Review: Kyojinzoku no Hanayome (The Titan’s Bride) | Foi tão ruim que chegou a ser engraçado

Ri mais com Kyojinzoku do que com muito anime de comédia que já vi.

Estamos chegando no fim da Temporada de Verão e com isso começa a correria no blog para produzir as reviews dos animes que fizemos primeiras impressões lá no comecinho de julho. Embora eu esteja devendo review das Temporadas de Inverno e Primavera (de janeiro mesmo estou devendo 5 ou 6 reviews…), porém logo deve começar a mudar, porque comecei a maratonar os animes atrasados dessa season, para ficar o mais em dia possível e ir produzindo as postagens assim que o anime terminar ^^. E assim que estiver mais em dia, vou passar para os outros animes atrasados e ir tirando essas pendências. Então em breve deve começar aparecer mais postagens. Mas falando de Kyojinzoku no Hanayome (ou “The Titan’s Bride”), muito ou quase tudo que eu comentei nas primeiras impressões do anime, continua valendo para todo o decorrer da série e do seu final. Portanto, vamos aos meus comentários finais da animação 🙂

Sinopse: “A história acompanha Koichi, um garoto conhecido por sua altura no time de basquete. Em um certo dia Koichi é transportado para um outro mundo, indo parar no reino de um gigante. Lá, ele é convidado pelo príncipe para se tornar sua “noiva” e dar a luz aos seus descendentes.”


Vou repetir aqui alguns dos comentários que fiz na postagem sobre o primeiro episódio. Bom, quando anunciaram a produção do anime e que ela era para a Comic Festa, eu tinha certeza de duas coisas:

  1. A produção seria chocha, manca, capenga, frágil e inconsistente (XP);
  2. Já fui esperando uma adaptação ruim.

Com esses dois fatores em mente, eu consegui minimizar muito a minha decepção com a animação. Sobre o porquê de eu ter isso na cabeça é bem simples. Há um nome chave que definiu isso que este é Comic Festa. A Comic Festa banca animações que tem em média uma duração de 5 minutos por episódio, e que posteriormente, vai para o site deles com uma versão paga que possui de 1 à 2 minutos adicionais, com cenas extras focadas em “momentos quentes”, que não podem ser transmitidas na televisão japonesa.

Pobres daqueles que foram assistir o anime achando que iriam ver um pênis haushaushaus.

No geral, são produções bem mais baratas do animes para TV com 24 minutos de duração, não só pelo tempo de cada episódio ser menor, mas pela staff ser novata, com estúdios novos e com pouco pessoal trabalhando na obra. Ao menos parece ser lucrativo para eles, mas não deve render um dinheiro absurdo, suponho eu. Pelo menos devem conseguir uma margem de lucro, dado que já tem quase 3 anos que a Comic Festa tem mantido 1 anime do tipo por temporada. As obras que recebem adaptação pela Comic F. são títulos ’vazios’, com um plot raso/simples, tendo foco principalmente nas cenas de sexo. Tanto que quase todos os episódios desses animes costumam ter algo sexual ali, seja o ato em si, masturbação, ou algo do gênero. E Kyojinzoku no Hanayome foi um dos “abençoados” para ser um destes animes, porém por mais que a obra tenha sim um alto teor de sexo sendo mostrado, (no material original tem capítulos inteiros focados na relação e alguns duram até mais de um capítulo o_O) todo esse ato desafia os limites do corpo humano. Ele tem um fundo de roteiro consideravelmente bem trabalhado (ainda com ressalvas) e até longuinho. E como já era de se esperar, esse arco que o anime cobriu é compactado de tal forma, que uma parte foi cortada e a outra foi apressada.

Para se ter uma ideia, logo no primeiro episódio a produção precisa tirar algumas explicações básicas para que quem está assistindo possa se situar no que está havendo ali. Por não ter tempo para encaixar naquele episódio, todavia, pelo menos eles conseguem ajeitar essa questão com o episódio 2, realocando as explicações aqui (ainda é um problema no final de contas). Neste eles conseguem fundamentar um pouco melhor o mundo e dar um contexto para quem está assistindo, porque no começo é uma coisa acontecendo atrás da outra sem ter base alguma. Até aceleram uma cena “mais quente” no começo da animação. E falando nessa cena, por terem pulado de início algumas coisas, apressado outras e colocar alguns diálogos suspeitos, o anime me fez desconfiar que ao invés de trabalhar a relação do Koichi e do Caius, só fariam o Caius estuprar o garoto. Felizmente não aconteceu, porém ainda temos problemas aqui. No caso da animação em específico, esses temas estão sobretudo, relacionados à falta de tempo.

Por mais que eu já tivesse a consciência de que iriam picotar parcialmente a obra original, isso não exclui o problema que (já que estamos falando de mídias diferentes) elas precisam se sustentar sozinhas. O anime até consegue fazer uma estrutura básica para se apoiar, mas tudo é MUUUITO corrido! Os eventos acontecem sem tempo de respiro, outras soam completamente do nada, principalmente se você não leu o mangá. Toda essa parte que o anime adaptou, eu não fiquei com a impressão de “O que está acontecendo aqui, meu Deus???”. Mas e quem não leu? Por exemplo, tem uma cena ma-ra-vi-lho-sa (isso é sarcasmo) por volta do episódio 3 ou 4, só passando um contexto básico: estava acontecendo uma festa para apresentar o Koichi para a sociedade dos titãs e tudo estava tranquilo até aí. Nisso, uma certa convidada da festa entra em cena e pede para o Koichi ir conversar com ela em outro local. Eis que do nada o Caius entra na sala que eles estão e começa a beijar o Koichi. No original, nós vemos um pouco dessa conversa dos dois e o motivo dela querer falar com ele. Lemos “os bastidores” do papo e no anime não. Nem temos nada disso. Soa completamente repentino e até sem propósito a cena toda.

A própria Cleópatra.

Nessa hora, eu não me aguentei e tive uma crise de riso incontrolável!! Inclusive, estou rindo enquanto escrevo essa postagem e relembro essa e outras cenas MEMORÁVEIS do anime!!! Voltando para adaptação, quanto mais os episódios passam, mais fica corrido e isso me garantiu uma diversão maior do que eu poderia sonhar hahahaha. Era muito ruim, por isso que ficou ótimo. Digo que foram momentos melhores do que animes de comédia! E aproveitando, eu não cheguei a rir nesses momentos, mas eu fiquei extremamente constrangido nas cenas de sexo desse negócio. Gente, os diálogos durante são verdadeiras pérolas da indústria da animação japonesa. Foi muito constrangedor ler aquilo…

Mas agora que já dei uma geral sobre o anime, eu vou para outro aspecto que envolve a obra como um todo, visto que é um problema que vêm do seu material original. A obra é um isekai, um gênero já batido devido a ser produzido em exaustão (toda temporada tem algum) e mesmo que Kyojinzoku seja melhor estabelecido que muitos outros por aí, por vezes ele mostra uma pobreza criativa. O(A) autor(a) parecer ter momentos de inspiração na hora de completar o mundo, já em outros parece ignora o mínimo a se fazer na criação daquele universo criado e do choque de cultura, coisa que praticamente inexistente aqui. Por exemplo, eu acho muito interessante que cada povo tenha um ‘ideal’ e suas características seguem esse modelo. No caso dos titãs, o motivador deles é a prosperidade, a união e o amor que estão muito ligados a sua sociedade. As feras têm o ideal do desejo, então eles são um povo mais instintivo e que guiam seus próprios desejos.

É um aspecto muito legal, porém em outros pontos o autor parece não se importar e só copia o que há em nosso mundo e cola para lá. A maior parte das coisas, sejam roupas, casas, tecnologias, frutas, a própria língua usada por eles, é tudo muito familiar para nós. Acho que a coisa mais diferente que eu vi é um animal gigante que sequer aparece no anime (Esse bicho aparece pouco depois de onde a adaptação animada parou) e as frutas ‘Raisa’ e ‘Karina’, que a ideia e a história das duas frutas é muito boa. Mas de resto, você praticamente não vê mais nada que seja tão distinto, por mais que o Caius estranhe uma ou outra coisa que o Koichi fala. Os demais personagens passam a impressão de conhecer aquilo, gerando algo muito vazio.


Passando para a parte técnica, já é de praxe que os animes da Comic Festa sejam precários, mas eu acredito que “Kyojinzoku no Hanayome” foi o anime deles que que mais manteve consistência dos designes. A animação em si é bem travada, passando a sensação de que está faltando uns 2 ou 3 frames em algumas cenas. As transições são terríveis, cheia de cortes abruptos e mudanças de planos que soam no mínimo estranhas. A direção é no limite do ok, mas já é de se esperar para esses animes. Acho que a coisa mais interessante que teve em aspectos técnicos foi uma referência a “Shoujo Kakumei Utena”.

Concluindo, eu recomendo para quem ainda não viu o anime que vocês procurem a obra original. Não é muito comum eu fazer isso. Na verdade eu odeio recomendar dessa forma, porque não gosto de misturar mídias diferentes. Eu não digo para passarem longe da animação, porque pode valer a experiência. O anime não chega a ser desastroso. Só é (muito) ruim. Ainda mais que são só 5 minutos por episódio, então se juntar tudo, não dá nem o equivalente a 2 episódios de 20 minutos. Mas aviso que se forem assistir, vão com a mentalidade de que muita coisa foi compactada para caber nesse pouco espaço de tempo e que você pode ficar pensando “WTF?!?!” em certos momentos por causa desses cortes. No demais, é isso e eu espero que tenham gostado da review. Até qualquer post que vocês venham a ler (Espero que voltem para ler mais, rs) ^^


Fofos!

2 comentários em “Review: Kyojinzoku no Hanayome (The Titan’s Bride) | Foi tão ruim que chegou a ser engraçado

  1. Mano, esse animr foi extremamente aleatório rs
    Me falam também sobre o mangá, acho qur vou dar uma olhada nele. Mas o anime…. eu não recomendaria, gente. Categoria Ecchi gay gratuito rs

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