Given: a esperança para mais BLs longos no país, as scans e o preconceito

Muitas possibilidades, ao mesmo tempo que muitas coisas me incomodam com o “lançamento da obra”… -_-

Olá pessoas! Espero que estejam todos bem. Dessa vez vamos com uma postagem de opinião que eu não faço ideia do quão grande ficará (provavelmente será pequena, porque eu não sou tão bom em discorrer assuntos).

Há coisas que vêm me incomodando com o lançamento do mangá “Given” no Brasil. Leia-se que não há problema algum com a edição da NewPOP, ok? O problema em questão são assuntos que permeiam o mangá e principalmente, depois que ele começou a ser publicado no Brasil. Também iremos falar das possibilidades que a obra trouxe para o país (no que tange a demografia BL), principalmente no momento atual.


Antes de entrarmos no “assunto principal do texto”, é importante um contexto da coisa toda. Vamos lá: Given é um mangá BL (Boy’s Love), que teve uma adaptação em anime exibida entre julho e setembro de 2019, sendo um dos grandes sucessos daquele ano (review do anime aqui). A obra foi anunciada no Brasil pela editora NewPOP no dia 31 de março deste ano, e começou a ser publicada em maio (resenha do volume 1 aqui). Given é o primeiro mangá da demografia Boy’s Love a chegar no país que tenha mais de 1 volume. Ou seja, é a primeira série BL que temos no Brasil ^^, que por si só, já é importante e um marco incrível, não?

Capa completa do volume 1 da edição nacional da obra :).

Pois bem… a vinda de Given e o sucesso dele (que está se concretizando), abre portas para mais obras BLs para o nosso país. Sendo simples e direto: se Given vender, podemos confiar em mais BLs com mais de um volume vindo para o país. Do contrário, podemos ir dando tchau. Pensem no seguinte: a editora já disse mais de uma vez que as vendas de BL não são lá muito expressivas. Tanto é que informaram que Given está trazendo um público que não conhecia e que não sabia que a editora publicava mangás da demografia. Sabemos que pelo menos o primeiro volume vendeu bem, pois a editora já informou que o volume está perto de esgotar com menos de 2 meses depois de seu lançamento. É sinal de que está vendendo muito bem. A editora até confirmou em suas redes sociais que o volume estará recebendo uma reimpressão em breve. Não é um sinal de que podemos ficar tranquilos quanto as vendas da obra. Sabemos que o primeiro tomo foi bem, mas e os demais? Temos essa garantia? Não!

Historicamente, volumes 1 de qualquer mangá, livro, etc., costumam vender mais do que os volumes seguintes, porque muita gente compra para ver se gosta, para dar uma chance… tem gente que é colecionador de volumes 1 (rs). E sempre há quem abandone a coleção por ali mesmo por N motivos, desde de não ter gostado, até não ter dinheiro (por hora) para dar continuidade a série, o que no momento atual, principalmente, é bem recorrente. É importante dizer que não é hora de descansar. A divulgação da obra tem que continuar! Um outro assunto que abordarei mais à frente, é sobre a divulgação da obra e como o fandom poderia estar ajudando ainda mais nisso e, possivelmente, aumentar as vendas da obra. Então segurem essa informação que logo eu falo mais disso :).


Vamos entender mais do porquê ter Given agora é tão importante para o mercado e do porquê a obra está chegando em um momento muito bom (poderia ser melhor se não fosse a pandemia). Porém, vamos compreender um pouco mais do que está acontecendo com a indústria de animação e a produção de animes/filmes BLs. Vocês devem se lembrar de um certo anime de 2016 que fez muito sucesso naquele ano e ainda faz até hoje, sendo lembrado corriqueiramente. Estou falando de “Yuri!!! On Ice”. Yuri!!! On Ice é a peça chave para entendermos o porquê estamos vendo um investimento mais pesado nas produções de filmes BL. Para quem não fica por dentro de vendas, o anime foi um grande hit, vendendo quase 70 mil unidades de blu-ray/DVD por volume. É MUUUUITO dinheiro. E a partir desse estouro, as produtoras de animes virão que o fandom fujodanshi é um meio lucrativo e viram vantagem no investimento, porque até então, poucos BLs ganhavam animações. E os que ganhavam eram de revistas/editoras grandes o bastante para financiar parte da produção dos animes.

Esse estouro fez com que nascesse (provavelmente) a GRIZZLY (Yarichin Bitch Bu; Saezuru Tori wa Habatakanai), estúdio focado inteiramente na produção de BLs e o mais recente e mais importante, fez com que a Blue Lynx nascesse. A Blue Lynx é nada mais, nada menos que um selo voltado para a produção de animes BL. Até o momento só foram anunciados filmes para o selo, então acredito que ao menos por hora, esse deve ser o foco deles. Mas afinal, o que isso tem a ver com Given e a sua chegada ao Brasil? Simples. Apesar de que a produção de Given não estar envolvida com o selo (a adaptação da obra já estava planejada para ter um anime para TV e um filme, antes mesmo da Blue Lynx nascer), Given está chegando em um momento em que mais obras estão sendo adaptadas. Consequentemente, há a possibilidade de mais e mais BLs virem a se tornar mais conhecidos. Logo, se Given for bem em vendas aqui e os pedidos por essas obras foram tão grandes e frequentes quanto os do próprio Givenzinho, podemos ter cada vez mais portas se abrindo para a chegada de BLs ao Brasil ^^.

Vou pegar “Umibe no Étranger” como exemplo, porque estou apostando minha ficha nele para vir para o país (e vou aproveitar para plantar a sementinha do mal). Umibe é completo em 1 volume e tem uma sequência – Harukase no Étranger– em andamento com 3 volumes (No Japão, o quarto tomo está previsto para 25 de agosto). O filme que adapta a obra estreia no dia 11 de setembro. Supondo que o filme chegue por aqui no primeiro trimestre de 2021 e que ele venha a fazer um bom sucesso. Consequentemente, ele venha a se tornar muito pedido para a NewPOP, que pode se interessar e licenciar a obra. Umibe tem uma excelente peculiaridade de ser um volume único e sua sequência ter mais volumes. A editora pode apenas licenciar a primeira e se fizer sucesso, podem muito bem licenciar a sua sequência, que é o “natural” de se fazer quando o mangá vende bem, vide “JOY”, que superou as expectativas da editora e agora eles licenciaram a sua continuação, “JOY Second”. Em resumo, a alta na produção de animações BLs, independentemente de serem filmes ou séries para a TV, abre alas para que tenhamos mais obras da demografia fazendo sucesso e se o que aconteceu com Given se repetir – ser muito pedido -, poderemos ter mais e mais obras BLs com mais de um volume chegando ao país. Não seremos TÃO órfãos de BL no país. Estamos muito longe de sermos uma França da vida (que possui até editoras especializadas na publicação de BL), mas temos que agarrar as possibilidades que a vida nos dá ^^.

Visual do filme de “Umibe no Étranger”.

Agora que já falamos da oportunidade que temos em mãos, é fundamental também que saibamos aproveitá-las. Peçam Umibe no Étranger (ele em especial no momento, justamente por ter a peculiaridade que mencionei lá em cima) para a NewPOP no Cantinho de Sugestões, pois é assim que a editora ficará sabendo que há uma demanda ^^. Conforme mais BLs forem ganhando animações, vocês me verão falar deles e sua chance de aparecer no Brasil na nossa seção “Títulos que estão tendo adaptação em anime na Temporada de x (insira aqui Inverno/Primavera/Verão/Outono) e que podem (ou não) serem publicados no Brasil”. Já fizemos essa postagem para os animes da Temporada de Inverno 2020 (comentamos Saezuru, mas na época Given não havia sido anunciado pela NewPOP), e também fizemos com os da Temporada de Primavera 2020. Em breve (até metade de agosto) deve sair a postagem comentando os animes da Temporada de Verão. Nela falaremos de Umibe e os demais que entram nessa temporada :).


Passando para assuntos que não são lá muito bons, começando pela questão das scans. Há alguns dias, eu fiz uma pequena thread ao qual eu fazia uma pergunta sincera: as scans estão ajudando na divulgação do lançamento de Given no país? Essa dúvida me veio enquanto eu fazia a cobertura da live do dia 23 de julho da editora NewPOP. Na ocasião, a editora havia comentado que as vendas de obras BL nunca foram muito boas e Given está trazendo um público “novo” para a editora. Ainda foi comentado que estava interessada em mais manhwas (quadrinhos coreanos), incluindo BLs. Com esses dois comentários, a dúvida acima me veio a cabeça. Até então, eu só sabia de um único site que estava fazendo essa divulgação (não citarei aqui por motivos óbvios rs). Não só de Given como das demais obras que estão sendo lançadas no país. Quanto as respostas dadas para mim, o que obtive foi o esperado: a scan que traduzia o mangá antes dele ser anunciado, avisou sobre o anúncio, mas depois nada mais foi dito. As demais scans também na mesma. Mas o que as outras scans tem a ver? Fazer a obra ser um sucesso é uma luta que deveria ser de TODOS! Ainda mais que scans tem um alcance muuuuito longo e seria uma ajuda imensa se elas fizessem uma divulgação. Não precisa ser nada trabalhado. Apenas chegar e avisar que o mangá está sendo publicado e puxar o carro para as demais obras da demografia lançadas no país, porque há sim quem não saiba que tem uma editora que lança periodicamente algum BL.

Pensem. Se o volume 1 de “Given” está sendo reimpresso sem a ajuda das scans, imaginem o quanto de pessoas desse nosso Brasil não ficariam sabendo que a obra está sendo lançada aqui. Mesmo aqueles que sabendo do título aqui e não tem a intenção de comprar, poderia apenas avisar um amigo(a) que gosta e ir espalhando a palavra de Given. O fandom de BL não é pequeno. Tem muita gente consumindo BL e mesmo assim as vendas são baixas. Como a própria NewPop disse, há muitos que ainda não sabem da existência da editora e isso é mais um dos fatores que torna a divulgação de scans fundamental. Sendo sincero, eu estou quase indo uma por uma, falar que Given está sendo publicado aqui, porque de certa forma, é até hipocrisia da parte delas, porque falam “Ajude o autor comprando a obra original”, mas sequer informam dos lançamentos feitos no país. “Não traduzi esse mangá, então não é comigo”, é isso? Não tenho nada contra scans. Entendo o papel de acesso que elas trazem para nós, mas vamos colaborar para fazer o mercado crescer.

E agora falemos do preconceito. Sendo direto: há preconceito com GL, mas com o BL o negócio parece ainda pior, em especial, com homens. É mais corriqueiro vermos homens criando interesse e lendo um GL, do que um BL. Digamos apenas que Bl é relacionável com a pessoa que está lendo, porque são homens se relacionando. Já o GL temos mulheres e as vezes (não vou generalizar), pode alimentar os fetiches dos homens leitores. O BL é mais “agressivo”, gera nojo justamente por ser relacionável com a pessoa que está lendo… Lembro-me que um tempo atrás, lá na página do Facebook da NewPOP, um cara reclamou: “A editora fica publicando muito BL par atrair o público feminino. A maioria dos compradores habituais são homens.”. “(…) MUITO BL…”. Vamos aos dados: no ano passado, 3 volumes de mangás BL foram lançados. São eles: “JOY” (lançado em janeiro), “Litlle Kinght” (lançado em julho) e “Beldade Presa na Gaiola” (lançado em dezembro). De janeiro à junho de 2020, dos 16 volumes publicados pela editora, UM era BL. Este sendo o volume 1 de Given. São em comentários como esse que já vemos o preconceito. Muitos homens fogem do BL, mas outros são atraídos ao GL.

Mas também há os casos que leem o mangá, mas ainda assim, nós vemos o claro preconceito. Com o lançamento dos mangás, muitos sites, blogs (incluindo nós) e canais de YouTube, começaram a fazer suas resenhas comentando o que acharam do mangá num geral (Edição nacional, história, personagens…). Um desses, e que eu vi recentemente (não falarei o nome por questões éticas, mas alguns já sabem quem é a peça), falou que o mangá tem um relacionamento forçado e que na vida real, uma pessoa nunca agiria ou pensaria daquela forma que os personagens estavam. Além de falar que o mangá é muito meloso… Não sei onde que o mangá é meloso. Todo esse primeiro volume é feito de forma a apresentar os personagens e o problema central do primeiro arco. Claro que há momentos fofos, mas muito longe do que foi dito pelo ser. Além disso, onde que pessoas reais não são melosas com seu(sua) namorado(a)? Quer dizer que pessoas assim não existem? Parece que terei que informar meu namorado que eu não existo e que sou um espectro de luz, ou um robô provavelmente.

Alguns podem não ver preconceito nisso, mas ele falar e se repetir nesse argumento, e dizer que o relacionamento deles é forçado, além de VOLTAR a dizer que “JOY” também tem um relacionamento “não natural”, quando a criatura lê não sei quantas centenas de romances héteros e não diz um ‘A’ sobre ser ou não forçado. Eu não sou NINGUÉM para falar do bolso alheio e cada um gasta com o que quer, mas disse que não continuaria a coleção por esses fatores que eu reproduzi aqui. Só que ele está lá, continuando com coleções e mais coleções de mangás que não são nada convencionais. “As Quíntuplas” tem um relacionamento ‘SUPER’ normal, né? Acontece todo dia nascer irmãs quíntuplas e todas elas virem a se apaixonar pelo MESMO protagonista. Inúmeros haréns da vida e nada dito. Ecchi criando cada conveniência nada a ver só por estar ali e nada… Mas agora, um relacionamento super saudável, sendo construído aos poucos, falando de sentimentos e superações de seus traumas, aí vem me falar que é forçado. AAAAAAHHHH, faça-me um favor. As pessoas deveriam ao menos tentar disfarçar o preconceitos -_-


Por fim, um recado: É importante lembrar que, apesar de eu ter dito para pedirem Umibe, não é hora de pedir por obras longas! Ou seja, não peçam por “Junjou Romantica” e não peçam por “Sekaiichi Hatsukoi”, porque é um material que além de ser extenso, não atrai novos leitores. A editora também tem que pensar em sair da bolha e convenhamos, as capas de ambos não são nada atrativas. O desenho é feio que dói (nesses volumes iniciais), fora o conteúdo que bem… Quem leu sabe haha. E outra…como eu disse, o sucesso de Given não foi concretizado, então não adianta nada pedir por Junjou, Sekaiichi, Dakaretai Otoko, Ten Count (só Chernobyl, meu pai amado) se Given não vender. PAREM DE VIVER NO PASSADO! PEÇAM COISAS NOVAS (E CURTAS, POR AGORA….TALVEZ LÁ NO FUTURO, DANDO TUDO CERTO, POSSAMOS SONHAR COM OS MANGÁS DO NOSSOS SONHOS)!!!

Espero ter sido útil para algo. Além de ter comentado um pouco sobre assuntos que me revoltam haha. Um último pedido é que, se possível, compre Given (ou qualquer outro mangá) pelos nossos links. Você estará ajudando o blog sem dar um centavo a mais por isso ^^. O volume 1 pode ser adquirido através desse link, e o segundo por meio desse outro. Vamos panfletar mais e mais Given e fazer dele um sucesso!

9 comentários em “Given: a esperança para mais BLs longos no país, as scans e o preconceito

  1. Falou tudo! Se tem uma coisa que me revolta, é esse preconceito e homofobia todos, e QUE NEM SEQUER É EM RELAÇÃO À HOMOSSEXUALIDADE EM SI, mas sim à homossexualidade masculina! Tipo, não é que uma pessoa ser homossexual esteja errado, mas sim quando é um homem nessa condição. Nossa, quantas e quantas e quantas vezes, até mesmo no dito site/canal que não devemos mencionar, as pessoas na discussão celebravam e falavam bem de algum anime GL, mas quando tinha uma notícia de um anime BL, eram as porteiras de Chernobyl escancaradas… E SÃO MUITAS DAS MESMAS PESSOAS, isso que é o pior. Aí, essas mesmas pragas que comemoram qualquer coisa lésbica, reclamam até o talo de qualquer obra gay, fazem piadinhas, não veem, falam que relacionamentos entre homens são nojentos, que fujoshis deveriam morrer, que é um absurdo esse gosto delas, que queria ver se fossem dois velhos… sério, eu fico muito PUTO com isso, porque além de homofobia, é uma extrema HIPOCRISIA. Legal que, por essa lógica então, mulher com mulher não é nojento não, né? Sendo que é homossexualidade da mesma forma. Fuyuris não são uns escrotos pervertidos não, né? Não é um absurdo eles criarem e consumirem conteúdo desse tipo não, né? E eu faço a mesma pergunta, queria ver se fossem duas velhas, se esses tarados iam gostar. E reclamam de fujoshi que vê ship yaoi em tudo, sendo que teve fuyuri que viu ship yuri em duas CRIANÇAS em Spy x Family, e ainda teve gente apoiando e dizendo que “não precisa de razão pra shipar, porque yuri não precisa de razão pra acontecer”. E Yaoi precisa, então, né??? Ai, que raiva. E tem ainda os casos em que a pessoa fala “eu evito esse tipo de obra/não vejo ou leio, porque não sou gay”. Bacana, bacana. Mas assiste coisa lésbica. Ué, você também não é uma lésbica. E outra, não sei se a pessoa sabe, mas a gente assiste coisas hetero o tempo todo, e não somos hetero. Isso é apenas um outro jeito de ser intolerante. E outra, ninguém reclama quando colocam uma personagem lésbica num anime, mas quando colocam um gay…o choro é livre. Olha, sinceramente, pra mim, se tem uma coisa que realmente deveria ser proibida nesse mundo, é hétero consumir coisa lésbica. Se vai ter preconceito, tem que ter com TUDO, não vai ficar escolhendo o que pode e o que não pode não. Heteros precisam urgentemente aprender a serem gente.

    Pronto, desabafo feito kkkkkkk me sinto melhor agora. No mais, parabéns por toda essa cobertura e esse empenho, mesmo sendo tão jovem hahahaha ainda quero que a NewPoP te contrate. E assino embaixo em tudo sobre Umibe no Étranger. Farei o possível pra comprar todos os volumes de Given o mais cedo possível, assim que lançarem, tanto que meu segundo já foi encomendado. Forte abraço!

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    1. Concordo plenamente! Falam de fujodanshi, mas estão lá alimentando seu fetiche com mulheres lésbicas. E eu vejo isso como forma de preconceito também, porque ele não vê como um apoio à causa, mas para seus próprios desejos, entende? Então ele está se lixando para o que acontece na vida real, mas no desenho serve para seu entretenimento (leia-se: punheta). Eu pensei em entrar no grupo de Whats do tal canal, mas achei melhor não adentrar muito no Chernobyl… Gay é sempre motivo de chacota para esse povo, como é relacionavel com ele por ser homem, então ele ataca, não é atoa que colocou aquela mensagem “Nem cachorros gostam de yaoi”, isso me estressa MUITO… O povo finge que não vê shipp gay, ou melhor, não quer aceitar que existe, por isso atacam as (os) fujos, tem anime que claramente “brinca” com isso, seja com ilustrações promocionais, ou até mesmo dentro do anime/mangá.

      Obrigado por comentar!!! ^^

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      1. Sério, isso me deixa tão revoltado…porque quando não é isso, agindo exclusivamente como um fetiche, segue aquela linha de pensamento: “ah, duas garotas namorando é fofo e cheio de sentimentos”, como se com dois garotos não o fosse. É tão absurdo quando tentam negar um ship gay…porque é assim né, com personagens de sexos diferentes, se derem bom dia um pro outro, já tem gente shipando e não tem problema nenhum com isso. Se forem duas garotas fofinhas, com uma boa relação, mesma coisa. Agora, quando são dois garotos, a menos que eles vão para a cama (no sentido sexual), e digam que são apaixonados um pelo outro com todas as letras, eles podem ter o relacionamento e a química que for, e darem trocentos sinais, sempre tem hetero escroto pra negar e falar que são só amigos, que fujoshi exagera demais e que isso tá errado, e que é uma das razões pelas quais ele odeia fujoshi, que querem que tudo seja gay. Que raiva, viu.

        Sério que teve alguém que falou isso? Queria ver se eu fizesse uma postagem em um veículo grande, em tom pejorativo, bem assim “nem cachorros gostam de ecchi”, “nem cachorros gostam de yuri”, “nem cachorros gostam de hetero”, pra ver se esse tipo de gente ia gostar. Melhor, como iam reagir, né. Eu tava falando era do Intoxi kkkkk qual é esse? Agora fiquei curioso.

        Outra coisa, esse foi o número exato de vendas de Yuri on Ice? Eu tinha visto que tinha ficado na faixa de sessenta mil unidades por volume, mas não sabia o número exato…

        Por nada!!!

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      2. Exatamente! Qualquer A que você diga sobre o assunto e que foge do que esse povo tem em mente, já começam os ataques. Em Yuri!! On Ice mesmo, tem gente relutante em aceitar que tinha um clima entre os protagonistas, e até mesmo depois da troca de anéis ainda tem gente que não aceita isso ¬¬

        Eu estava falando do M@ngaTube, no ano passado ele fez a review de “Dia Game” e colocou essa mensagem rápida (Nem cachorros gostam de yaoi) na tela do vídeo.

        E não são as vendas exatas de “Yuri!!”, é um valor aproximado, no site que eu vi contava mais de 67k, então para não colocar número quebrado, eu arredondei o número :).

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      3. Não apareceu a opção de responder à mensagem abaixo, então vai nessa daqui mesmo hahaha nem conhecia esse tal canal, e vendo lá, percebi que não perdia nada… sério, só praticamente li os comentários dele em resposta, e é cada desculpa esfarrapada…falando que prefere relacionamentos realistas, mas, se como você disse, ele gosta de Gotoubun, já contradisse tudo isso aí. Falou que o casal é muito meloso, mas disse que Omoi Omoware Furi Furare é um romance bem melhor. Oi???? Quer coisa MAIS melosa do que aquilo?? Sem falar, que esse mangá é um shoujo mega genérico, e olha que eu adoro shoujo. Sério, eu fico tão…Ugh com esses youtubers hetero falando b*sta. E é sempre assim. Agora tô até com vontade de ir lá comentar kkkkkk.

        Sério, eu não aguento mais ficar com raiva desse tipo de gente. Quando uma pessoa quer negar uma coisa tão escancarada assim, é praticamente uma desonestidade, sendo bem sincero. Negaram Yuri e Viktor, negaram Ash e Eiji, negaram não sei mais quem…é tudo sempre só amizade. Cansa demais um treco desses. Mas quando são mulheres, tá tudo bem né, é “da hora” ver duas mulheres em um relacionamento, é bonito, fofo, diferente, interessante… k7, e por que que dois homens em um relacionamento não pode ser todas essas coisas também? Por que um romance entre dois homens não pode ser tão interessante quanto? Sério, eu morro de medo de que essas frases possam ser vistas como misoginia, mas por que pra um relacionamento ser bonito, saudável e etc sempre precisa ter mulher? Por que o ideal de beleza, sensibidade, fofura, sensualidade etc. sempre precisa ser uma mulher? Sério, isso me deixa fatigado. Isso quando, e os desse tipo são os “melhores” de todos, falam mil e uma coisas sobre romance gay, usam todo tipo de palavra escrota, fala que “ah, não aguento dois homens se pegando, me afeta demais”, critica os gostos de fujodanshi, e é a mesma pessoa que fala que ver duas mulheres se pegando é sempre muito bom, e que não assiste yuri porque não gosta de como romantizam as coisas, MAS, quando fazem uma reportagem sobre obras dirigidas e criadas por mulheres, fala um monte de besteira, não assiste, acha que não vale a pena, é perda de tempo…sem comentários.

        Bom, já falei demais, acho que expus tudo kkkkkk abraço!

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      4. Exatamente!!!! Eu estou AMANDO MUITO “Furi Fura”, mas eu amo shoujo e toda aquela fórmula dele, Furi Fura é extremamente fofo, no volume 8 teve um encontro de um dos casais principais, pensa numa coisa fofa, era aquilo. Todos os clichês fofinhos de shoujo estavam naquele encontro.

        Eu vou dizer algo no achismo, mas até certo ponto, eu acho que é mais fácil de aceitarem um relacionamento entre mulheres, do que o de homens, principalmente se for em ficção, entra muito na questão de fetiche e de não ser relacionavel com o homem. O povo tenta disfarçar preconceito, mas só deixa mais escancarado o motivo de não ter gostado, porque sequer se dão o trabalho de pensar em algo coerente como desculpa. Isso me deixa muito nervoso, eu tento não me estressar com essas coisas, mas sei lá, vai no fundo da alma, me incomoda muito, principalmente ficar quieto. Eu sinto necessidade de debater e desconstruir esses assuntos/ideias. Eu preciso alfinetar, é algo que não é só com animes e mangás, é algo que eu levo para a minha vida, sabe? Enfim, obrigado novamente e abraço também ^^

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  2. Hey, adorei a reflexão! O preconceito ainda é muito grande com as obras e com quem ler BL, mas o que sempre me deixa espantada é o quanto essas publicações vendem pouco por aqui, o fandom geral de BL é imenso no Brasil. Acho que a razão disso é o conjunto da obra: divulgação ruim e obras pouco atrativas para um público mais diverso, seja pela história ou traço.
    Given é uma história que está em alta e isso torna o mangá bem apelativo, espero que realmente ele abra os caminhos para que mais mangás yaoi venham para o Brasil.

    Falando nisso… Tenho uma pequena observação/correção para fazer sobre o texto: Given não é o primeiro mangá BL com mais de um volume publicado no Brasil.
    Temos os 12 volumes de Gravitation (Jbc) e os 2 de O Namorado do Meu Irmão (Panini)… E saindo das grandes editoras, temos os 7 volumes de O Príncipe do Bestseller e os 9 de Vitral (esse ainda não terminou) do Futago Estúdio.
    E se formos falar de shonen-ai, ainda tem os 7 volumes de Loveless (NewPop), os 5 de Mad Love Chase (Panini), os 5 de Princess Princess (Panini) que amo demais, os 13 de Conde Cain (Panini) outro precioso… Sinto que ainda tem alguns que estão me fugindo da memória, mas ai eu iria me estender demais kkkkkkkkkkkk.

    Enfim, adorei conhecer o site, com certeza vou acompanhar as publicações!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi! Obrigado por comentar :). Concordo com você, acho que a divulgação não é boa e como você falou, as capas/desenho não são muito atrativas, algumas são “claras” demais, com homens se pegando logo na capa, tornando difícil para uma parcela do público comprar, já que temos uma parte que depende dos pais e alguns fiscalizam o que os filhos compram. É até por isso que estou preferindo pedir por obras mais discretas, como o próprio “Umibe no Étranger”, que não é nada sugestivo com sua temática. “JOY” e “Given” também entram no mesmo caso. E prefiro MUITO que o pessoal para de pedir mangás com essas capas descaradas (Ten Count, Dakaretai, Junjou…), porque há uma chance de não vender bem. Quanto a sua correção ela não é valida pois:

      – Gravitation: é um shoujo, foi publicado na revista Kimi to Boku;

      – O Marido do Meu Irmão: é seinen, saiu na revista Gekkan Action;

      – O Príncipe do Best-seller: é uma obra nacional, não entra no assunto do texto, porque estou me referindo exclusivamente a obras asiáticas/mangás;

      – Vitral: mesma coisa que “O Príncipe do Best-seller”;

      – Loveless*: josei, sai na revista Comic Zero-Sum;

      – Mad Love Chase: é um shoujo, saiu na revista Asuka;

      – Princess Princess: é um shoujo, saiu na revista Wings;

      – Conde Cain: shoujo também, foi publicado na Hana to Yume.

      *Loveless ainda tem um desconto, porque a própria NewPOP colocou na capa do mangá que ele era um BL. A própria editora assumiu que errou ao falar que a obra era um BL, além de confirmar que Given é a primeira tentativa de lançar um BL longo no país.

      Shounen-ai não se usa mais, sendo assim, só estou considerando obras que foram ou são publicadas em revistas BLs (no caso do Japão), ou no caso do manhwas, obras que a editora/site coreano onde a obra saiu, conste que é um BL.

      Ter dois homens em um relacionamento não é sinônimo de ser BL, estou usando exclusivamente o sistema adotado nos países asiáticos para se referir a essas obras.

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