Yesterday wo Utatte #5 – Impressões semanais

Uma ótima história foi contada, mas que foi prejudicada graças ao seu episódio anterior.

O episódio dessa semana de “Yesterday wo Utatte” foi um pouco diferente dos demais até aqui. Neste, o anime nos apresentou uma história com início, meio e fim, desenvolvendo o novo personagem: Minato. Porém, apesar de ter sido uma boa história, o episódio acabou trazendo alguns pontos negativos graças ao capítulo anterior.


Rub – Alê, ao que parece, as consequências (defeitos) do quarto episódio apareceram nessa semana de Yesterday. Novamente demos uma queimada na largada e já conversamos um pouco sobre o que achamos do anime em OFF. Só que eu quero começar pelo fato de eu ter ficado perdido no primeiro minuto do anime. Fiquei com uma sensação de estar desorientado no espaço e no tempo da história e jurava que tinha rolado um timeskip ali. Não só pelo novo ambiente de trabalho do Rikuo, mas em como tinha buracos na ordem cronológica da narrativa. Como não vimos os acontecimentos até aquele ponto porque o episódio passado foi focado inteiramente no Rou, quando o protagonista aparece naquela nova situação, parecia que tinha se passado meses ou até um ano por causa dessa “omissão” em mostrar o que estavam fazendo a Haru e o Rikuo após eles fazerem as pazes no meio da rua no terceiro capítulo. E como eu fiquei com essa impressão logo de cara, foi difícil me contextualizar novamente com o andar da carruagem. Infelizmente tivemos que completar lacunas deixadas por causa da semana passada. E eu que pensava que o arco do Rou só traria problemas isolados para o enredo, porém já tivemos mais um novo empecilho surgindo que foi a narrativa inconstante carregada para esse episódio.

Alex – Concordo plenamente. Ao menos para mim, o tempo não era muito bem definido no anime, mas não fazia falta até então, porque o que estava sendo contado até o 4, não tinha tanta necessidade de estabelecer esses pilares. O problema mesmo veio com esse quinto episódio, que fiquei bem perdido. Até comentei com você que parecia que eu tinha pulado um episódio porque o começo já é abrupto com o Rikuo falando vagamente sobre o novo trabalho e a história segue a partir dali. Realmente dá a impressão de ter se passado meses ou até um ano entre os eventos do episódio anterior e esse. Já tínhamos tido uma quebra de continuidade, por assim dizer, entre o final do episódio 3 e todo o episódio 4. Agora novamente aconteceu. Eu passei boa parte do episódio sem ficar imerso no que estava acontecendo. Até o episódio 3, a trama me envolvia de uma forma que eu só conseguia pensar no que estava sendo passado naquele instante (nem conseguia pensar no que viria ao final do episódio). Foi uma glória o Rou não ter aparecido no episódio, mas os problemas que ele deixou, me causou um gosto amargo durante por mais que o episódio em si funcione muito bem e conta uma boa história ali.

Rub – Pois é. Eu também gostei desse episódio mais do que o anterior. Só que as consequências dos erros se acumularam e acabou sobrando para o quinto capitulo mesmo ele não tendo errado por si só. E olha que como flui naturalmente quando o Rou não está no meio da confusão. Inclusive, eu adoraria trocar o Minato pelo Rou e ele ser o quarto integrante do elenco principal. Não por ser uma personagem chamativo, mas de como a trama dele é MUITO MAIS INTERESSANTE do que a do Rou. Primeiro o Minato sofre por se sentir deslocado com o ambiente urbano. Ele parece aquelas pessoas que tem um espirito aventureiro e que gosta de descobrir o mundo, registrar eventos, do que seguir o cotidiano de estudar e trabalhar da maioria das pessoas. Segundo porque ele tem uma ligação com a Haru muito forte. Além de terem estudado junto, mostrando um pouco mais de seus passados, o Minato sempre foi apaixonado pela guria. E pela primeira vez, temos uma sequência mais longa de como a Haru era enquanto estudava. Ela era aquela típica garota cheia de energia e comunicativa, sendo simpática com todos, incluindo com os mais tímidos, tipo o Minato. Interessante ver que aquela disposição toda, era mais um escudo para esconder suas frustrações, que a levaram a desistir de concluir o ensino médio. E o terceiro ponto que torna o Minato ser interessante é seu próprio lema de vida, de que ele prefere seguir um caminho e seu desejo de ser fotografo, e que só “desistiria” do objetivo se a guria que ele gosta der uma chance para um encontro.

Alex – Por si só, o Minato é interessante, mas ele seria MUITO melhor que o Rou porque eu consigo ver ele se envolvendo entre os personagens do que o Rou. O Rou em si parece forçado na trama. O Minato pelo pouco tempo que apareceu, conseguiu fluir melhor, gerando reações no Rikuo, e mesmo não tendo muita conexão com a Shinako, consegue se relacionar com ela de alguma forma. Ou seja, ele consegue se envolver com os elementos principais da trama. Uma coisa interessante é que você falando do Minato aparentar ter um espírito aventureiro, é que todo o design dele não passa essa questão. Geralmente o que vemos de personagens com esse tipo de visão, são mais extrovertidos, animados e ele não passa nem um pouco disso. É uma quebra de estereótipo bem interessante e eu gostei bastante disso. Acho que essa camada da Haru de esconder o que sente, criando uma máscara para o que ela realmente sente, é mostrada de uma forma bem inteligente. Eu diria, no flashback do Minato, a Haru acaba escolhendo uma foto bem estranha no ponto de vista dele. Uma foto melancólica. Acredito que revele um pouco dos reais sentimentos e das preocupações que ela tem.

Rub – É que mesmo ele sendo introspectivo, o Minato fica muito entediado com a sua rotina. Quando mostra aquela sequencia de eventos tocando uma musica de fundo, dele trabalhando, caminhando, ou até conversando, já demonstra a sua falta de motivação com o que acontece ao seu arredor. Até focam em uma cena em que temos modelos lindas e seminuas, porém pouco importa agora. Tanto que ele se declarou para a Haru na esperança de que ele conseguisse sair desse marasmo. Ele até projetou escolhas se desse certo o convite para sair, ou se tomasse o toco. Não importando qual dos caminhos que ele iria seguir, o Minato já estava disposto a mudar sua vida. E como a solução foi sair para viajar e conhecer o mundo para seu ramo de fotografia, ele não irá aparecer novamente no anime. Infelizmente foi um personagem passageiro e teremos que se “contentar” com o Rou. E a direção do episódio estava mais afiada. Parece que voltaram para os trilhos, tirando o deslize inicial.

Alex – O Minato acaba sendo bem profissional. Acho que entendo um pouco como o Rikuo se sente diante do Minato. Ele é o tipo de pessoa que eu não sei muito bem como lidar. Tenho um problema com pessoas muito extrovertidas, mas também tenho um certo empecilho quando é para interagir com as pessoas como o Minato e entendo um pouco da frustração do Rikuo diante da situação. A Haru também é um pouco idiota também né? O Minato falando que reencontrou a paixão dele do Ensino Médio, só que ela já gosta de outra pessoa e a Haru nem se tocou. Talvez nem tivesse passando pela cabeça dela naquele momento, ainda mais que ela falou bem pouco com ele durante o Ensino Médio. Mesmo quando a chefe dela comentou sobre a possibilidade do Minato estar indo lá por causa dela, ainda ficou meio que “nada a ver querida”. E voltando um pouco antes, vemos mais um dos impactos do episódio do Rou. A relação da Shinako com o Rikuo mudou muito nesse meio tempo que não vimos. O episódio 4 praticamente termina com a Shinako lembrando dos tempos com seu amado e com ela chorando. Mas nesse episódio, ela já aparenta estar bem mais tranquila quanto as questões envolvendo seu passado, falando da passagem das estações do ano. Deu a entender que ela parece já estar mais conformada com a morte do cara e está pensando no seu futuro. Parece que o tempo dela voltou a se mover.

Rub – Sim. Chegamos a comentar na conversa logo após termos visto o episódio de como a Shinako também foi prejudicada nesse rolê do problema de passagem de tempo no anime. No anterior ela estava em uma tristeza profunda para no momento seguinte, estar de boas, saindo e bebendo com amigos. Até que o enredo te tenta vender que ela está “tentando” esquecer o passado enchendo a cara, entretanto, como não acompanhamos o processo, tudo parece abrupto e jogado na história. Uma pena, já que ela tem um dos arcos mais chamativo dos três. E por falar nela, já podemos dizer que ela já perdeu né? Todo o ciúme que o Rikuo estava da Haru conversando com o Minato foi impagável. Esnobou tanto, que quando pinta algum rival, fica todo mordido e fazendo birra. Estou torcendo para o Rikuo e a Haru fiquem juntos. E com o episódio dessa semana, sinto que a Shinako está perdendo espaço aos poucos. Até fico mais aliviado porque ela parece não ser daquelas personagens que vão superar esse trauma algum dia com facilidade.

Me engana que eu gosto.

Alex – Pois é. Eu ainda acho (ESPERO) que vão voltar no tempo para explorar mais o que aconteceu nesse “meio tempo”. Mas a curto prazo, é bem como você falou. Ficou só jogado ali no episódio que me deixou com um gosto bem amargo por ter sido tão “qualquer coisa”. Chuto que vão trabalhar essa questão posteriormente. O Rikuo está num “meio termo” com a Shinako, que ele já está numa fase de esquecer o sentimento romântico e tendendo mais para a amizade. Eu tive essa sensação enquanto eles conversavam no caminho de volta. Quanto ao que ele sente pela Haru, minha grande questão é se ele já se deu conta disso. Para nós é bem claro o que ele está sentindo/começando a sentir. O Minato pergunta o que há entre ele e a Shinako também pergunta se há algo entre ele e a Haru. Ele diz que são amigos, mas a resposta é travada, demora para sair. Acho que nem ele sabe definir o que eles são. Mas está estranho. As coisas estão caminhando até bem demais. Parece que já está tudo mais ou menos encaminhado e isso é beeem estranho no meu ponto de vista…

Rub – Talvez surjam outros conflitos, até para movimentar a história, pois “mataram” um bom nesse de agora. Vou ser sincero que estou mais acompanhando o anime para ver até onde vá, do que antes que estava mais empolgado com a estreia. O episódio 4 deu aquela derrubada na minha vontade de ver Yesterday, que acabou fazendo com que outros animes da temporada me chamasse mais a minha atenção. Consigo ver diversas qualidade no anime. A historia não progrediu de uma forma que eu gostaria e me frustrou um pouco. Tomara que eu goste do que está por vim, até para estimular a ter novas projeções da forma que fazíamos nos primeiros posts. Quero aquele ímpeto inicial de volta.

Alex – Deu para perceber até pelos parágrafos que saíam. Eram poucos parágrafos, mas cada um era ENORME. Os de agora estão bem mais contidos se a gente comparar com o que já tivemos. De minha parte, eu dei uma animada. O que fodeu com ele foi o episódio 4, mas de forma isolada, ele conseguiu contar uma boa história e construiu um ótimo personagem. Foi uma pena ele já ter que sair de cena. Preferia bem mais o Minato do que o Rou. As cenas mais abruptas também foram um problema. Confesso que estou bem mais animado para outros animes, como Otome Game, Ascendance of a Bookworm e ARTE, embora esteja atrasado com esse último (e devendo post). A produção de Yesterday foi finalizada, então o anime vai seguir sem percalços. Só espero que ele não tenha mais esse tipo de queda. Porém, eu tenho quase certeza que terá, até porque o Rou continua na história ¬_¬.


Mas é bobinha…

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