Runway de Waratte #5 – Impressões Semanais (ou ao menos eu tento…)

Começou o festival de moda da Geika. Nota: Kokoro é um anjo que protegerei!!!!!

Seguindo com o segundo post da nossa “minissérie” de três posts de “Runway de Waratte”, aqui comentarei sobre o quinto episódio, que até agora, é um dos meus favoritos. Ele se junta aos episódios 1 e 3 (impressões dos respectivos episódios aqui e aqui), que são excelentes da sua própria maneira. Cada um com momentos que me emocionaram de maneiras e intensidades diferentes ^^. Então vamos ao episódio e o que ele me trouxe de experiência.

Esse quinto episódio dá continuidade as últimas cenas do episódio anterior. Seus quase três minutos iniciais, são gastos com uma conversa entre a Kokoro-san e o Tsumura, enquanto eles tentavam voltar para suas casas. Ali conhecemos um pouco mais da personagem e quem é a Hasegawa Kokoro.

A Kokoro antes de querer ser uma designer, começou sonhando em ser uma modelo. Mas o palco a assustava demais. Então veio a vontade de querer ser uma designer. Esse desejo possivelmente foi impulsionada pelas palavras da Ayano Mai, que trouxe palavras de inspiração para ela no seu primeiro desfile (eu achei meio “grosseiras”/secas as palavras, mas cada um cada um -\_ °-° _/- ). Eu sei bem como é esse medo de palco. Não fiz teatro na escola por causa disso e as peças que eu participei, estava surtando internamente. A representação visual feita para expressar esse medo é ótima. Todos os olhos te observando, parecendo que vão te devorar no momento que você cometer algum erro. O medo de rir de você, inveja gerada pelos outros, são todos fatores que fazem ela ter medo e que particularmente já senti também. Acredito que um dos motivos de eu gostar tanto assim da personagem, foi conseguir ver um pouco de mim nela hahaha.

Palco (e lugares com muita gente) são assustadores…

Aproveitando o assunto, mais tarde nós vemos a Kokoro sendo forçada pela sua agente a segui-la, porque segundo a mesma, ela é a esperança da agência. A agente não só empurra toda a responsabilidade sobre a Kokoro, como diz palavras para diminuir ela. “É impossível”, “Você não serve para ser designer”, “É só uma fantasia”. São palavras/frases que têm um poder enorme, e no caso da Kokoro, a pressão que a agente coloca nessas palavras e somado ao medo da Kokoro, são excelentes representações dessa imensa responsabilidade que é forçado para ela. O diretor torna o ambiente escuro, rosado, penso nisso como uma forma de remeter ao medo da Kokoro. Nós ouvimos os batimentos dela e ela se sente incapaz de negar o que está sendo dito a ela. Vale dizer que os olhos da agente estão muito semelhantes quando eles representam os olhares da plateia. Excelente! Por essas e outras, que adoro a direção ^^.

Uma frase da agente que quero ressaltar é a que diz: “Você é um desrespeito para aqueles que realmente buscam se tornar designers”. Vemos que a intenção dela é fazer a Kokoro ceder. Parecer que ela é a errada por querer ser uma designer. Mas a vida te dá mais de mil possibilidades para ser o que quiser. Não é porque ela não tem certeza se é realmente aquilo que quer fazer que está sendo “desrespeitosa”. Ela tentou ser modelo antes. Se Kokoro não quer, não há porque fazer aquilo. Eu mesmo, quero ser biólogo, se eu ver que não quer mais aquilo, por que eu iria continuar? Pode muito bem largar e entrar para algum curso de artes. Não tem nada a perder. Então seguimores, não se forcem a fazer aquilo que vocês não querem, porque não faz bem a vocês mesmos. Pensem primeiro no que vocês querem ;).

Voltando a Kokoro, o Tsumura acaba indo entregar na casa dela o caderno que ela derrubou mais cedo. E motiva ela a continuar seguindo com o curso de design. A diretora da escola diz que ela não é uma grande artista, mas apreende tudo que vê rapidamente. Mérito do esforço dela. Um pouco desse esforço, é passado pelo caderno que o Tsumura encontra. Ela anota tudo o que tem aprender, dominar ou pesquisar e vemos como é dentro da casa da Kokoro. Todos os materiais, mostra que realmente, ela se esforça para ser uma design. Uma frase que acho muito importante que ela escreveu é um simples “Quero ser uma design”. É simples, mas na simplicidade que muitas vezes nos motivamos a seguir em frente e darmos mais um passo.

E assim, ele convence Kokor a entrar no festival de moda da Geika. Ela vai fazer aquela agente engolir o que disse!!! Eu tenho um ranço dessa agente hahaha, desde que vi o PV da personagem e o que ela dizia exatamente em uma das cenas desse episódio “É impossível. Você nunca será uma designer”. Enfim, quero muito saber o que a Kokoro nos trará nesse festival ^^.

Aproveitando a cena que sucede essa, vamos para o Tsumura indo visitar sua mãe no hospital, É uma cena rápida que pode parecer não ter nada para comentar e, realmente, da cena em si, não tenho nada para falar (cof além de que a mãe do Tsumura é linda demais cof). Mas queria levantar um ponto: acredito que o motivo da mãe dele estar no hospital vai além de trabalhar muito. Por que eu penso assim? Pela cara que a enfermeira (?) faz. A expressão dela é um tanto preocupada e aparentava querer falar algo para no momento que ele sai do quarto em que sua mãe está. Imagino que ela tenha algum tipo de doença em que o tratamento seja caro. Talvez o Tsumura precise vencer algum concurso para poder pagar o tratamento. Por enquanto, é apenas uma suposição minha. Veremos se é algo semelhante ao que eu disse, ou se é só eu imaginando coisas hahaha.

E chegamos a primeira etapa do festival. Como é uma eliminatória, poucos vão passar para a fase seguinte. Lembrando que a Geika é uma escola enorme, então é bem razoável que poucos passem para próxima fase. Para esta primeira fase, a tal Sara (cliente), quer uma roupa elegante. O Tsumura trava horrores ao tentar pensar em uma roupa que se adequasse ao que ela queria. Então nada melhor do que pedir ajuda para a Chiyuki, que conhece muito do mundo da moda e suas modelos. Confesso que não fui com a cara da Sara. Famosos com essa expressão amigável não me convencem. Só fico pensando “Mostre-me sua verdadeira faceta”. Não sei se é o caso da Sara (provavelmente não), porém, nunca se sabe…

Aproveitando a cena, o trabalho de modelo não é apenas chegar na passarela e desfilar. A Chiyuki mostra isso claramente no episódio. Ela fica de salto em casa (aliás, lindo o salto) e tem seus exercícios diários para cumprir. Coragem para ficar direto com um salto no pé. Deve ser sofrido. Além disso, ela acrescenta algo muito interessante. Modelos são verdadeiras atrizes! Para cada roupa, a modelo tem que incorporar o modelito, como se cada roupa tivesse um papel diferente. O jeito de caminhar, o movimento dos braços, da cabeça, dos ombos…tudo é feito para incorporar a roupa que está sendo usada.

Vemos que a Sara é como uma inspiração para a Chiyuki, porque a modelo é considerada baixa para a profissão. Todos tem alguém para admirar e/ou que nos serve de inspiração. É muito real e eu amo isso :). A sequência final desse episódio é basicamente o Tsumura vendo como a Chiyuki se esforça. Inclusive, ela vai para Paris procurar trabalho. Quem não luta, seus sonhos não alcançam hahaha. E é olhando para a Chiyuki que o Tsumura “entende” e agora sabe o que fazer para o concurso. Estou curioso para saber o que virá, pois no momento que estou escrevendo esse post, eu ainda não vi o sexto episódio.

Um último aspecto desse episódio que gostaria de destacar, são algumas cenas do treinamento da Chiyuki. Me pergunto se aquilo era realmente algo necessário de estar ali. Penso que o motivo seja por causa da vergonha que o Tsumura sente diante dela, já que não é a primeira vez que vemos essa situação. No dia do desfile do Yanagida, também tivemos uma cena dele morrendo de vergonha com a desinibição dela. Realmente estou me questionando se precisava daquilo, mas como foram apenas três quadros, eu “”deixo passar””. Só espero que isso não se torne recorrente, até porque no desfile do Yanagida, eu tinha adorado a fala da Chiyuki sobre trabalhar com o corpo nu. Então espero que isso não se perca…


Uma coisa que me dei conta revendo o episódio três de “Runway”, é como eles utilizam os sapatos. Se você reparar, o sapato dos personagens avisam a chegada. Passam uma mensagem de que alguém vindo, como se demarcasse uma presença. Nos principais momentos do anime, essa utilização é bem evidente. E funciona muito bem. Estava distraído, mas assim que eu ouvi o barulho do salto da Chiyuki, instantaneamente olhei para a tela. Foi muito automático. O legal da cena são os personagens que estavam presentes também, olham. Isso que eu quero dizer com “marcar presença” ou “anunciar a chegada”.

Espero que gostaram e amanhã, mais um post com comentários do episódio mais recente.


Frame aleatório do episódio que eu amei!!!
Amada???
Ok, você ganhou pontinhos comigo.
Tsumura é outro anjo!!!
E que homem meus amigos… QUE HOMEM!!!
Hummmm… (na imagem: pedaço da capa do volume 4 do mangá x pedaço de uma cena que mostra o quarto da Kokoro)

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