Resenha: As Quíntuplas (volume 1)

Nem uma, nem duas, nem três… Nem quatro… Mas CINCO!!! Cinco irmãs bem diferentes, umas das outras e um protagonista comum.

“Go-Toubun no Hanayome” ou “The Quintessential Quintuplets”, é um dos grandes sucessos de 2019, graças a sua adaptação em anime exibida entre janeiro e março daquele ano. Apesar da adaptação ser um tanto desastrosa no que tange animação devido ao estúdio precário, não impediu o sucesso, sendo muito comentado por aqui, no Japão e pelo mundo. O sucesso foi tamanho que em seu país de origem, não apenas as vendas do anime foram ótimas para os padrões atuais (aproximadamente 10 mil unidades vendidas por unidade de Blu-ray/DVD), como seu mangá teve suas vendas triplicadas, chegando a quase 500 mil cópias por volume. O anime já até tem uma segunda temporada anunciada, anteriormente marcada para estrear em outubro desse ano e foi adiada para janeiro de 2021 devido ao Coronavírus.

Dada a explosão de popularidade da obra, rapidamente o mangá começou a ser anunciado por diversos mercados ocidentais de mangás. Também era de esperar que o mangá chegasse ao nosso país em algum momento, e não tardou muito. Em dezembro do ano passado, no painel da Panini na CCXP, a editora realizou uma série de anúncios, indo desde “shounen de lutinha” (que virá mais caro do que você poderá pagar, provavelmente), até o relançamento de “Vinland Saga”. Fato é, dentre os títulos que a editora anunciou, estava Go-Toubun (que gerou uma gafe por parte do Levi Trindade (editor chefe da Panini) que chamou a obra de shoujo… É o novo “Nisekoi” da editora rs).

No começo desse ano, por meio de respostas a perguntas feitas em sua página do Facebook, a editora deu todos os detalhes da edição nacional, além de revelar a data de lançamento em meados de fevereiro. A informação passada foi que o título teria sua publicação iniciada em março. Como prometido, Go-Toubun, ou como será chamado aqui no Brasil, “As Quíntuplas”, entrou no checklist de março e começou a chegar nas lojas no comecinho de abril (lembrando que o checklist da Panini vai do dia 10, até o dia 10 do mês seguinte). Porém, eu tardei um pouco para conseguir adquirir o primeiro volume da obra, consegui apenas no meio de maio e somente agora a resenha está saindo.

Em breve também teremos a resenha de “Astra – Lost in Space” :).

Eu perdi o timing para a resenha? Talvez, eu acho. Mas gosto de opinar sobre o que eu consumo, então espero conseguir convencer alguém a comprar o mangá ^^.

Sinopse: “Fuutarou Uesugi, um garoto do segundo ano do ensino médio, que vivia em uma situação financeira péssima, tem a chance de ajeitar a vida da família se trabalhar de professor particular de uma família rica. Porém, as alunas precisando de reforço têm a mesma idade que a dele! E pior. São quíntuplas! Todas são lindas, mas estão prestes a repetir de ano e odeiam estudar! Fuutarou vai conseguir fazer com que essas beldades singulares se formem sem problemas?!”


Quanto ao meu sentimento com relação à obra, quando eu assisti o anime, eu terminei com um sentimento de ser “ok”, algo divertido, bom para passar o tempo, sem nada de grande destaque. O que me surpreendeu na animação foi a fluidez com que eu consegui assistir os episódios. Eu tenho um problema sério de não conseguir maratonar animes. São poucos os que eu consigo fazê-lo. Com “As Quíntuplas”, eu vi mais de 8 episódios em 2 dias, que é algo bem incomum para a minha pessoa. Mesmo assim, a animação não despertou meu interesse no material original, muito menos caso viesse para cá. Porém, com o passar dos meses, por algum motivo (desconhecido), eu fui gostando mais da animação, chegando ao ponto de ali em meados de outubro/novembro, eu ter um interesse em comprar a versão física, caso o mangá chegasse em nossas terras, coisa que eu tinha quase certeza que aconteceria. E olha só! Aqui estou eu com o mangá em mãos rs. Vamos falar desse primeiro tomo do mangá (e eu juro que não estou enrolando).

  • História e desenvolvimento:

A história do mangá é bem simplória de primeira aparência: temos o típico protagonista probretão, que será rodeado pelas cinco garotas e ao passar do tempo, cada uma vai gostar dele por algum motivo. Pois bem… O primeiro capítulo introduz a Itsuki. Ela faz uma primeira interação com o protagonista e digamos… Esse primeiro contato não é lá muito amistoso, e acabam se desentendendo. Pouco tempo depois, ele descobre que supostamente será o professor particular dela e corre para tentar reatar a relação deles (que mal começou), para evitar um estrago maior. Após uma série de inconveniências, lá no final do capítulo 1, o Fuutarou descobre que será o professor somente da Itsuki, mas sim dela e de suas outras quatro irmãs. E assim começamos essa história.

Esse primeiro volume é uma grande apresentação de personagens e da dinâmica que cada um deles terão entre si. O autor usa esse primeiro volume para traçar a personalidade de cada personagem e como cada uma das garotas age diante do protagonista. Eu diria que o autor consegue fazer com maestria. Na capa do mangá, vemos cada uma das garotas com um tom de cor do cabelo diferente, mas é feito apenas para que o leitor saiba quem é quem. Tanto é que em uma das cenas, o Futaro é enganado por uma das gêmeas por mudar o penteado. Mas sendo sincero, o autor consegue traçar tão bem cada uma das personalidades e os jeitos das garotas, que em pouco tempo você já se acostuma. Dentro do mangá, você não tem o referencial de tons de cabelo para diferenciar, então supostamente você se apega aos penteados para diferenciar cada uma. Todavia, como eu disse, acaba não sendo tão necessário. Por exemplo, a Yotsuba é aquela super extrovertida, a Miku é introvertida, a Nino é a ‘pé no saco’ (pior garota), a Ichika eu não sei muito bem como definir ela, mas diria que ela é direta e é a “irmãzona”. Por fim, e a mais importante, a Itsuki que é a tsundere (melhor garota).

Vale dizer que, apesar da Itsuki ter sido a primeira das cinco a ser apresentada e o primeiro capítulo ter um destaque maior na personagem, ela NÃO é a protagonista entre as cinco. Nenhuma das garotas tem um papel de mais relevância que as outras. Lembro até de uma entrevista que o autor deu e ele mesmo disse que nenhuma das garotas tem mais vantagem que a outra. A intenção do autor é deixar todas elas “por igual” e no decorrer da história ir desenvolvendo cada uma delas de forma que elas vão se apaixonando pelo protagonista, até chegar no momento de o Fuutarou decidir por qual das garotas ele está apaixonado. A Itsuki ser apresentada primeiro foi exclusivamente o autor achar melhor introduzir uma das meninas e depois as demais, do que colocar todas de uma só vez. E que bom que ele fez isso. Seria muito ruim ele colocar as cinco de uma vez na história.

E bom, como o primeiro contato entre os personagens não foi muito bom, muda muito a imagem que cada irmã tem do Fuutarou. Três delas tem uma impressão mais negativa dele, enquanto a Yotsuba e a Ichika são mais amistosas e “aceitam”. O grande problema é: elas não são muito fãs de estudar e pior: três delas não estão nem um pouco interessadas no que ele tem para ensinar. A Nino mesmo interfere nas aulas, criando desculpas para separar as irmãs e ele não conseguir dar aulas. Ou até mesmo dopar ele e suas irmãs para que não possam estudar. A Itsuki prefere estudar sozinha à ter aulas com ele e Miku é indiferente. Assim, o Fuutarou terá que se virar para conquistar a confiança das irmãs para só então, ele conseguir dar as aulas para as garotas. Sem esquecer que o pai delas pagou as dívidas da família dele. Então não há como pular fora do barco agora.

Apesar da maré não estar a seu favor, tendo ele em uma situação nada favorável, as outras duas serem mais simpáticas com ele, a Ichika ainda é um tanto afastada, e ainda temos o fato de que nenhuma quer estudar, nosso querido protagonista já começa a agir nesse volume na sua tentativa de conquistar a confiança delas nesse primeiro tomo, gerando algumas cenas cenas cômicas e outras com fanservice. Ainda há muito para ele fazer quanto a elas, mas aparentemente, ele já consegue alguns pontos positivos com uma delas que não vou dizer qual é rs. Com sua inteligência (e poder do protagonismo, porque não pode faltar), Fuutarou Uesugi terá que fazer de tudo um pouco para conseguir dar suas aulas e fazer com que elas passem de ano, que será uma tarefa difícil.


Já que falei de comédia e fanservice, falemos mais desses dois aspectos. O autor tem um bom timing cômico. Não é algo esplendoroso, até porque eu entendo que não é isso que o autor quer. São cenas que são para serem só engraçadas. Não é algo que te faça rir por minutos. São piadas simples para você soltar um “hahaha” aqui e ali. O desenho do autor ajuda muito nesses momentos porque é muito expressivo (além de ser muito lindo). Quanto as cenas de fanservice, elas existem e não tem como negar. MAS eu diria que para esse “padrão” de obras, a quantidade de cenas sugestivas são bem reduzidas. Até mesmo no anime, pelo que eu me lembre, era uma ou outra cena com algum tipo de conteúdo. Apesar dessas cenas não precisarem existir ali, já fico feliz por ser em quantidade menor ^^. E o que apareceu nesse volume foi uma cena com os peitos da Ichika quase a mostra, em outra o Fuutarou dá de cara com os peitos da Miku e uma outra envolve a Nino no final do volume, mas essa última eu acho a mais “ok” entre elas, porque eu vejo um certo “motivo” dela ter acontecido. Com a Miku é a mais ridícula dentre elas. É tão tosca que chega a ser levemente engraçado. É o fanservice, pelo fanservice, porque sentido lógico não há. Mas também não é como se os autores fizessem um fanservice com lógica…


Partindo para um aspecto que é mais algo EU não gosto em haréns, que é a vida romântica ser envolta do protagonista. Essa frase pode ter soado estranha afinal, é isso que define um harém. Um grupo de pessoas disputando o coração de uma única pessoa. Mas o que eu não gosto é o “final” disso, porque na maioria dos haréns que vi (ou li), quando o protagonista escolhe um(a) dos pretendentes, a história acaba e sequer mostram o que aconteceu com os demais pretendentes. Eu gosto de obras que mudam esse aspecto e exploram a vida dos demais, conhecendo outras pessoas, se apaixonando de novo. Não precisam mostrar casando ou namorando, mas só evidenciar que a pessoa está seguindo em frente. É algo que eu gostaria pela profundidade dos personagens. Não sei se isso acontecerá aqui em “As Quíntuplas”, visto que eu só conheço até onde o anime adaptou do mangá e algumas poucas do final, mas o miolo da obra eu não faço ideia do que acontece. Até por isso estou um tanto animado para o que virá :).

Agora pessoas que estão lendo essa postagem e que já leram alguma coisa do mangá e/ou assistiram o anime e que acham a Nino a melhor garota, me respondam uma coisa: o que vocês vêem nela? Eu não consigo ver um ponto positivo na personagem e pelo que alguns amigos me falaram, da forma que ela começa no mangá, ela permanece durante boa parte da história. Tudo bem que gosto é gosto, mas eu realmente quero entender o que vocês gostam nela, porque as demais garotas eu vejo qualidades que a tornam ‘gostáveis’. Algumas mais que outras no meu ponto de vista, mas a Nino… Me respondam, por favor.


  • Arte:

Eu não poderia finalizar essa postagem de forma alguma sem falar da arte do autor. A capa já fala por si só, mas o conteúdo do mangá não fica nem um pouco atrás! O desenho é lindo e corrobora para as cenas de comédia. A quantidade de traços é alta. Bem polido e com personalidade (embora os peitos das garotas me incomodem em alguns quadros). Mas o que eu preciso destacar também é a quadrinização dele. O desenho é lindíssimo, mas a quadrinização gera umas montagens que realçam o desenho dele ainda mais. O cara tem algumas sacadas de quadros e posições/ângulos que é uma verdadeira maravilha!!! Dá para passar alguns bons minutos admirando uma única página. Eu vou colocar algumas das minhas páginas favoritas do volume, porque é algo tem que destacar!!!

  • Conclusão:

Apesar de “As Quíntuplas” apresentar uma história bem simplória nesse primeiro volume, a história não fica só nessa simplicidade. A partir do segundo volume, começam os desenvolvimentos dos personagens e a história ganha brilho. Não é a melhor trama do mundo, nem desenvolvimentos incríveis, mas não desvalorizo, porque para esse tipo de história, o autor poderia deixar as garotas todas burras, só correndo atrás de macho (no caso, do Fuutarou). Eu diria que o autor desde o começo sabe onde ele quer chegar, e começou o mangá sabendo onde ele iria terminar. Tanto é que mesmo depois do sucesso do anime e a explosão das vendas do mangá, o autor finalizou a obra pouco tempo depois, o que é muito bom. Ele não enrola demais e não torna a obra vazia ou desastrosa por não saber mais o que fazer.

No volume 2 a Ichika ganhará destaque, tanto é que o gancho do volume 1 envolve a personagem. Eu não lembro do anime direito, porém lembro que gostei bastante do arco dela. Estou animado para ler o mangá. Será uma experiência quase que nova, já que não lembro dos detalhes do que aconteceu ^^. Se eu recomendo o mangá? Olha, eu gostei bastante do volume 1, mais do que achei que iria gostar. Continuarei a coleção com certeza. Isto é, se os volumes não esgotarem antes de eu conseguir comprar rs. Se você está interessado em uma comédia romântica, que tem uma história bem amarrada e uma leitura divertida, que é boa para distrair e passar o tempo, “As Quíntuplas” é para você :).

  • A edição nacional:

O mangá está sendo publicado no formato 13,7 x 20 cm, no papel off-white, com média de 190 páginas por volume, ao preço de R$ 22,90. O mangá tem periodicidade bimestral, mas devido à pandemia, alguns volumes podem acabar atrasando. O volume 2 mesmo atrasou. Era para o volume ter entrado no chcklist de maio, mas acabou sendo passado para junho, com lançamento previsto para o final do mês. Sobre o meu volume, a encadernação está muito boa. Permite que eu abra o volume perfeitamente sem ter que forçá-lo, o que já é um bom ponto positivo para o mangá. De brinde veio um marca página. Pouco tempo depois do lançamento do volume 1, a Panini informou que virá um marca página até o volume 7. Então pelo menos até o sétimo volume, nós teremos algum brinde nas edições :). Agora uma novidade:

Teremos um vídeo mostrando a edição nacional em todo post de resenha de mangás que fizermos!!! Eu tive essa ideia depois de assistir diversos vídeos de análise de qualidade do Capitão Onigiri. Resolvi fazer algo semelhante e calhou de eu ter um mini tripé aqui em casa ^^. Espero que tenham gostado desse acréscimo, porque fotos limitam muito o que podemos ver e eu sou um péssimo fotógrafo. Então por que não fazer vídeos curtos?


  • Ficha técnica:
  • Título original: Go-Toubun no Hanayome (五等分の花嫁)
  • Título nacional: As Quíntuplas
  • Autor: Negi Haruba
  • Serialização no Japão: Weekly Shounen Magazine
  • Editora japonesa: Kodansha
  • Editora nacional: Panini
  • Quantidade de volumes: 14 volumes
  • Formato: 17,3 x 20 cm
  • Preço de capa: R$: 22,90

O volume 1 está esgotado na Amazon no momento que estou fazendo essa postagem, mas eu acredito que em breve ele voltará a ter estoque no site. Então quem puder, compre por esse link. Você estará ajudando o blog a trazer mais conteúdo ^^. O volume dois também já se encontra em pré-venda na loja e você pode adquiri-lo por esse link :).

A termos de curiosidade, uma edição full color do mangá começou a ser publicada no Japão e segue o mesmo modelo da edição em preto em branco, sem fazer alterações. Também deve ser concluída em 14 volumes. Até o momento, dois volumes foram lançados e o terceiro está previsto para o dia 17 de junho.


Pois é!!! Eu teria essa mesma reação haha. E coitada da mãe delas…
Por fim, fiquem com um quadro da best girl!!!

4 comentários em “Resenha: As Quíntuplas (volume 1)

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