PET #1 – Impressões Talvez Semanais

Mais um post colaborativo entre mim, @rubnesio e o @alexsanderluiz58, agora falando de mais uma estreia dessa temporada de Inverno de 2020. O anime da vez é Pet. E vocês vão perceber que, quando fizemos esse post, tínhamos recém terminado de assistir o episódio do anime. Então, vai ter muitos apelidos para personagens que nem lembramos o nome, como expectativas e palpites do futuro do anime. Enfim, fiquem com o texto.

SINOPSE: Uma história de suspense que tem como foco pessoas com a capacidade de entrar na mente de outras pessoa e manipular suas memórias. Acompanhamos pessoas com essas habilidades enfrentando os perigos e as consequências de usar seus poderes.

RUB: Alê, eu não sei como você ficou com o começo do primeiro episódio de PET, mas admito que fiquei um tanto confuso e perdido inicialmente. Somos jogados no anime um tanto bruscamente, para lá pro meio do capítulo começarmos a ter as peças se ligando. Mas adorei a direção e a fotografia desse episódio. A sensação espacial é incrível. Eu já sabia exatamente o tamanho da sala de estar, da cozinha e do consultório do doutor só com as jogadas de câmera e com a edição. Parabéns para o diretor já nos colocando imerso naquele ambiente.

ALEX: Concordo plenamente com o que disse. O começo é bem “????”, do meio para o final que você começa a entender algumas das coisas que são apresentadas inicialmente. Ainda estou um tanto confuso com o que esse episódio trouxe, mas bastante curioso com o que a trama pode trazer nos episódios seguintes

RUB: Pelo menos, o que eu entendi, foi que o anime será um conjunto de contos (ou causos) isolados, porque parece duas histórias diferentes sem grandes conexões entre elas ao que teve na estreia. Temos a primeira parte da criança letárgica e sensitiva que está presa na mente caótica da mãe (até acredito que todo esse trecho serviu para nos situar dessas habilidades de entrar na mente dos outros) e a outra parte do dono do bar que faz uns trabalhos esquisitos para o cara que fuma (Katsuragi) que nem uma Chaminé. Ele parece ser do governo que monitora e explora essas pessoas com habilidades (ou chefe de quadrilha). Ainda é tudo muito vago.

ALEX: Eu já penso que não serão bem histórias isoladas. Aquele primeiro caso, como você mesmo disse, é bem para situar quem está assistindo. Eles mostram que aquela criança é uma das pessoas que são capazes de entrar na cabeça das outras. Mas, eu acredito que vai ser uma história mais contínua. Lembra daquele cara loirinho no fim do episódio (Satoru)? Ele tem uma cicatriz exatamente como o garoto do começo do episódio. Lembro até do médico dizendo para a mãe dele que a ferida ia deixar cicatriz nele. Então acho que vai ter uma linearidade e não serão casos isolados. Eu acredito que mais pessoas vão ser envolvidas nesse meio, mas que cada episódio (ou meio episódio) vai contar um momento diferente.

RUB: Eu torço para isso, já que não sou tão fã de animes episódicos. Ainda focando no garoto, eu gosto de como o anime tem aquele senso de paranoia, deixando um sentimento de bipolaridade em relação a mãe do garoto. Ela tem duas frases que acho espetacular:
“Mas doutor, ele é uma criança que precisa de ajuda. Eu quero que ele melhore.”

Dois segundos depois:

“VOCÊ É CULPADO DA MINHA DESGRAÇA. SEU PAI É UM LIXO E VOCÊ É O MOTIVO DO AFASTAMENTO DELE.”
E tudo isso refleti dentro da mente da mãe com aquela representação visual de confusão, um mar vermelho cheio de lixo, ausência de luz com formas ao longe com linhas abstratas não identificáveis…é tudo bem encaixado. Também descobrimos que a mente humana tem um lado sombrio denominado de vale e um lado feliz que seria o pico, onde ficam os sentimentos e pensamentos mais extremos. Inclusive, o mano (Hayashi) que ajuda o garoto (Satoru) a sair do estado catatônico dele, diz para jamais deixar alguém entrar nesses dois locais, porque pode dar muita merda depois na cabeça dele.

ALEX: Hahahahahahahah. Eu particularmente não ligo se o anime é ou não episódico. Se ele consegue me contar boas histórias e funcionar dentro anime, não vejo problema (vide que Violet é meu anime favorito). Essa dualidade é interessante, tanto que isso se reflete muito bem em como é a mente e os pensamentos dela. Acredito que o marido ter largado ela com o garoto nesse estado deve ter abalado muito o psicológico dela. Tanto que alguns pensamentos dela chegam a nem fazer sentido. Exemplo disso é ela pensando que vai se vingar do marido se suicidando. Isso não tem lógica, porque se o marido largou ela, ele está pouco se lixando para o que acontece com ela ou com o garoto. Eu amo coisas loucas ou fora do padrão, seja visualmente ou na proposta do anime (oi Kakegurui). Sempre penso que pode sair algo interessante. Essa parte visual é muito boa, não só com a mãe do garoto, mas também com o cara mais lá para frente no episódio (Kenji). Na sinopse do mangá (retirada do Baka Updates) é dito como entrar na mente de alguém não só pode ser feito para alterar memórias, como também destrói o interior delas e essa habilidade/poder é usada para encobrir crimes diversos. Estou esperançoso com isso. Eu não tinha me atentado que o pico é a parte feliz e o vale é a parte sombria, mas isso faz total sentido. Quando se trabalha com ondas em física, o pico é a parte mais alta de uma onda, já o vale é a depressão daquela onda, isso é bem interessante.

RUB: Bacana essa parte da física. Eu não tinha feito essa relação com as ondas eletromagnéticas, mas faz sentido essa analogia. Será que o anime vai aprofundar isso a nível cientifico como tentar explicar essas habilidades? Fiquei curioso agora. E é bom você ter citado em destruir a mente da pessoa porque, ao que aparece, a pessoa invadir a mente de alguém, vai fuder com ela de alguma forma. Alê, não sei se você viu o filme Inception (A Origem, em português), mas lá existe o conceito de ladrão de informações mentais em que, invadem a mente do alvo ou para implantar alguma ideia ou para roubar algumas informações (e no filme eles usam um “cofre imaginário” para proteger esses dados dos assaltantes, bem semelhante ao conceito do vale e pico do anime). Só que aqui na animação, entrar na mente da outra pessoa é mexer com o psicológico dela, modificar, incentivar ela a ficar louca com alucinações e isso é muito interessante/intrigante para saber até onde a história pode ir com isso.

ALEX: Eu acho que pode acontecer isso. Eu queria ter tido tempo para pesquisar um pouco mais para ver se pode ter algo assim, mas por si só, isso já foi algo bem legal de se ter. Espero que tenha mais coisas assim. Não que precise de uma camada científica, mas fazer referências aqui e ali a coisas reais seria legal de se ter. Não cheguei a assistir o filme, ou se assisti, foi há muito tempo atrás. Então realmente não lembro, porém, é algo legal mesmo, me deixa intrigado e curioso. Ainda falando do mangá, eu fui fazer uma pesquisa rápida sobre o material original (sempre tenho que fazer isso, senão não sou eu hahaha) e segundo o Baka Updates, o mangá é de meados de 2003 e concluído em apenas 5 volumes. Eu jurava que o material original era algo mais “velho”, ali dos anos 80/90. O mangá tem poucos volumes e ainda não sabemos quantos episódios vão ter o anime. Espero que consigam fazer uma boa adaptação do original.

Capa do volume do mangá da nova edição japonesa

RUB: Pelo número de volumes, vai dar para adaptar em uma temporada. Temos que ver se o estúdio vai aguentar até lá. Essa é a minha única reclamação que eu tenho é em relação a parte técnica do anime que seria a qualidade da animação. Não estava ruim nessa estreia, mas já demonstrou sinais que pode desandar conforme os episódios forem passando. Espero que eu esteja errado, porque gostei muito do anime para ver ele piorando aos poucos conforme a temporada progride.

ALEX: É motivo de preocupação mesmo. O Geno Studio ainda é bem novo e ele ainda “está aprendendo”. Ainda tem muito o que melhorar e com Pet as coisas não parecem estar indo muito bem. Tenho que lembrar que o anime deveria ter estreado na temporada passada. Acabou sendo adiada para essa e a produção já começa a desandar logo no primeiro episódio. O estúdio é novo e pega mais projeto do que ele dá conta (ele ainda está a cargo da terceira temporada de Golden Kamuy). Veremos como ele se sai no decorrer dos episódios. Só espero que não caia demais. Poderia acabar estragando as “extravagâncias” visuais que o anime tem, já que tem potencial no roteiro e o compositor de série aparenta estar fazendo um bom trabalho (falo “aparenta”, pois não conheço o original).

RUB: Tomara que o estúdio se sai bem nesse anime. Gostaria agora é puxar a história do cara dono do bar (perdoe, mas lembrar de nome não é comigo). Qual a relação dele com o boca de cinzeiro (quando não sei o nome dos malucos eu saio dando apelidos. xP)? Parecia um contratante, que se conheciam a bastante tempo graças a trabalhos passados e que o dono do bar (Kenji) devia um favor para o cinzeiro ambulante. Dão a entender que eram negócios ilegais e que o dono do bar sabia de tudo. Só não fica muito claro isso e o porquê dele ser morto. Entendi que era queima de provas para não deixar vestígios.

ALEX: Sim sim. Ao que parece são negócios ilegais mesmo. Todo o diálogo entre eles, a forma como isso é feita, parece ser coisas ilegais, não só com o dono do bar, mas também com o amigo dele (Yokota). Acho que o motivo dele ser morto é porque ele “falhou” na missão, como também descobriu sobre o amigo dele. Querer fugir também foi um fator, mas à essa altura, já era tarde, então é melhor acabar com a “prova” do que deixar ele vivo e gerar possíveis problemas no futuro. O amigo dele quis entregar o Chaminé ambulante para a polícia, o que faz sentido eles usarem o cara para causar um “acidente”. Assim, isso seria um disfarce para eles saírem de boas da cena, seja lá o que tenha rolado ali no local. Uma coisa que me deixa intrigado é o negócio com o próprio cigarro. Ele usa o cigarro para conseguir entrar na mente do cara? Parece isso, tanto que ele joga o cigarro e desaparece, como uma ilusão de ótica para o Chaminé conseguir pegar a chave.

RUB: Seria um dispositivo para ativar então? Hum…interessante. São palpites nossos por não termos lido o mangá, mas é um sinal de como o anime despertou a curiosidade para criarmos teorias sobre o que está havendo e o que é real ali. E por falar em real, no momento que o Kenji volta para o quarto dos dois esmagadores (pelo menos é o nome que estava na legenda), o negocio começa a pirar. Teve momentos que eu não sabia o que era ilusão ou o que não era. Apesar dos absurdos serem óbvios, você ainda fica pensando se aquilo é realmente a realidade que o dono do bar estava vendo.

ALEX: Fico feliz por não conhecer a obra original. Não saber o que está por vir está sendo ótimo para supor o que virá à seguir ^^. Nossa, naquela hora do quarto foi louco demais e realmente, tinha momentos que não dava para saber se era real ou não. Aquela cena dos dois esmagadores…meu instinto fudanshi falou mais alto Hahahahah. Achei interessante como as alucinações são coisas bem relacionadas ao que ele viu. Exemplo é a cena que citei mais cedo. No episódio ele fala que aquilo não era um bar gay. O olho e a sensação de estar sendo vigiado, o cigarro relacionado com o Chaminé, o “fogo” saindo da torneira relaciona com o amigo dele que morreu…Eu gostei muito disso, se é que é isso mesmo que estou pensando hahaha.

RUB: Também gostei dessa cena e como foi bem dirigida. E o final deixa claro que o dono do bar tomou uma lavagem cerebral bonita. Tanto que ele pensa que os esmagadores ficaram pouco tempo no quarto e que o Chaminé não os conhecia. Praticamente ele teve um reset dentro de um espaço de tempo. Modificaram inclusive a relação dele com o amigo que se jogou com o carro e tudo. Para o dono, o Yokota (estou vendo no episódio agora) fugiu sem deixar mensagem. Kenji não sabe da morte dele. O que dá para concluir que esses “esmagadores” não estão só para matar os alvos, mas também para modificar o que for mais apropriado para tapar os buracos deixados pelo Chaminé.

ALEX: Não só fizeram lavagem cerebral como modificaram o jeito dele. Ele parece mais “bobinho” do que antes. E aqueles esmagadores que são os protagonistas pelo que parece. Na capa do volume 1 do mangá, aparece aquele de cabelo laranja. Não cheguei a ver as outras capas, mas imagino que esse episódio foi para introduzir eles como “segundo plano” e fazer a virada no final deles serem os protagonistas verdadeiros. Se for isso, eu adorei.

ALEX: Eu sinto que não digeri muito bem o episódio. Tanto que vi ele de manhã e agora à tarde eu já não lembrava de muita coisa (minha memória também não ajuda). Enquanto a gente comentava aqui, eu estava revendo uma cena e outra, seja para lembrar de algum evento, ou para confirmar algo antes de eu falar. PET parece que vai ser um anime que vai demorar um pouco para o que ele quer nos dizer/mostrar.

RUB: Também penso assim. Essa primeiras impressões é mais para mostrarmos o que entendemos do episódio e tentar fazer algumas conjecturas futuras sobre o que são esses esmagadores e essas pessoas com habilidades de entrar nas mentes uma das outras. Estou bem interessado o que está por vim e aguardando para o próximo episódio. Resumidamente, foi uma estreia muito boa. Recomendo a darem uma chance para o anime.

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