Jujutsu Kaisen #1 – Primeiras Impressões

Melhor estreia até então dessa temporada.

Bora lá para mais um post de primeiras impressões, agora falando sobre Jujutsu Kaisen. Post colaborativo meu com o Alê para falar de um dos maiores hypes dessa temporada. Fiquem com os nossos comentários.

Sinopse:Sofrimento, arrependimento, vergonha: os sentimentos negativos dos humanos tornam-se Maldições que assolam o nosso dia-a-dia. Maldições avassalam o mundo todo, levando as pessoas a sofrer terríveis acidentes, levando até mesmo à morte. E pra piorar, Maldições só podem ser exorcizadas por outras Maldições.
Itadori Yuji é um garoto com tremenda força física que leva uma vida colegial absolutamente normal. Certo dia, para salvar amigos que estavam sendo atacados por Maldições, ele engole o dedo do Ryomen-Sukuna, absorvendo sua Maldição. Desse momento em diante, Gojo e o Ryomen-Sukuna compartilham o mesmo corpo. Orientado pelo mais poderoso dos feiticeiros, Gojo Satoru, Itadori se matricula no Colégio Técnico de Feitiçaria de Tóquio, uma organização que combate as Maldições… e assim começa a heróica lenda do garoto que tornou-se uma Maldição para exorcizar uma Maldição, uma vida da qual ele nunca mais conseguirá se desvencilhar.

RUB: Alê, primeiro post colaborativo da temporada de outono de 2020. E olha que dessa vez começamos bem e FINALMENTE depois de só assistir merda atrás de bosta de primeira tentativa. Bora falar do novo shounen popular, Jujutsu Kaisen. Assim Alê, quando eu soube que ia ser a mesma staff do The God of Highschool que cuidaria dessa adaptação, pelo menos a certeza de uma boa animação nós teríamos nesse anime. E nessa estreia, a equipe de produção conseguiu entregar uma obra condizente com os talentos que estão nesse projeto. Agora fica claro de como o God tinha um roteiro todo cagado. A diferença é da água para o vinho em Jujutsu. Temos uma estreia que conseguimos entender tudo que está acontecendo, apesar daquela introdução toda misteriosa dizendo que o protagonista irá morrer porque virou ‘algo perigoso’. Mesmo sem entregar de cara o que ser uma maldição, só com aquela sequencia de diálogos, é compreensível de como o Yuuji está muito fudido por ter feito algo que não podia. Em seguida temos a abertura (eu adorei a música) muito linda, cheia de mensagens subliminares, principalmente envolvendo as mãos dos personagens, culminando com uma edição e fotografia belíssima. Olhem pessoal como não é difícil fazer um primeiro episódio decente quando o roteiro ajuda. Se em God of Highschool, eu pouco me importava com os protagonistas, em Jujutsu é totalmente o oposto. Até um envolvimento emocional cheguei a ter por causa da relação do avó com o personagem principal. São poucas falas, porém graças ao carisma e da direção saber dosar o tom dramático, resultou com que a morte do idoso fosse sentida por quem assiste. Tudo isso em poucos minutos. Tem animes que levam anos e ainda fracassam nesse quesito da empatia com os personagens que faleceram em suas tramas.

ALÊ: Já é meio tradição a temporada começar uma merda. Essa daqui até que não foi diferente, dado que foi inaugurada por Higurashi. Logo depois não tive uma experiência muito boa com “100-Man no Inochi” e “Assault Lily”. Posso dizer com tranquilidade que dentro os animes que tivemos até agora, Jujutsu Kaisen foi a melhor estreia até aqui. Eu lembro que tempos atrás eu reclamei de uma onda de animes que estavam usando o recurso de começar em algum momento do passado ou futuro para cortar e colocar a OP, ou algo assim, retornando para o período atual do anime na tentativa de fisgar logo de cara quem está assistindo. Eu não tenho problema com isso, mas o que estava acontecendo era uma porrada de animes usarem esse recurso e não fazer uma conexão com o que foi passado lá no começo. Jujutsu faz algo parecido. Ele não conecta com aquela cena, mas constrói o que está acontecendo no decorrer do episódio que quando acaba, você entende o que irá levar até chegar naquele ponto mostrado inicialmente. Os diálogos trocados no começo foram ótimos. Por mais “soltos” que eles possam parecer, no final do episódio tú já entende o está se passando. Achei maravilhoso. E realmente, o problema em God of High School estava no roteiro. Alguns dizem que o anime comprimiu muito do material original, mas independente disso, havia um claro problema com aquele enredo. Jujutsu consegue se vender muito bem. Tem personagens cativantes e a comédia é PONTUAL! Uma das minhas críticas para The God of High School era a comédia ser muito deslocada, com um timing ruim do diretor naquele anime. Entretanto, aqui tudo encaixa muito bem. Eu consegui rir bastante com as piadinhas encaixadas aqui e ali, mesmo que simples ou curtas. Me gerou um bom entretenimento nas cenas. O protagonista é um fator muito importante aqui, porque eu geralmente tenho um problema com PROTA de shounen padrão. Porém o Itadori é um personagem que me convenceu muito bem. Ele é carismático e a cena com o avô dele foi muito boa. Dá para ver como tudo é muito bem dosado. Chega a dar gosto de ver o quão bem feito é. E já que falou da OP, confesso que nem prestei muita atenção na música. Fiquei mais interessado em alguns quadros lindíssimos dela, estilos de arte, o reflexo dos personagens na água… Tudo muito belo.

RUB: Foi bom você ter puxado a comédia, porque é outro aspecto que merece elogios. Além das piadas, a forma como todas as cenas cômicas ocorrem é de uma forma que poucos conseguem. Muito mérito da direção que foi inventiva para caralho na montagem e edição dessas partes. Outra parada que chama a atenção é o restante do elenco. Você falou do PROTA, mas todos os personagens que tiveram algum destaque nesse episódio, são carismáticos e interessantes. O Megumi, o Satoru, o vovô… até mesmo os amigos dele de clube são bons de certa forma. Se eu reclamei que o elenco de God of School era raso, em Jujutsu eu inverto o sentido do que eu disse e afirmo que em poucos minutos eu criei algum tipo de conexão com cada um. Se eles precisaram de apenas um minuto para o impacto da morte do velho ser sentida por mim, significa que algo está funcionando na produção. Agora passando para a parte mística, uma das paradas que me chamou atenção foram os monstros que apareceram nesse começo. Eu li uns 10 capítulos do mangá só para ter uma ideia de como iria ser o anime e eu ficava indagando se esses bichos seriam feitos em FULL CG ou algo parecido, porque tem umas criaturas com uns designs complexos para um caralho para animar. Quando vi que era tudo a mão, eu dei meus parabéns. Se fosse em outro anime ou nas mãos de uma equipe inexperiente, tenho certeza que teríamos aquela computação gráfica bonita de “ENCHER OS OLHOS”. Outro lance relacionado é toda essa ‘lore’ que foi construída agora. Temos alguns diálogos expositivos lá no hospital, porém não achei exagerado, tendo um balanceamento bom em falar o que precisamos para entender e não nos chamar de idiota por tabela. Ainda teve uma crítica ao ambiente escolar no comentário do Megumi: “Escolas e hospitais ATRAEM muito energia negativa.” O ambiente hospitalar eu entendo por envolver morte e tal, agora a escola é por todo o conjunto de sentimentos ruins, ao mesmo tempo a pressão em ter que participar de uma competição de ser o melhor aluno em cima dos seus amigos TODOS OS DIAS em rankings publicados mensalmente em relação ao desempenho dos alunos nas provas. Gostei dessa cutucada do autor.

ALÊ: Sim! Dou destaque para a piada com o clube do ocultismo elaborando toda uma explicação do que poderia estar causando as dores nos jogadores, quando na verdade eram só carrapatos. Foi maravilhosa desenhar os personagens em forma de bonecos simplório e adicionar toda uma tese sobre a praga foi 10/10. E nessa cena os dois membros do clube te ‘pegam’. Eles são muito simpáticos e toda a atuação deles para criar a solução para o mistério foi perfeita. Como você disse, todo o elenco é muito bom. O professor mesmo só aparece em alguns instantes para uma competição com o Itadori, que por sinal, é muito bem sacada, porque já mostram que o protagonista tem uma força acima do normal, fazendo você aceitar bem o que ele faz posteriormente no episódio. Inclusive, fico me perguntando o que acontecia em The God of High School para o timing do diretor ser tão ruim. Em parte deve ser pelo próprio texto ser ruim, porque lá o humor deslocado parece ser vindo do material original. Aqui o roteiro é melhor escrito e encaixado, então acredito que fique muito melhor de se acertar. Chega a ser absurdo o quão bom a obra está sendo para cativar seus personagens. Conseguem fazer você se apegar e se importar com eles em poucos minutos, gerando até cenas de dramas bem feitas. Estão de parabéns, tanto o autor como a equipe de produção. Eu entendo a exposição estar ali. É bem pontual também e colocado só para você ter onde pisar (coisa que The God não fez). Se eles precisarem fazer mais isso, que seja assim, bem planejado e sucinto para os momentos chaves da trama. E assim, toda a segmentação do episódio é ótima. Você tem esse momento de exposição de roteiro, mas nos demais, você tem coisas sendo ditas aqui e ali para você ir pegando o feeling da coisa toda e isso precisa ser elogiado. E gostei da critica também, ainda se levarmos em consideração que o Japão é recordista em ter pessoas se suicidando. Aquela sociedade cria uma pressão ENORME em cima dos alunos e não é atoa que eles tenham esses números em suas costas. Eu tinha nos PVs, então deu para ter uma ideia de que seria em 2D a animação. No geral, a MAPPA aparenta não gostar muito de fazer monstros em CG. Eu gosto de algumas mesclas de estilos de coloração durante as lutas com os monstros. Cria contrastes muito bons! Eu fico mais preocupado com o decorrer disso, já que confirmaram que o anime terá 24 episódios e não confio na mão da MAPPA (não mais). São muitos projetos e já faz um bom tempo que o estúdio não faz algum anime sozinho que tenha mais de 20 episódios. O último foi Banana Fish em 2018. E de lá para cá, o estúdio se tornou uma bomba relógio. Não acho que eles estão organizados e preparados para segurar essa produção por tanto tempo. A não ser que dividam a temporada ao meio, fazendo dois cours. E se fosse outro estúdio, é muito provável que usassem CG. Dependendo de qual estúdio escolhido, seria AQUELA MARAVILHA!

RUB: Agora indo para a parte da cena de ação em si, gosto de toda a dinâmica de ser uma corrida contra o tempo para salvar pessoas e em paralelo o anime homenagear os slasher movies foi uma boa sacada também. Outra referência que peguei foi do filme Alien no ângulo utilizado quando a guria ver o amigo sendo dominado. Toda essa parte ficou muito boa, além de ser uma sequencia de animação muito bonita. O Megumi invoca os cachorros para utilizá-los na cena seguinte, com eles aparecendo de fundo comendo o demônio. São detalhes que fazem a diferença em que na maioria dos animes são momentos propícios para colocara frames estáticos. Aí temos toda a sequencia do Yuuji salvando os seus amigos e comendo aquele dedo nojento. É padrão de shounen e uma convenção bem famosa de várias obras em que o protagonista consegue uma “arma” para vencer o grande vilão no final. Gosto da ideia que o Yuuji tem força de vontade imensa, fazendo com que o grande demônio ainda fique preso aos seus desejos. Ao que aparenta, o Ryomen Sukuna é o líder máximo dessa legião de monstros de energias negativas. Então vai ser uma espécie de aventura contra o tempo para manter selado esse ser de alguma forma. Um último ponto que queria falar seria da OST do anime. Tirando alguns momentos, principalmente envolvendo as partes mais dramáticas, a utilização da trilha sonora foi muito boa, fazendo jus ao que o roteiro se propõe. Não vou dar muito spoiler, até porque a prévia deu uma entregada legal, porém esperem um “Road movie” pelo Japão em busca de mais “dedos” por aí. Até onde eu li, parecem que vão seguir esse caminho e dado o ritmo, vão se guiar pelo material original a risca. Até para fechar, recomendo muito o anime, porque ele teve um começo muito acima do normal e pode render algo no futuro. Espero que essas expectativas se concretizem.

ALÊ: Eu não assisto filmes, então não pego essas referências, mas já é interessante por si só saber que elas existem :). Eu gosto muito dessa sequência. É extremamente movimentada e passa aquela sensação de perigo, mesmo já tendo ideia de que o protagonista salvaria os amigos dele. Por vezes eu ainda consegui ficar em dúvida se ele iria mesmo conseguir salvá-los. Me passou a sensação certa para eu cogitar a morte de pelo menos um dos dois. Gosto dos cachorros comendo o demônio e quase nem repetem animação na cena. Como trocavam de ângulo rápido, então precisava de um cuidado e animaram tudo ali. Ficou excelente. Apesar de previsível essa parte final, eu também gostei do Itadori conseguir ter um controle sobre o demônio que agora vive dentro dele. Quero ver como isso vai se desenrolar. A cena final e a preview já dão a ideia de que eles irão lutar mesmo com o Itadori mostrando ter um certo controle sobre o demônio (que eu duvido que ele consiga manter controlado por muito tempo). Tive um leve receio quando o demônio assumiu o controle e começou a falar de mulheres. Já fiquei em “alerta” e espero que não vá para um lado ofensivo com isso. De toda forma, dos shounens da Jump que vi anime recentemente, esse foi o que mais me agradou de início. Então recomendo a animação e estou curioso para onde tudo isso vai rumar. Se seguirem o mangá, respeitando a história e conseguirem manter a qualidade que tivemos aqui inicialmente, estará perfeito para mim.

2 comentários em “Jujutsu Kaisen #1 – Primeiras Impressões

  1. A abertura de JJK é maravilinda e o anime excelente, se eu estava me contorcendo de ódio com o inicio da temporada com os animes que tinham uma direção medíocre, animação ruim e trilha sonora lixo ou mal colocada, por outro lado tivemos JJK trouxe a luz que eu precisava.

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