racismo entre negros. Em tempos de escravidão haviam os escravos que ficavam na casa dos senhores. Eles não tinham que ficar na senzala junto de tantos outros escravos. Criou um grau de se sentir maior e foi passando para outras gerações. Só uma pontinha que achei interessante trazer para cá ^^


Estou muito empolgado em como essa história prosseguirá. Pelo que já vi das imagens do episódio 3 (que eu ainda não assisti), seguiremos nesse flashback e quero ver até onde vai. Algo me diz que vai encerrar com a morte do irmão de sangue do Albert. Há alguns indícios que me fazem suspeitar disso. Por fim, volto a dizer que essas postagens vão estar sendo feitas de forma mais descompromissada. Ou seja, podem ter mais assim como podem não ter e eu ir direto para a review final. Também posso fazer blocos de episódios (3 à 5; 6 à 10…), assim como não vou ter a obrigação de postar antes de sair um novo episódio. Essa postagem mesmo está saindo quando o episódio 3 já foi lançado, então não esperem por mais hahaha.

“NãO COloQuE pOlíTIcA nO mEU aNimE”. O anime:

4 comentários em “Yuukoku no Moriarty (Moriarty the Patriot/Moriarty: O Patriota) #2 – Impressões

  1. Promessa é divida, então cheguei rsrs
    Primeiramente quero falar dessa análise maravilhosa que o Alê fez sobre os graus de submissão diante desse status social estabelecido pela sociedade retratada no anime. Essa questão precisava ficar tão evidente que o ep 3 também usa-se dessa introdução de classes sociais. O que é importante dizer é que a produção , e talvez o material fonte (não li o mangá) quer que tenhamos um pouco de simpatia pelo Moriarty.
    Talvez tenhamos o surgimento de um anti-herói nessa estória? É impossível não compará-lo com Kira, contudo tem um detalhe no design dele que me seduz bastante. Já li muito sobre Sherlock Holmes na infancia e adolescência, mas eu nunca vi um Moriarty com traços finos, mais feminino (porque não?), sedutor para qualquer fujoshi ou fudanshi, ou não também, ele é feito para ser atraente ao público, saca?
    E então é que vem a sacada maravilhosa de desse anime. É um anime feito na perspectiva do vilão e a moral será moldada na perspectiva dele.Também me parece ser um anime que representará contextos convincentes para as tramoias do Moriarty.
    A única coisa que não estou curtindo é a mania do Moriarty de falar que fará um crime perfeito, não fale mostre, por mais que o anime esteja construindo um suspense psicológico bem amarrado, sem necessidade dessa fala. Enfim, falei muito kkkkkkkk vamos aguardar mais maquinações do “napoleão do crime”.

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    1. Eu acho maravilhoso que no episódio 1 mostram uma foto do Moriarty velhinho, aí tu vai para os tempos de juventude e o mano é muito gato hahahaha. Mas é, o traço é um grande recurso para pescar publico fujo. Eu reclamo? Com certeza não, por favor continuem hahaha. Eu nem tinha notado nessa questão da fala dele de “Crime Perfeito”, espero que não fiquem repetindo toda hora, porque bordão repetido em exaustão ME CANSA!

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  2. Realmente, o 1° volume do mangá (o único que li) é bem basicão, mas a direção do anime deu um ar mais “sério” para essa parte. E mal posso esperar pra ver o incêndio da mansão 😍 (sim, não é o orfanato)
    Moriarty tá sendo basicamente o novo Kira: ideais bonitos, meios não tanto assim (pelo menos ele não tá bancando o deus do novo mundo).
    E sobre a opening, sei lá, esperava algo bem no estilo das de Kuroshitsuji, mas acho que só preciso me acostumar. Agora a ending… Eu tô apaixonado!!! Não só pela música, mas pelo storyboard em si. Tudo bem colorido, contrastando com a realidade suja na qual os personagens vivem.
    Ok, falei demais!!!

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    1. EITA!!! É a mansão?! 😮

      Eu gosto MUITO da opening, mas a ending nem tanto. Eu gosto mais disso que você falou, esse contraste tanto com o teor da série, como com aquela realidade. Gosto desse contraponto, ela parece o sonho daquelas crianças, um mundo alegre, enquanto que a parte final da entender que é como um sonho e que a realidade é triste (por isso os três com caras tristes no meio da chuva). Eu normalmente não comento da OP/ED nos comentários de episódio, porque prefiro deixar para a review do anime, geralmente eu pesquiso a letra da música e vejo se ela tem algo para me contar, então é um assunto que rende 🙂

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