Cenário das Light Novels publicadas aqui no Brasil.

Comentários das LNs (e Novels) japonesas publicadas aqui no Brasil.

E aí pessoal!? Hoje teremos um post diferente do habitual que eu faço por aqui. Ainda será nos moldes de uma review, porém falarei das LNs e Novels japonesas publicadas no território brasileiro. E como são diferentes (e vários) títulos que serão comentados, quero fazer algo mais sucinto e agrupado em apenas um post, até para servir como guia para quem ainda está na dúvida se compra ou não determinada LN publicada por alguma editora por aqui. Serão comentários da minha experiência de leitura desses títulos, apontando acertos e erros dessas edições, sempre evitando spoiler, e se recomendo ou não a compra deles. Obviamente não serão todos os títulos que irei comentar, porque não consegui comprar todos ou ler tudo, mas consegui adquirir boa parte dos lançamentos no Brasil. Também enfatizarei até que volumes que tenho lido até o presente momento, tendo atualizações posteriores nessa postagem conforme eu vou lendo as LNs, até para ser referência para o pessoal saber como estão as edições de cada título a cada período. E esse post está fazendo parte de uma pesquisa, minha e do Alê sobre o blog. Nada de mais, é só para uma métrica específica que queremos entender.

Morte – Volumes lançados: 3 – LIDO – (NewPop)

SINOPSE: Uma doença rara que atinge uma a cada dezena de milhares de pessoas, inevitavelmente levando-as a cometerem suicídio ainda na adolescência, a armadilha genética, “Morte”; um orfanato cheio de segredos e inquietações, Doceo; e um menino enviado à esta instituição, Sasha. Sasha vivia seus dias em solidão, carregando ódio pelos adultos, até que um dia, à sua frente, surge uma bela jovem chamada Manon. À medida que vai se aproximando dela, começa a suspeitar se o conselheiro de Manon, Doudou, um padrinho horripilante, não seria a causa de seus ferimentos. E a fim de salvá-la, Sasha toma uma grande decisão. Contudo, uma verdade surpreendente estava escondida por trás de tudo. Nesse cenário do orfanato, onde eles se encontram, a indesejada “Morte”, instigadora do suicídio inevitável, está à espreita. Uma história sobre laços puros, em desespero. Existirá algum milagre para este mundo?

Esse título é sim uma boa porta de entrada para quem nunca leu uma LN anteriormente. Evitando de comentar a história, é uma leitura super tranquila, com poucas terminologias difíceis ou uma narrativa pesada, sendo de fácil acesso para leitores que tem pouco costume de leitura. Ainda tem o fato de não termos adaptações famosas ou que ganharam destaque por aqui (animes, spin-off, mangás…), sendo uma história inédita aqui no Brasil para a grande maioria dos otakus. Só tenho uma dica apenas.

A NewPop fez uma certa propaganda de serem histórias isoladas e que você não iria PRECISAR DE LER todas, pois seriam enredos isolados e independentes, não apresentando continuidade ou ligações entre as narrativas. De certa forma, a editora não mentiu, porque todos os casos (vou falar como casos, porque a obra tem um clima investigativo/mistério) são realmente histórias fechadas em seus volumes. Porém, temos alguns personagens, citações de locais, referencias e easter eggs soltos fazendo uma citação DIRETA para algum volume já publicado. Assim, se você não leu todos os volumes, essas situações se tornam vazias e ignoradas, por você não ter lido a coleção completa. Ainda é plenamente entendível a história central de cada arco, no entanto você não terá a experiência completa se optar de ler apenas um ou dois volumes apenas.

Teve determinados trechos que achei muito OVER, que destoam muito o que está sendo contado (diálogos sem direcionamento ou momentos de “shipp”). Não diria que atrapalham a leitura, mas prejudica sim o ritmo de absorver certas coisas que acontecem quando explicam a doença. A falta de foco dá uma atrapalhada legal aqui. A escrita aqui é um pouco mais rebuscada do que a maioria de LNs publicadas em território nacional, entretanto ainda apresenta uma linguagem mais simples em relação a livros tradicionais. Os leitores podem ler Morte sem problemas, e mesmo com algumas coisas que me incomodaram, fica a minha dica de compra.

Log Horizon – Volumes lançados: 4 – LIDO – (NewPop)

SINOPSE: O RPG Online Elder Tale é jogado por milhões de pessoas no mundo todo, no entanto, durante o lançamento de seu décimo segundo pacote de expansão, “Desbravamento da Noosfera”, trinta mil jogadores japoneses são teleportados para o mundo de Elder Tale. Retirados da sua vida normal, o que antes era seu hobby, agora é a dura realidade que eles precisam enfrentar. Em meio à confusão, Shiroe e seus amigos Naotsugu e Akatsuki se unem para desafiar esse novo mundo!

É complicado em falar de Log Horizon. Li os volumes há muito tempo e já não lembro direito em que ponto da história eu parei (muito graças a NewPop por enrolar em lançar de forma contínua os volumes). Lembro de coisas bem pontuais e que vou falar a seguir.

A edição em si é muito boa (até melhor que praticada em outros títulos da mesma editora ou de suas concorrentes), apresentando menos erros de português nos textos (dada a nossa realidade brasileira, é uma vitória visto o que é publicado por aqui), tendo um capricho maior desde as ilustrações, até na disposição do texto em todas as páginas para facilitação da leitura. Não tenho muito do que reclamar de problemas aqui da edição brasileira.

Agora quanto a história, é mais difícil. O que teve no anime, tem aqui na novel. Só que no original, temos um aprofundamento melhor das questões políticas daquele mundo virtual. São questões interessantes e são abordados de forma completa nas LNs. Só que gera um problema. Por justamente ter essas questões mais “técnicas” e parecer ser uma prática recorrente do autor, todas as explicações e desenvolvimentos dos personagens são REPETIDOS DIVERSAS VEZES EM DIVERSOS MOMENTOS DO ENREDO, o que torna muito cansativo a leitura depois de algum tempo. Vou tentar exemplificar: o personagem X faz algo e aí vem a descrição – “Ele faz aquilo, porque é um homem bom e bondoso, de coração puro, provido de conhecimento técnico sobre aquele assunto.”. Em seguida esse mesmo personagem faz outra coisa Y e temos a mesma coisa – “Ele faz aquilo, porque é um homem bom e bondoso, de coração puro, provido…”. Tipo, eu já sei como ele é. Precisa repetir? É necessário? Depois de ler várias novels, notei que é um costume dos autores de LNs reforçarem alguma ideia dita há poucas páginas atrás, REPETIDAS VEZES. Eles repetem tanto, que somos tratados como pessoas que tem problemas de memória ou atenção, deixando a leitura inchada e tediosa em vários trechos.

Como apenas temos os 4 primeiros volumes publicados e o anime já adaptou diversos volumes adiantes, tudo que você irá ler, será a mesma coisa que você viu na adaptação. Tirando certos detalhes, e a NewPop confirmando que Log Horizon NÃO É SUA PRIORIDADE nas publicações por suas baixas vendas, fica difícil recomendar agora que você adquira os volumes de Log Horizon. Só recomendo a compra se for muito fã e ESTÁ DISPOSTO A ESPERAR A BOA VONTADE da NewPop em continuar a publicação (que NA TEORIA, teremos o volume 5 ainda esse ano, conforme a promessa do Júnior. Dezembro mais precisamente. Aposto que não vão conseguir cumprir). 

Madoka Mágica – Volume único – LIDO – (NewPop)

SINOPSE: Madoka é uma garota como outra qualquer. Gosta de sua família e amigos, mas é um pouco insegura sobre si mesma. Certo dia, teve um sonho muito bizarro: o mundo estava sendo destruído por um monstro gigante e havia apenas uma garota lutando contra ele. Madoka ficara impressionada com a coragem e força de vontade dela e gostaria de ajudá-la, mas seu medo era tão grande que nem conseguia se mexer. Eis que surge um bicinho fofo e estranho, oferecendo ajuda. Foi neste momento crucial que Madoka acordou. Ela resolveu deixar isso de lado e foi normalmente para a escola. Lá, ela descobriu sobre a entrada de uma nova aluna na escola e… era a mesma garota do sonho! A partir daqui, muitas surpresas ainda estão por vir.

A novel de Madoka é um “resumo” dos acontecimentos do anime original. Temos algumas diferenças no modo de contar a história. Primeira coisa é na narrativa que tudo está sendo contato em primeira pessoa, na perspectiva da protagonista Madoka. Aqui sabemos os sentimentos da personagem, dando, de certa forma, um aprofundamento a Madoka, principalmente nos momentos mais tensos para a trama. Nessa perspectiva até gostei desse desenvolvimento, porque justamente acho que a personagem principal é muito apagada em relação as outras 4 garotas durante toda a animação. A edição está até bem feitinha (considerando que na época a NewPop ainda não tinha adentrado realmente nas publicações de novels, tendo uma certa inexperiência nesse tipo de material), mesmo com dezenas de erros de português que é possível encontrar com facilidade nesse volume.

Uma parada que tenho que falar, foi de um problema (E BEM INCONVENIENTE) que tive no volume que adquiri. Eu não tenho costume de ‘maltratar’ as coisas que compro, principalmente livros e mangás que tenho. Quero enfatizar esse ponto até por estranhar o que aconteceu comigo. Eu estava lendo Madoka deitado e estava tranquilo até ali. Porém, de repente, senti que o miolo do livro se desprendeu da capa de forma parcial, ficando solto. Quando eu olhei para ver o que houve, notei que boa parte da cola (que acredito ser de marca vagabunda) tinha secado de forma isolada, não colando as páginas com a capa.

Como eu disse acima, sei que foi uma das tentativas iniciais da editora em lançar esse tipo material, mas era recorrente nos primeiros volumes lançados por eles nesse período (NGNL, 1 Litro de Lágrimas, K…) sempre apresentarem algum tipo de problema em suas edições, deixando marcado a editora por muito tempo como uma empresa que TINHA REVISÃO 0 do seu material publicado. Melhorou recentemente, porque antes, era bem crítico comprar alguma coisa relacionada da editora.

Tentando falar superficialmente da história, ela é idêntica ao que passou no anime. Se você assistiu à animação, pouca coisa será acrescida de forma relevante a você se ler essa novel. Inclusive, até para ser o mais fiel possível e tentarem ter um diferencial, eles alteraram a ordem dos eventos e como acontecem em relação ao anime. Por exemplo, em determinados momentos, a Madoka não estava presente no local em cenas chaves se considerarmos o roteiro original. Assim, como a novel é em primeira pessoa, eles modificaram esses pedaços para ‘forçar a protagonista’ presenciar de alguma forma o ocorrido e relatar para você leitor, o que foi visto. São pequenas essas mudanças, que pouco influencia no enredo como um todo, dando ainda a impressão de uma recapitulação de “luxo” na perspectiva de First Person.

Vendo do lado de um fã da franquia, mas não sendo um freak por Madoka, a compra dessa novel só vale a pena se você GOSTAR MUITO DO ANIME. Tipo, quer consumir um “outro” lado do que você assistiu no anime. Agora você não é fã ou está se identificando com um simpatizante apenas, não sei se valeria a pena para você, dado a relevância dessa novel e do que ela quer contar (Copia e cola da história). Nesse caso, recomendo a ficar apenas no original, porque acredito que não valha a pena para você adquirir essa novel.

NO.6 – Volumes lançados: 5 – LIDO – (NEWPOP)

SINOPSE: Na cidade de NO.6, cada detalhe parece ter sido arquitetado para a perfeição. Um lugar onde as aspirações utópicas da humanidade foram realizadas. Nesta edição: Capturados na Caçada, Shion e Nezumi foram enviados para o Reformatório, um lugar onde se amontoam seres humanos, um verdadeiro inferno na Terra. Será que eles conseguirão voltar vivos? Enquanto isso, Safu está à espera do resgate…

Em NO.6, eu fico com um misto de emoções. Para quem viu a adaptação animada, sabe como foi corrido a história e que muitas explicações foram sucintas para caber em apenas uma temporada. Pelo menos foi com essa sensação que eu fiquei enquanto assistia o anime. A parada é que a novel de NO.6 é… digamos…MAIS LENTA QUE EU ESPERAVA. Na história original, a autora costuma valorizar muito os pequenos momentos. Aquele diálogo insignificante ganha todo um contexto maior. A narração vai detalhando toda ação do personagem, junto aos seus pensamentos, mostrando cada emoção sentida tanto pelos protagonistas, como pelo resto do elenco. Entretanto temos um problema grave de ritmo aqui. Como quase nada de importante acontece aqui POR VÁRIAS PÁGINAS (mesmo que seja uma distopia bizarra aquele país fictício), o desinteresse e o cansaço vêm de imediato.

Nem estou falando que a história ou os personagens são mal desenvolvidos, muito pelo contrário. A autora soube estabelecer as regras daquele mundo de uma forma excepcional, trabalhando os conflitos dos protagonistas entrelaçados com os eventos e perigos enfrentados por todos. A motivação dos personagens também é digno de elogios e o leitor consegue comprar todas as visões que a autora explora em sua narrativa. Nesse quesito não tenho reclamação. Agora quanto a ritmo, o bagulho é LENTO DEMAIS. Por exemplo no volume 2, quase metade do livro foi só de conversas entre os protagonistas em um quarto com pouca iluminação. Tipo, nem intercalação entre locais ou personagens SECUNDÁRIOS acontece nesse trecho. Nem a mãe do Shion aparece nesse momento. Mais de 70 páginas são de repetições de ideias e um longo conflito interno (introspecção) do protagonista Shion. Muito maçante. Agora entendo o motivo do anime parecer atropelado. Se fosse adaptado da maneira que está no livro, não funcionaria essa adaptação de jeito nenhum.

Assim, se você gostou do anime, pode comprar as novels que serão uma expansão dos acontecimentos na história, e até um aprofundamento nos desenvolvimentos dos personagens. Só que fica o aviso de como a progressão do enredo é LENTO E VAGAROSO.

K SIDE:BLUE – Volume único – LIDO – (NewPop)

Não consegui achar uma imagem em maior resolução

SINOPSE: A história da light novel se passa no universo da série “K”, narrando as aventuras da “Scepter 4”, uma organização formada por indivíduos com poderes especiais. Sua função é combater pessoas que ameacem a segurança pública com seus superpoderes. O diretor dessa organização é Reishi Munakata, também chamado de “Rei Azul”. Ele tem a ideia de criar um novo grupo dentro da “Scepter 4”, selecionando espadachins com poderes e habilidades elevadas para formarem uma unidade especial com objetivo de enfrentar indivíduos chamados de “Classe Beta”.

Aqui temos um caso crítico. Ao que parece (pelo menos na live, é o que dá a entender) o título não vendeu bem. E admito que a história não foi do meu agrado também. Ela ocorre antes dos eventos do primeiro anime de K (o livro é uma espécie de expansão ou spin-off da franquia), e acompanha um grupo de personagens do exército azul em uma escola preparatória militar com suas rotinas e vida cotidiana. No entanto, semelhante ao que aconteceu com as novels de Log Horizon, li esse livro há muito tempo. Não lembro dos detalhes da história, porém alguns ‘twists’ presentes nessa narrativa, lembro de não curtir durante a minha leitura. Boa parte da história é lenta, onde predomina diálogos sem relevâncias, tornando tudo muito chato conforme ia passando a história. E nem falo da escolha duvidosa de fazerem personagens sem carismas como protagonistas desse livro. É mais na parada de perder quase 20 páginas em uma conversa de bar nada importante, em vez de progredir com o enredo.

Somente no final que temos coisas acontecendo, deixando tudo atropelado como mortes de parte do pessoal (perdendo o peso emocional devido), não gerando empatia necessária, como também não temos uma construção de personagem relevante para essa franquia que poderia ter dado mais complexidade para deixar o personagem menos unidimensional na trama, já que o protagonista tem certa relevância na história do anime.

Porém não foi isso que chamou minha atenção. Nos últimos dois capítulos (1/3 do livro, mais ou menos), o revisor “ABANDONOU” o projeto (eu cogito essa possibilidade, porque foi uma desgraça). Não estou de brincadeira, mas a minha edição que eu tenho aqui (não sei se corrigiram esses erros nas edições posteriores, semelhante ao que aconteceu no primeiro volume de NGNL) É DE UMA TRISTEZA TÃO GRANDE, QUE ALI SENTI VONTADE DE DESISTIR DE COMPRAR COISAS DA NEWPOP. Sabe a crítica que eu fiz do livro do Marco sobre os erros de português que tinha em sua publicação? Pois então… eleve AO QUADRADO essa quantidade de erros e comprima tudo nas últimas páginas de um livro pequeno, você terá a novel de K. É UM ABSURDO, VISTO que na época que foi lançado, ele estava custando 29,90. O preço era elevado naquele tempo, e ter uma edição como aquela, me ofendeu profundamente (me senti lesado). Muitas pessoas citam o lançamento de NGNL ou o livro de Another como referência de uma edição de livro PORCA no meio otaku em quesito de erros de português ou de digitação…MEU CARO, VOCÊS NÃO TÊM NOÇÃO DA QUANTIDADE DE ERROS QUE TEMOS AQUI. CHEGA AO ABSURDO DE TERMOS 6 ERROS NO MESMO PARÁGRAFO, SENDO 3 DESSES NA MESMA LINHA. Claramente correram para publicar esse volume (já que o 2/3 inicial do livro estava tudo ok…tinha erros, mas eram poucos) e acabou que os dois últimos capítulos foram um completo desastre.

Até recomendaria a compra da novel de K para quem é fã do anime (mesmo que a história não seja lá essas coisas), porém não consigo fazer isso, por justamente termos essa edição que, digamos, não merece seu investimento financeiro, como seu esforço em ler o resultado final (Se por acaso, a NewPop já fez o RECALL do livro, tente se informar com alguém que comprou essa nova edição, se ainda está tão tenebrosa quanto foi o seu lançamento).

Overlord – Volume único – LIDO – (JBC)

Outro que a resolução da imagem que encontrei não está boa

SINOPSE: Era o último dia do jogo online “Yggdrazil”. Momonga, jogador assíduo com um personagem de aparência esquelética, esperava calmamente o servidor de seu tão amado jogo ser encerrado. Porém, mesmo depois do tempo estipulado, ele não foi deslogado. Ao olhar ao redor, NPCs começaram a agir e pensar por conta própria, e a guilda parecia ter sido enviada para uma outra realidade… Para tentar desvendar esse mistério, Momonga decide se tornar o maior feiticeiro nesse novo mundo e começa a espalhar a lenda da Guilda Ainz Ooal Gown!

JÁ DIGO QUE NÃO VALE A PENA A COMPRA. EXPLICO O MOTIVO DESSA MINHA RECOMENDAÇÃO. Primeiro de tudo, gostaria de dizer de como a edição de JBC É TENEBROSA. A começar pelo preço COBRADO. Tipo, SE COMPARARMOS COM AS OUTRAS NOVELS DE OUTRAS EDITORAS, Overlord da JBC deixa muito a desejar. Log Horizon que é 13 reais mais barato (no preço de lançamento) tem um material SUPERIOR ao que foi aplicado aqui. Capa fina e mole, o papel das páginas serem MUITO PARECIDAS com os livros vendidos em rodoviárias (de material de baixa qualidade, gramatura baixa. vendida a 5 reais), coloração das páginas mais brancas do que o normal, cansado a vista durante a leitura, O ESPAÇAMENTO ENTRE AS LINHAS SER ÍNFIMO, obrigando o leitor a tomar cuidado para não pular linhas sem querer enquanto ler o bagulho, uma tradução um tanto truncada, principalmente envolvendo nomes de personagens e poderes, uma composição das artes e ilustrações um tanto estranha (se olharem a capa, vai notar que algo não está normal na edição)…TUDO NÃO CORRESPONDE AO PREÇO PRATICADO PELA EDITORA.

GENTE, A EDIÇÃO DE SAO QUE CUSTA 40 REAIS SER INFINITAMENTE SUPERIOR AO DE OVERLORD DA JBC (OVERLORD É MAIS CARO QUE SAO), significa que ALGO ESTÁ MUITO ERRADO AQUI. A minha leitura foi muito cansativa e cheia de cuidados, porque a cada virada de páginas, eu tinha medo de rasgar o papel de tão fino o material que foi utilizado aqui. Nem fazer uma capa mais “dura” a editora fez. Na época eu já tinha criticado essa edição e o Cassius (editor-chefe na época) defendeu com afinco nos meus replys no Twitter que ESSA MERDA COM ESSE PREÇO ESTAVA DE ACORDO. PORRA, NÃO MENTE PARA MIM DESSA FORMA DESCARADA. É visível que a JBC TENTOU CORTAR CUSTOS AO MÁXIMO AQUI, COLOCANDO UM PREÇO SALGADO PARA TER UM LUCRO ABSURDO. E ao que parece, o tiro saiu pela culatra, porque o título não é mais prioridade de publicação da editora (não vendeu como esperado) e o contrato DOIDO que fizeram com a licença casada com o mangá (A cláusula de publicar X volumes da versão mangá, para aí sim publicar mais volumes de novel), só fazem a expectativa de publicarem mais volumes da Novel em um futuro próximo, seja IMPOSSÍVEL (ou indeterminado). E deve ter vendido MUITO MAL, pois a Amazon teve que apelar para uma promoção ABSURDA PARA VENDER O RESTO LOTE QUE TINHAM ainda no estoque (Estavam vendendo a 16,00 reais a versão física e FICARAM POR UM MÊS NESSE VALOR para esgotar finalmente). Lembrando que o Cassius, HÁ MUITO TEMPO, falou que vender seus mangás com promoções ACIMA DE 50% é sinônimo de prejuízo para editora…ENTÃO…O DESESPERO APERTOU, NÃO É MESMO!?

Nem preciso dizer que não recomendo a compra do livro, né!? Nem a versão digital (QUE ESTÁ CARO PARA UM CARALHO TAMBÉM, SENDO COBRADO POR 34 REAIS) está valendo a pena. Se eu fosse a JBC, tentaria não ser olho grande e cobrasse um preço justo na próxima vez. De acordo com esse primeiro volume, eu diria que o preço ideal estaria entre 28 a 34 reais. Acima desse valor, o consumidor estará sendo lesado nessa história.

Your Name – Volume único – LIDO – (Verus)

SINOPSE: O romance do anime com maior sucesso de bilheteria de todos os tempos. Mitsuha é uma estudante que vive em uma pequena cidade nas montanhas. Apesar de sua vida tranquila, ela sempre se sentiu atraída pelo cotidiano das grandes cidades. Um dia, Mitsuha tem um sonho estranho em que se torna um garoto. No sonho, ela acorda em um quarto que não é dela, tem amigos que nunca viu e passeia por Tóquio. E assim aproveita ao máximo seu dia na cidade grande, onde ela adoraria viver.Curiosamente, um estudante chamado Taki, que mora em Tóquio, também tem um sonho estranho: ele é uma garota que mora em uma cidadezinha nas montanhas. Qual é o segredo por trás desses sonhos tão vívidos? Assim começa a fascinante história de dois jovens cujos caminhos nunca deveriam ter se cruzado. Compartilhando corpos, relacionamentos e vidas, eles se tornam inextricavelmente ligados ― mas há conexões verdadeiramente indestrutíveis na grande tapeçaria do destino?A um só tempo divertido e emocionante, Your name. é uma leitura inspiradora, capaz de dançar sobre o tênue fio entre a realidade, o sonho e o sobrenatural, conforme acompanha as inquietações de uma garota e um garoto determinados a se agarrar um ao outro.

Bem, aqui entra no mesmo caso de Madoka. Só que aqui tem um agravante, porque o livro é muito simplificado em comparação ao filme. Eu até arriscaria a dizer que o livro é um sumário aos acontecimentos do longa. Tipo, dá para ler sem ter visto o filme e ainda ter um entendimento da história, mas é muito incompleto, principalmente envolvendo o romance dos dois protagonistas que no livro é muito forçado em comparação ao filme do Makoto Shinkai.

Falando no diretor, não sei se foi ele realmente que escreveu o livro, porém eu diria que é um escritor decente. Apresenta uma narrativa envolvente, mesmo com algumas limitações. Quanto a versão da Editora Verus, posso dizer que está decente pelo preço de lançamento. Ainda acho as novels da NewPop melhores custos-benefícios, mas aqui a editora não fez um trabalho feio. A minha reclamação fica para determinadas traduções que ficou um tanto estranha, fazendo até me perder no que estava rolando. Foram momentos isolados e não achei que atrapalhou muito a minha leitura.

Se você curtiu MUITO o filme, o livro é uma boa pedida. Se você gostou, mas não está disposto a ler um livro resumo do que acontece na mídia original, seria uma boa esperar uma promoção ou não comprar, porque é a mesma experiência. Não terá novidades lendo a novel.

Another – Volume único – LIDO – (JBC)

SINOPSE: Grande sucesso no Japão, o romance de suspense Another rompeu as barreiras da literatura impressa e foi adaptado em mangá, animê e ainda se aventurou em um longa-metragem em live-action para os cinemas. No Brasil, tanto a animação como o mangá chegaram oficialmente em 2013 e se tornou um dos maiores sucessos do ano. Quem é o morto? (Até na sinopse a JBC faz merda, MEU DEUS)

Mais um clássico de uma EDIÇÃO HORROROSA. Para quem acompanhou na época, sabe que a JBC, seguindo os moldes da NewPop, entrou em uma nóia de publicar TUDO EM UM PAPEL OFFSET e não colocar aquele plástico de proteção em suas publicações para “ajudar na preservação do meio ambiente” (que fode mais do que ajuda, porque as edições vem tudo solta do transporte e não era raro do produto vim com amassado nas capas ou em diversas páginas, SÓ PORQUE A JBC QUERIA CORTAR CUSTO DE FRAÇÕES DE CENTAVOS PARA EMBALAR A PORRA DE SEUS MANGÁS). Só que temos alguns pontos aqui. NOVAMENTE, NO INTUITO DE BARATEAR SEUS CUSTOS, compraram uns papéis OFFSETS de qualidade duvidosa, com uma gramatura BAIXÍSSIMA, sendo possível ver o conteúdo das páginas seguintes em MÚLTIPLOS CASOS. Com esse PLANEJAMENTO DE MERDA, os editores tiveram a BRILHANTE IDEIA DE PUBLICAR ANOTHER UTILIZANDO O MESMO PAPEL. Para quem publica ou ler livros, sabe de UMA COISA MUITO BÁSICA. PÁGINAS MUITO CLARAS, CANSA A VISTA DO LEITOR DE FORMA RÁPIDA. E a edição de Another veio COM A PORRA DAS PÁGINAS NA TONALIDADE BRANCA. Mano, lendo esse livro, com certeza que envelheci minhas córneas uns 10 anos. Não custava deixar as páginas numa cor mais bege, NÉ JBC!? E quem me dera que fosse o mais crítico dos problemas.

Se lá em K o revisor morreu no meio do processo, aqui eu afirmo que nem contrataram um para corrigir os erros. E eram erros primários como a ausência de concordância verbal e nominal, palavras escritas no gênero errado, acentuação, PARAGRAFO sem distanciamento devido (começava um novo paragrafo e nem espaçamento com a margem tinha), erros de digitação e de português em geral…era um show de horrores. E ainda tem ESSA PORRA DE ESPAÇAMENTO ENTRE AS LINHAS ser baixa em que a editora pratica em seus livros (durante várias horas de leitura, as letras começam a embaralhar com as linhas de cima ou de baixo, gerando mais cansaço para o leitor), em um claro movimento de poupar algumas páginas e baratear o custo (odeio ser prejudicado para as empresas ganhar alguns centavos a mais). PORRA, O LIVRO NA ÉPOCA TAMBÉM FOI CARO PARA UM CARALHO E AINDA QUER POUPAR MAIS??? AÍ NÃO TIO.

Quanto a história, o livro foi material original para as outras mídias, tanto dos mangás, quanto do anime. Existem muitas diferenças entre as mídias, incluindo de quem vive ou morre no final da história. O “culpado” é o mesmo, mas o caminho que o livro segue é distinto quanto aos outros dois adaptados. Vai depender de você se está disposto a ler o livro com uma mesma história sendo contada novamente.

Como a política da JBC é de NÃO reimpressão, certamente você não irá conseguir comprar Another nas lojas porque já esgotou. Se por acaso você encontrar algum volume disponível, não recomendo que você compre, a não ser que SEJA MUITO FÃ DE ANOTHER. E mesmo assim, confira se é uma edição revisada, porque vai facilitar a sua leitura se a maioria dos erros fossem corrigidos.

Sword Art Online – Volume lançados: 3 – Lido até o volume 2 dessa edição brasileira – (Panini)

SINOPSE: O cientista prodígio Akihiko Kayaba criou Sword Art Online, o primeiro game de realidade virtual on-line para multijogadores. Mas o que os jogadores não sabem é que, uma vez que se entra, não se pode sair até a conclusão desse jogo implacável. E se você morrer dentro do game, morrerá também no mundo real. Kirito está logado no SAO e já sabe que a sua vida está em jogo. Este jogador solo tentará chegar ao último andar do Castelo Aincrad, em meio a tantos usuários que disputam os mesmos recursos.Mas ao conhecer Asuna, vice-comandante da guilda Knights of the Blood, sua trajetória mudará de forma radical. Será que Kirito conseguirá escapar deste mundo virtual? Afinal, apesar de ser um jogo, SAO não pode ser encarado como uma simples brincadeira.

Já posso dizer que não recomendo que vocês comprem SAO e terminar por aqui? Para quem me acompanha no Twitter e nos comentários semanais aqui no blog, sabe que eu não gosto de SAO. A história é ruim e rasa, a escrita é bem pobre, personagens unidimensionais, história com potencial desperdiçado, muita enrolação, idolatria com um protagonista qualquer coisa, conteúdo machista…SÃO INÚMEROS defeitos que me fazem desgostar muito dessa obra. E os volumes iniciais, esses problemas são muito agravados. Esqueça uma estrutura narrativa coesa aqui. Esqueça também começo, meio e fim nos arcos. Coisas acontecem e as explicações não se casam com esses eventos. Em resumo, a história de SAO não merece sua atenção.

Quanto a edição brasileira, apesar de ainda achar meio salgado pagar 40 contos nessa LN, pelo menos a Panini não economizou na publicação. Os materiais utilizados são decentes e de excelente qualidade, a gramatura das páginas é boa, o formato do texto é bom, em que não aparenta ser uma mistureba de letras embaralhadas, a qualidade das ilustrações também está bem legal junto com as páginas coloridas, e com um bom acabamento. Pelos menos o dinheiro investido foi visto na edição final. O negócio que é SAO….

Se fosse, sei lá, Hai to Gensou no Grimgar, eu recomendaria a compra. Mas é SAO gente. É dinheiro desperdiçado. Compre outras novels (menos da JBC) que você contribuirá muito mais para o mercado do que comprando esse título.

1 litro de lágrimas – Volume único – LIDO – (NewPop)

SINOPSE: Aya era apenas uma menina quando os primeiro sintomas da doença começaram a aparecer. Em sua inocência, às vezes retratava a doença como um vilão que ela devia vencer e resistir, em outras se questionava sobre os motivos de ter sido “escolhida”. Mais que um retrato dos ideais de Aya, 1 Litro de Lágrimas mostra todas as dores de um portador de necessidades especiais, além da cultura japonesa em seus aspectos mais básicos, o instinto de sobrevivência e o desejo de viver da menina. Uma comovente história de alguém que lutou até o final por cada minuto. Uma verdadeira lição de vida.

Esse livro é complicado de falar por não ser uma escrita convencional. Acompanhamos a história, quase como uma bibliografia (ou diário, dependendo do ponto vista), da narradora desde o descobrimento de sua doença degenerativa, até sua morte. Como é uma história real e a autora não era uma escritora realmente (e nem tinha esse propósito quando relatava seus últimos anos de vida), não tem como fazer uma review aqui. No máximo que posso dizer é de como o livro foi composto. 1 litro de lágrimas é dividido em vários capítulos, meio que segmentado conforme a gravidade da doença avançava no corpo da autora. Temos uma introdução do momento que a doença é descoberta, no capítulo seguinte os primeiros sinais mais claros da atrofia dos movimentos, no seguinte o começo do tratamento, a busca de uma cura, o abandono da vida social pelas dificuldades que a doença trazia, o avanço das complicações envolvidas, a perda dos movimentos das pernas, a dificuldade na fala, o total “apagão” do controle do seu corpo, os últimos dias e o pós-morte.

No 1/4 final do livro, mais ou menos, a mãe assume a autoria e escreve os últimos momentos da filha, relatando de como foi cuidar de uma pessoa com uma doença terminal e as dificuldades que tanto ela como sua progênita passavam para superar as barreiras, como sua amada não conseguir mais se levantar da cama. O livro não é fácil, principalmente o último capítulo escrito pela filha. São páginas e páginas de lamentações e de auto culpa de si mesma, por acreditar estar dando trabalho para a sua mãe por estar cuidar dela. E todo o formato do texto é disperso, com frases curtas e palavras desconexas, em uma autodepreciação bem intensa. Para quem é muito sensível ou sofre de uma depressão profunda, não recomendo a leitura por causa desses gatilhos nos relatos. Não sei como está o mangá ou se aliviaram esses momentos, mas no livro é muito cru e direto.

A edição da NewPop está decente, com uma tradução razoável e o formato do texto está de acordo com o tema da publicação. Porém, fui ‘FELIZARDO’ NOVAMENTE na minha compra. No meu volume, inventaram de passar muita cola (até demais) que acabou vazando entre a capa e a primeira página, com 20% da área do local grudada uma na outra (acabou rasgando a primeira página quando eu fui abrir a primeira vez). Outro problema é que a linha que costuraram as páginas não foi cortando de forma decente, sendo possível acessar as pontas das linhas utilizadas na edição no meio das páginas (Página 20, 46, 51, 53 e 69 tinham pontas dessas linhas saindo no vão dos papéis do livro com a capa). Estou ligado que foram umas das primeiras levas de novels da NewPop, porém não posso de deixar de comentar dos defeitos que vieram no livro que comprei.

Como eu alertei, recomendo a leitura para todos, menos para pessoas que sofram de problemas psicológicos graves ou são sensíveis demais para certos temas. O livro não tem esse propósito de chocar, porém podem dar alguns gatilhos, dependendo da pessoa.

Shakugan no Shana – Volumes lançados: 3 – LIDO – (NewPop)

SINOPSE: Yuji Sakai, um garoto que tinha acabado de iniciar a sua vida colegial, estava vivendo o seu “cotidiano” como sempre. Até que, certo dia, ele foi assolado por uma “anomalia”. Era o ataque de Friagne, um homem misterioso que transformava humanos em chamas e os devorava. O “cotidiano” do Yuji havia sido arruinado. Porém, ao mesmo tempo, uma garota se postou na frente dele. Ela, para protegê-lo da ameaça de Friagne, decide passar os dias ao lado do garoto. Yuji a agradece, mas eis o que a garota lhe responde: “Você já não existe mais”. Quer dizer que o Yuji já estava morto?! O que esse garoto que não tinha mais a sua “existência” vai pensar e sentir…?! Confira a história escolar um tanto peculiar, contada pelo singular Yashichiro Takahashi!

Minha primeira experiência com a franquia, porque nunca vi o anime. Olha que até fiquei surpreso com o que eu li. Nunca me interessei pela obra por achar chata demais (pelo menos os trailers ou as cenas de ação jamais chamaram minha atenção). Talvez por estar com expectativas baixas que achei a leitura boa. A descrição das lutas (que não foram muitas) não foi do meu agrado, mas não são confusas. Eu gostaria que fosse mais empolgante ou algo do estilo. Os personagens são minimamente desenvolvidos e a trama até é que movimentada no seu estilo.

Ainda que a história não tenha dado aquele click em mim, pelo menos fiquei curioso em continuar lendo ou até assistir o anime e comparar as duas mídias, para depois conseguir indicar para você leitor as diferenças, como as qualidades e defeitos de cada um. A edição brasileira está ok e segue o padrão atual da editora, ainda apresentando erros de português, mas bem menos do que já foram apresentados em outros títulos do passado. Uma parada que achei estranho foi o tamanho do terceiro volume, com menos de 200 páginas. Sei que vem do original, porém é notável a diferença de “grossura” em comparação aos volumes iniciais.

Fica a minha dica até para quem não tem interesse, dar uma chance para o título. Não espere algo profundo ou elaborado, porque ainda continua sendo uma história de ação com romance escolar simples (mesmo envolvendo sobrenatural). Talvez você curta e comece acompanhar os lançamentos. O ponto que me deixa meio com um pé atrás e NÃO RECOMENDAR PLENAMENTE O TÍTULO, é que parece que a obra não vendeu bem, porque as novels de Shana entraram na gaveta da NewPop de ‘não prioridades’, sem previsão de lançamento futuro para novos volumes. Logo, se você ler os três volumes agora, vai ter que esperar, NO MINIMO, mais um ano, em 2021, para a publicação do quarto volume (se não adiarem mais).

Fate/Zero – Volumes lançado: 6 – LIDO – (NewPop)

SINOPSE: A Guerra do Santo Graal – um duelo supremo travado entre sete grandes magos que invocam seus Espíritos Heroicos para disputar um poder inimaginável, capaz de realizar qualquer desejo. Conheça toda a verdade por trás da lendária Quarta Guerra do Santo Graal. Testemunhe o passado e a história dos personagens da franquia – aqui é onde tudo começou…

Difícil recomendar Fate. Não sou tão hater assim desse título (É uma exceção, porque todo o resto da franquia Fate acho ruim ou um lixo completo) e até considero o anime com seus momentos, genuinamente bons. O lance foi o autor, Gen Urobuchi. Sabe aquela escrita prepotente e arrogante, que o autor se perde em se auto congratular por cada coisa descrita, parecendo ser algo SURPREENDENTE OU FODA??? Acabei de resumir o que é o livro. O Gen Urobuchi não consegue se segurar e fica chamando o leitor de ignorante múltiplas vezes. E nessas ocasiões, que são ‘twists’ simples e nada complexos, que ele acha que foi A COISA MAIS SÁBIA ESCRITA NA FACE DA TERRA.

Foram múltiplas vezes que tive que parar a leitura, porque estava cansado de ver o ego inflado do autor. Ele tem ideias boas e até personagens interessantes. O lance que na novel, perde-se muito tempo em descrições rasas e indulgentes para diversas paradas gratuitas, como a glorificação de um assassino em série como um cara COOL. E olha que o anime ameniza muitas das descrições ‘infladas’ desse autor. O meu problema foi com o modo da narrativa foi proposta do que uma falha na edição brasileira ou por ter uma história horrorosa. Quanto a edição brasileira, não tenho muito do que reclamar, tendo o mesmo padrão da NewPop em suas novels publicadas por aí.

Minha recomendação de leitura é para os fãs do anime ou da franquia Fate em geral. Para os demais, recomendo a compra do volume 1 apenas, até para testar se você irá conseguir tolerar as “extravagancias” do Gen Urobuchi.

Toradora – Volumes lançados: 8 – 7 volumes lidos – (NewPop)

SINOPSE: Ryuuji Takasu, um garoto mal-encarado, mas de bom coração, começa o seu segundo ano do colégio conhecendo a Taiga Aisaka, uma garota baixinha, porém de temperamento feroz, e que é temida por todos pela alcunha de “Tigresa de Bolso”.E quando o pobre rapaz descobre, sem querer, um grande segredo da Taiga, dá-se início à épica batalha entre o Tigre e o Dragão! Além deles, a trama é recheada por figuras um tanto excêntricas, como a Minori Kushieda, a garota super desencanada que vive a vida do jeito dela; e Yuusaku Kitamura, o representante de classe que, mesmo sendo estudioso e responsável, tem um lado desastrado.Conheça aqui a estonteante comédia romântica da dupla Yuyuko Takemiya e Yasu!

Um dos meus animes favoritos e finalmente tenho a chance de ter a obra original em minhas mãos. E digo que fiquei satisfeito com a edição brasileira. Não que seja MUITO DIFÍCIL a adaptação da novel para cá, pois é romance escolar normal, sem lutas com poderes ou terminologias japonesas especificas (Monogatari seria uma tortura para o tradutor se essa obra viesse para cá). Falo mais na parte no conjunto completo, com poucos erros de português, um capricho na edição, mantendo a qualidade que a editora está empregando nas novels nos últimos 3 anos. Pelo menos nisso, nada a reclamar.

Quanto a história, para quem gostou do anime, vale algumas ressalvas aqui. Semelhante ao que aconteceu em Oregairu, o material de origem difere em alguns pontos de sua adaptação animada. Primeiro, e até notável já no primeiro volume, que são os cortes ou simplificações que fizeram para o anime. Eu diria que enxugaram bem as coisas para o roteiro da adaptação e deixaram ainda muito coeso com a história contada. Porém, nas LNs, temos trechos grandes que foi limado da adaptação. A grande maioria são diálogos ou situações pequenas que não fariam diferença, porém ainda pode causar um primeiro estranhamento para o leitor que esperava algo mais “fiel” ao que foi mostrado no anime. E outra coisa relacionada a isso foram as pequenas modificações que fizeram nas personalidades do elenco, principalmente na Taiga e Ryuuji. Por exemplo, nas novels os dois tem seus momentos “otakus” em que conversam de animes, mangás e jogos, coisa que é ignorada (acredito que seja de forma intencional) pela Mari Okada (roteirista do anime). Dá a entender que ter esse tipo de informação dos protagonistas não iria agregar em nada no enredo (o que está correto). Então lendo as novels, digamos que você irá entender e compreender os personagens de uma forma mais profunda. Esses detalhes não invalida uma mídia da outra, porque eu penso que o anime é a forma “compacta”, enquanto as novels é a edição “estendida” da história.

Para quem está interessado, recomendo muito a leitura de Toradora. É uma comédia romântica muito boa e é um excelente passatempo em dias tediosos ou estressantes. Ao que tudo indica, até o começo do ano que vem, teremos a coleção completa já publicada no Brasil.

Fireworks – Volume único – LIDO – (NewPop)

SINOPSE: Um fogo de artifício tem uma forma diferente dependendo do ângulo de que é visto?Norimichi vive numa cidade litorânea pacata do interior. No dia de um grande show de fogos de artifício, ele concorda em ir até o farol da cidade com seus amigos para ver os fogos “de lado”. Naquela noite, entretanto, Norimichi recebe um convite inusitado para fugir com Nazuna, a garota de sua classe de quem ele gosta. Os planos da dupla falham quando a mãe dela aparece e a leva embora. Com o coração apertado com a ideia de nunca mais ver Nazuna, Norimichi faz um pedido: se, pelo menos, ele pudesse tentar mais uma vez… Uma história extraordinária do amor de dois jovens que repetem o mesmo dia, na esperança de ficarem juntos.

Uma história inacabada, até na novel. Geralmente um livro que é baseado em um filme, não sai coisa boa. E o Fireworks reforça essa frase. Não posso comentar muito sobre a história, porque tem alguns momentos, digamos, “tranquilos”, que são a chave para o ponto de virada no final. Logo, qualquer coisa que eu contar pode estar induzindo você a conclusão do filme. E você que não viu o filme ou leu ainda a novel, pode estar achando que a trama é rica e densa, com um bom twist no final. Bem… não é bem assim o resultado.

Eu gostei, mas sendo genérico nos comentários, na novel fica mais bem explicado a conclusão da história. Eu senti que de fato houve um fechamento para o casal principal, falando narrativamente (porque no filme, o final é subjetivo e aberto). Só que ainda não consegui gostar totalmente da reta final que foi proposta, mesmo tendo uma compreensão melhor dos fatos. Fiquei com um gostinho meio amargo ao terminar a história. A narrativa também não é muito intuitiva ou fluída, em que exige uma certa atenção do leitor para alguns detalhes, senão você ficará um tanto perdido para o que aconteceu anteriormente. É mais perceptível durante a “fuga” deles esses momentos confusos. Mesmo envolvendo uma parada que eu gosto (tem relação com o tempo), parece uma narrativa truncada e pouco empolgante, não chamando o leitor a continuar investido na leitura.

Eu recomendaria esse volume para quem não viu o filme, ou para quem assistiu e não gostou do final. A novel será uma experiência diferente e complementar ao longa. Só que tenha ciência que o final não é lá essas coisas, podendo ser decepcionante, dependendo da sua expectativa. A novel ‘passou de ano’ para mim, mas foi no limite para “aprovação”.

No Game No Life – Volumes lançados: 10 – LIDO – (NewPop)

SINOPSE: Conheça os irmãos gênios do mundo dos games, Sora e Shiro. Eles são NEETs e Hikikomoris, mas na internet são chamados de “lenda urbana”. Esses dois, que sempre chamavam o mundo de “droga de game”, foram convidados por um ser que se autodenomina “deus” para um mundo novo! Lá, esse deus proibiu as guerras e tudo é resolvido através de games, até os limites territoriais. O povo Imanity foi encurralado e agora só tem a capital como território. Sora e Shiro, os irmãos que sempre foram chamados de “inúteis”, serão capazes de se tornarem a “salvação da humanidade”?

Aqui é outro caso especial. Eu adoro NGNL. Acho divertido e é uma leitura descompromissada, principalmente para quem curti umas doideiras ou ideias nada convencionais. A história brilha em ser absurda, com um mundo que só vale jogos, para uma comédia escrachada, ironizando todos os clichês possíveis que temos no entretenimento voltado para o público otaku. É realmente um dos meus queridinhos das LNs publicada por aqui.

Só que não posso não deixar de comentar da sexualização desnecessária, principalmente envolvendo menores de idade (temos muitas ilustrações em todos os volumes com esse intuito). Eu consigo separar as coisas (sobre o meu gosto e do que acho certo ou errado) e concordo totalmente com a decisão da Amazon tirar esse tipo de material a venda de sua loja, para não associar seu nome a material que incita a pedofilia. Não leio NGNL pelo ecchi, apesar de achar engraçado as piadas de conotação sexual envolvendo a Jibril (ou Dibril, como queira). Porém não curto muito as situações constrangedoras envolvendo a Shiro ou a Izuna. Acho TOO MUCH, porque nunca gostei de loli, e agora tendo o conhecimento de como essa cultura de idolatrar, com segundas intenções, menores de idade em posições sensuais é terrível para a nossa sociedade, passei a ter mais asco com essa “vertente do MOE”. Vejo como problema hoje em dia, porém tem otaku que acha super normal e que não devemos criticar essas atitudes, coisa que acaba com o senso crítico da nossa sociedade.

Até quero comentar uma última coisa. Se você leu todos os volumes, percebeu que conforme foi passando os anos, a NewPop foi melhorando as edições das LNs de NGNL publicadas aqui. Desde o DESASTROSO LANÇAMENTO DO VOLUME 1 com a vinda do autor, onde que a pressa foi inimiga da editora (volume com tantos erros de edição e de português, muito semelhante As Crônicas de Arian), até o bom lançamento dos volumes 9 e 10. E eu tenho as duas versões do volume 1 (a cagada e a ‘pseudocorrigida’) e ainda assim, mesmo com uma melhor revisão, alguns erros persistiram, só servindo de tapa-buracos para o rombo anteriormente feito. E foi graças a esse lançamento desastroso que a NewPop ficou marcada por anos pelos seus títulos com revisão de baixa qualidade e traduções duvidosas. A editora só recuperou sua imagem com lançamentos de títulos com maiores pesos e uma reforma na sua produção e edição dos títulos publicados por aqui (ainda falta muito na questão revisão, porém de como era antes, existe um abismo de qualidade, em que agora temos mangás e novels em um nível muito mais aceitável).

Minha recomendação de compra vai para quem gosta de uma LN de aventura e comédia com ecchi (gostando ou não de certos fetiches). Definitivamente não é um título que indicaria para um otaku novato ou para quem não curte ecchi, porém vai de cada um e o limite que a pessoa tolera ou passa compreender sobre o que está lendo.

Re:Zero – Volumes lançados: 13 (+2 volumes extras junto com o ArtBook) – 12 volumes LIDOS (Não li os volumes extras). (NewPop)

SINOPSE: Subaru Natsuki, um adolescente do ensino médio, é invocado de repente para um outro mundo enquanto voltava de uma loja de conveniência. Essa seria a tão famosa invocação a um outro mundo?! No entanto, ele não encontrou a pessoa que o invocou, foi atacado por ladrões e correu risco de vida. Quem o salvou foi uma misteriosa e bela garota de cabelos prateados acompanhada de um espírito de um gato. Com o pretexto de retribuir o favor, Subaru ajuda a garota a procurar um objeto que perdeu. Contudo, quando finalmente eles encontram uma pista do que procuram, os dois são atacados por alguém e acabam morrendo… ao menos, era o que Subaru achava, até perceber que estava de volta ao mesmo lugar onde havia sido invocado pela primeira vez nesse mundo.

Essa LN é a que tem mais cara de livro ‘convencional’ de todas as que foram publicadas no território brasileiro. Posso dizer que Re:Zero é o material com melhor acabamento em todos os sentidos das outras novels publicadas pela NewPop. Desde a tradução e adaptação muito boas, respeitando muito termos dos originais, mantendo o sentido, até para as escolhas de formato das ilustrações e capas, mantendo uma identidade visual chamativa e caprichada. Com certeza deve rolar uma priorização para Re:Zero dentro da editora (e fica claro esse fato, pois foi a primeira franquia que teve um Artbook publicado aqui), porque é a LN que mais vende, de acordo com o Júnior nas lives no Youtube. Eu adoraria que rolasse esse mesmo empenho com as outras LNs, até para manter um certo padrão entre as publicações.

E quando eu disse que Re:Zero se assemelha muito a um livro, falo mais no sentido estrutural de sua narrativa. A sua escrita é mais rebuscada, buscando o formato mais culto em contar uma história. As descrições que busca detalhar os cenários/locais e os diálogos que servem de ponte para os acontecimentos e desenvolvimento dos personagens ou da trama. E temos um ritmo mais uniforme entre os capítulos, com divisão clara de ideias entre os capítulos, mesmo que esteja tendo um momento como alguma luta ou fuga. Um outro destaque que faço é sobre o autor construir aquele mundo de uma forma minuciosa e detalhada, não deixando muitas lacunas, porém sem ser chato pelos exageros ou preciosismo em coisas menores. Apesar de ser uma loucura de conceitos e estilos, da forma como é contada o enredo, tudo faz sentido e tem coesão naquele ambiente imaginado pelo autor.

Quanto as diferenças entre o anime e a novel, ela fica entre dois pontos: Detalhes e ritmo. É meio que obvio que a novel tem mais tempo de desenvolver o que acontece em cada arco e no anime foi condensado em poucos episódios (falo mais voltado para o que foi mostrado na primeira temporada, porque na segunda season, a produção puxou o freio de mão e começou a adaptar seguindo mais fiel ao original), tendo diversos cortes em diálogos e até aparições de certos personagens. Não tem como adaptar tudo, levando em conta que a maioria dos volumes ultrapassam 350 páginas facilmente. E como no anime é mais acelerado, a narrativa mais compassada da novel pode causar estranheza para quem prefere algo mais dinâmico. Fica o aviso para o pessoal que queira se aventurar na leitura e pensa que vai ser a mesma coisa que no anime.

Re:Zero eu diria que é uma opção excelente para porta de entrada para os otakus que não tem muito o costume de ler e que goste de ação e aventura. Fica a minha recomendação para quem curtiu/curte o anime, deem uma chance para a LN, que vocês terão uma experiência mais profunda (detalhada) do que vista na adaptação animada.

Lu Over the Wall – Volume único – Não lido – (NewPop)

SINOPSE: Kai vive numa cidadezinha pesqueira com seu pai e seu avô supersticioso que sempre o alertava dos perigos da água e seus habitantes sereias. Por causa disso, sua família não trabalha mais no mar, nem sabem nadar, e são conhecidos como pescadores da terra. Um dia, desafiando as ordens do velho, Kai sai de barco com amigos da banda e acabam testemunhando atividade ilegais e sendo confrontados pelos criminosos. Nesse momento, surge Lu, uma sereia amigável e animada que afugenta os homens e ajuda os garotos. Logo Lu se une à banda, mas seus dias de paz e diversão são ameaçados quando ela é descoberta!

Infelizmente não li, mas em breve eu leio.

Napping Princess – Volume único – Não lido – (NewPop)

SINOPSE: Kokone Morikawa anda tendo sonhos estranhos ultimamente, sobre um reino chamado Heartland, onde ela é uma princesa chamada Ancien que possui talentos mágicos proibidos naquela sociedade que valoriza a tecnologia. Mas quando o mundo real e seus sonhos começam a se entrelaçar, ela se vê no meio de uma intriga em ambos os mundos e parte em busca de respostas, sobre seus sonhos, sobre seu pai e sobre si mesma. Do diretor Kenji Kamiyama, chega o romance que originou o anime de sucesso, pré-indicado para o Oscar na categoria de animação!

Infelizmente não li, mas em breve eu leio.

Eu vou tentar atualizar esse post com periodicidade com novos lançamentos ou mudanças de status de alguma série já comentada. Agradeço a todos que leram esse post.

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