Resenha: Solo Leveling (Manhwa, volume 1)

Foi melhor do que eu esperava, mas isso não é necessariamente um elogio.

“Solo Leveling” é um daqueles casos de sucesso absurdo antes mesmo de se ter alguma adaptação animada, ainda mais aqui no Brasil, que normalmente só vemos obras chegando aqui pós anime. O título é originalmente uma webnovel que ganhou uma edição impressa com 14 volumes, também anunciada pela NewPOP. Posteriormente, o título começou a receber uma adaptação para webtoon, isso lá em 2018, e meses mais tarde, uma edição impressa revisada, com páginas extras, começou a ser lançada na Coréia. Esta edição foi anunciada pela NewPOP e que começou a ser publicada em junho de 2020 no Brasil.

‘Solo’ vêm chamando cada vez mais atenção nos mercados de mangás, quadrinhos e afins, tendo sido anunciado na Alemanha pela Altraverse, sendo o primeiro país a ter a obra anunciada. Posteriormente foi a vez do Brasil em anunciar o título, e mais recentemente, a Yen Press anunciou a publicação do manhwa e da novel nos Estados Unidos. Há boatos que circundam na internet de que a obra será anunciada na França também :). O Brasil no entanto, foi o primeiro país do Ocidente (até onde sabemos) a começar a publicar o quadrinho e a Alemanha veio logo em seguida, dando início um mês depois, em julho. Enquanto que nos EUA, a edição impressa só deve chegar em fevereiro de 2021.

Ao contrário do que muitos pensam, falam e espalham por aí, Solo Leveling não é o primeiro manhwa a ser publicado no Brasil. Anos atrás outras editoras tentaram investir no ramo. A editora Conrad chegou a lançar títulos como “Angry” e “Chonchu”, ambos que acabaram incompletos na Coréia, mas que tiveram todos os volumes disponíveis lançados aqui. A Panini já publicou duas obras coreanas no país: “Deja-vù” (volume único) e “Kil-Ding” (completa em 7 volumes), mas que só foram lançados 6 tomos. E mesmo a NewPOP já publicou “Tarot Café” de 7 volumes e “Ark Angels”, de apenas 3.

Volume 1 de “Tarot Café”, da NewPOP.

Fonte: Biblioteca Brasileira de Mangás.


Após o anúncio da obra aqui no Brasil, a editora logo começou a divulgar os detalhes da edição nacional e a previsão de lançamento. O preço que, por mais convidativo que fosse (no sentido de estar barato considerando a qualidade do material), eu já havia tido contato com alguns capítulos da versão webtoon e sendo bem sincero, eu tinha detestado. Não me lembro muito bem de como foi a leitura, mas fato é que eu não tinha gostado e até aquele momento, era certo que eu passaria bem longe da edição impressa da obra. Porém, em um momento de loucura (XD), eu acabei decidindo adquirir pelo menos o primeiro volume, por dois motivos principalmente:

  1. Trazer conteúdo para vocês, meus caros leitores.
  2. Para tacar pedra XP.

Simples assim. Embora eu tenha demorado para trazer essa resenha e já tenha perdido o timing (estou com o volume 1 desde o começo/meio de julho), eu gosto de dar minhas opiniões sobre aquilo que consumo, então estou fazendo a postagem do mesmo jeito. Portanto, sentem que lá vem história e muita reclamação ^^

Sinopse: “Dez anos atrás, depois do “Portal” que conecta o mundo real com um mundo de monstros se abriu, algumas pessoas comuns receberam o poder de caçar os monstros vindo do portal. Eles são conhecidos como caçadores. Porém, nem todos os caçadores são fortes. “Meu nome é Sung Jin-Woo, um caçador de rank E. Eu sou alguém que tem que arriscar a própria vida nas dungeons mais fracas, “O mais fraco do mundo”. Sem ter nenhuma habilidade à disposição, eu mal consigo dinheiro nas dungeons de baixo nível… Ao menos até eu encontrar uma dungeon escondida com a maior dificuldade dentro do Rank D! No fim, enquanto aceitava minha morte, eu ganhei um novo poder…”


Eu leio muito manhwa, em especial, muito manhwa BL (para a surpresa de 0 pessoas). Então não é uma experiência nova para mim. A maior novidade que tive foi a de ter uma edição impressa em mãos, coisa que até então, era só pelo celular/PC. E por eu já estar habituado com o sentido de leitura oriental dos mangás (da direita para a esquerda), eu achei que iria fazer confusão em alguns momentos e acabar lendo o quadro errado – acontecia com muita frequência, quando tive meus primeiros contatos com a mídia -, porém, não tive grandes problemas. 🙂

Mas falando desse volume, eu posso definir esse tomo inicial como “Têm ideias interessantes, mas que possui uma execução muito aquém”. Bem antes de eu criar coragem para tentar ler, por vezes eu esbarrava com alguém comentando do título, ou via imagens do webtoon aqui e ali, e para mim, aquilo respirava algo que eu odeio (porque é usado de forma porca): o clima ‘DARK’ e ‘EDGY’. As capas tentam vender isso do protagonista, sempre com uma ilustração com sombras pesadas, tons mais escuros e coisas do gênero. Quando falo de “DARK” e “EDGY”, o problema não é ter esse tom, mas a forma que é usado, que muitos caem no mesmo problema de não saberem utilizar essa temática, estando ali por estar, sem um propósito que componha sua trama.

Capas nacionais dos volumes 1 e 2, e capa coreana do volume 3.
  • História e desenvolvimento:

A história da obra, por esse começo, não aparenta ter grandes destaques. Tudo soou muito “mediano” no máximo. E já começando pelas reclamações, a primeira coisa (de algumas muitas outras) que eu preciso reclamar aqui é a respeito dos diálogos. O autor não sabe elaborar conversas entre os personagens. Em alguns momentos as conversas soam um tanto estranhas e outras ele não acha uma solução melhor para explicar ou mostrar uma ideia, só colocando algum personagem aleatório para expor a situação, fazendo parecer um tanto estranha essa comunicação entre o elenco. Já exemplificando, algo que me fez pegar raiva no início foi como tentam forçar quem está lendo a ter empatia pelo protagonista, Jin-woo. Em uma situação bem construída, o mais natural era fazer uma apresentação do personagem, para só depois começar a trabalhar com as situações que o envolvem e assim, causar uma ligação entre o leitor. Claro que há diferentes formas de se construir um personagem com a finalidade de você se importar, torcer e querer o melhor para ele, seja vendo suas lutas (não no sentido literal da palavra), ou trazendo situações para que o público possa se interessar com o que o personagem está passando, dentre outras formas. Entretanto, definitivamente essa construção não é feita da forma que Solo Leveling tentou fazer neste 1° tomo.

O que Solo fez nesse começo foi falar e REFORÇAR (mais de uma vez) como o Jin-woo é fraco, como ele é do nível mais baixo, que ele é do Rank E, por isso que quase morreu diversas vezes e se fere por qualquer coisa, sendo um inútil que depende dos outros, em especial, de um curandeiro para salvar ele. E ainda, para fechar o combo da forçação, ‘vitimizam’ a situação econômica e familiar dele. Ele é pobre, não é bom em nada e sua mãe se encontra internada, então ele trabalha como caçador para sustentar ele e sua irmã, além de bancar os custos hospitalares de sua mãe (aproveito para dizer: defendam o SUS!). Me faz pensar que o manhwa fica te dizendo: “Olha como a vida dele é difícil! A mãe dele está doente e ele precisa arriscar a sua vida para cuidar dela e da sua irmã. TENHAM PENA DELE!”. Inclusive, tem dois quadros muito próximos um do outro, em que aparece a mãe dele deitada na cama de hospital, reforçando essa ideia de “obrigar” que eu sinta empatia pelo personagem.

A imagem não é uma sequência, é uma montagem de 2 páginas distintas ^^

Solo, por vezes parece me chamar de idiota, porque alguns eventos são muito “????”. Não tem sentido ou soa muito amador para o que está sendo mostrado. Por exemplo, o Jin-woo vai para mais uma de suas incursões com seus colegas. O grupo escolhe como líder o cara com o ranking mais alto entre eles, além de ser um dos mais experiente da equipe. Até aí tudo muito bom. A escolha de líder foi muito plausível. Prosseguindo, no meio da incursão, eles se deparam com uma sala secreta e ao invés de reportar para terceiros que estavam do lado de fora, eles resolveram entrar por conta no local em questão, também seguindo coerente, porque o ser humano adora ser o primeiro, recebendo glória e prestígio. E além disso, ainda priorizam interesses monetários, sem considerar os riscos e indo contra a vontade de quase metade do grupo que não queria ir (decidiram entrar pela maioria presente querer -__-), sendo claramente uma atitude egoísta. E até nisso eu estava gostando. Não é incomum vermos situações em que um coloca na frente seus próprios desejos e vantagens, ignorando o que o outro quer.

O problema começa logo após que decidem entrar na sala. Sigam minha linha de pensamento: Você encontra um local que até então, era de desconhecimento de todos. E além de decidir entrar no local, levando consigo mais de 10 pessoas contigo, dentro da sala há uma série de estátuas gigantes, centenas de metros maiores do que cada um ali presente, sendo que algumas estão com armas. Nada suspeito, não é mesmo? Aí para fechar com uma linda chave de ouro, lá há um mural em pedra, com frases escritas em uma língua antiga que quase todos os que estão ali desconhecem. E o que um dos caras que se diz mais experiente faz? LÊ EM VOZ ALTA, ativando a sala……… Isso parece muito aqueles clichês de filmes de terror que, sei lá, a pessoa acha um livro do século XIII, manchado de sangue e resolve ler o que está escrito em voz alta, ativando alguma maldição, ou um espírito maligno. LEIAM NA MENTE ANTES, INFERNO!!!

É muito idiota para aceitar nessa situação, porque dão ênfase na suposta experiência que o cara tinha, para chegar lá e fazer uma burrada dessa -__-. Esse problema poderia facilmente não ter existido se ao entrar na sala, as coisas se ativassem automaticamente, semelhante ao que acontece em alguns jogos. Você entra na sala do chefão e tudo já começa a acontecer. No caso daqui, teria sido muito melhor se ao entrarem no local, a porta já se fechasse e “algo” recitasse o que está escrito na pedra. Esse ‘algo’ poderia ser uma das estátuas, ou até uma “voz do além” dando assim a sequência dos eventos seguintes. Usar algum desses recursos não soaria estranho, ainda mais que a obra apresenta um sistema semelhante ao de games (comentarei mais adiante). Mas “ok”, a sala foi ativada e agora a merda está feita. A partir desse momento que eles vão atrás do chefão, que compreende mais ou menos o miolo do volume, a obra se torna melhor, porque a quantidade de diálogos é reduzida, tornando mais fluida a leitura.

Todavia, ainda dou destaque para um problema: o autor não sabe criar uma situação de trauma que seja palpável. Quando tudo começa a ficar MUITO RUIM para os personagens, um pessoal fica bem assustado/em choque com o que está acontecendo ali. Só que com uma das personagens, a amiga do Jin-woo, a forma que se sucede os acontecimentos, parece que esse pânico vai e volta em momentos chaves. Por exemplo, de início o pânico vem para causar impacto e criar aquele senso de urgência com os envolvidos (e com quem está lendo). No decorrer do momento, a personagem parece ter seu medo ‘dissipado’ para… Hum… Gerar tensão com uma outra coisa??? Porque eu acho que seria errado da minha parte julgar como uma conveniência, porque o que a guria faz não serve para facilitar o que está se passando em cena. Logo, acredito ser mais certo avaliar como um recurso para criar tensão. Enfim, aí mais no final do segundo capítulo, o pânico da personagem volta novamente, criando até aqueles draminhas do tipo “NÃO! Eu não vou te deixar aqui!!!”. Esse parágrafo pode ter soado um pouco confuso para quem não leu o volume, mas eu não quis entrar em grandes detalhes para não dar spoilers. Eu espero que tenham entendido o que eu quis passar 🙂

De maneira geral, esse miolo do volume é bom. Como eu disse, quase não ter muitos diálogos, se torna uma leitura mais ágil e eu gosto muito disso. O capítulo 2 inteiro é a melhor parte desse volume, este sendo a parte que mais se concentra a fluidez do tomo. Após esse capítulo, os diálogos voltam a ficar mais constantes, ficando apenas ‘ok’, seguindo assim até o fim do tomo e encerrando com um bom gancho para o próximo volume. Nada que mereça GRANDE destaque, mas funciona bem como ‘conclusão’ para a primeira edição. Em linhas gerais, meus maiores problemas com Solo Leveling nesse começo estão ligados aos diálogos. Só para um pouco mais de noção de como eu não gosto das trocas de conversa entre personagens, o autor chega a usar enfermeiras para “justificar” a recuperação do Jin-woo. Inclusive, parece ser um padrão das obras usarem enfermeiras para expor o óbvio ou alguma informação relevante. Eu até brinquei com o @rubnesio que a obra seria muito melhor se fosse um artbook XP


Uma coisa que eu estranhei foi o prólogo da obra ser uma cena contínua. E pior ainda, usam um dos pontos altos desse volume. Eu entendo que a intenção de um prólogo é te deixar curioso com o que você irá encontrar pela frente na obra, porém, dos manhwas que li, pelo menos na maioria deles (não digo todos por não ter certeza), usam cenas desconexas e as vezes até linhas de pensamento ‘quebradas’ para te deixar com a sensação de “O que está acontecendo aqui?? Eu preciso ler isso!”, ou pelo menos tenta te prender a alguma coisa que te faça ler a obra. Nesse caso aqui, ele funciona bem, mas eu acredito que para algumas pessoas, o prólogo pode vir a “estragar” um pouco da experiência com o título, por ele te entregar uma sequência de cenas de luta que compõem o pico da ‘intensidade’ (o clímax do volume). Então fica o alerta.

Uma última coisa importante antes de partirmos para os aspectos de arte e da edição nacional, eu tenho que elogiar o sistema semelhante ao de jogos que o volume nos apresentou e começou a trabalhar. Foi algo que me “saltou os olhos”, por eu não esperar algo do gênero e por, provavelmente, ter sido o maior acerto na execução de uma ideia. O conceito foi introduzido de uma maneira interessante. Esse sistema ter tarefas diárias para serem cumpridas, caso contrário ganha-se uma punição, além de recompensas para as missões concluídas, é bem legal. Se fosse para eu continuar com a obra, com toda certeza esse sistema seria um dos pontos que mais serviriam de base de incentivo para mim. De longe esse foi o conceito que mais gostei. Além dele, a razão das incursões existirem e o porquê elas são necessárias também foi muito bom, embora tenha sido prejudicado por ter sido introduzido de forma expositiva. Há outros pontos menores aqui e ali, mas prefiro não me aprofundar tanto para evitar qualquer spoiler, que estrague sua leitura de alguma forma.


  • A arte da obra:

Falando da arte, o grande diferencial dela é de ser totalmente colorida.De resto, segue tudo muito o esperado. O design de personagens é bem… Para não dizer “qualquer coisa”, direi que é ‘sem sal’. O que chama minha atenção mesmo são os designs das estátuas e dos monstros que apareceram. Um amigo chegou a me mostrar algumas imagens de criaturas que irão aparecer mais para frente e o que mais faz meus olhos brilharem hahaha. Em alguns momentos, o artista não sabe dar peso as cenas que está mostrando, ou passar o sentimento de desespero. Então a ‘solução’ que ele encontrou foi aumentar o tamanho da boca dos personagens exageradamente, o que não dá muito certo, já que pelo menos para mim, fica só uma coisa caricata demais. Eu gosto bastante de algumas quadrinizações que ajudam na fluidez das cenas. As sequências de muito movimento no volume são muito boas. Em outros trechos o artista consegue passar a sensação de desespero, focando nas expressões faciais e é o que deveriam fazer mais vezes, ao invés de exagerar na boca das pessoas -_-. E eu gosto da colorização que fazem, principalmente quando trabalham as cores para que elas combinem com o ambiente que os personagens estão inseridos. Por exemplo, dentro da sala do chefão, o ambiente era azulado. Então tudo tinha a intensidade da cor original diminuída e/ou misturada com a paleta azul, a cor da pele, as roupas, até um pouco o cabelo dos personagens ^^


  • Conclusão:

“Solo Leveling” me apresentou um começo no limite do aceitável. Algumas ideias foram muito boas, mas que acabam tendo parte do seu brilho ofuscado por uma execução bem questionável/precária. Apesar da história ainda ter alguns bons ganchos, os personagens não me interessam, fazendo com que eu não tenha uma vontade de continuar comprando mais volumes e acompanhando a história da obra. O título pode melhorar com o passar dos volumes, porém, esses tropeços logo de início pesaram demais, porque eu posso continuar comprando e ter uma história ruim (porque ele aparenta pender mais para um lado ruim, do que bom). Pode ser que eu continue? Pode ser. Eu sou uma criatura que não bate muito bem da cabeça (XD), então nunca se sabe. Mas não será minha prioridade. Tenho obras melhores e mais interessantes no meu radar *-*. De toda forma, eu fico torcendo pelo sucesso da série para que tenhamos mais e mais títulos pela NewPOP e de melhor qualidade de roteiro, ainda mais que a editora confirmou que já possui 2 licenças de manhwas. E estou na torcida para que o próximo título seja diferente da linha de Solo. Quero diversidade!. Já basta o nosso mercado ser tomado por mangás ‘shounens de lutinha’. Não quero mais um nesse caminho rs.

Ah sim, antes que eu me esqueça: tem uma ou duas páginas que a quadrinização fica estranha, mas não é culpa da NewPOP ou algum problema com a minha edição! É o formato para qual a obra é pensada originalmente. Manhwas em geral são trabalhados para plataformas digitais, com uma leitura vertical. Logo, na hora da montagem dos volumes, alguns quadros cumpridos acabam tendo que ser cortados para ir em outra página. É um pequeno ‘problema’ que não tem muito como fugir, já que estamos falando de mídias diferentes. Não é uma reclamação, só um aspecto que julguei ser relevante colocar aqui 🙂


  • A edição nacional:

A edição nacional de “Solo Leveling” veio no formato 15 × 21 cm, capa cartonada com orelhas, papel couché-brilho 90g, totalmente colorido, com uma média de 310 páginas por volume. O preço de capa desse volume é de R$ 49,90, porém, a obra sofreu um pequeno reajuste de 3 reais por causa da alta do papel e custos de impressão, passando para R$ 52,90. De início, pode parecer um valor caro e é, mas considerando a qualidade do produto, esse valor é até barato. A termos de curiosidade, se vocês procurarem por alguns encadernados de quadrinho da editora Panini, vocês encontraram um valor mais elevado, para uma qualidade bem menor. Exemplo é que o papel que a Panini usa é mais fino do que a NewPOP está usando. Então esse preço de Solo é muito condizente. De brinde para esse volume inicial vem um marca página, mas na minha edição não veio. Deve ter acontecido algum erro na gráfica ou algo do gênero. Como não faço questão no caso de Solo, eu só deixei para lá.

A edição em si está linda, seguindo o padrão dos outros produtos da editora com o miolo colado e costurado, permitindo que o leitor abra o volume sem medo que as páginas caiam. O texto como sempre bem adaptado, não truncado, e segue muito bem a leitura (o problema são os diálogos em si hahaha). Como é rotineiro ver em mangás termos como “kun”, “chan”, “sama”, no coreano se tem outros sufixos como “noona”, “hyung” , etc. Na tradução da NewPOP esses termos não aparecem. Não só aqui, como em qualquer obra da editora, eles fazem o possível para adaptar tudo para nosso idioma, tornando a leitura bem confortável (e deixando alguns otakus p*tos).


  • Ficha técnica:
  • Título original: Solo Leveling (나 혼자만 레벨업)
  • Título nacional: Solo Leveling
  • Autores: Chugong (roteiro) e DUBU (Redice Studio) (arte)
  • Serialização na Coréia do Sul: KakaoPage; D&C Webtoon
  • Editora sul coreana: Kakao; D&C Media
  • Editora brasileira: NewPOP
  • Quantidade de volumes: 3, em andamento
  • Formato: 15 x 21 cm
  • Preço: R$ 49,90 (volume 1); 52,90 (volume 2)

O volume 1 pode ser adquirido na Amazon por esse link. Já o segundo por esse outro. Comprando a obra e outros títulos pelos nossos links, você estará ajudando o blog a trazer mais conteúdo para vocês :). Ainda não há previsão de lançamento para o terceiro tomo, mas a editora espera lançá-lo ainda este ano ^^

Esse quadro é extremamente lindo! Um dos mais bonitos do volume *-*

4 comentários em “Resenha: Solo Leveling (Manhwa, volume 1)

  1. Oi, é meu primeiro comentário aqui então vamos lá!~

    Bom, eu concordo com quase tudo da sua resenha, li Solo Leveling por ser uma indicação recorrente na internet e também porque vi muitos comentários como “SL é a obra do século!!!”, algo que obviamente fez com que minha expectativa com esse manhwa subisse bastante.

    E bom, a obra não conseguiu corresponder o meu hype, acabei lendo 62 capítulos de muita coisa rushada (não irei me aprofundar muito para não dar spoilers), então solo me desagradou bastante, no final acabei droppando. ><

    Na parte que você diz que o manhwa reforça (demais) o fato de que o Jin-woo é o mais fraco, Rank E, tem uma vida díficil e etc., também achei que foi bem irritante a forma como o autor trabalhou essa questão. Porém, eu gostei um pouco de como os acontecimentos conseguintes foram feitos, na minha opinião, esse mini arco da dungeon de rank S disfarçado de rank D foi o ponto alto da história (pelo menos até onde eu li antes de parar). Depois dos acontecimentos da dungeon, o manhwa entra num tipo de narrativa que desgostei bastante, e definitivamente não acho que é a "obra do século", beeeeeem longe disso aliás.

    Concordo 100% na parte que você fala sobre o design. Na época que li SL, eu não estava acostumada a consumir manhwas, então fiquei com um certo hype já que estava acostumada com obras em preto e branco de mangás, as cores de SL são bem lindas e isso me comprou, mas depois que fui lendo mais manhwas, percebi que tem artistas bem melhores e com um traço mais único.

    Enfim, gostei bastante da sua resenha! Pretendo comprar a versão física do manhwa logo logo, porque a edição parece estar muito bonita mesmo ^^ Given me arrancou uma grana porque comprei os dois volumes de uma vez praticamente, então vou ter que economizar mais um pouco uashaush

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oiii, bem-vinda ❤
      Espero que comente mais vezes, fico feliz que tenha gostado ^^

      Uma amiga comentou que depois de um certo pedaço, a obra entra num clima de “protagonista faz tudo”, eu tenho um problema MUITO grande com isso, porque são raras as obras que vi e que trabalharam bem essa temática.

      Eu sou o oposto, se otaku exalta a obra como melhor do mundo, eu já fico com pé atrás hahahaha. A não ser que eu conheça a pessoa e os gostos meu e dela batam, porque de forma geral, otaku exalta muita coisa que não é tudo isso. A verdade é que otaku é um ser muito empolgado, só ver essas adaptações de manhwa, começa hypado, aí quando termina e começa outro, o anterior já é praticamente esquecido. Vivem muito de coisas do momento.

      Enfim, eu acho que o ilustrador gastou todo o talento dele para criar os monstros, porque os personagens, nossa, totalmente sem sal haushaush.

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      1. Mano Chonchu foi tipo O único quadrinho que eu já comprei tipo “ever” na vida. Foi meu primeiro contato com obras koreanas tb e todo mês eu ia correndo na banca empolgadao pra comprar o próximo. Imagina a revolta quando descobri que não ia ter um final esse trem. Enfim falando de Solo, fica muito bom mais pra frente, o protagonista vira o Full overpower +de8000 e ele realmente “sola” praticamente tudo. Esbarrei com a obra aí pelos sites de scan da vida e não tinha nenhum hype ou expectativa e comecei a ler e não parei mais. Claro que sempre vão achar defeitos mas até agora to achando bem empolgante.

        Curtido por 1 pessoa

      2. É o que falam. Nosso contato na França lê a obra e ele é todo empolgado com isso. Não sinto vontade de continuar com a série hahahaha. Parte de eu não ter gostado e parte de eu não ser o público alvo dele.

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