Great Pretender #1 – Primeiras impressões

Finalmente estamos comentando este anime \o

Olá meus queridos!. Cá estamos para comentar sobre a estreia de “Great Pretender”, que começou a ser lançado em junho, mas só agora pudemos vê-lo e cá estamos para comentar esse anime que teve uma boa estreia, uma boa direção e tem uma produção lindíssima!

Sinopse:

Rub – Alê, finalizando os comentários de primeiras impressões, temos Great Pretender. Estamos meio atrasados para comentar o primeiro episódio, porém essa parada de lançar episódios de animes em bloco, estilo JBC aqui no Brasil, não é muito meu estilo. Além de sermos obrigados a consumir um volume grande de episódios de uma vez, parece que a motivação também decresce conforme é lançado mais episódios de uma vez. E nem é culpa do anime e sim a disponibilização dele pela Netflix. Então essa nossa conversa é mais focada no primeiro episódio de Great Pretender e acredito que já no mês que vem, teremos a review de todo o anime, já que os últimos episódios serão lançados nas próximas semanas. Agora falando do anime, eu curti a proposta da obra. Não é original, entretanto um tanto diferente para os padrões atuais da animação japonesa. Chamou minha atenção logo de cara foi a direção. Ela emprega um ritmo dinâmico e rápido para esse episódio, demonstrando toda a proposta do roteiro nos primeiros minutos. Tem muito o feeling do filme Prenda-me se For Capaz, em que temos um vigarista que tem toda a malemolência em enganar qualquer pessoa, se passando por alguém para ganhar confiança e seu dinheiro. E o protagonista é todo metódico com seus planos elaborados para conseguir vantagem em qualquer situação. Junto da direção, o Makoto também engana o espectador, mesmo tendo a cena inicial ele de cabeça para baixo, amarrado pelos pés, preso na placa de Hollywood em L.A. Ele conversando com a velha, se passando por servidor público, foi muito convincente. Toda a cara de bom moço e estar sempre disposto a ajudar, vai enganando a todos no primeiro momento com sua eloquência. Quando ele oferece o filtro para a senhora comprar que me toquei qual era a dele. Eu tinha lido a sinopse, mas foi só nesse momento que liguei os pontos e na cena seguinte, vemos a verdadeira face dele.

Alex – E enfim chegou o momento de falar de Great, sendo o penúltimo anime que iremos fazer primeiras impressões nessa temporada (o último é “EVOL × LOVE”). Concordo com você que animes lançados em blocos me desanima muito de querer assistir. Ver aquele bloco de episódios lançados, me dá uma sensação de ser “pesado” de assistir (tanto é que só vi o primeiro episódio. Espero ficar em dia com o anime dentro em breve…). E como eu não consigo maratonar muitos animes, o pacote para desistir já está feito. Foi assim com “BNA”, que eu não assisti e vai ser assim com o anime do Masaaki Yuasa (ambos animes que a Netflix pegou). Mas falando de Great em si, fui nele sem saber nada, mesmo já tendo um bom tempo desde que os episódios começaram a sair. Eu não sabia nada de sua proposta e fui assisti-lo sem saber de nadinha do que ele queria me contar. E se para você a direção chamou sua atenção logo de cara, para mim o que fez saltar os olhos desde o primeiro segundo, foi o trabalho artístico (Alguém surpreso?). Não sei quem é o diretor de arte, mas está de parabéns. É absurdamente LINDO! O trabalho das cores e o contraste que alguns tons tem são lindíssimos. De longe foi o que mais me animou com o anime de ficar babando nesses cenários. Não que o anime não tenha outras qualidades, longe disso. Mas sou um verdadeiro apreciador de trabalhos artísticos, então não me canso de admirar hahaha. Sobre a história, o protagonista me enganou. Eu demorei um pouco mais para sacar qual era a dele. Na verdade, só fui descobrir quando ele se juntou com seu parceiro de crime. Os planos ardilosos dele são ótimos. Convencem muito bem e não esperava que ele fosse um golpista logo de cara, ainda mais que a senhora já havia acabado de se livrar de um. Mesmo quando ele ofereceu o filtro, não cheguei a desconfiar. O papinho dele era bem confiável para isso (se fosse eu no lugar da senhora, talvez eu teria caído no golpe XD).

Rub – Pelo que mostra, o Makoto junto com seu parceiro, viviam a vida dando pequenos golpes nas vitimas e gastando tudo, tentando atingir um certo status social da região. Eles priorizam tanto as aparências, que ambos vivem em um apartamento minúsculo e sujo. Eles gastam muito dinheiro com supérfluos, como roupas e relógios de marcas. Consciência econômica eles não têm. xP. Agora, uma pessoa que bati o olho e já sabia que era trambiqueiro foi o americano. Ali não deu para enganar, principalmente seu design que emanava malicia. Quando ele abraçou o protagonista, ficava evidente que ele entendia dos golpes e tinha recuperado sua carteira. O negócio é que a partir desse momento, as coisas escalonam exponencialmente. Quando aquele policiais apareceram, até fiquei perdido porque eu jurava que o loirinho também era bandido. Denunciar outro vigarista era esquisito. Foi só no decorrer da fuga que notei algo estranho, porque o parceiro do protagonista tinha se escondido dentro do armário (que não é um bom esconderijo) e o americano estava pegando um táxi naquela mesma quadra. ESTAVA TUDO MUITO CONVENIENTEMENTE PERTO UM DO OUTRO. Dava para notar que o Laurent tinha armado tudo, incluindo aquela fuga. E novamente, toda essa sequência foi muito bem dirigida, com momentos bem cinematográficos como a dificuldade do Makoto em escalar obstáculos enquanto corria, e ao mesmo tempo, tendo cenas longas, sem cortes, de uma animação fluida e extensa dos movimentos dos personagens. A fotografia é outra que merece elogio evocando os filmes de Heist ou de grandes fugas. Palmas para a produção. Agora uma das coisas que me incomoda e muito é o inglês que os dubladores japoneses falam. Não peço fluência na fala, até porque acho bonito sotaques de outras nações. O negócio é que eles tentam atuar falando um inglês MEGA ESTEREOTIPADO, como se fosse um americano retardado, o que me deixa muito puto. Porra, não precisam ser exagerados nas fonéticas silábicas. Falem mesmo como se fosse um japonês falando inglês que é menos torturante de escutar eles tentando atuar como se fossem nativos americanos. Acontecem na maioria dos animes e ainda é um problema recorrente.

Alex – O Makoto até se auto intitula como o maior golpista dali… Coitado… Pois é, o Makoto deve gastar horrores com aqueles brinquedos de maquininha. Para eles, pouco importa onde eles vivem. O que importa é poder gastar com o que eles quiserem, independente do que seja. Então os golpes pequenos aqui e ali já deve bastar, porque não devem gastar muito com a moradia e a comida deve ser o ‘basicão’ mesmo. Aquele sorrisinho do estadunidense entregava quem ele era. O abraço foi só a parte chave da coisa toda. E mesmo quando os policiais chegaram, o seu parceiro ter se escondido no armário e o táxi estar parado convenientemente ali, não me toquei de nada. Como tudo estava acontecendo muito rápido, eu nem prestei atenção (meu nível de atenção está ó, uma maravilha XP). E no fim das contas, tudo se encaixa muito bem. Mostram o que houve com os demais personagens envolvidos naquilo tudo, seja armado ou ao acaso, e ainda me deixa aquela duvida “Por quê?”. Por que logo com ele? Para quê construir TUDO isso, só por causa dele? Me deixou bem interessado com o que virá nos próximos episódios e que rumos irá tomar. E falando nos eventos rápidos, acho que funciona muito bem e tudo acontecer sem tempo de respiro, é justamente para tentar esconder esses eventos, porque aí começa a fuga do Makoto, extremamente bem animada, dinâmica e dirigida. Ele já entra no carro, falam de ir para Los Angeles e tudo segue nesse ritmo. Só dá aquela pausa quando eles estão dentro do carro conversando. E falando nessa cena do carro, um momento aleatório que eu gosto é quando o estrangeiro segura o negócio de marchas do carro e fica deslizando a mão nele. Eu gosto por algum motivo. É bem animado. Agora sobre a dublagem, eu nem tinha ligado. Agora que você falou, ficou mais evidente para mim, a nível de achar engraçado a forma que falam: “WhÁt ÁbÁut Ít?” ahuahau. Acho que é uma coisa que nem eles mesmos devem notar. Vai ver que precisam ter alguém que é fluente nisso para falar que não é bem assim que se fala normalmente hahaha.

Rub – Os dubladores tentarem se passar por americanos que fode toda essa conversa. Fala com sotaque e foda-se tá ligado. Para quê todo essa atuação desproporcional? Deixando isso de lado, da segunda metade do episódio até o final, o anime vai mostrando a proporção que é o golpe que a dupla vai dar. Agora esqueça enganar velhos e turistas…agora é passar a rasteira em um traficante MEGA FAMOSO, dizendo que tem a droga mais poderosa do momento. O Makoto se meteu em uma parada muito maior do que ele imaginava. O Laurent queria o vigarista japonês por um motivo, que era para atuar como se fosse um cientista gênio que manipulou na criação desse medicamento alucinógeno. Claramente, o Makoto vai fazer o papel de bobo. E nós vamos acompanhando aos poucos sua perda de confiança, dada a situação que ele não está em seu país de origem, ninguém ali fala japonês e que até o momento do plano entrar em ação, ele não fazia a mínima ideia do que estava acontecendo. É legal essa brincadeira do roteiro em que o bandido passou a ser a vitima. Como era de se esperar, tudo vai acontecendo e a merda só subindo. Em algum momento ia feder, porque agora o golpe fugia do alcance do Makoto. Não era mais ele que estava coordenando a coisa toda, e sim uma outra pessoa. Vai acontecendo essa reunião na piscina e também a direção é bem sagaz em destacar uma mulher especifica ali no meio da turma de garotas, em que fica claro que a guria será relevante para algo mais a frente. Eu acho muito bom que toda essa parte é muito absurda, porém ao mesmo tempo não gera estranheza por causa que o roteiro já estabeleceu o tom da obra nos primeiros minutos de que ocasiões bizarras iriam acontecer, como uma mulher se transformar em um animal maluco pulante depois de tomar uma “balinha”.

Alex – O Makoto fica até surpreso quando o Laurent fala que vai fazer o mafioso pagar por 5 milhões naqueles doces. É algo completamente fora do que ele esperava. Vemos que o Laurent não é qualquer um. Não é como o Makoto, muito pelo contrário. É bem acima do que ele. E novamente eu preciso elogiar a animação na atuação da mulher ao comer a balinha (parece gostosa ). Linda. E o mafioso anteriormente havia dito que ela não sabia atuar, nem falava inglês…otário XD. Depois é que o Makoto começa a entender o que estava acontecendo ali, e principalmente com ele, que estava sendo usado. Quando ele vê o relógio que o Laurent está usando, sendo esse igual ao do seu parceiro, tudo começa a fazer sentido. E momento aquele feito de propósito para causar o surto nele e fazer parecer ainda mais convincente a história da droga. Tudo muito bem amarrado para fazer o mafioso cair, assim como os demais que estavam envolvidos. Esse plano deve ter demorado um bom tempo para ser feito, porque foi tudo maravilhosamente bem encaixado. Eu adorei como funciona muito bem. É um tanto impressionante como as coisas são conduzidas de uma forma que quando chega no fim do episódio, se torna surpreendente o que está se passando. Tipo, até os cara e a moça que foram envolvidos lá no aeroporto…e a senhora que na verdade, nem morava naquela casa. Tudo MUITO bem arquitetado para esse momento.

Rub – Sim. O roteiro evidenciando que o cara que estava enganando geral, na real era o que estava sendo enganado. E para o Laurent tem organizado tamanho plano para “raptar” o Makoto, significa que o próximo golpe vai ser um dos GRANDES. E eu gostei que no final do episódio, o encerramento foi da música de Freddy Mercury, Great Pretender. Uma referencia clara ao tema e ao título do anime, porém escutar o Freddy cantando é sempre bom. Até tem uma homenagem ao cantor quando toda a animação da ED foi com gatos, que é uma simbologia para astúcia do bicho, ao mesmo tempo que era paixão do Freddy os seus gatos de estimação enquanto estava vivo. Dá para ver um cuidado muito especial com essa produção de Great Pretender. Assim, não morri de amores pelo anime, entretanto eu gostei do que vi ao terminar o episódio. Recomendo geral dá uma chance para pelo menos esse primeiro capítulo para verem se a obra será do seu agrado.

Alex – Não escuto música usualmente, então não sabia disso. É sempre bom saber dessas curiosidades/detalhes. Gosto muito. Vou prestar atenção no anime, porque ele está tendo um cuidado mesmo, desde do roteiro (julgando por esse primeiro episódio), a animação e a esses detalhes. Também não morri de amores pelo anime, com exceção da parte visual (Esse eu estou apaixonado). Mas curioso com o que está por vir, embora poderia estar mais animado se não fosse pela Netflix e a liberação de muitos episódios de uma só vez… Faço das palavras do Rub as minhas e recomendo ao menos derem uma chance. O episódio inicial ao menos nos convenceu de algo bom pode sair daqui.


Por fim, apreciação de alguns cenários do primeiro episódio :).

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