ID: Invaded – Impressões #5 à #7

E voltamos para comentar sobre três episódios de ID: Invaded. Eu e o Alê conversamos um pouco sobre as nossas impressões do episódio. Só para avisar que quando conversamos, o episódio 8 ainda não tinha sido lançado. Fiquem com o texto.

RUB: Do episódio 5 ao 7, podemos dizer que foi um arco só não é Alê? Não por ser somente um arco da coveira, mas do arco da Koharu. E confirmou-se os meus palpites. A lesão na cabeça da detetive fudeu sua empatia com os seres humanos. A guria praticamente virou uma psicopata agora. Mandar o grupo de policiais para a morte, já suspeitando que fosse uma armadilha, é de uma frieza inacreditável. Ela ficar bem indiferente com seu primeiro beijo do outro com um furo na cabeça, foi um outro sinal de sua mudança. Gostei que o anime fizeram com que o Kokuryuu ficasse com os dois pés atrás com a menina já nesses momentos. Sua confiança com ela, sumiu quando a Koharu relata a cena do beijo bizarro. Ele já viu que tinha algo de errado nela.

ALÊ: Podemos dizer que sim e realmente foi o que você disse. Demorei a notar sobre a questão da empatia. A primeira coisa que notei foi como ela estava com o raciocínio mais rápido. Não sei se foi só impressão, mas achei que ela estava ligando os pontos e chegando em conclusões de forma mais rápida. E o cara rapidinho nota que ela não é mais a mesma no momento que ele joga a realidade na cara dela. Foi uma ótima cena. O que mais gostei do arco, foi o próprio caso do coveiro e principalmente o final dele no trem.

RUB: Sim. Tem toda a parada do ID do ajudante da coveira ser uma ilha caindo do céu, remetendo a sua situação emocional dele. Sem chão, sem nada concreto. Só deixando cair e se segurando para não voar. Sendo que toda essa parada da cognição ser possível captar outras situações a sua volta, também foi uma boa sacada. Os danos cerebrais foi de trocar os sentimentos com as suas ações. Então, seguindo essa lógica, ele mata porque ama a pessoa e quer matar alguém que ele beija. Tanto que a coveira tem o rosto constantemente mudando por ele não saber o que fazer com essa confusão de sentimentos interno. Ele ama as pessoas que matou ou ele quer matar a coveira porque tem uma paixão, passional, que a fez ficar isolada dentro daquela casa japonesa em queda livre? Até mesmo a própria coveira vive em looping no seu ID, relembrando sempre a morte de sua mãe e não ter tido a oportunidade de ajudá-la. Até houve um pouquinho de Edgy, porque o trem que matou sua mãe, era o que ela estava. Inconscientemente, ela se culpa, mesmo não tendo o controle da situação. Tanto que ela ama o guri (que é o mesmo do furo da cabeça) que a apoiou no luto, só que nega por já ter noção dos danos emocionais que sofreu com a perda materna e quer evitar que ele se afunde nessa doideira de psicopatas. Até o Furador comenta que graças as ações dela, que eles puderam ficar juntos, pois o ajudante virou um psicopata artificialmente pelo ferimento no crânio.

ALÊ: É trágico e romântico. Adorei a cena do trem. O chefe que administra a equipe de investigação, até quis deixar mais um pouco o momento. Achei “fofo”. E na hora de sua morte, o carinha até estica a mão dele para ela. Ao menos no poço de ID, eles conseguem ficar juntos (e separados de certa forma). Esse caso é o que mais gostei. Teve um bom tempo para ser explorado, a construção dos dois poços foi muito boa, e como você mesmo disse, tem essa questão dela não querer arrastar ele para o buraco. Eu consigo tirar fofura de coisas que eu não devia. Mas um ponto que eu gosto que levantaram no caso deles, principalmente no dela, ambos serem vítimas primárias (psicólogos são importantes!!!!). A mãe dela morrer pelo trem que estava e ela não poder fazer nada, é o que destruiu sua personalidade. Não é como se ela tivesse controle. Sabe aqueles casos de que algum aluno matou ou tentou matar outro na escola, mas quando vão ver o que tem por trás, o assassino sofria bullying, e no fim das contas, apenas o assassino sai como culpado da história. Vejo algo semelhante aqui. Não é como a outra pessoa tivesse culpa. Mas prestar atenção nela e demonstrassem apoio na infância, teria evitado a situação. Fazer isso, talvez o caso nem sequer aconteceria, e os dois ficariam juntos… Ai tô triste hahaha.

RUB: Sim. Foi trágico, mas foi importante trabalhar sobre essas questões de consequências psicológicas com traumas pesados na infância. A sobriedade dela ao conversar normalmente no interrogatório ou com o furador já é uma consequência do seu distanciamento social. Ela tem consciência dos atos que está fazendo e assume de boas os assassinatos, mas não demonstra remorso. Para tu ver como ela está quebrada. O Sakaido nesse arco, foi deixado de lado. Só utilizaram a criatura para adentrar nos IDs dos assassinos. A Koharu que teve mais destaque e principalmente pelo twist de ter que abandonar sua equipe, sendo forçada a se tornar uma “detetive brilhante”. Ela não é presa porque, até agora, matou pessoas por defesa pessoal. Entretanto, chuto que a Koharu vai matar alguém por querer. Já dá para ver essa questão quando ela entra no ID do Sakaido. Quando ela encontra a família do protagonista lá dentro, acaba os considerando como apenas números. Mais duas pessoas vivas que podem morrer a qualquer momento. É uma frieza semelhante a soldados em grandes guerras em que devem demonizar ou considerar o inimigo como objetos a serem atingidos e mortos.

ALÊ: Sim. Por isso que nem sempre uma pessoa que parece bem, está realmente bem (vivo fazendo isso…). Pessoa com depressão, nem sempre aparenta ter a doença e por aí vai. Ela tá pouco se lixando para quem morre ou vive. Tanto que quando ela avisa sobre os raios, ela fica bem foda-se. Só faltou dizer “vocês que lutem” XP. É realmente algo numérico, alheio a ela. Naquele caso, o que importa é desvendar o assassinato da Kaeru-chan (estou acostumado com o “chan”, então o nome dela é “Kaeru-chan” XD). Por falar nela, eu tenho muita dó. A coitada morre de tantos jeitos e sofrido. Afinal quem é a Kaeru-chan? Ela aparece em todos os poços de ID. Parece ser a representação de algo, mas o que afinal? E achei bem tocante a cena do Sakaido segurando a mão dela, falando que queria salva-la…

RUB: O que deu a entender, que a Kaeru-chan é um totem implantando pela equipe de investigação, só que contextualizado com o ID do assassino. Se o vilão tem uma personalidade fragmentada, ela vai morrer de alguma forma dessa maneira que é imposta pelo ID do bagulho. Ela é inserida artificialmente, até para ativar o subconsciente do detetive mais brilhante da vez, para ele lembrar do objetivo de estar lá. Todos olham para ela e repetem a mesma coisa. É como se fosse uma programação de computadores em que é estabelecido uma rotina com loopings e cálculos, para chegar um possível resultado probabilístico. Não tem como adivinhar o que aconteceu, mas tem como direcionar para um caminho certo. Foi isso que eu entendi com os diálogos expositivos dos investigadores lá no começo do anime. Cheguei a pensar que era a personificação da filha do Sakaido, porém todo mundo consegue ver essa guria, independente do detetive do momento que está “imerso”. Aí depois que explicam como funciona.

ALÊ: Está explicado o porque de não ter ligado os pontos,. Foi aquele maldito começo hahahaha. Enfim, faz bastante sentido o que você disse, como um mecanismo, tipo um gatilho para lembrar o que tem que ser feito. No começo, eu também pensei que tinha relação com a filha dele. Mas voltando a trama, finalmente vamos ver as peças se encaixarem sobre o passado do Sakaido. Como só jogavam uma informação aqui e ali, tinha muita coisa desconexa e nesses episódios eles acrescentaram mais coisas sobre p Sakaido, e nos próximos devemos ver algo mais profundo disso.

RUB: Sim. Até porque não está muito claro se todos da família dele morreram ou se foi só a filha. Aqueles pesadelos e o próprio ID do mano deixam as coisas mais confusas. O que realmente aconteceu? Sabemos que ele matou o assassino da filha. Mas foi somente esse fato que o fez parar na cadeia dos seriais killers? Tem coisa que ainda não foi nos mostrado e devem explicar essas lacunas que faltam para completar as paradas necessárias que devemos conhecer para compreender melhor o que diabos aconteceu. Chuto que o Sakaido pirou e começou a matar os bandidos por aí, das piores maneiras possíveis. Por isso que foi possível recolher suas partículas de cognição na cena do crime dele. De alguma forma, ele pirou igual a guria que perdeu a mãe no trem. Um surto psicótico que destruiu seu senso de justiça e bom senso.

ALÊ: O assassino matou a filha dele, depois disso a esposa se suicidou. Isso deve ter mexido MUITO com ele, semelhante ao que aconteceu com a garota do trem e a partir disso, ele só deve ter piorado. Lembra quando ele disse que sentiu desejo de matar e matou? Isso deve ser conectado em algum momento em um futuro próximo. O episódio continuou com uma questão levantada anteriormente, sendo ela “Quem é John Walker?”. Supostamente, o chefe do time que é, mas sei se não é bem assim. Tem MUITO cara de armação. Imagino que você também pense assim. Desconfio daquele velho, porque ele não me parece boa coisa!!! E uma questão que foi criada nesse último episódio é, por que (raios) tinha aquela cadeira dentro do poço de ID do Sakaido? E o Sakaido vai entrar dentro do seu poço e “conhecer” o John Walker também? Muito intrigante…

RUB: Com certeza que é o velhote o John Walker. Se não for, eu não sei quem seria porque o velhote que tem acesso total aos arquivos de potenciais psicopatas. Eu sei que não é o chefe da investigação. E o que dá a entender sobre aquela cadeira de imersão ali, é que o ID dele está sempre se “atualizando”. O que parece foi que ele não tem mais controle do seu ímpeto em matar e seu ID fica nessa transmutação em colocar coisas atuais. Se for assim, isso explica o porquê dos raios jamais pararem lá dentro do ID. É como se fosse o crescimento de uma criança em que absorve tudo que ver e insere no seu aprendizado. Bem provável que se eles chegarem com aquela maquininha de recolher as partículas ali para coletar perto dele, vão encontrar mais no local. O Sakaido está se deteriorando aos poucos.

ALÊ: O velho tem muito cara de ser. Também não imagino outra pessoa a não ser ele, mas o anime SURPREENDE TODO MUNDO XP. O Sakaido tá indo para o buraco (mais do que já está) cada vez que tem que entrar no ID. Aquele poço do atirador mesmo. Ele morreu diversas vezes e foi inserido de volta no poço no momento seguinte. A criatura deve estar só o bagaço. E o que você disse faz sentido porque, pelo que mostram, aquela área em que os raios caem é enorme. Nós só vimos um pedaço de tudo aquilo e se for o que você disse, imagine quantos casos e quantas pessoas ele já “absorveu” para aquele “mundo”.

RUB: Estou tentando deduzir com o que o anime me informa. Já que o anime é investigativo, tento fazer a mesma coisa e tentar descobrir quem é o John Walker, e qual é a do passado do Sakaido. Parece que os episódios que vêm por aí, serão focados nesses dois temas. A impressão é que o Sakaido vai agir de alguma forma para tentar sair da prisão e ajudar o chefe da investigação, amigo dele de algum jeito.

ALÊ: Inclusive, acho que esse foi o último caso mais “isolado”. Daqui para frente, o anime deve trabalhar em 3 vertentes: a guria futura psicopata, o John Walker e o Sakaido. Quero saber para onde isso vai. Estou bem mais interessado no anime agora do que nos episódios passados.

RUB: Também. Não tenho tantas expectativas como você, mas quero que o anime me entretenha dessa metade para o final.

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